domingo, 19 de março de 2017

340º momento cultural: Rodrigo Leão & Scott Matthew



Já foi há 6 anos que vi o Rodrigo Leão ao vivo, no entanto, poderia ter sido ontem. Lembro-me de ter estado nas núvens, do princípio ao fim, portanto assim que soube que ele vinha com o Scott Matthews a Viena nem pensei duas vezes. Encontro marcadíssimo desde Dezembro! Conhecia aquela música dos dois, mas nem pesquisei mais nada.
Ontem depois dos 200km do costume e mais uma sestinha sem querer (é o que dá sentar-me no sofá) ao som de afro-pop, lá puxei o lustro a mim e segui para a Konzerthaus. Estranhamente achei pouca gente (dois terços). Portugueses então vi 2. Mas adiante. Realmente é um luxo um artista poder actuar numa sala tão bonita como a sala principal da Konzerthaus, só por isso já deve valer a pena estar em palco. Enquanto pensava nisto e vendo a fauna presente, comecei a considerar o facto do concerto ser mais do Scott Matthew e o Rodrigo Leão servir apenas de pianista de serviço, o que me desmotivou um bocadito, mais ainda quando pensei que o que me apetecia mesmo era ver o negão do outro dia ao vivo e dançar umas kizombas a sério, em vez de levar com um cantor macambúzio-sorumbático!
Os artistas entraram em palco e eu concentrei-me no que estava a ver. Duas músicas melancólicas - que pareciam ser conhecidas e apreciadas pelo público - e a terceira era a que eu conhecia. Gostei claro, mas fiquei sem saber bem o que esperar do resto. O Scott Matthew apesar daquele ar gigante e pesadão, estava bastante animado e foi interagindo com o público, mas retirou-se por uns momentos, deixando Rodrigo Leão y sus muchachos a tocar as suas músicas. Aquelas de que eu gosto. De repente tudo mudou e eu já estava a adorar o concerto. Ele não tocou o Tango Pasión, mas mesmo assim, de repente eu estava a levitar! Foi o que aconteceu no concerto de Lisboa.
Quando o Scott Matthew voltou ao palco, eu pus os pés na terra e pensei que giro, giro, era o Rodrigo Leão fazer uma parceria destas com um Djodje da vida! Isso sim! (Percebe agora o querido leitor quando eu digo que estou (sempre fui?) obsessiva-compulsiva?) Mas depois, foi o Scott que ficou a solo e lá contou umas quantas historietas e referiu-se a um álbum de covers (que aparentemente teve muito sucesso, pois o público manifestou-se) e então ele sozinho cantou a Smile (que bonitinho) e depois pediu-nos que o acompanhássemos na música seguinte. Eu não percebi de imediato o que era, mas quando dei por mim estava a cantar I wanna dance with somebody, numa versão tão diferente mas tão gira. Acredite, o caríssimo leitor, que enquanto engrossava o coro, Maria Calíope ficou com uma lágrima no olho! (Verdade, verdade! Lembrei-me de uma festa no 6º ano (!) lembro-me de estar de fato-de-treino (!!) (era dia de Educação Física) e de ter dançado muito nessa festa e ter ficado contente por haver muitas pessoas que não eram como eu, a chata de galochas!). Voltou entretanto o resto da trupe, cantaram e tocaram todos juntos, mais não sei quanto tempo. O concerto terminou, eles voltaram ainda mais duas vezes.
Foi mesmo muito bom. Foi um concerto três em um! Saí de lá toda contente e nem a chuva me chateou. Voltei para casa mais feliz do que quando saí. Devia ser sempre assim!

Sem comentários: