sexta-feira, 31 de março de 2017

Cartas de amor

A ideia de começar Março com um 29 de Fevereiro deve ter sido das melhores que tive ultimamente. E porquê pergunta o distraído leitor. Porque Maria Calíope não se lembra de um mês inteiro nos últimos meses? anos? em que tenha cultivado tanto aqueles pequenos canteiros de felicidade. Desengane-se o incauto leitor se julga que tudo corre sempre certinho e bonitinho. Não corre. Mas a diferença é não dar espaço e vida a esses percalços. Azares temos todos. E eu não sou diferente. Cá em casa, canta-se, dança-se e isso é sempre um bom barómetro!

Bom, mas se começámos Março em grande com um sempre desejado 29 de Fevereiro, vamos terminá-lo de forma delico-doce e maximizada com... cartas de amor! Há coisa mais bonita do que reler cartas antigas?
A minha mãe no meio das suas arrumações foi desencantar um saco de cartas que ela e o meu pai trocaram, ainda antes de se casarem, em períodos em que não estavam juntos. E devem ser dezenas, pois ela demorou uns 3 dias para as ler. Deve ter sido uma autêntica viagem no tempo. Eu gostei particularmente da história do meu pai ter gasto todo o seu dinheiro em Paris numa prenda para a minha mãe (uma mala) e ter de andar a pé não sei quantos quilómetros, precisamente por já não ter mais dinheiro. O meu pai a comprar carteiras é uma perspectiva completamente inédita para mim, pois só o conheço a comprar aparelhagens electrónicas, televisões e até carros supostamente como prenda para a minha mãe! No meio estavam perdidas duas cartas, uma minha e outra da minha irmã, que mandámos para a minha mãe quando ela esteve um mês no Canadá. Que coisa tão querida, a minha irmã além da carta, ainda mandou os resumos do Roque Santeiro (!). Não é uma delícia?

A minha mãe disse-me que ia arquivar e classificar tudo para me facilitar quando eu for escrever as memórias da nossa família! Eu não sei se as quero ler ou não - é muita invasão de privacidade, não? - Por outro lado, tenho pena de já não escrever cartas, se calhar tenho alguns e-mail... bom, devo ter mil emails trocados e sei lá mais que mensagens em que suportes. Assim de repente, tratei logo de copiar whatsapps! :D Se já acho piada em ler post antigos, vou adorar ler estas coisas daqui a muitos anos.

(E que a energia de Março se estenda por Abril... e Maio e Junho também me dariam muito jeito!)

quinta-feira, 30 de março de 2017

Inventário de vocábulos XX

Um dos meus hobbies preferidos que entretanto transformei em profissão, mas que mesmo assim sempre que possível volta na variante passatempo é aprender línguas. Línguas mais do que um hobby ou uma profissão é basicamente a minha vida. Nos últimos tempos dei por mim a viver em quatro línguas (até ao ano passado eram só três, mas aí o francês puxou dos galões da minha eterna língua preferida e pôs-me em mil situações e a relacionar-me com outras tantas pessoas francófonas). Mas como dizia, sempre que posso vou aprender uma língua nova que me pareça adequada a esse momento (já foi catalão, hindi, polaco, russo, etc). O meu mais recente interesse é crioulo cabo-verdiano - tal como já anunciara nos meus propósitos para 2017 - e ando a estudar, a ouvir, a ler, a tentar escrever, tentar deduzir regras. No meio disto tudo foi-me apresentada numa bandeja de prata

katxor

E katxor não é mais do que cão, mas eu vejo e acima de tudo ouço um cachorrinho. É melodioso, é curto e explosivo a início e fricatiza, aquece e enrola no fim. (Nota-se muito que estou a dar aulas de Fonética?) É como uma onda que se forma e que depois rebenta, mas ao contrário! Nestes dias descobri esta música, onde encontrei este bocadinho de poesia manhosa "não me digas que sou um cão porque eu sou um cachorro quente"!!! É de qualidade duvidosa, não nego, mas não consigo deixar de esboçar um sorriso, pois é muito engraçado. Pior, encontrei paralelo na vida real. Uma vírgula pode fazer a diferença entre o cão e o cachorro quente. Felizmente foi só um lapso de pontuação e nesta direcção, não na contrária. E pronto, temos katxor e só apetece fazer festinhas a um bebezito destes sebim di odjo doce, mesmo para mim que não tenho grande queda para animais, nem bebés, nem plantas!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Se calhar endoideci






Mas um pouco de amantes, loucos e poetas temos todos, não?


E somos felizes assim, certo?


Vá, vão lá ler um bocadito de Shakespeare procurar a citação exacta!


