quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Invalidez

As minhas costas resolveram dar de si no fim-de-semana, obrigando-me a re-pensar opções da minha vida. Viver sozinho é muito giro, mas não quando uma pessoa tem muita dificuldade em se mexer. Quando sentar ou levantar é um grande desafio (imaginem o que é ir à casa-de-banho) e apanhar coisas do chão literalmente impossível, viver sozinho é a última coisa que se recomenda. Dadas as circunstâncias passei grande parte do fim-de-semana deitada. Pelo menos assim não me doía nada, havendo o problema de precisar de comer qualquer coisa ou pior ainda, ir à casa-de-banho. Houve momentos mesmo desesperantes...
E claro que a visão do inferno de ficar entravada passou-me diante dos olhos, mas fiquei a pensar se seria melhor o presente estado, daquela vez que achava que ia cegar em Copenhaga ou quando tive febre aftosa (era isso a doença tropical, não era?) e não conseguia comer nada. Venha o diabo e escolha! E mais uma vez se comprova que ter um mordomo/secretário em casa era capaz de ser uma belíssima ideia!

Um exemplo completamente ao acaso para o querido leitor ficar com uma ideia do perfil procurado. Ibrahimovic com aquele ar de quem diz "Ponho a almofada de caroços de cereja a aquecer ou preferes que te esfregue o voltaren?"

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

315º - 317º momentos culturais: Especial Nova Iorque

315º - Moma
Acho que não teria sido capaz de ir embora de Nova Iorque sem ter ido a um museu porque simplesmente fazem parte do meu imaginário… vá o nome, pelo menos! Não sabia bem o que esperar, mas confesso que o que mais me fez parar nas inúmeras salas foram… pintores europeus!!! Realmente, neste ano consegui ir ao Prado e ao Thyssen, à National Gallery e ao V&A Museum, ao Grand Pallais e ao Marmotan – não se pode dizer que não tenha visto arte europeia, mas fiquei contente de ver (rever?) ao vivo mais Monets, a Dança do Matisse (um dos meus quadros preferidos), a Adele do Klimt e outros quantos. 
Completamente inesperada foi uma exposição interactiva sobre os refugiados. Seis painéis com mapas da Europa, Médio Oriente e Norte de África. Uma voz conta o seu percurso para ingressar na Europa, enquanto uma mão vai marcando no mapa o mesmo caminho. Houve uma história que começou no Bangladesh e terminou em Itália, tendo dado meia dúzia de voltas ao longo de 2 ou 3 anos por três continentes e passando pelo menos por duas prisões. Quando chegou ao destino de sonho é que a pessoa fez 18 anos. Não consigo imaginar que uma criança tenha passado aquilo tudo… e o mais irónico de tudo depois de um ano ou assim no seu destino de sonho, o miúdo achou que afinal não era aquilo que ele queria e voltou para o Bangladesh.
316º - Musical: Chicago
A ideia de ir a um espectáculo (seja teatro, concerto, cinema, etc.) é-me muito cara, no sentido em que se traduz na minha cabeça como “sento-me refastelada numa cadeira e penso “agora entretenham-me””. Quando decidi ir ver um musical não fazia ideia que estes meus requisitos seriam cumpridos com nota máxima, simplesmente queria ver qualquer coisa na Broadways e saiu-me a rifa do Chicago como poderia ter saído outra qualquer. Consegui um fantástico “rush ticket” de $37 e lá fui eu para o Ambassador Theater. Confesso que o teatro em si, pareceu-me velho e bafiento… se calhar estou  mal habituada aos espaços em Viena, mas pronto, estava na quarta fila da plateia, não tinha mesmo por que me queixar. 
Bom, eu não sabia a história (sim, eu não vi o filme) portanto fui acompanhando o desenrolar dos acontecimentos à medida que iam sendo contados, ou melhor, cantados. Gostei imenso da orquestra estar em palco – literalmente – não havia aquele fosso entre palco e plateia. Havia mesmo uma espécie de bancada no centro do palco onde estava a orquestra toda. Haver orquestra ao vivo é sempre um plus, estar virada para nós são dois mais! Outro pormenor delicioso foi o guarda-roupa: todo em preto mas com rendas, rede, atilhos e assim. Os homens iam de fato. Bom, a história narra a vida de uma mulher que quer ser famosa, que por circunstâncias da vida mata um homem, mas que se aproveita desse facto para atingir o objectivo da sua vida: ser famosa! Entre o marido, o amante, o advogado e as colegas da prisão, há toda uma série de intrigas e histórias caricatas, devidamente cantadas e musicadas. Não sei se são só bons actores ou se gostam mesmo do que estão a fazer. Eu voto na dupla. Eu pelo menos no meu papel de público que quer ser entretido adorei e percebo perfeitamente o sucesso da peça nos últimos 20 anos! Este foi sem dúvida o ponto alto da viagem a Nova Iorque.
317º: 
Guggenheim



Queria ir ao Guggenheim porque na minha cabeça não fazia sentido ter ido ao Guggenheim em Bilbao e não ter ido visitar o gémeo americano. E lá fui eu. O edifício é fabuloso e vale bem mais do que as exposições que lá vi. É esférico por fora e por dentro as obras estão expostas em espiral até atingir o topo. É muito engraçado. Mais uma vez o que mais me cativou foram os pintores europeus… mas houve mais um que conseguiu chamar-me a atenção. Um artista árabe que construiu toda uma cidade com couscous, assim à laia de castelo de areia! Muito giro!

domingo, 28 de agosto de 2016

Ferragosto



Enquanto eu tento desenvalidar-me, delicie-se o querido leitor com a minha escapadinha por Itália pelo Ferragosto!

Génova by night! Como não vi a estátua do Colombo, nem conta que tenha lá estado.

A ideia era ir passear pelas Cinque Terre. Aqui em Porto Venere supostamente iríamos apanhar o barco, se tivéssemos conseguido estacionar o carro... só encontrámos estacionamento umas terras depois!
 Mas no final do dia deu para dar um mergulho! Foi a primeira vez que fui à praia a Itália. Fiquei fã! Recomendo!
 E de noite ouvi tango neste cenário maravilhoso de Camogli!

 A viagem começou e terminou em Milão, onde dei de caras com o previsto (a Duomo), mas encontrei este canal fantástico onde se comia maravilhosamente bem - bom, digamos que o difícil é comer mal em Itália!

Tem problemas de alma?

Perguntou-me a massagista na versão mais alongada que incluía o corpo também. Eu disse que não que estava bem.
Mas na verdade à medida que as dores não passam comecei a pensar em tudo que me pode estar a atribular o espírito... Pois...

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Pudim de chia com crocante de amêndoas e coco

Este foi o nome que acabei de inventar para a mistela que eu fiz e que me soube pela vida. Gosto das sementes de chia naquele formato apundinzado, que é como quem diz demolhadas em leite, que faz com que fiquem com aquela consistência gelatinosa. O que tenho experimentado nas últimas semanas é utilizar leite de sabores para o pudim de chia saber a mais qualquer coisa. Tentei leite de coco na semana passada - o meu preferido - e esta semana calhou a vez ao leite de avelã. Assim, deixei a chia no leite de um dia para o outro e hoje quando cheguei tirei apenas umas colheres da mistela gelatinosa para uma tigela onde juntei um bocadinho de leite normal. Teria comido assim ou com bocados de pêssego, se não tivesse olhado para a granola que fiz ontem: com lascas de coco e amêndoa! (2 canecas de flocos de aveia, 1/2 caneca de lascas de amêndoa, 3/4 caneca de lascas de coco, porção generosa de canela, pitada de sal e 1/2 caneca de mel - misturar tudo e pôr num forno quente por 20 minutos, indo mexendo a cada 7 minutos).
Bom, ficou um lanche e tanto que fui repetir a dose.

