terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Avaliação

Um bom
Um medíocre
Duas notas negativas

Se calhar é melhor fazer um intervalo.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Assim de repente



só estou a ver uma razão para eu dar um salto da cadeira e arrumar em três tempos os quilos de roupa espalhados pelo quarto/estendal/casa-de-banho/cadeira e ainda algumas peças perdidas em malas recentes. E lavar a louça!

...

Pois.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Quando o telefone toca

Telefone esquecido é meio caminho andado para meio mundo me ligar. No caso tinha duas chamadas não atendidas de uma colega. Liguei-lhe a saber o que era. Dois dedos de conversa e praticamente um monólogo da parte dela de um assunto que eu não estava a entender, até que a interrompo a perguntar se ela estava a falar com a pessoa certa. Nesse momento, ela dá uma gargalhada e diz: "Ai Calíope, desculpe, eu pensava que era o Hans, pois ele tinha acabado de me colocar uma dúvida..."
O Hans?! Como o Hans?!!
O Hans é um aluno dela sul americano que fala português brasileiro com sotaque espanhol... e é homem!!! 
Tudo bem que temos os dois o mesmo apelido - coisa raríssima aqui na Áustria - mas quer dizer, daí a eu falar PB com voz de macho sul americano vai uma distância... digo eu. Deixem-me ir ali num instante ao espelho a ver se tenho daqueles bigodinhos mexicanos e venho já!

sábado, 28 de janeiro de 2017

Feliz Ano do Galo!


Aqui no Mergulhos continuamos a festejar os anos chineses!
Passei pela festa no Martim Moniz na semana passada também

Se algum dia casar, quero ir assim



(Desde quando é que o verde escuro é assim tão trendy?! É que éramos umas 4 ou 5 com vestidos - felizmente diferentes - verde escuro integral sem padrões)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Freak magnet XXXI

No outro dia, estava no aeroporto, sentada na sala de embarque, sossegadita e entretida com as minhas coisas. Pelo canto do olho, vi um senhor a chegar de cadeira-de-rodas, trazido por alguém do aeroporto que lhe disse que esperasse ali, que quando começasse o embarque, outro colega viria buscá-lo. Passados dois minutos, o homem começa a tentar locomover-se e eu, claro, perguntei-lhe se ele precisava de ajuda. Foi o que me bastou para que o senhor encetasse uma conversa comigo. Em 5 minutos, eu já sabia que ele era da Guiné, viveu 17 anos em Portugal, depois veio para a Áustria onde já está há uns 30 anos, tem um filho médico na Califórnia e ele está reformado, porque teve uma trombose e foi operado e agora vive num lar, mas vai todos os anos a Lisboa, porque quem lhe tira Portugal tira tudo, é que a comida da Áustria é uma porcaria e por isso ele não troca nada pela comidinha portuguesa, mas a reforma de lá é só 200€ e ele aqui vive num lar com tudo e mais alguma coisa... No meio disto tudo, ele começa a vasculhar um saco que levava com ele e diz-me qualquer coisa como "Hmm... se calhar trincávamos qualquer coisa..." o que eu depreendi que ele ia comer qualquer coisa e talvez me oferecesse um bocadinho. Mas não. O senhor retira do saco duas tabletes de kitkat e dá-me uma! Eu disse logo que não comia chocolate, mas ele insistiu que o poderia oferecer a alguém em casa e eu, totó, fiquei sem jeito em dizer-lhe que não e lá pus a tablete dentro da mala. Às tantas não quis manter a conversa com ele e continuei a entreter-me com o meu livro, até que me ocorreu que assim sem querer tinha um produto comigo oferecido por um estranho... num aeroporto. Seria droga?!
A partir do momento em que tive este pensamento, não consegui parar de pensar no assunto. Quantas vezes já ouvi que não se pode receber coisas de estranhos em aeroportos, será que era mesmo chocolate? E se eu chegasse a Lisboa com droga? Haveria câmaras para provar que alguém me tinha dado a tablete?
Entretanto falei ao telefone com a minha irmã, por outros motivos, e expliquei-lhe o drama. Resposta incrédula: Achas mesmo que é droga?! Bom, se estás tão preocupada, deita isso fora e pronto. O que é que ias fazer com a tablete? [Dar-vos a vocês] Ias dar-nos droga a nós?!!!
Voltei para o meu lugar e pensei que como não tinha bagagem de porão, sairia em Lisboa rapidamente sem ter a minha bagagem de mão que passar por qualquer controlo, era preciso ter muito azar para alguém pedir para ver a minha mala... em voos dentro da União Europeia nunca me pediram para revistar a mala. O homem era um pobre coitado e tinha também uma tablete igual... Mas ele era da Guiné e eu sei que as Guinés (acho que as três) são portas de entrada de droga não sei para onde. Se calhar era mesmo melhor deitar a tablete fora. Resolvi ir para a casa-de-banho deitar a tablete fora. Mas e se o homem ma pedisse de volta? Fui na mesma. Cheguei à casa-de-banho e pus-me a inspeccionar a embalagem. Acho que não era austríaca, pois alemão não era das primeiras línguas e eu nunca tinha visto tabletes de kitkat de chocolate branco... A embalagem parecia-me em condições... então eu ia deitar fora uma tablete de chocolate bom? Ah! E se a casa-de-banho tivesse câmaras e me filmassem a deitar uma embalagem fora? Podia ser uma bomba e eu seria incriminada. Não fui capaz de deitar o chocolate fora. Afinal as probabilidades de alguém ir pedir para ver a minha mala eram mínimas... Bom, antes de eu entrar no avião tinha de confirmar que o senhor de cadeira-de-rodas também lá ia. E o senhor entrou antes de mim e eu sabia que ele tinha uma tablete igual à que me dera... E eu lá entrei no avião com a minha mala e a tablete de chocolate. E saí do aeroporto como saio sempre - sempre a andar.
Dei o chocolate à minha família - era mesmo só um kitkat de chocolate branco. Afinal há pessoas boas e desinteressadas no mundo. E se calhar eu ando a ver muito Woody Allen.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