(Enquanto não declamar shall I compare thee to a Summer's day ainda me resta um bocadito de juizo)

terça-feira, 28 de março de 2017

Africanizar

Já vos tinha dito que ando a tentar africanizar o meio que me rodeia. Os passaritos cá da zona estão a aderir à música que eu lhes dou e já chilreeiam coisas mornas, melosas e gostosas. Um destes dias pela manhã dei com este exemplar gordinho e praticamento crioulo que possivelmente é um dos que faz coro à minha janela para me acordar! Agora é só treiná-lo para me cantar isto!


E se Fevereiro começava assim, agora não dá para enganar que estamos mesmo no fim de Março :)

segunda-feira, 27 de março de 2017

Porquê fazer simples quando se pode complicar?

Há um provérbio (ou coisa que o valha) austríaco que diz qualquer coisa como o título deste post e não deixa de ser muito elucidativo da atitude perante a vida de muita gente. Pessoas muito diferentes, que gravitam à minha volta, em áreas ainda mais diversas, complicam tanto as coisas que deve ser cansativo viver assim. Eu, claro, levo esfregado "Mas para ti é tudo fácil!" na cara. E eu penso, é, é mesmo porque eu não complico a minha vida. When there's a will there's a way e as coisas resolvem-se, organizam-se e acontecem. Pelo menos para mim.

E sabe Deus o que eu detesto a justificação "É complicado!"

Speed date

Porquê?
Ir a speed date era uma daquelas coisas que queria fazer há imenso tempo. Obviamente não é o sonho de uma vida, mas era algo que me provocava muita curiosidade. Normalmente, sou bastante rápida a avaliar pessoas, por isso achei que não teria problemas em decidir depois de 5 minutos de conversa o que quer que fosse. Por isso, 'bora lá!

Eu
Saí de casa a cantar "Poderosa", pois quem joga para o empate tende a perder e eu ainda antes de chegar tinha a certeza que ia ser a gaja mais gira que lá estava! Presunção e água benta, cada um toma o que quiser e eu ando ainda mais intragável do que o costume! Quando cheguei ao sítio, já lá estavam duas raparigas e logo a seguir a mim chegaram mais duas e eu pensei: "É esta a minha concorrência?! Pfff".

As outras
Depois daquela primeira impressão ainda chegaram mais umas cinco mulheres. Havia uma bonita, duas ou três aceitáveis e as outras autênticos farrapos (ou velhas ou acabadas). Fiquei parva quando a tipa ao meu lado me disse que era um ano mais velha do que eu... se falássemos em português, eu não teria dúvidas em dirigir-me a ela como "a senhora". Do outro lado, a outra senhora era a cabeleireira Milu (!), com a franja em farripas directamente vinda dos anos 80! Éramos umas 11.

Os outros
Essa era a one million dollar question, quem seria a fauna a frequentar este tipo de iniciativa. A primeira impressão não foi positiva: ao vê-los passar só pensei onde me tinha ido meter, mas os meus olhos bateram num indivíduo que veio direitinho para a minha mesa! Que charme! Passaram mais 8 ou 9 e sem dúvida que a qualidade - pelo menos estética - decresceu. Houve um outro giro com quem me ri tanto que passaram os 5 minutos e nem eu nem ele conseguimos fazer uma pergunta em condições. Os últimos pareciam ter saído de filmes de terror. Um com uns dentes horríveis e o outro com ar de funcionário público cinzentão e cadavérico. Pelo meio, ainda dei um voto a uma "Miss Simpatia".

A organização
Tanto a organizadora, como a minha vizinha do lado como dois ou três homens perguntaram-me a idade, incrédulos de que eu estaria no intervalo 35-48. A organizadora disse-me que para mim talvez fosse mais interessante a faixa etária abaixo. Pois...

Observações gerais
Acabou por ser um serão bem divertido. Eu ri-me imenso e fiquei contente por lá ter ido. Parte dos homens pareceu-me interessante qb, mas a maior parte deles até podia ser pouco mais velho do que eu, MAS tinham ar de mais velho, ao ponto de eu ter escrito nas minhas notas coisas como "o senhor dos óculos". Pronto, só por isso inviabiliza qualquer tipo de futura relação. De qualquer modo, houve uns três ou quatro que me elogiaram (e muito) o meu alemão e isso aquece-me sempre o coração! Só houve dois ou três que foi logo um "não" à partida e que eu não tive sequer vontade de fazer grande conversa. Curiosamente foi com estes dois que o tema da conversa foi dança. E eu nem queria acreditar quando o senhor cadavérico sai-se com "Kizomba é português, não é? ao soar do gongo! :DDDD

domingo, 26 de março de 2017

Mélange


A hora mudou, o sol brilha em Viena a um fim-de-semana e os passarinhos cantam lá fora! (O meu prédio continua em modo musseque, mas parece que os rouxinóis apreciam a banda sonora que lhes arranjei, pois acompanham bem animados e quase os apanhei a tarrachar! :D). Para mantermos o ambiente lúdico, recriativo e primaveril, o que me diz a um enigma, estimado leitor?

O que têm em comum?

a) Auguste Rodin
b) "La belle viennoise"
c) Bo e kel amjer


Soluções daqui a dois meses.

sábado, 25 de março de 2017

Em nome da ciência

Eu bem que estou a esforçar-me por trazer temáticas mais densas e filosóficas para aqui, mas a ciência em estado bruto continua a perseguir-me e eu, como sou avessa a desperdícios e não sou capaz de deitar fora uma oportunidade, tenho mesmo de gravar estas memórias, caso contrário arrisco-me a perder nas pregas da minha cabeça pérolas geniais como:

Eu também quero ser prestiogiosamente conferenciado por ti.

E uma pessoa, que até não se dá muito bem com enquadramentos teóricos, acaba por se render às evidências e dar graças a Deus pela bagagem científica que vem acumulando, garantindo que embora não se saia mal em colóquios, nas aulas práticas é irresistível!

(É impressionante como em pezinhos de lã, ele conseguiu proferir este amanhado de palavras tão certeiro que vai directamente para aquele meu livro de frases. É simplesmente adorável.)

quinta-feira, 23 de março de 2017

Um dia vais ouvir...

... tens um corpo escultural!*


... os textos que a professora nos manda ler como tpc são muito interessantes!


Hoje foi o dia!
O que é que eu posso querer mais da vida? :D


*A única coisa que me ocorreu foi que a Vénus de Willendorf também é uma escultura!

Aliás tenho uma foto ao lado desta Vénus de Willendorf (Riga) porque vi logo que éramos gémeas!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Dance as if noone would see you

Maria Calíope continua a dançar ao som da música que vai tocando e parece imparável, incansável e imbatível.
Afinal é assim que se tira o máximo da vida: seguindo a pauta e as notas que ela nos dá!


Dormir um bocadito também não seria mal pensado.

terça-feira, 21 de março de 2017

Musseque

Depois de tentar transformar o nobre distrito vienense onde moro numa Amadora, ouvindo incessantemente grandes hits da afro-pop actual, resolvi embarcar num momento quase nostálgico - não fosse eu ser avessa a esses melodramas passadistas - e regressar à dobragem do século. O caríssimo leitor pode ter a certeza que desde ontem Maria Calíope ouviu tantas ou mais vezes esta música do que em toda o resto da sua vida. Puro Style: Se eu te perco! Tenho a certeza que o cd ainda mora lá em casa algures.
Hoje o meu escritório quase virava musseque! Para o real feel - liguei para Luanda, claro está! Para além deste, ainda houve Tentação (há quanto tempoooo), Chama a polícia, SSP, Paulo Flores. E para me acalmar, e voltar ao norte, ouvi o Djodjito!

Não consigo parar de ser feliz a ouvir esta música over and over again. Não consigo dissociá-la de um daqueles dois momentos na vida em que pensei "Se morresse agora, morreria feliz", corria o ano de 2002, era um Outono quente e eu voltava para casa pela IC19 no meu QQzito. Até me lembro da minha t-shirt a dizer "No kangaroos in Austria".

O damo dança?

A pedido de muitas famílias - é rigorosamente verdade, houve várias pessoas que me pediram mesmo - Maria Calíope inscreveu-se num speed dating. Por isso, vou sacrificar-me em nome da ciência e fazer esta experiência sociológica. Ainda não tive muito tempo disponível para ler as instruções (imagino que as haja) nem para pensar no que vou vestir nem no que vou dizer. Assim de repente, ocorreu-me ter como pergunta decisiva:

Kannst du Kizomba tanzen?


(ahahhahahahahahahhaha)


Outras sugestões?

segunda-feira, 20 de março de 2017

Whatsapp


PT, DE, EN
e adivinhem quem voltou?

FR

Allons y!


341º momento cultural: Scott Bradlee's Post Modern Jukebox

Ainda nem fez um ano que fui ver os PMJ, sem saber bem ao que ia. Se o querido leitor bem se lembra, Maria Calíope deu por bem gasto todos os eurinhos do bilhete e divertiu-se à grande no concerto, ao ponto de passados seis meses não ter hesitado em pagar mais 20% do preço para vê-los de novo. E lá fui eu ontem - sim, este fim-de-semana foi muito musical - para uma sala bem maior e só com lugares sentados. Tudo bem que é bem mais confortável, mas, a meu ver, para música que se quer dançável não funciona assim tão bem.
Voltou a ser extremamente divertido e obviamente não foi a cadeira que me impediu de sacudir o corpo ao som da música... mas possivelmente era a única! No meu raio de visão, só vi uma cabeça a abanar. Uma! Não sei o que é que estes austríacos comem ao pequeno-almoço... (por acaso sei, mas não vou dizer, para não estragar o meu recurso estilístico).
Impressionante foi o facto de o espectáculo ser completamente diferente do do ano passado. Assim vale a pena, mesmo sacrificandos alguma das minhas músicas preferidas. Também dei logo por falta do tipo do clarinete, que tinha sido um regalo suficiente, para um ano depois eu me lembrar dele. Mesmo assim, um espectáculo irrepreensível! Na verdade, escusava de pôr a frase concessiva, pois foi óptimo, sem mas nenhum, cantaram a Bye, bye, bye, que eu queria ter ouvido da outra vez, aquelas do Justin Bieber que não me saíam da cabeça no Verão (Sorry, Love yourself) e mais uma mão cheia delas, que agora não me estou a lembrar. Só não conhecia duas, o que não me pareceu um saldo nada mau! 
No fim, achei piada eles agradecerem ao público apoiar a existência de música ao vivo e eu fiquei a pensar nisso. Claro que é óptimo ter música enlatada em casa, mas ir a um concerto e ser-nos servido música fresquinha ao vivo é toda outra experiência. Nós, público, é que deveríamos agradecer a essa gente toda andar on the road tempos infinitos para nos proporcionar esse luxo.