Impressões da volta ao Atlântico Norte III - Lisboa

A terceira e última paragem da volta ao Atlântico Norte foi Lisboa. Confesso que não foi uma primeira (nem segunda) opção... na verdade, Lisboa não teria sido contemplada na viagem à volta do mundo se a minha irmã não fosse dar à luz e se uma amiga minha não tivesse marcado o casamento para a altura das minhas férias. E realmente eu primeiro neguei a minha presença, mas lá fui abençoada com um pouco de bom-senso e mudei a rota da minha viagem. Na verdade, correu tudo lindamente. Eu cheguei de Nova Iorque e tive tempo para ir às compras nesse dia, no dia seguinte nasceu o bebé e no depois foi o casamento da minha amiga. Como eu fui ao cabeleireiro para ir ao casamento, as fotos em que estou com a minha sobrinha estou com um ar bastante recomendável! E com o nascimento do bebé tudo o resto passou a ser secundário (o casamento foi giríssimo, encontrei a minha colega de Madrid, saí com uma aluna minha de Viena e estive com os amigos de sempre). O  que eu quis mesmo (e cancelei mais uma série de saídas e outros compromissos) era ficar sentada ao lado do berço (e pegar a miúda sempre que podia) e ajudar como possível. Acabei a brincar com a outra sobrinha, a dar-lhe banho, incluindo secar o cabelo... Pela primeira vez tentei alterar o voo de regresso a Viena para ficar mais tempo em Lisboa! O que uma criaturinha nas nossas vidas nos obriga a fazer e como rapidamente revemos comportamentos. Não consegui mudar, mas em compensação já tenho mais duas visitas planeadas! A minha sobrinha não vai ter uma tia ausente! Nem imaginam o que ando a magicar.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Impressões da volta ao Atlântico Norte II - Nova Iorque

Nova Iorque era daqueles destinos cabeça de cartaz que me faltava no currículo. Como é que é possível eu já ter ido a meio mundo e nunca ter ido a Nova Iorque? Problema resolvido. Fui. Directa de Reiquiavique. Não foi completamente ao acaso que a viagem tomou este rumo, mas quando a imaginei assim, nunca pensei que fizesse tanto sentido. Nova Iorque é o oposto de tudo na Islândia, tudo mesmo, e nessa medida foi muito complementar. Estava muito calor, havia muita gente, betão e mais betão e muita cultura urbana. Quase poderia sentir-me em casa!
É engraçado uma cidade ser-nos tão familiar e ao mesmo tempo causar-nos estranheza. Quem não viu mil imagens de Nova Iorque em filmes ou em séries, mas talvez seja isso mesmo o motivo da confusão. A imagem do ecrã passa para a realidade e há alguns aspectos que talvez sejam mais difíceis de digerir nessa passagem. Por exemplo, eu achei os transportes (autocarro, metro, camiões) objectos de museu, mesmo os teatros ou os elevadores espaços antiquados, o que acaba por contrastar com a imagem tecnologia de ponta que mais facilmente associo a Nova Iorque.
Em Nova Iorque fui nova-iorquina, a andar pela rua com um copo de café, a comprar comida "to go" - pois mesmo que ficasse lá no sítio a comer era tudo embalado para levar e tanto, mas tanto lixo que se faz lá - fui correr, ver musicais na Broadway e fazer compras! Fui ver algumas atracções turísticas (Estátua da Liberdade e Brookline Bridge), passei por algumas zonas como Wallstreet, Times Square, Soho, fui a museus (MoMa e Guggenheim) e acho que está tudo. Não dá para uma pessoa se aborrecer, porque há sempre o que fazer. É uma cidade que mima e que estraga uma pessoa, pois há tudo a qualquer hora (em Viena o horário das lojas - incluindo supermercados - é muito rígido e se eu quiser comprar um pacote de leite ao domingo, vou ter de esperar até segunda). Querer pizza às 3 da manhã ou um adaptador de tomadas às 10 da noite é possível sem uma pessoa sair do seu quarteirão. Eu estive quase uma semana a viver perto do Chrysler Building e gostei muito da área. Era relativamente calma, mas havia bastantes opções para comer. O cúmulo era o rooftopbar no topo do meu hotel... eu a subir com uma caixa de pizza para o meu quarto e yuppies americanos a subir para a sua sunset-casual-friday-moon-dance-party-drink... Ok, há coisas piores na vida!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Impressões da volta ao Atlântico Norte I - Islândia