-5ºC

Estou de regresso ao frio mais quentinho :) 
Voltei a casa.

domingo, 22 de janeiro de 2017

E ao 7º dia*

Maria Calíope pegou na mercedonga de livre e espontânea vontade.

*7º dia é como quem diz 20 anos (menos 6 dias) depois de ter tirado a carta.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Grande finale

Cortejo de Mercedes - os da agência e os nossos -  uma mini colina relvada com vista para o rio e de onde se vêem aviões a passar e nós. Só não nos lembrámos de arranjar uma valsa ou assim como banda sonora.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Família

O caríssimo leitor sabe que Maria Calíope considera "família" um conceito muito sobrevalorizado. Já há muito tempo que cultivo esta ideia e ter nascido/crescido/vivido numa família enorme, onde as quezílias eram variadas, recorrentes e cíclicas, contribuiu em muito para esta minha ideia e, quem sabe até, para o meu agregado familiar unipessoal. Ao contrário de mim, o meu pai é um homem de família - a minha mãe também - daquelas pessoas que estimam e cultivam relações familiares, mesmo em circunstâncias adversas e com alguns calos pisados (alguns, pois apesar de boas pessoas também não são santos).
Foi preciso chegar a este momento para eu perceber e acima de tudo ver o quanto ele (mas ela também) era estimado. Primos, tios e outros parentes fizeram por marcar presença em vários momentos. Uns tão ou mais condoídos do que nós (a minha mãe, a minha irmã e eu), outros com os quais não nos dávamos, mas que quiseram partilhar a nossa dor.
Eu não estava à espera nem de uns nem de outros e no meio daquele pesar todo fez-se luz. O meu pai era um homem de família e até nesta circunstância foi capaz de me dar uma lição.

Tendo em conta que um dos meus propósitos de ano novo era não ser tão rancorosa e ultrapassar alguns dos meus preconceitos, parece-me um bom momento para tentar ter mais consideração pelo conceito "família".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

À espera de... Maria Calíope

Pode ser coincidência... ou não.

Em Julho passado, voltei daquela minha viagem à volta do Atlântico Norte, passei com a minha irmã um dia inteiro a tratar de pormenores, a comprar umas últimas coisas para o enxoval do bebé e sei lá mais o quê. No dia seguinte, a minha sobrinha nasceu.

Agora em Janeiro, vim a correr para Lisboa. Cheguei a casa, vi o meu pai, ainda recebi algumas visitas para ele. Tentei ajudar a tratar dele, mas o melhor que consegui foi dizer-lhe que estava ali e passar parte da noite ao lado dele. No dia seguinte, o meu pai faleceu.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Para desanuviar um bocadito...

Reconheço que já estou há muito tempo fora de Portugal, quando estranho dar beijinhos a desconhecidos. Na Áustria, estica-se o braço e aperta-se a mão, esse é a saudação normal. Beijinhos (2 ou 3 - dependendo de onde a pessoa é) é coisa que ocorre apenas entre pessoas próximas.

