quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Impressões da volta ao Atlântico Norte II - Nova Iorque

Nova Iorque era daqueles destinos cabeça de cartaz que me faltava no currículo. Como é que é possível eu já ter ido a meio mundo e nunca ter ido a Nova Iorque? Problema resolvido. Fui. Directa de Reiquiavique. Não foi completamente ao acaso que a viagem tomou este rumo, mas quando a imaginei assim, nunca pensei que fizesse tanto sentido. Nova Iorque é o oposto de tudo na Islândia, tudo mesmo, e nessa medida foi muito complementar. Estava muito calor, havia muita gente, betão e mais betão e muita cultura urbana. Quase poderia sentir-me em casa!
É engraçado uma cidade ser-nos tão familiar e ao mesmo tempo causar-nos estranheza. Quem não viu mil imagens de Nova Iorque em filmes ou em séries, mas talvez seja isso mesmo o motivo da confusão. A imagem do ecrã passa para a realidade e há alguns aspectos que talvez sejam mais difíceis de digerir nessa passagem. Por exemplo, eu achei os transportes (autocarro, metro, camiões) objectos de museu, mesmo os teatros ou os elevadores espaços antiquados, o que acaba por contrastar com a imagem tecnologia de ponta que mais facilmente associo a Nova Iorque.
Em Nova Iorque fui nova-iorquina, a andar pela rua com um copo de café, a comprar comida "to go" - pois mesmo que ficasse lá no sítio a comer era tudo embalado para levar e tanto, mas tanto lixo que se faz lá - fui correr, ver musicais na Broadway e fazer compras! Fui ver algumas atracções turísticas (Estátua da Liberdade e Brookline Bridge), passei por algumas zonas como Wallstreet, Times Square, Soho, fui a museus (MoMa e Guggenheim) e acho que está tudo. Não dá para uma pessoa se aborrecer, porque há sempre o que fazer. É uma cidade que mima e que estraga uma pessoa, pois há tudo a qualquer hora (em Viena o horário das lojas - incluindo supermercados - é muito rígido e se eu quiser comprar um pacote de leite ao domingo, vou ter de esperar até segunda). Querer pizza às 3 da manhã ou um adaptador de tomadas às 10 da noite é possível sem uma pessoa sair do seu quarteirão. Eu estive quase uma semana a viver perto do Chrysler Building e gostei muito da área. Era relativamente calma, mas havia bastantes opções para comer. O cúmulo era o rooftopbar no topo do meu hotel... eu a subir com uma caixa de pizza para o meu quarto e yuppies americanos a subir para a sua sunset-casual-friday-moon-dance-party-drink... Ok, há coisas piores na vida!

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