terça-feira, 1 de novembro de 2016

Não parece, mas fiz anos

Desde que me conheço que me alegro e celebro em grande o meu aniversário. Desde que me lembro passo o ano a contar os dias até chegar a 27 de Outubro. A música para mim poderia ser perfeitamente "Meu querido mês de Outubro, por ti levo o ano inteiro a sonhar" que é literalmente verdade. No entanto, parando para pensar um bocadito, nos últimos anos o mês de Outubro não foi grande coisa... pior, não se trata de um mês cinzento de que mal me recorde, mas sim de um mês cheio de angústias, ansiedades e esperanças mal-fundadas. Um mês que se repetiu muitas vezes ao longo dos últimos dez anos. O culminar desse stress todo foi o ano passado, em que um mês sensaborão concedeu-me o aniversário mais triste de sempre, acabando eu no médico. Posto isto, resolvi que nunca mais me ia pôr a jeito para uma situação tão deprimente e para começar erradiquei festas de anos da minha vida. Para este ano, estava decidida que não queria passar o dia em Viena (nem em Lisboa), por isso depois de mil planos diferentes, acabei a marcar uma viagem para Palermo! Nunca pensei que uma viagem pudesse ser tão atribulada, mas depois já conto esses carnavais. 
Passei os meus anos a fazer muitas coisas de que gosto muito: a tomar pequeno-almoço de hotel, num spa com direito a piscina quente só para mim, jacuzzi, massagens, banho turco, sauna e body scrub. Entrei para lá com 38 anos e saí com 27. Andei a passear pela cidade, fiz compras, encontrei vestígios de um unicórnio e no fim do dia tive direito a Kir Royal e jantarito em restaurante pipi COM companhia!  Portanto não tenho mesmo nada de que me queixar! Se pensar bem este 37º ano foi um ano de muitos êxitos e conquistas, começando com o tango em Buenos Aires e a viagem pela América do Sul, terminando na volta ao Atlântico Norte, havendo ainda pelo meio coisas tão fantásticas Cinqueterre, Zagreb, Londres, Paris (ai! Paris...), Londres, Madrid, Porto, misturando destinos novos com destinos repetidos. Foi neste ano em que o meu pai fez 75 anos, em que fui campeã europeia, em publiquei um livro em nome próprio - o que parece ser mais emocionante para toda a gente menos para mim - e o melhor de tudo: virei tia da sobrinha mais linda de todo o sempre. 37 será por isso um ano de boa memória, apesar de também ter havido dias azedos, tristes e chuvosos. Para 38 desejo-me qualquer coisa mais próxima do infinito... afinal é para isso que servem os 8, para que possamos acreditar em impossíveis. Tchim! Tchim! A mim!

2 comentários:

Ana I. Azevedo disse...

Ai Palermo... A minha cidade de Erasmus!
Eu ando a planear algo do género para os 33. Que me tens a dizer dos 33? Afinal são apenas metades do 8!

Calíope disse...

Fizeste Erasmus em Palermo? Que giro!
Para mim, 33 foi um número mágico, um ano repleto de histórias inacreditáveis e de sonhos cumpridos.