Não me lembro de nunca ter dado tantos beijinhos a tanta gente... sendo a maior parte desconhecidos! Foram à vontadinha quatro centenas de beijinhos! Havia muita, muita gente e quase todos vieram cumprimentar-me à chegada e à saída, por motivos óbvios... Nem me ocorreu que teria de dar beijinhos às pessoas que não eram meus amigos nem da minha família. Mas dei... Imensos amigos/colegas/ex-colegas/vizinhos/etc do meu pai, da minha mãe, da minha irmã e sei lá mais quem.

Enfim, com o frio que se sente em Lisboa é uma sorte não ficar doente com tanta bactéria no ar! Bom, estou mesmo a falar para o ar, pois assim de repente era eu a pessoa a distribuir mais germes. Para além de lágrimas e baba em vários ombros, foi mais nariz a pingar e pulverizar tosse!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

...

A partir deste momento, o meu mundo não voltará a ser o mesmo. Perdi o homem da minha vida.

(Pela primeira vez na vida não havia uma única televisão ligada em casa, só lágrimas e ainda mais tristeza).

domingo, 15 de janeiro de 2017

Saída de emergência

Mala de mão só com roupa preta...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Encontro marcado

E eu não tenho faltado aos meus encontros com Amadeo. A ver se é desta que consigo o póster do Cavalo-Palhaço-Salamandra. Estou mesmo contente, por isso tomem lá a cópia integral do artigo do Observador:

Um século depois, no Chiado: Amadeo regressa a Lisboa

Aconteceu há 100 anos. Amadeo de Souza-Cardoso era já um pintor reconhecido nos meios de vanguarda artística e tinha participado em exposições coletivas em Paris, Berlim ou Nova Iorque. Regressara a Portugal no início da I Guerra Mundial. E em 1916 expôs em nome próprio: primeiro no Porto, no Jardim Passos Manuel; depois em Lisboa, na Liga Naval Portuguesa.
Foram dois momentos históricos, marcados por críticas e polémicas em torno da ousadia estética de Amadeo – um artista plástico difícil de definir, que navegou pelo cubismo, impressionismo, futurismo e abstracionismo. Rezam as crónicas que houve no Porto quem cuspisse os quadros, tal a incompreensão perante as obras.
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Amadeo de Souza-Cardoso
Um século depois, essas mesmas exposições estão a ser reabilitadas. Em novembro e dezembro, o Museu Nacional Soares dos Reis evocou a exposição nortenha de 1916 – com 90 obras, das 114 originais. Esta semana, o Museu do Chiado inaugura a recriação da mostra lisboeta centenária – com 81 quadros (52 de instituições pública, 29 de coleções privadas).
Intitulada “Amadeo de Souza-Cardoso/Porto Lisboa/2016-1916“, a exposição inaugura esta quarta-feira e abre ao público na quinta, 12, mantendo-se até 26 de fevereiro. A curadoria pertence às historiadoras Raquel Henriques da Silva e Marta Soares.
“Para esta exposição tivemos de estudar muito o contexto dos dois locais em que Amadeo expôs para percebermos de que modo esses espaços foram fundamentais para a receção das exposições”, explica Marta Soares.
No Porto, Amadeo teve uma enorme visibilidade, houve multidões a acorrer ao Jardim Passos Manuel. Em Lisboa, a polémica foi menor. Ele não foi agredido, ninguém cuspiu os quadros. Isso demonstra a diferença de públicos, mas também o facto de a Liga Naval, em Lisboa, ser um espaço mais resguardado”, acrescenta a curadora.
Além da exposição propriamente dita, o Museu do Chiado organiza um conjunto de seis conferências em torno de Amadeo. A primeira realiza-se no sábado, 14, às 16h00: “O Porto em 1916, o Jardim Passos Manuel e a exposição de Amadeo”, com moderação da museóloga Aida Rechena, diretora do museu, e a participação de Ana Paula Machado, Elisa Soares, Sónia Moura e Marta Soares.
Em jeito de antecipação, o Observador falou com a curadora Marta Soares e pediu-lhe que escolhesse e explicasse brevemente seis das obras que vão ser exibidas a partir desta semana.