(Olhem eu ali do lado esquerdo! Sou aquela sem os braços no ar! :D)

domingo, 19 de março de 2017

340º momento cultural: Rodrigo Leão & Scott Matthew



Já foi há 6 anos que vi o Rodrigo Leão ao vivo, no entanto, poderia ter sido ontem. Lembro-me de ter estado nas núvens, do princípio ao fim, portanto assim que soube que ele vinha com o Scott Matthews a Viena nem pensei duas vezes. Encontro marcadíssimo desde Dezembro! Conhecia aquela música dos dois, mas nem pesquisei mais nada.
Ontem depois dos 200km do costume e mais uma sestinha sem querer (é o que dá sentar-me no sofá) ao som de afro-pop, lá puxei o lustro a mim e segui para a Konzerthaus. Estranhamente achei pouca gente (dois terços). Portugueses então vi 2. Mas adiante. Realmente é um luxo um artista poder actuar numa sala tão bonita como a sala principal da Konzerthaus, só por isso já deve valer a pena estar em palco. Enquanto pensava nisto e vendo a fauna presente, comecei a considerar o facto do concerto ser mais do Scott Matthew e o Rodrigo Leão servir apenas de pianista de serviço, o que me desmotivou um bocadito, mais ainda quando pensei que o que me apetecia mesmo era ver o negão do outro dia ao vivo e dançar umas kizombas a sério, em vez de levar com um cantor macambúzio-sorumbático!
Os artistas entraram em palco e eu concentrei-me no que estava a ver. Duas músicas melancólicas - que pareciam ser conhecidas e apreciadas pelo público - e a terceira era a que eu conhecia. Gostei claro, mas fiquei sem saber bem o que esperar do resto. O Scott Matthew apesar daquele ar gigante e pesadão, estava bastante animado e foi interagindo com o público, mas retirou-se por uns momentos, deixando Rodrigo Leão y sus muchachos a tocar as suas músicas. Aquelas de que eu gosto. De repente tudo mudou e eu já estava a adorar o concerto. Ele não tocou o Tango Pasión, mas mesmo assim, de repente eu estava a levitar! Foi o que aconteceu no concerto de Lisboa.
Quando o Scott Matthew voltou ao palco, eu pus os pés na terra e pensei que giro, giro, era o Rodrigo Leão fazer uma parceria destas com um Djodje da vida! Isso sim! (Percebe agora o querido leitor quando eu digo que estou (sempre fui?) obsessiva-compulsiva?) Mas depois, foi o Scott que ficou a solo e lá contou umas quantas historietas e referiu-se a um álbum de covers (que aparentemente teve muito sucesso, pois o público manifestou-se) e então ele sozinho cantou a Smile (que bonitinho) e depois pediu-nos que o acompanhássemos na música seguinte. Eu não percebi de imediato o que era, mas quando dei por mim estava a cantar I wanna dance with somebody, numa versão tão diferente mas tão gira. Acredite, o caríssimo leitor, que enquanto engrossava o coro, Maria Calíope ficou com uma lágrima no olho! (Verdade, verdade! Lembrei-me de uma festa no 6º ano (!) lembro-me de estar de fato-de-treino (!!) (era dia de Educação Física) e de ter dançado muito nessa festa e ter ficado contente por haver muitas pessoas que não eram como eu, a chata de galochas!). Voltou entretanto o resto da trupe, cantaram e tocaram todos juntos, mais não sei quanto tempo. O concerto terminou, eles voltaram ainda mais duas vezes.
Foi mesmo muito bom. Foi um concerto três em um! Saí de lá toda contente e nem a chuva me chateou. Voltei para casa mais feliz do que quando saí. Devia ser sempre assim!

Feliz dia do Pai, Pai!