(Já sei que isto ainda anda a meio gás... mas vamos ver que se com o tempo voltamos à velocidade de cruzeiro).
Há anos falava da viagem à volta do mundo que por força das circunstâncias se transformou numa viagem ao Atlântico Norte e realmente não poderia ter pensado numa viagem mais completa e complementar. Foi uma viagem e pêras em que as únicas coisas que correram mal foi o facto de 1) não conseguir fazer os check-ins online; 2) ter marcado uma excursão e eles esqueceram-se de me ir buscar - o que se traduziu posteriormente num atraso de 30 minutos e num desconto. Portanto não me posso queixar de nada. Mesmo.
O leitor mais perspicaz ou aquele que não seja tão distraído já terá percebido que o Atlântico Norte assentou em 3 escalas: Reiquiavique, Nova Iorque e Lisboa. Os dois primeiros destinos eram daqueles já desejados há imenso tempo, por razões completamente díspares... mas pensando melhor, eu não sei bem porque "desejo" determinados destinos em detrimento de outros porque na verdade quando chego ao mesmo é sempre uma surpresa, nunca tenho grandes expectativas, nunca sei bem o que fazer ou por onde começar.
Aterrei em Kevflavik à meia-noite ou pouco depois e parecia umas 6 da manhã. O voo foi pouco mais do que uma hora do que o para Lisboa e realmente foi a luz nocturna o que mais me surpreendeu. Isso, a quantidade de gente que estava naquele aeroporto e os inúmeros autocarros que seguiam para a capital - se estivesse mais adormecida teria facilmente confundido o espaço com London Standsted!
Reiquiavique é pequena e acho que ainda se vive um pouco o espírito de aldeia. As pessoas confiam nas outras, são simpáticas mas com um certo distanciamento de quem não quer muitas misturas. Um dia foi mais do que suficiente para fazer o reconhecimento da cidade por isso apressei-me a marcar excursões para ir para a Islândia profunda! Alugar um carro para mim sozinha estava fora de questão e os transportes públicos locais não existem em número suficiente para serem uma alternativa. Foi uma boa decisão ter ido todos os dias numa excursão diferente. Não é barato, mas para poupar dinheiro também teria ficado em casa! Bom, talvez a primeira excursão ao sul tenha sido a minha preferida. Subi a uma catarata e passei por detrás de outra, passei por vulcões e sentei-me naquelas pedras octogonais, vi aquelas praias maravilhosas de areia preta e vulcões! Para um dia, não foi nada mau! No segundo dia foi um pouco mais do mesmo mas em sítios diferentes (norte), tirando a praia e pondo uma placa tectónica e um parque de geisers. Apesar de ter sido nesta viagem que vi as cataratas duplas... já eram as quartas por isso acabaram por perder algum protagonismo. O mais estranho do dia foi um simulador de terramotos.Começou por ser cómico e acabou como aterrador. Primeiro começou-se a ouvir coisas a cairem e louça a partir-se, no fim sentia as pernas a saltarem e eu, claro, desatei aos gritos. Não deve ter sido um minuto mas deu para o susto!  No outro dia, rumei ao Ártico e fui ver baleias. Não consegui ir à Patagónia e à Antártica no ano passado e nunca imaginei que em menos de 6 meses estaria a rumar ao outro pólo! A vida no mar é dura, num mar gelado pior ainda. Nunca tinha feito uma expedição parecida por isso para mim foi impressionante ver baleias ao vivo e ao natural! (Já tinha visto espectáculos com orcas assassinas no Canadá).
Mais duas voltas, umas quantas sopas de lagosta, uma peça de teatro e umas termas e lá estava eu a fechar a mala para seguir para Nova Iorque!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dedicatória

Autografei o meu primeiro livro!

sábado, 20 de agosto de 2016

Nova Iorque em 10 fotos


 Não há fome que não dê em fartura! Eis algumas imagens da segunda escala da volta ao Atlântico Norte!