“Tristezas cabeça”

cerca 1914-1915; óleo sobre cartão; 37 x 38,5 cm

“Vemos um rosto sombrio, um pouco expressionista, que parece encaixar na paleta muito colorida pela qual Amadeo se tornou conhecido. Estas cabeças que o pintor mostrava em vários quadros, mais ou menos no início da exposição de 1916, eram tão grotescas e sombrias que podem ter contribuído para a incompreensão dos visitantes há 100 anos.”
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“Par Impar 1 2 1”

cerca 1915-1916; óleo sobre tela; 100 x 70 cm

“É um belo quadro, especialmente importante pela relação que parece estabelecer entre Amadeo e Almada Negreiros. A expressão do título surge num postal que o Amadeo envia a Almada, ainda antes de o conhecer pessoalmente, apoiando o Manifesto Anti-Dantas. Neste quadro, a figura humana surge automatizada, parece quase uma marioneta intersetada por varas. É uma via que Amadeo vai explorar em 1916, 1917: as varas que intersetam objetos.”
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“Vida dos Instrumentos”

cerca 1916; óleo sobre tela; 70 x 50 cm

“Outro traço fundamental da exposição é a atribuição de vida aos objetos: nas naturezas mortas e sobretudo nos instrumentos musicais. Por volta de 1916, Amadeo está a trabalhar em torno desse animismo, da transferência de vida para os instrumentos musicais, enquanto os músicos surgem desumanizados, muito sombrios em algumas composições. É o período da I Guerra, como se os humanos estivessem esvaziados de alma e a vida tivesse sido transferida para os objetos.”
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“Mucha”

cerca de 1915 – 1916, óleo sobre tela, 27,3 x 21,4 cm

“Talvez a palavra ‘Mucha’ [lê-se “muchá”] seja uma ironia com a expressão ‘na mouche’. De resto, há em muitos títulos desta exposição um jogo fino entre o francês e o português. A partir de 1916, Amadeo pega nas experiências cromáticas do pintor Robert Delaunay, que se encontrava em Portugal, e transforma-as. Em vez de desenvolver os discos órficos de Delaunay [uma superação do cubismo através da cor e da luz em múltiplas facetas e de forma circular], Amadeo como que os parodia, tornando os discos em alvos concretos, alvos de tiro. Ele está a descer à terra, transforma uma teoria em objetos.”
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“A máscara de olho verde cabeça”

cerca de 1915-1916, óleo sobre tela, 55 x 39,5 cm

“Um pormenor desta pintura está a ser utilizado no cartaz da exposição do Museu do Chiado. É belíssimo. Em contraste com as cabeças sombrias que Amadeo criou para o início da exposição, este quadro é muito garrido. É uma antítese. Faz parte da série de cabeças, mas tem outras influências. Fala-se da máscara africana, mas também podemos pensar nas máscaras dos caretos de Podence, de Trás-os-Montes. A paleta é muito parecida, assim como o nariz. Há a possibilidade de Amadeo ter encontrado nesse costume tradicional português um estímulo para a sua pintura.”
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“Arabesco dynamico = REAL…”

cerca de 1915-1916, óleo sobre tela, 100 x 60 cm

“O título é bastante longo e inclui intervenções gráficas, o que despertou curiosidade e polémica em 1916. Muitas críticas negativas então publicadas citavam este título como exemplo da excentricidade de Amadeo. Claramente, estava em diálogo com Santa-Rita Pintor, que também utilizava parêntesis nos títulos. Vemos neste quadro um ambiente mecanizado, com o pintor a explorar as relações com futurismo. Note-se a vaga sugestão de uma mão a segurar um instrumento musical. É um elemento muito camuflado e subtil.”
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Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado está aberto de terça a domingo, das 10h às 18h. Entrada: 4,5 euros. Gratuito no 1.º domingo de cada mês.

Jogatana

Lancei os dados numa prova cega e ganhei acesso a Macau!
(Prova cega, passei o teste da prova cega! Eu disse prova cega!!!)

Não sei porque é que este ano já me está a saber a 2011 (sim, ok, já tenho bilhete para o Rodrigo Leão, voltei a ouvir tango electrónico e agora parece que vou voltar a Macau...) e ainda vamos a 10 dias do início do ano.

