segunda-feira, 29 de agosto de 2016

315º - 317º momentos culturais: Especial Nova Iorque

315º - Moma
Acho que não teria sido capaz de ir embora de Nova Iorque sem ter ido a um museu porque simplesmente fazem parte do meu imaginário… vá o nome, pelo menos! Não sabia bem o que esperar, mas confesso que o que mais me fez parar nas inúmeras salas foram… pintores europeus!!! Realmente, neste ano consegui ir ao Prado e ao Thyssen, à National Gallery e ao V&A Museum, ao Grand Pallais e ao Marmotan – não se pode dizer que não tenha visto arte europeia, mas fiquei contente de ver (rever?) ao vivo mais Monets, a Dança do Matisse (um dos meus quadros preferidos), a Adele do Klimt e outros quantos. 
Completamente inesperada foi uma exposição interactiva sobre os refugiados. Seis painéis com mapas da Europa, Médio Oriente e Norte de África. Uma voz conta o seu percurso para ingressar na Europa, enquanto uma mão vai marcando no mapa o mesmo caminho. Houve uma história que começou no Bangladesh e terminou em Itália, tendo dado meia dúzia de voltas ao longo de 2 ou 3 anos por três continentes e passando pelo menos por duas prisões. Quando chegou ao destino de sonho é que a pessoa fez 18 anos. Não consigo imaginar que uma criança tenha passado aquilo tudo… e o mais irónico de tudo depois de um ano ou assim no seu destino de sonho, o miúdo achou que afinal não era aquilo que ele queria e voltou para o Bangladesh.
316º - Musical: Chicago
A ideia de ir a um espectáculo (seja teatro, concerto, cinema, etc.) é-me muito cara, no sentido em que se traduz na minha cabeça como “sento-me refastelada numa cadeira e penso “agora entretenham-me””. Quando decidi ir ver um musical não fazia ideia que estes meus requisitos seriam cumpridos com nota máxima, simplesmente queria ver qualquer coisa na Broadways e saiu-me a rifa do Chicago como poderia ter saído outra qualquer. Consegui um fantástico “rush ticket” de $37 e lá fui eu para o Ambassador Theater. Confesso que o teatro em si, pareceu-me velho e bafiento… se calhar estou  mal habituada aos espaços em Viena, mas pronto, estava na quarta fila da plateia, não tinha mesmo por que me queixar. 
Bom, eu não sabia a história (sim, eu não vi o filme) portanto fui acompanhando o desenrolar dos acontecimentos à medida que iam sendo contados, ou melhor, cantados. Gostei imenso da orquestra estar em palco – literalmente – não havia aquele fosso entre palco e plateia. Havia mesmo uma espécie de bancada no centro do palco onde estava a orquestra toda. Haver orquestra ao vivo é sempre um plus, estar virada para nós são dois mais! Outro pormenor delicioso foi o guarda-roupa: todo em preto mas com rendas, rede, atilhos e assim. Os homens iam de fato. Bom, a história narra a vida de uma mulher que quer ser famosa, que por circunstâncias da vida mata um homem, mas que se aproveita desse facto para atingir o objectivo da sua vida: ser famosa! Entre o marido, o amante, o advogado e as colegas da prisão, há toda uma série de intrigas e histórias caricatas, devidamente cantadas e musicadas. Não sei se são só bons actores ou se gostam mesmo do que estão a fazer. Eu voto na dupla. Eu pelo menos no meu papel de público que quer ser entretido adorei e percebo perfeitamente o sucesso da peça nos últimos 20 anos! Este foi sem dúvida o ponto alto da viagem a Nova Iorque.
317º: 
Guggenheim



Queria ir ao Guggenheim porque na minha cabeça não fazia sentido ter ido ao Guggenheim em Bilbao e não ter ido visitar o gémeo americano. E lá fui eu. O edifício é fabuloso e vale bem mais do que as exposições que lá vi. É esférico por fora e por dentro as obras estão expostas em espiral até atingir o topo. É muito engraçado. Mais uma vez o que mais me cativou foram os pintores europeus… mas houve mais um que conseguiu chamar-me a atenção. Um artista árabe que construiu toda uma cidade com couscous, assim à laia de castelo de areia! Muito giro!

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