domingo, 5 de fevereiro de 2017

A saga de mercedonga

Como já tinha indicado há umas semanas, resolvi pegar no nosso Mercedes - coisa que nem seria digna de registo caso eu não tivesse recusado a conduzir todos os mercedes que passaram cá por casa nas últimas décadas (desde que tenho carta), preferindo eu conduzir o toyotinha-lindo dos anos 90 da minha mãe. O cúmulo foi eu ter precisado um carro a tempo inteiro - em 2001/2002 - e o meu pai me ter desencantado um carro o mais parecido possível com o toyotinha (só a cor era diferente) porque Maria Calíope não queria conduzir mais carro nenhum. Todo o resto do agregado familiar tem espírito de taxista e conduz qualquer coisa, Maria Calíope - especialmente depois de se mudar para Viena - é mais transportes públicos.
Bom, mas então para não ser cá em casa um peso morto no que se refere à locomoção automotorizada e porque sei que seria um gosto para o meu pai ver-me a conduzir o Mercedes, agora ando de Mercedes. E é ridículo pois é um carro novinho em folha com tudo automático e mil funcionalidades, com jeito com certeza que deve tirar bicas e tudo, mas eu só estou habituada a ter vidros eléctricos! Mas lá andei a dar umas voltas ontem para me habituar ao animal... nem sei como não o espatifei numa rotunda, como é que consegui deixar o carro ir abaixo ainda é uma incógnita... mas felizmente foi cá no bairro e os outros carros pararam também, até eu sair dali (devem ter buzinado muito também, mas a isso eu não ligo!).

Um pouco de paciência, pai, tem de ser passo-a-passo comigo que eu não tenho espírito de taxista. Mas pode ser que nas próximas décadas, eu própria me torne Mercedista!


2 comentários:

Francis disse...

Não sejas mimada pá, avança na Mercedola :)

Calíope disse...

Avanço, avanço! Já fiz vários quilómetros com ele no fim-de-semana. É só ganhar prática! (Eu não conduzo mal, o problema é que já raramente conduzo, só isso!) Só largarei o Mercedes por um Jaguar :)