Associo a Estátua da Liberdade a emigrantes... imagino-os a chegar de barco e de este ser o primeiro sinal de uma vida nova, de uma vida livre, de uma vida desamarrada das terras de onde partiram. Gosto desta ideia de que podemos ser tudo quanto queremos e que temos liberdade para isso.
 
 Foi na Brooklyn Bridge em que a Miranda e o Steve se encontraram, não foi? Era a única coisa que conseguia associar à ponte e garanto que a palmilhei todinha duas vezes à procura de mais associações.

 Lembro-me do 11 de Setembro como se fosse hoje. Vi o avião a embater na segunda torre em directo na televisão enquanto almoçava e comecei a tremer... Visitar o memorial é muito estranho, essencialmente incómodo, só me lembro desse sentimento quando visitei os campos de concentração de Auschwitz e Birkenau. Não fiquei muito tempo, mas ainda fiquei com um nó na garganta ao ler o nome das pessoas que estão gravados ao redor destes dois espaços.


Mas para compensar, no mesmo dia ao final da tarde, enquanto esperava para posar aqui à frente deste LOVE, assisti a um pedido de casamento. É sempre bonito assistir à felicidade dos outros... mesmo perfect strangers!



Para mim, sem dúvida alguma, ver o musical Chicago foi o ponto alto da visita a Nova Iorque. Adorei mesmo! Fiquei a adorar musicais e ainda fui assistir a mais um - ia embora no dia a seguir, caso contrário, teria visto mais!



 Se estive em Bilbao para ir visitar o Guggenheim, não fazia sentido não ver o Guggenheim em Nova Iorque. Gostei mais do edifício do que as colecções expostas. No entanto, fui surpreendida por um artista árabe que construiu uma cidade em couscous!



Eu tenho um fascínio especial por Atlas. Em certas alturas do ano, acho que somos almas gémeas!




Comecei em Times Square e terminei em Times Square... não é certamente o meu sítio preferido de Nova Iorque, mas que é incontornável é!

5 dias na Islândia em 15 fotografias

Já sei que estou em dívida com o querido leitor, que com certeza anda ansioso pela falta de comunicação e por ter dado falta de relatos de viagens, histórias caricatas ou qualquer coisa da parte de Maria Calíope. Hoje ficam aqui umas fotos da Islândia que, como podem ver, são de cortar a respiração!
A Catedral de Reykiavik é uma espécie de geiser de betão! 

 Seljalandsfoss - Estas foram as primeiras cataratas que visitei. Subi até ao cimo e apesar das pernas doridas não me arrependi nada. São super imponentes e brindaram-me não com um, mas dois arcos-iris!

Glaciar Solheimajökull - Adorei visitar o glaciar e gostei especialmente do cinzento que o enquadra. Não foi o primeiro glaciar que vi (já tinha visitado um cá na Áustria em 2000) mas foi impressionante ver pedras de gelo deste tamanho!









Talvez estas pedras octogonais tenham sido o que mais me surpreendeu na viagem à Islândia. Já sei que há noutras partes do mundo, inclusive nos Açores, mas eu nunca tinha visto nada parecido. As formas geográficas encantam-me e neste tamanho são mesmo esmagadoras!



 A fotografia desta praia de areia negra não faz jus à beleza do espaço. É que nada mesmo. Este foi a paisagem que mais me encantou. Adorei mesmo e mais que as outras todas, apesar de ter gostado de quase tudo, mas não sei se é por estar mais familiarizada com praias de muitos formatos, feitios, cores e luzes que esta praia fez as minhas delícias... mesmo só assim ao longe!



Eis o vulcão que deu cabo do tráfego aéreo europeu há uns quantos anos. Eyjafjallajokull - o próprio!














