quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Relógio de colecção

Ao longo 15 minutos de incredulidade pensei ter perdido o relógio que faz parte do meu braço há mais de 10 anos. Recebi-o quando fiz 27 (adivinhem de quem?) e para além de o adorar por ter mil e uma características de que gosto num relógio, nutro por ele uma estima imensa.
De repente ao chegar a casa e tirar o casaco, tinha o pulso vazio... A bracelete já estava a dar as últimas. Ainda tentei comprar uma nova no Aeroporto de Lisboa, mas as lojas só abriam às 6:00. Como tinha sido possível perder um relógio tão estimado de uma forma tão estúpida? Não me lembrava de ter ouvido qualquer coisa a cair e a última vez que me lembrava de ter visto as horas tinha sido em... Munique. Fiz o percurso contrário possível, até ao metro, inspeccionando todos os centímetros de chão. Perguntei ao segurança se ninguém tinha entregue um relógio. E voltei para casa a maldizer a minha estupidez. Num último fôlego de esperança, lembrei-me de apalpar as mangas do casaco. Nada na direita... mas um volume estranho preso na esquerda. Foi um pequeno milagre: o meu relógio estava ali.

2 comentários:

Francis disse...

pronto pronto respira fundo já passou :)

Calíope disse...

Foi mesmo! :)