quinta-feira, 30 de março de 2017

Inventário de vocábulos XX

Um dos meus hobbies preferidos que entretanto transformei em profissão, mas que mesmo assim sempre que possível volta na variante passatempo é aprender línguas. Línguas mais do que um hobby ou uma profissão é basicamente a minha vida. Nos últimos tempos dei por mim a viver em quatro línguas (até ao ano passado eram só três, mas aí o francês puxou dos galões da minha eterna língua preferida e pôs-me em mil situações e a relacionar-me com outras tantas pessoas francófonas). Mas como dizia, sempre que posso vou aprender uma língua nova que me pareça adequada a esse momento (já foi catalão, hindi, polaco, russo, etc). O meu mais recente interesse é crioulo cabo-verdiano - tal como já anunciara nos meus propósitos para 2017 - e ando a estudar, a ouvir, a ler, a tentar escrever, tentar deduzir regras. No meio disto tudo foi-me apresentada numa bandeja de prata

katxor

E katxor não é mais do que cão, mas eu vejo e acima de tudo ouço um cachorrinho. É melodioso, é curto e explosivo a início e fricatiza, aquece e enrola no fim. (Nota-se muito que estou a dar aulas de Fonética?) É como uma onda que se forma e que depois rebenta, mas ao contrário! Nestes dias descobri esta música, onde encontrei este bocadinho de poesia manhosa "não me digas que sou um cão porque eu sou um cachorro quente"!!! É de qualidade duvidosa, não nego, mas não consigo deixar de esboçar um sorriso, pois é muito engraçado. Pior, encontrei paralelo na vida real. Uma vírgula pode fazer a diferença entre o cão e o cachorro quente. Felizmente foi só um lapso de pontuação e nesta direcção, não na contrária. E pronto, temos katxor e só apetece fazer festinhas a um bebezito destes sebim di odjo doce, mesmo para mim que não tenho grande queda para animais, nem bebés, nem plantas!

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