 Skogafoss - Estas cataratas não eram as mais impressionantes de todas, mas a parte fixe foi podermos dar uma volta por trás delas. Impagável, claro! (mesmo tendo ficado toda molhada)


O parque dos geisers... e eu levei outro banho!
 Não fazia ideia que era possível VER placas tectónicas. Sempre imaginei que os continentes estavam em cima de placas e que por isso não se podiam ver... portanto, tenho de ir estudar o que são placas tectónicas ao certo, agora com a certeza que já vi duas. Esta é a americana no Parque Nacional Thingvellir

A mãe de todas as cataratas islandesas, eis Gullfoss!













No último dia já não sabia bem o que fazer, por isso acabei por me meter num barco rumo ao Ártico!













Supostamente íamos ver baleias, mas nunca pensei que visse com esta proximidade... também vimos uma mão cheia de golfinhos!



Nas horas que me restaram antes de embarcar para Nova Iorque fui tirar mil fotografias ao meu edifício preferido de Reiquiavique: a casa de concertos.
Esta foi a que ficou mais artística! :)


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Italiano

Nestes últimos dias em Itália, apercebi-me que eu já fiz cursos de polaco, hindi, catalão, russo, etc. para além daquelas línguas que efectivamente falo, mas nunca aprendi italiano. Nunca. Parece ridículo, não? Tendo em conta que pretendo ir todos anos a Itália, se calhar podia começar a pensar nisso!

Nem que seja para ampliar as opções ao ler um cardápio local!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Pés no chão (146)

Madrid em Janeiro é sinónimo de rebajas... e eu fiz jus à temporada. Aqui na Stradivarius - para não enregelar na Plaza del Sol - a experimentar estes raios de sol nos pés... vieram comigo, claro, e não foi pêra doce, pois tive de enfrentar uma fila de umas 15 pessoas na caixa!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Pés no chão (145)

Prova provada que estava a enregelar em Madrid: eis a Plaza del Sol!

domingo, 14 de agosto de 2016

Pés no chão (144)

Hola Madrid e hola tapas!!! As cores não enganam e a minha indumentária também não. Continuamos no Inverno!

sábado, 13 de agosto de 2016

Collazzionne

Cappuccino com vista para o Martini.

Pés no chão (143)

Ainda mal assentei arraiais depois da minha volta ao Atlântico e já voltei a rumar ao aeroporto dar uma volta a outro destino de sonho.
Aqui eis-me num sítio aqui perto de casa que passei a frequentar com alguma regularidade. Nesse dia para além do colete com pêlo, vulgo animal de estimação, tive direito a uma maravilhosa sopa de castanhas. Era Inverno e era mais do que merecido.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Desculpem lá

Eu sei que isto tem andado relativamente paradito, mas amanhã já anima e se tudo correr como previsto para a semana voltamos à programação normal. Dores no lombo (das físicas), preocupações várias, insónias consequentes e cansaço geral têm dado cabo de mim. Amanhã vou arejar ideias e logo volto como nova!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Olhem outra coisa tão gira e tão cheia de graça



Não tão linda como a do outro post, mas foi o que consegui produzir, com a vantagem de não acordar para comer de 3 em 3 horas de noite!

Team spirit

Fui correr para o Belvedere com uma amiga. É a primeira vez que corro acompanhada por isso logo no início perguntei à minha amiga qual era o ritmo dela. E ela respondeu:

"O mais devagar possível para podermos ir a conversar!"

E nesse ritmo andámos/corremos durante quase uma hora!

sábado, 6 de agosto de 2016

Não tenho alunos, tenho fãs!

Já disse repetidamente que tenho os melhores alunos de sempre e apesar da fasquia estar alta, há sempre quem consiga superar. Há uns meses umas antigas alunas encontraram-se em Lisboa, onde uma fez Erasmus e depois ficou lá a viver, e mandaram-me uma foto a dizer que faltava lá eu!!! Hoje recebi um email de um aluno meu de uma faculdade onde estive a dar aulas durante ano e meio e que terminaram há um mês. Na altura avisei-os que era o meu último semestre lá. O miúdo - força de expressão que deve estar quase nos 30 - mandou-me então um email a dizer que gostava imenso de me voltar a ver lá na faculdade e em anexo colocou um anúncio de emprego! Um fofo, só é pena que a vaga seja para Francês e Espanhol!!!