Vou voltar a jogar no Venetian... mas desta vez, vou ganhar!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Passarinhos

Aproveitei que estava na rua e que as lojas estavam abertas - uma constelação bem mais rara do que o caríssimo leitor poderá imaginar - e fui ver os saldos. O estimado leitor sabe que Maria Calíope tem esse título praticamente vitalício de rainha dos saldos, por isso tive de ir dar uso a essa qualificação. Tendo em conta que estavam temperaturas negativas tinha algumas camadas de roupa e quando saí de casa não me ocorreu que depois poderia ir aos saldos, caso contrário não teria levado uma camisola traçada...
Enfim, não sei precisar quantas vezes vesti e despi roupa, mas acabei por trazer uma série de peças muito engraçadas para o meu guarda-roupa. A maior parte delas eram básicos com um twistezinho qualquer, mas o que se me agarrou aos braços e não me largou até eu pagar o seu valor foi um kimono curto. Foi um perfect match! Não só ela se me agarrou a mim, como eu bati os olhos nela e fez clique! E era o meu tamanho! E tinha mais de 50% de desconto. Quem disse que eu não gosto de animais, quem foi? Não é adorável? Se alguém estiver interessado, é da Zara.

domingo, 8 de janeiro de 2017

333º momento cultural: O Pai

Queria ter visto esta peça no ano passado aqui, em Viena, mas saiu de cena antes de eu conseguir enfiá-la na minha agenda. Pareceu-me muito interessante seguir uma peça através dos olhos de uma pessoa que sofre de uma demência, daí ter mesmo muita curiosidade. Agora em Lisboa - sim, mais um momento cultural do ano passado - descobri-a em cena no Teatro Aberto e quis vê-la. Por todos os motivos que já me tinham movido no início do Verão e mais ainda face ao estado do meu próprio pai.
Florian Zeller caiu-me nas minhas graças depois de ter visto esta peça. A peça está muito bem escrita e conseguida e chegamos ao fim sem saber o que é verdade e o que é ilusão. Seguimos a peça pelos olhos e pelas impressões do pai que vê pessoas, que ficciona situações, que confunde espaços, pessoas, conversas e situações. Gostei muito de ver este pai. Há momentos quase cómicos... Por outro lado, vê-se o desespero da filha, a intransigência do namorado, a imparcialidade ou mesmo impassibilidade da empregada e da enfermeira. O fim é triste e acho que poderia não ter sido assim, mas recomendo vivamente a peça. E já tenho debaixo de olho outra dele aqui em Viena - qualquer coisa como do outro lado da moeda.

-7º com sensação de -14º

Pareceu-me uma óptima temperatura para sair para o Saturday Night Fever.
E foi mesmo. Saí de casa e começou a nevar!
E já sabemos. Quando neva, tudo acalma. 'Bora lá beber uns copos!

(a única parte chata foi ter voltado com o cheiro de fumo impregnado até aos ossos)

sábado, 7 de janeiro de 2017

332º momento cultural: Schikaneder

Este momento cultural ainda é do ano passado, mas, por força das circunstâncias, não consegui relatá-lo cá de imediato. Portanto cá vai ele agora. Depois dos musicais que vi em Nova Iorque achei que deveria dar uma oportunidade à "prata da casa". Foi-me recomendado Schikaneder, o que para mim era ultra-prático por ser a dois passos da minha casa, o que também é vergonhoso por nunca ter lá ido, vivendo aqui há mais de 12 anos.
Bom, a história gira à volta de uma mulher actriz que entra para uma companhia de teatro, que se apaixona e casa com um colega, apesar de este ser um mulherengo. Ainda casados de fresco, compram a companhia de teatro, mas passado algum tempo, ele envolve-se com outra actriz e ela sai de casa... passados alguns meses? anos? reencontram-se todos.
Tudo muito lindo, tudo muito bom, mas eu fiquei a pensar que aquilo não era bem um musical, mas uma opereta. Nem sei dizer qual a diferença entre musical e opereta, mas, lá está, toda a dinâmica segue mais o ritmo, as cores, a musicalidade de uma ópera popularucha do que eu acho que é um musical - comparo-o directamente ao Chicago e nada a ver.
No último terço, já estava cansada e achava que aquilo nunca mais acabava... pior, lembrei-me de que aquilo parecia um videoclip sem fim! (o que não abona muito para a qualidade do mesmo).
Bom, talvez neste ano dê mais uma oportunidade aos musicais em Viena... (a ver se não vou mais depressa ver um a Londres).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Probabilidades

