segunda-feira, 24 de abril de 2017

346º momento cultural: Festival de Cinema Francófono

Julgo já ter comentado algures que há anos - talvez desde que deixei de ter aulas lá em 2000/01 - que o francês deixou de ser rotina no meu quotidiano, apenas dando o ar da sua graça em conversas pontuais. No entanto, desde o ano passado que houve um alinhamento cósmico que voltou a pôr o francês no meu caminho através de rotas várias ao ponto de ser presentemente uma das minhas línguas do teclado do telemóvel!
Bom, a única coisa que nunca deixei de fazer foi ver filmes franceses - toda esta introdução para dizer que está a decorrer o festival de cinema francês e eu já vi a minha quota-parte. (Tenho que pensar melhor nestes textos, pois isto sai-me cada vez mais pessegoso).

Eis alguns dos ingredientes que mais gosto em filmes: relações interculturais. Aqui tínhamos uma família paquistanesa a viver na Bélgica. Filhos possivelmente belgas a viver integrados num mundo ocidental, cultivando as suas tradições familiares. O problema e o enredo do filme começa quando os pais querem casar a filha com outro paquistanês e achando-se muito modernos dão-lhe três a escolher... e ela não quer nenhum. Entre várias outras peripécias que confrontam ocidente e oriente, dá para perceber algumas perspectivas que nos parecem muito estranhas, pelo menos para mim, a questão da pressão social, as tradições e a honra da família. Não lhes consigo dar razão, mas pelo menos aprendi a ver as coisas de outro ângulo, mas aviso já que é um choque. 
E a miúda que faz de Zahira é tão gira... e confesso que adorei o vestido de noiva dela (é esse aí)!

Advogada bem-sucedida com uma vida amorosa desregrada, duas filhas a seu cargo, um ex-marido que resolve publicar a sua vida num blogue e um ex-cliente que se habilita a ser seu secretário/ajudante/assistente. A par disso um amigo acusado de tentativa de homicídio que lhe pede que o defenda. O filme longe de ser brilhante é engraçado e vê-se bem.

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