Seria muito triste que ao fim de mais de 30 anos não pudesse proferir mais esta frase, hoje. Como acredito que os impossíveis são possibilidades um pouco mais fora de mão, vou dizê-la na mesma e com certeza que o meu pai me há-de ouvir. Afinal, ele nunca me falhou.

sábado, 18 de março de 2017

339º momento cultural: Die Kehrseite der Medaille

Já vos tinha falado do xuxuzinho francês do teatro actual, Florien Zeller, quando fui ver a peça O Pai, em Lisboa. É um miúdo (=mais novo do que eu), mas a recepção às suas peças tem sido extraordinária, nem que seja por já estarem a ser traduzidas e encenadas. Eu adorei o Pai porque gostei muito da perspectiva em que a peça foi construída e depois pelas outras razões que o querido leitor poderá imaginar, tendo em conta a conjuntura em que fui ver a peça.
Bom, este O outro lado da medalha - numa tradução livre minha - pouco ou nada tem a ver com a outra peça. É bem mais ligeira e fez-me lembrar em certa medida o Carnage (tenho a certeza que fui ver, mas não encontro o respectivo momento cultural), uma vez em que a peça gira em volta da dinâmica entre dois casais de meia idade. Aqui o twist logo de início é que a mulher do segundo casal foi trocada por uma outra muito mais nova e assim este novo elemento acaba por polarizar a atenção de todos. Gostei bastante de como a peça foi construída, pois para além da acção expressa entre os actores, o público tem igualmente acesso aos seus pensamentos. As cenas como que congelam por breves segundos enquanto a personagem em causa partilha o que lhe vai pela alma com o público. Aqui não dá para perceber muito bem, mas o cenário era magnífico! Monsieur Zeller, vous avez gagné une admiratrice!

Fiat lux

A luz da sala não acendia hoje de manhã. A lâmpada fundiu-se e para meu azar é daquelas especiais de corrida. Depois do almoço lá fui eu comprar uma lâmpada nova.
Voltei para casa com este vestido lindo, um par de calças, alguma roupa interior, acetona, uns batons e um novo furo na orelha. Sim, algures no meio dessas compras também consegui encontrar a lâmpada.

quinta-feira, 16 de março de 2017

A maçã não cai longe da maceeira*

- És igual ao teu pai!

Ouvi isto surpreendida e sorri. Sorri porque não estava à espera, porque nunca tinha pensado nesse ângulo da semelhança e afinal era tão óbvio, porque é daqueles elogios do tamanho do mundo, que me foi dito espontaneamente, sem ter noção do impacto que estas coisas têm em mim.

Falávamos de férias e do seu significado. Eu dizia que em Portugal para muita gente, férias significa mais não trabalhar do que ir efectivamente para outro lado. Ele dizia que as gerações passadas, vá, anterior à nossa, não cultivava esse hábito de fazer férias e por isso não o imprimia nos seus filhos, que teriam de descobrir esse gosto por si mesmos. Eu concordei com a teoria, mas descartei-me logo desse modelo, explicando que para o meu pai e a minha mãe sempre foi importante irmos de férias para qualquer lado algumas semanas por ano. Na verdade, eles próprios tinham o hábito de viajar, mais o meu pai e a minha mãe mais por arrasto, antes de nós nascermos. Nos anos 60, o meu pai andara a passear pela Europa toda, não sei se é fruto da minha imaginação ter estado em Moscovo, mas é certo que tenha estado no Maio de 68 em Paris e não sei se antes ou depois no Rio. Não deixa de ser impressionante, se tivermos em conta que o meu pai vivia em Moçambique.

Foi depois deste roteiro que o meu interlocutor me identificou o bicho-carpinteiro. Não paro quieta. Sou igual ao meu pai. Não poderia ter-me deixado mais feliz!

O meu pai foi lá para aquela outra viagem faz hoje dois meses.


*É um provérbio alemão equivalente ao "Filho de peixe sabe nadar".

quarta-feira, 15 de março de 2017

Negão do momento XVI: Djodje

Há duas semanas, o nome Djodje não me dizia rigorosamente. Mas cá em casa passa-se rapidamente do 8 ao 80... Pois que esta criança me apareceu pela mão de um outro negão - Nelson Freitas - numa música qualquer (Bem pa mi) ao vivo e de repente eu dei por mim a ouvir a música em loop e a querer ver o vídeo. Tem ar de safado, nada a fazer e não consigo abstrair-me disso! Bom, meio caminho andado para pesquisar mais músicas do neguinho e descobri uma mão cheia de aparentes grandes êxitos. Como é que eu nunca tinha ouvido falar do gajo? Estranhei ainda mais porque não esperava que uma criança de 28 anos tivesse já uma carreira de 14 ou 16 ou sei lá, mas sabia eu lá o que me esperava.
Tenho ouvido isto incessantemente - começo a desconfiar de que tenho gostos compulsivos obsessivos - consequência lógica: já tenho músicas preferidas (este Proibido, por exemplo, mas ouçam também Louca ou esta Poderosa), já sei letras e o melhor de tudo, estou a alargar o meu vocabulário em crioulo. O querido leitor não saberá, mas um dos objectivos da última ida a Cabo Verde passava por aprender crioulo (sim, podia ir para a Amadora que ficava mais à mão, mas não era a mesma coisa). Hoje dei com esta entrevista e percebi quase tudo (Realmente competências passivas vão sempre dois passos à frente das produtivas)!
Como se isto tudo não fosse informação suficiente, apercebi-me que uma das minhas kizombas preferidas de sempre (e de sempre significa já com uns 15 anos, dos tempos em que eu era frequentadora de Mussulos e Luandas da vida) é deste Djodjinho. Isso não seria mau, se não tivesse reparado que o que eu identificava como a voz feminina é, na verdade, a voz de um Djodje com 12 anos. Sim, 12 anos de idade! Poderia ser um miúdo dos Onda Choc cabo-verdiano, mas não, sacana do gajo a cantar Kre volta...  Estou a tentar superar isto.