Tenho toda uma colecção de frases soltas que entitulei de "Em cima do salto", sendo ilustradas por obras de Elena Feliciano, que combinam sapatos com flores. Gostei tanto dessas obras que resolvi mantê-las como ilustração permanente dessa mesma secção. Daí ter rapidamente memorizado o nome da sua autora.
Estava aqui a arrumar umas tralhinhas quando num porta-moedas encontrei o cartão visita de "Elena Feliciano". Reconheci o nome mas só mais tarde associei-a ao Em cima do salto e vim confirmar. Nem queria acreditar na coincidência. Quando estive em Nova Iorque, comprei algumas aguarelas a uma artista de rua. Costumo fazer isso, pois também colecciono imagens pintadas de cidades por onde passei. Gostei tanto dos traços da artista que trouxe três aguarelas para mim e comprei mais dois ou três para oferecer. Estive na banca dela umas três vezes, ainda deu para conversarmos um bocadito e pedi-lhe um cartão de visita para posterior contacto. Na altura nem liguei muito ao nome, mas agora ao arrumar a minha carteirinha, nem queria acreditar na coincidência de encontrar por acaso alguém cuja arte admirava. Realmente as probabilidades são uma coisa admirável! (Estou na dúvida é de lhe escrever a contar isto).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Propósitos para 2017

Simpatizo com o número 2017, o início sinuoso e o final angular que o põe na ordem. 2017 parece-me ter tudo para ser um ano em grande, mas o mais estranho que possa parecer não tenho nenhum projecto em específico. Tenho daqueles propósitos de sempre e mais alguns desejos importantes, mas sobre os quais não tenho poder nenhum. Quero um ano estrelado, mas não sei ao certo o que estou a pedir.

Propósitos: (a ordem é semi-aleatória)

- Não exagerar no trabalho: o meu problema é que não vejo muito do meu trabalho como tal, daí somar horas laborais sem fim, sem sequer pensar que o corpo é que pode eventualmente pagar.

- Mexer-me: a corrida não resultou (ainda bem que comprei imenso equipamento giro em Nova Iorque), só de pensar no veste/despe da natação, perco logo a vontade de me meter na piscina, portanto tenho de pensar num exercício qualquer que se enquadre nos meus horários e se dê bem com as minhas articulações (a dança não é obviamente suficiente). Bom, comecei uns tratamentos fixes que me andam a partir aquelas zonas gordurosas que assentaram arraiais em mim - é outra abordagem, a ver se funciona.

- Tratar melhor de mim: sim, voltei regularmente às massagens, mas tenho de comer melhor. Não abdico do meu pacote de batatas fritas, em compensação deixei de comprar pão regularmente. Comer mais carne e mais legumes (não é o que costumo comer?). Mais fruta talvez?

- Ser mais arrumada: isto sim é um propósito completamente inovador. Nunca propus-me a ser mais arrumada. Sou disciplinada, vivo a vida ao cronómetro e gosto disso, mas facilmente amontoo roupa em vários espaços da casa. Papéis então? Há montinhos em todo o lado... É sempre uma alegria quando a Eva vem limpar e arrumar as coisas, realmente, há coisas que eu poderia fazer. Vou esforçar-me...

- Ser menos rancorosa. Não consigo ultrapassar certas coisas, simplesmente não esqueço e se calhar deveria fazê-lo, pois teria uma vida mais leve, quem sabe até agradável... ou não.

- Ter menos preconceitos em relação a certas coisas. Até me considero uma pessoa tolerante e flexível, mas tenho, por exemplo, as redes sociais em muito má conta. 

- Ser boa filha, boa irmã e boa tia - mesmo que às vezes esteja a 2000km de distância.

- Vá, ser uma pessoa melhor... às vezes acho que não sou tão boa pessoa como acho que deveria ser.

- Continuar a minha volta ao mundo. Não sei se consigo ir ao Japão este ano, mas talvez Vietname-Laos-Cambodja?, Macau está quase certo. A ida anual a Itália está marcada. Uma roadtrip em Portugal? Sri Lanka nos meus anos? Well let's see...

- Aprender crioulo em Cabo Verde

- Procurar casa (?)

- Ver mais teatro, ver mais cinema, ir a mais concertos e exposições. Dançar mais! Rir mais!


Desejos: (cenas cujo desenvolvimento não tenho qualquer influência)

- Que a situação do meu pai se resolva rapidamente.
- Que os "meus" dicionários saiam de uma vez por todas.
- Um gajo normal (com quem eu consiga conversar e que consiga manter a minha atenção, mas não pode ser mais ocupado do que eu, além de que cá em casa sou eu a exótica e a chata-de-galochas, ah! e saiba dançar...) ou então dos outros (ahahahahahhaha que eu lhe dou bom uso)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Viva a marmita

