sábado, 24 de setembro de 2016

Separador

Há cinco anos eu acordei acompanhada num sábado depois de uma noite mal dormida para possivelmente a pior manhã de sempre. Sentia-me mal, daí o sono inquieto, talvez já inconscientemente a preparar-me para o que viria ser-me servido logo pela fresca pelo meu acompanhante. Foi terrível e não o desejo a ninguém, tirando ao dito acompanhante que arda para todo o sempre no inferno, claro!

Hoje acordei depois de um sono dos justos, curto porque ontem ouve friday-night-fever que me fez voltar a casa só às duas e tal, mas justo e sem o relógio tocar já estava desperta às sete. Passaram-se cinco anos, mas na verdade parece que há uma eternidade a separar esta e a outra manhã. Já nem me lembro bem do indivíduo e duvido ainda mais que tenha gostado dele. O tempo é realmente um fenómeno fabuloso. Passei o dia ocupada com diversas coisas mas terminei-o na ópera a ver Salomé de Richard Strauss e não pude deixar de pensar na coincidência, com as devidas diferenças, livrei-me de um peso morto.

Vá o peso vivo que entre em cena!

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