terça-feira, 14 de março de 2017

Aula de português

Em português europeu o pretérito imperfeito serve muitas vezes de alternativa ao condicional. É engraçado como esta é daquelas combinações, que eu não me canso de repetir aos meus alunos: Imperfeito (conjuntivo) com imperfeito (indicativo) ou condicional. Uma das fórmulas das frases condicionais é essa mesma e nunca me tinha ocorrido que há mais vida para além da gramática. A condição mais hipotética e com poucas probabilidades de se realizar é expressa num imperfeito do conjuntivo que, se concretizada, cumpre-se no tal condicional/imperfeito. E realmente é preciso tantos ses para que toda esta fórmula resulte que obviamente ela raramente se consubstancia.
Se fosse, se fizesse, se dissesse tem cada vez menos espaço no meu vocabulário, ou vou e faço e digo ou corto o mal pela raiz e não ando a ruminar as coisas. Já perdi anos de vida e ganhei cabelos brancos com frases condicionais muito arrastadas. Agora e aqui a música dança-se ao som de "eu quero, eu vou" e sou eu quem marca o ritmo! Claro!

As vidas imaginadas até podem ser perfeitas e felizes porque nunca sairam do pretérito imperfeito, já as reais e vividas são contadas no presente ou no pretérito perfeito e nessa medida tocarão sempre a perfeição, aquilo que se cumpre e
o que está terminado. 

segunda-feira, 13 de março de 2017

Coreografia

2ª-feira é dia de dança. Há anos que esta rotina se cumpre e Maria Calíope é daquelas pessoas que muito preza as suas rotinas.
Este semestre fomos apresentadas ao senhor Tamer Hosny - na verdade, foi só hoje, uma vez que andamos há três semanas a encher choriços - e parece que temos musiquita eleita para a coreografia dos próximos tempos: Yabakht Elli Bethebeeh. A letra deve ser uma coisa do mais melosa possível, pois a professora lá nos vai dizendo que nenhum europeu seria capaz de proferir tais maravilhas. Uma vez que os meus conhecimentos em árabe não vão muito além das graças a Deus, dado que o cursito em que me inscrevi na Mesquita de Lisboa lá em meados da década de 90 não se realizou, não entendo nada, mas não duvido da interpretação da minha professora, apesar de poder ser tendenciosa, pois ela própria tem um egípcio em casa. De qualquer modo, ninguém vai para a dança oriental fazer análise textual, por isso temos é mais que ondular o tronco e sacudir as ancas. A cadência da música é hipnotizante e serve de voz de comando para movimentos sinuosos. Só tenho pena de não a dançarmos com o véu, mas pode ser que até Junho ainda consigamos integrar mais elementos! 

sábado, 11 de março de 2017

Fondue de queijo

Esqueçam lá as esplanadas. A temperatura voltou a cair e a roçar a linha de água... se se distrai cai para os graus negativos.
Por isso, Maria Calíope pegou no seu set-maravilha e toca de se deliciar com queijinho bom e borbulhante. Podia viver disto! (Também fiz uma sopa de cogumelos)

sexta-feira, 10 de março de 2017

Toy boy

Se o miúdo agora já é assim, com 30 anos vai estar um estouro!

Maria Calíope, a virar o bico do prego desde os idos de Fevereiro.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Business lunch

15øC e a gente vai a correr para a esplanada, despe o casaco e tira o chapéu e fica lá a almoçar/trabalhar, desfrutando o ar fresco!

São muitos anos de Áustria, está visto!

Mais coisa menos coisa

Faltam 5044km até ao fim do semestre.

terça-feira, 7 de março de 2017

Sr. Oniro contra-ataca!

Banda sonora: Bem pa mi (percebem porque não consigo entender óperas?)
Ponto de partida: Rotina diária dos blogues. Escrevi um post, andei à procura de fotos compatíveis, dei uma volta por blogues amigos, fiz os comentários que achei convenientes.
E fui à minha vida que inclui umas quantas horas de sono.