Adenda (8.ago.2016): Afinal eu enganei-me no link... a vaga é mesmo feita à minha medida!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Vida de luxo

Este título surge normalmente relacionado com as minhas idas estivais ao Danúbio e do quão maravilhoso é poder ir a banhos em praias fluviais. No entanto, lembrei-me ontem da vida de luxo que tenho quando depois de chegar de Lisboa e ter tido a ideia providencial de ir a umas massagens (onde fui literalmente surrada), julguei que o melhor era não perder o balanço e ir correr. E fui. Ao sair de casa pouco antes de anoitecer, a temperatura era quente, mas agradável e havia banda sonora! Um homem a tocar "We are the world" em saxofone na esquina da minha rua. Podia ser Nova Iorque, podia ser um filme, mas era a minha rua, é a minha vida! Um luxo só vos digo. Em Nova Iorque ao ouvir saxofonistas (ou músicos de rua) achava que estava em pleno filme de Woody Allen, mas aqui pronta a correr com banda sonora tive aquela sensação de quando faço o Danúbio de margem a margem: Que luxo que é a minha vida!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Controlo de segurança

Passei no detector de metais e não apitei, segui para recolher os meus pertences. Arrumei o tablet na mala e fiquei à espera da mochila que ainda estava a passar no raio-x. Estava mesmo à frente do segurança que controla os conteúdos e passou-se a seguinte conversa:

Segurança: Esta mochila é sua?
Calíope: Sim, sim.
Segurança: Tem uma maçaroca de milho dentro da mochila?
Calíope: Tenho. Não posso?
Segurança: Pode, pode... mas vai para onde?
Calíope: Para Viena.
Segurança: E lá não há maçaroca?
Calíope: Há, mas não são como estas.
Segurança: Pois... não são como as nossas. É muito raro levarem maçarocas na bagagem de mão.
Calíope: Sim, foi a minha mãe que ma pôs para eu comer logo!

Talvez ele também tenha visto que eu levava cerejas e rissóis, mas se calhar era abusivo ele perguntar ou eu oferecer um!

Estou de volta (mas só porque não consegui adiar o meu regresso para domingo. Pela primeira vez em 13 anos queria ter ficado mais tempo em Lisboa do que o que previ).

Pés no chão (142)

Não poderia ser mais propositada esta foto. Aqui estava prestes a embarcar nesse 747 para fazer 14 horas de voo, cruzar o Atlântico de sul para norte, de oeste para este e voltar à casa de partida e hoje - se tudo tiver corrido bem - também chegarei à minha casa de partida depois de uma volta triangular ao Atlântico Norte. Amanhã voltará a programação normal não enlatada!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Pés no chão (141)

Última noite de Buenos Aires tinha de ter tango... e eu fui tangar e acabei por ficar para a milonga. Não poderia ter acabado melhor: fui tirada para dançar com uns três ou quatro cavalheiros diferentes quando 1) não estava mais ninguém a dançar; 2) quando havia muito mais gajas disponíveis com melhor aspecto e dançavam mil vezes melhor do que eu.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pés no chão (140)

Eis a Catedral de Buenos Aires em plena missa de Natal - a 25 de Dezembro - a mesma onde o Papa era cardeal. Sem contar com a tal igrejazita em Santiago esta catedral era qualquer coisa... Não parecia nada uma igreja - em certa medida - mas tão bonita, elegante e fresca, o que parecendo que não é importante quando estão mais do que 35ºC!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Pés no chão (139)

E entre fechar a mala e ir para o aeroporto ainda deu para fazer uma visita guiada a Santiago para não parecer que não fiz nada... uma pena que não tenha investido mais tempo no Chile, mas a Argentina esperava por mim!