A minha mãe e a minha tia têm medo que eu passe fome por isso enchem sempre a minha mala de comida. Eu até facilito as coisas e levo tupperwares vazios que voltam sempre cheios. Claro que elas não ficam satisfeitas com uma mala de porão nem uma mochila, toca a pôr mais um lanchinho na minha carteira!
Hoje com duas horas de atraso de voo ponderei almoçar algures no aeroporto até ver o preço das refeições (está tudo louco?! 17 euros por um prato de bacalhau?). Não gosto de alimentar chulos, por isso lembrei-me da minha merenda e fui para a porta de embarque fazer um piquenique! Algumas horas depois já a bordo e face àquilo que parece ser o menu de almoço actual da TAP: um pãozinho com não sei o quê e um néctar de manga, nem hesitei em sacar da minha marmita! Chamuças, pataniscas com vinho branco a acompanhar. Acho que os meus colegas de fila ficaram com gosto! (O pacotinho do canto superior esquerdo fica para o meu pequeno-almoço de amanhã - nada se estraga!).

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Previsões astrológicas para os nativos de Escorpião 2017

Acabei de conferir as previsões para 2016... até poderia pedir ao caríssimo leitor que me fizesse a correspondência entre as ditas e a minha vida real. Pois... zero. Nem com um pouco de jeitinho consigo enfiar qualquer episódio nessas linhas. Por isso, este ano resolvi procurar um horóscopo mais simpático ao meu signo - sim, havia alguns menos favoráveis - pois, nós os nativos de escorpião, gostamos de ter sempre os astros alinhados! Assim, cá vos deixo o horóscopo-maravilha-quase-interactivo, uma vez que a autora dialoga com o leitor e diz tags como "né?". No próximo ano, conversamos.

Previsões para o signo de Escorpião em 2017 - por Karen Pisciotti

O que as previsões revelam na área amorosa para a nativa de Escorpião? Quando o assunto for o amor em 2017, de acordo com as previsões astrológicas, “com seu charme e senso de humor, tem grande probabilidade de conhecer alguém interessante. Você anima os ambientes - característica presente nos signos do elemento água - por isso este é um ano ótimo para o amor”, revela Karen.
A astróloga reforça a ideia de agir mais com razão do que emoção, já que 2017 trará muitos ‘amores de verão’ escorpiana, “é uma boa ideia manter a cabeça no lugar, pois alguns dos relacionamentos nos quais você se envolverá serão passageiros”. Acredito que isso não será um grande problema, né escorpiana? Afinal, você costuma superar muito rápido quando algo não dá certo, e é exatamente assim que deve ser, seguir em frente sempre é a melhor solução.
Quando o assunto for trabalho pessoas que estão envolvidas em áreas da comunicação terão as melhores possibilidades de atingir os seus objetivos. “A literatura, as artes, a expressão oral, a mídia, as relações públicas, o comércio e o intercâmbio serão favorecidos este ano. Sua vivacidade intelectual, sua criatividade e seu calor humano serão estimulados. Você poderá tirar o máximo proveito disto ampliando seus horizontes ou mudando de área”, declara Karen.
Aproveite também as recomendações relacionadas a comunicação e energias de 2017 para ampliar os horizontes no convívio social. Você é apaixonante, simpática e decidida, conquistar pessoas nunca foi um grande esforço, agora… imagina com os astros a seu favor?! Será um ano e tanto para as relações interpessoais. “Talvez você possa descobrir algumas habilidades novas, aumentar sua confiança e ser mais radiante. Se utilizar por completo esta vibração, verá que sua imaginação e seu senso de humor chamarão a atenção de outras pessoas, que verão em você uma pessoa carismática”, conclui Karen.
De acordo com a especialista, sua sensibilidade mudará, você verá o mundo de forma diferente. Mas não se desespere, mudar a visão e as perspectivas sobre as coisas é sempre algo bom. A dica é que você também “arrume tempo para o prazer e para a diversão. Livre-se de suas limitações costumeiras, utilize seu dinamismo para fazer coisas novas, para melhorar seus conhecimentos”.
 Utilize todo a sua intensidade, seu emocional e sua dedicação para cumprir todas as metas em 2017. Aproveite, pois de acordo com as previsões para o signo de escorpião os astros estão a seu favor. A astróloga Karen Pisciotti diz que “para obter sucesso em 2017 será necessário evitar a superficialidade, as fofocas e sobretudo os gastos desnecessários. Sua criatividade e seu sucesso devem ter prioridade. Cuidado com o que diz ou escreve, que não seja nada de que você se arrependerá no futuro”.
http://www.astrocentro.com.br/blog/previsoes/previsoes-signo-escorpiao-2017