Hoje de manhã acordei a lembrar dos sonhos que tive:
1) A minha mãe (a pessoa mais avessa a marcações corporais) tinha tatuado (!) o corpo (!!) todo (!!!). Eu completamente estupefacta, incrédula e descrente com o que se apresentava diante dos meus olhos. Os ombros eram já verdes a cheio. O desenho era bonito e incluía copos de vinho, cartas de jogar, poemas e uma raiz/serpente que saía das costas e vinha pelas pernas. Eu acho que não conseguia articular palavra e ela a justificar-se que era pela memória da minha avó.
2) Estava a chegar a uma festa/discoteca qualquer e dou com o porteiro do hotel e lá vamos dançar... mas eu estava a achá-lo meio estranho, até aparecer o verdadeiro porteiro. Assim que eu vi o autêntico, apercebi-me de que tinha confundido o gajo (!) e tratei logo de mudar de par, desfazendo-me em desculpas por ter confundido com outro macaco qualquer!

Conclusão: serei sugestionável?

(E aproveito a ocasião para inaugurar a nova secção "Sr. Oniro").

338º momento cultural: Il Trovatore

Quem tem boca, vai a Roma e quem vai a Roma, vai à ópera! Por acaso, até acho que a Ópera de Milão é mais conhecida, mas paciência. Passei pelo Teatro da Ópera para ver o programa, não havia bailados no programa, mas havia Il Trovatore de Verdi. Pareceu-me adequado ver uma ópera italiana em Itália e com certeza não soaria muito mais estranho do que óperas italianas em Viena. Não sou grande adepta de óperas porque não tenho essa cultura musical (basta lembrarem-se das pessegadas que eu ouço), mas acho que se ouvir mais óperas pode ser que consiga perceber alguma coisa. Foi assim cheia de boas intenções que lá fui comprar o meu bilhete. E lá estava eu na Ópera de Roma, mas sem ter tido tempo para ler um resuminho do enredo! 
A primeira parte começou e eu concentrada em perceber tudo, o que muito contribuiu o facto de haver legendas em inglês. Consegui identificar algumas personagens, mas nem todas as relações entre umas e outras. Nunca me lembro de ver um cenário tão fúnebre em óperas, ora era guerra, ora era o cemitério. Confesso que me irrita um pouco as frases serem muitas vezes repetidas. A certa altura, achei que deveria concentrar-me era na música e foi com muita alegria que reconheci parte de uma peça! Tenho a certeza que era de um anúncio publicitário dos anos 80? 90? a uma cerveja? e fiquei mesmo contente de a reconhecer. A música era agradável, tão agradável que a páginas tantas eu já só estava a ouvir a orquestra e deixei de prestar atenção ao que estava em palco... 
Ao intervalo, cerca de hora e meia depois acabei por tomar uma decisão. Não estava a perceber a história e daqui a uns tempos a música iria esfumar-se na minha cabeça. Faltava outra hora e meia e eu já estava com fome. Portanto, acabei por perder o desenlace final e o "Il tuo figlio"... mas em compensação comi uma bela pizza com bresaola, rúcula e raspas de parmesão, acompanhado por um vinho maravilhoso!

segunda-feira, 6 de março de 2017

Fui a Roma ver pedras

Tal como me prometi a estipulei para mim mesma (aqui), todos os anos é ano de ir a Itália. Os motivos sobejam: as boas vistas, a cultura, o clima, a comida, a moda e todas aquelas ruelas que poderiam transformar qualquer vida num filme (revi o Eat, Pray and Love há pouco tempo, portanto relevem este último segmento). Roma estava no topo da minha lista de cidades italianas a ser revisitada. Já lá tinha estado duas vezes (2000 e 2003) mas lembrava-me de muito pouco. Assim, mais do que revisitar foi descobrir novamente a cidade. 

Logo no percurso entre o aeroporto e a cidade, dou com isto diante dos meus olhos: o Coliseu, o próprio. E é isso mesmo que eu adoro em Itália - aqui em Viena já estou tão rotinada que é mais raro surpreender-me com as maravilhas da cidade - vai uma pessoa sossegada na sua vida e zack! tem ali pedras com milhares de anos diante de si!

Lembrava-me da Fontana de Trevi em 2000. Na altura achei a fonte gigante para a pracinha onde está entalada. Desta vez nem reparei nisso, pois estava  t a n t a gente que nem sei como consegui tirar fotos mais ou menos aceitáveis sem a presença de estranhos.

Não me lembro do nome disto, mas fica naquela Via não-sei-quê que vai da Coluna de Trajano ao Coliseu. É espantoso estas pedras ainda estarem todas ali.
E isto é uma perspectiva mais aproximada umas horas depois.

Eis a dita Coluna de Trajano. Nem sei por onde começar, se pelo facto de ela ser todo um livro de história em banda desenhada, se pelo(s) desgraçado(s) que estiveram a esculpir aquilo tudo, se pela pedra em si que - não tenho a certeza mas acho que - é monolítico.

Eu adorei este cavalo. Só consigo associá-lo ao Cavalo de Tróia, que não faz sentido nenhum em Roma, mas já era tarde e eu não fui ver a legenda, caso houvesse uma.


Assim não parece nada de especial, mas estar ao lado daquelas colunas (estas certamente monolíticas) é um assombro, não só pelo tamanho e monumentalidade, mas porque não me consigo abstrair de pensar em como é que se carrega e levanta uma coisa destas. 

Só agora me apercebi que não tirei fotos à Fonte dos Quatro Rios na Piazza Navona, mas tirei à fonte do lado... Uma fonte (a outra) dedicada aos quatro continentes, evocando os seus rios é genial, não é? Danúbio, Nilo, Ganges e Rio dela Plata. 



O Tibre, a ponte dos anjos que faz fronteira com o Vaticano e o seu guardião (vá, um deles)! 

Olhameste!


(Atenção que eu não pedi nada)

LL*: +43 681 xxx xxx.
Maria Calíope: Ahahahahaha! Thanks! I'll save it and try NOT to delete for the 3rd time!
LL: Anyway can u give me also your number as i have a new mobile... And it would be easier.

Aspecto cómico I:  A primeira vez que este senhor me deu o seu número, levou com a minha abordagem toda-poderosa-que-se-tornou-em-culto-mas-nunca-mais-voltou-a-ser-utilizada: "Vais dar-me o teu número ou estás à espera que eu to peça!". E olhem para ele agora tão lindinho a pedir-me o meu. Não sei o que será mais fácil, mas pago para ver, claro!
Aspecto cómico II: O timing desta conversa.
Aspecto cómico III: Estou desde o dia 4 para publicar uma foto do Ibrahimovic, mas não tive oportunidade, na verdade, não tinha motivo nenhum e agora, ei-lo! Esta interposta pessoa só voltou a aparecer para que eu pudesse reparar que o Ibrahimavic tem uma tatuagem nova nas costas. Realmente dizer que está tudo ligado é pouco.


*Para quem acompanhava esta blogonovela, o latin lover era o mosqueteiro, kino partner, italiano e sei lá mais o que andei a chamá-lo por aqui. Ah! Grande sacana também deve constar da lista!

domingo, 5 de março de 2017

Soltas de Roma


- A minha sobrinha pediu-me que tirasse uma foto ao lado da "Pizzaria Torta" (ela queria dizer Torre de Pisa).

- Fui à Ópera ver Verdi, mas preferi as free walking tours!

- É costume os empregados de mesa perguntarem o nome aos clientes? É que de repente era Signorina Calíope para aqui e para ali.

- Comprei um par de botas que me custou o mesmo que o voo.

- Vou voltar a tentar aprender italiano.

Pés no chão (163)

Relva por cortar e florzinhas silvestres: olá primavera aqui mesmo no jardim de casa. Foi no ano passado, mas mais semana menos semana de certeza que se repete a cena!

sábado, 4 de março de 2017

Pés no chão (162)

Ponte D. Luís e o Douro lá em baixo. Gosto mesmo das pontes do Porto e passei lá horas a tirar fotos em todas as perspectivas possíveis. E que bom que me soube aquele solzinho de final da tarde, depois da chuva diluviana do dia anterior! (Que bela foto para celebrar o sempre celebrável 4 de Março).

sexta-feira, 3 de março de 2017

Pés no chão (161)

Já há muito tempo que não se viam pés no chão por estas bandas. Isso não se deve à minha omnipresença, pois como o caríssimo leitor saberá, nos últimos meses houve bastantes viagens, mas nas viagens programadas não tive oportunidade/vontade/paciência de vos preparar uns pezinhos de coentrada. Como não queria que esta situação se voltasse a repetir, cá vos presenteio com mais pezinhos desta Cinderela e nem vão reparar que eu ando por aí a laurear a pevide!
Bar suspenso da Casa da Música no Porto com os meus botins azuis acabadinhos de comprar na Invicta. (As minhas biker boots não resistiram à intempérie nortenha...)

quinta-feira, 2 de março de 2017

Olhar para cima



No outro dia andava a pensar nisto e hoje a Ana fez-me recuperar essa linha de pensamentos. Devia rodear-me de mais pessoas que admire, daquelas que me inspiram, que têm bom ascendente sobre mim, que me ajudam a ser mais feliz. Resumindo, pessoas que sejam melhores do que eu. (A ver se aprendo qualquer coisa).

Tipo esta.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Vamos fingir que é 29 de Fevereiro!

Vamos continuar a dançar?

Vamos continuar em modo carnavalesco?
Vamos esticar o mês mais fofinho de todos mais um bocadinho?
Vamos esquecer que Março começou hoje?
Vamos esquecer que o semestre começou hoje?
Vamos esquecer que a Quaresma começa hoje?

Fevereirinho forever!