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Revisitando 2016

Pois que no início do ano passado fiz uma mão cheia de propósitos para o ano que terminou. Vamos ver o que consegui cumprir:

Saúde: saúde é daqueles mistos de propósito com desejo e à medida que a idade vai avançando mais valor lhe damos. 2016 não foi um ano bafejado de saúde. No que me toca a mim, o Verão foi assustador ficar quase imóvel presa a uma cama e desde então alterno fisioterapia, ginástica e massagem. Tenho-me recomposto e tentado ter mais cuidado comigo (não que não tivesse, mas enfim). Desde que a saúde do meu pai o impediu de ir à cerimónia de festiva do meu doutoramento, parece-me que se deu um autêntico Berg ab até ao final do ano. Mas 2016 brindou-nos com quase 3kg de matéria saudável (que entretanto já vai em sete) que ,de repente, trouxe vida à nossa família. Não sabíamos (vá, eu não sabia) mas estávamos mesmos precisados.

Trabalho: Foi um ano a bombar, mesmo nas minhas placas flutuantes! Continuei às vezes meia à deriva, mas antes à deriva do que ir ao fundo! Consegui fazer/ter uma coisa que desejava há muito e não gostei. Agora é aguentar até ao final do contrato, até certo ponto, estou a semi-reviver o meu ano de estágio, mas em vez de 25km, são 200 e as criancinhas deixaram de ter 12-14 anos mas 20-22.

Projectos paralelos: O dicionário não saiu, mas já escrevi a entrada para outro! O que saiu foi o meu livro, esse grande marco na história luso-austríaca. Na verdade, não fazendo eu grande alarido do mesmo, é um grande marco na minha vida... não só pela obra em si, mas pela capa linda que eu consegui impingir ao artista. O mais giro é que o livro saiu com dias de diferença da minha sobrinha!

Amor: Well, amor, amor não houve, mas histórias muito engraçadas e gajos que me proporcionaram episódios inéditos, dignos de filme, isso sim. E pior do que altos e baixos é o marasmo, certo? Pois!

Cenas minhas: Dancei tango e dança do ventre! A volta ao mundo, resumiu-se a um quarto do previsto, mas em compensação dei uma volta a uma série de capitais europeias (Madrid, Londres, Paris, Reiquiavique, Zagreb e Podgorica - Lisboa, Viena e Bratislava não contam) e fui duas vezes a Itália (Cinqueterre e Palermo).

Cenas imprevistas: Alguns dos pontos aí acima, mas queria frisar: ser tia, ser campeã europeia de futebol e ter feito uma tatuagem.

Assim de repente nem me parece um balanço por aí além, mas 2016 será com certeza um ano de boa memória.

Adenda (6.1.2017): Bem me parecia que me estavam a escapar muitas coisas. 2016 foi um ano de artes! Fui a museus inacreditáveis e visitei exposições fantásticas: Comecei o ano no Prado e no Museu Thyssen em Madrid, adorei o Victoria and Albert Museum em Londres e revisitei a National Gallery. Fui de propósito a Paris ver o Amadeo no Grand Palais e de boleia vi um old-time-favorite Monet na sua própria casa. Ainda fui ao Moma e ao Guggenheim em Nova Iorque. Deliciei-me com MC Escher em Milão, não gostei assim tanto da Exposição de Leonardo da Vinci. Descobri o Museu de Broken Relationships em Zagreb. Assisti a concertos fabulosos: Postmodern Jukebox, 2cellos, Caetano Veloso, António Zambujo. Adorei o Chicago no Ambassador Theater e estou a pensar ir a Londres ver musicais - fica mais perto do que NY, em Viena o Schikaneder não me encheu as medidas. Fui ao teatro, umas das vezes em Reiquiavique, e enchi-me de orgulho ao ver Stille Nacht em cena, da minha amiga Marszalkowska... Acho que foi tudo. (Devo ter feito mais coisas em Viena, mas agora não me lembro):

Estou um pouco confusa

Não sei se terminei o ano a mudar a primeira fralda de sempre ou se comecei o ano com essa mesma actividade. Julgo ter sido a primeira mudança de fralda de toda uma vida... não sei o que isso me auguria para 2017. Entretanto, em 2017, já me apercebi que as minhas capacidades como cuidadora são limitadas (mais novos ou mais velhos - isto já com o bónus de sangue). 
Mais certo foi o belíssimo vinho que despachei! Pelo facto de estar a um elevador de distância da minha casa não me coibi de beber um copo ou dois a mais!