quarta-feira, 29 de junho de 2016

Ditadura

Ia hoje ver um concerto de fado.
Amanhã há futebol!
E na sexta vou dar aulas numa Summer University sobre o papel da religião em Portugal.

Achei curioso o alinhamento cósmico: Como é que em três dias consigo fazer casa cheia aos três Fs, pensei eu, achando que há traços de identidade nacional muito difíceis de apagar.

No entanto, o universo não dorme. A pobre da Cristina Branco teve um problema na ligação para cá e não chegou. Pronto. Combinação desfeita!

terça-feira, 28 de junho de 2016

312º momento cultural - Chagall to Malevich, the Russians Avant-gardes

Não sou grande fã de pintura russa, mas uma amiga minha queria há que tempos ver esta exposição e lá fomos nós vê-la no último dia. Nós e um décimo da cidade...
Bom, logo no início, o filho da minha amiga queria fazer tudo menos ir ver uma exposição e de repente deu-se um milagre! O espírito santo baixou em mim, eu baixei-me até à altura da criança de 5 anos, estendi-lhe a mão e perguntei se não queria ir ver comigo uns quadros muito giros! Ele miraculosamente veio! Fomos para o fim da sala para a frente de um quadro que não tinha muito público (um daqueles cubistas) e eu perguntei-lhe o que é que ele via, dizendo-lhe eu de seguida o que eu própria via. E assim fomos vendo quadro após quadro: se havia animais, o que as pessoas estavam a fazer, se era campo ou cidade, etc, etc. De repente a criancinha andou comigo 3 ou 4 salas, sem se lembrar que tinha pai nem mãe. Ok, da segunda para a terceira sala, ele olhou para trás e eu disse que os pais já vinham porque demoravam mais tempo. À quinta sala ele disse que queria voltar para trás e eu entreguei-o aos pais, completamente deliciados por aquela meia hora, sem filho, e simultaneamente incrédulos com o meu super truque! Eu e a criança não somos amigos, certo? Bom, devolvida a criança, eu voltei ao início da exposição e lá estive a ver com mais atenção os quadros de que mais gostava... que obviamente não eram especialmente interessantes para a criança.
Pawel Filonow, War with Germany

Malevich, Red Cavalry

Os troféus



Ontem ia tendo um fanico quando me apercebi que o meu estimado guarda-chuva não tinha voltado comigo para casa. Era tarde demais para ligar para onde fosse e rezei a todos os santinhos que ninguém o tivesse levado. Pela foto não dá para perceber, mas tem um formato engraçado, é transparente e tem algumas borboletas impressas. Comprei-o na primeira vez que fui a Dublin depois de ter apanhado a maior chuva da minha vida (além do guarda-chuva, ainda veio um casaco e umas botas - que eu estava encharcada até aos ossos). Gosto mesmo dele não só pela história hilária de como me veio para as mãos, mas por achá-lo mesmo bem giro. Sempre que tenho de ir a muitos sítios no mesmo dia, aumentando a probabilidade de o perder, levo outro. Foi um alívio tremendo quando hoje de manhã antes de ir trabalhar, fui à escola onde estive ontem e encontrei-o possivelmente no sítio onde o deixei.
A bazuca ao lado é o meu diploma. Fui buscá-lo hoje.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Desde pequenina que eu sou do Sporting

Fomos almoçar. E a páginas tantas apercebemo-nos de que ambos fomos ginastas do Sporting nos anos 80... daí a estarmos a falar de futebol foi um pulinho.

Calíope: Foi um jogo mesmo muito marcante para mim. 2 de Novembro de 1995, quinta-feira, Taça das Taças, aqui em Viena...
Ele: Rapid?
Calíope: Sim, sim, foi um jogo terrível...
Ele: O Dani foi expulso no último minuto e depois eles empataram a eliminatória.
Calíope: Não foi o Sá Pinto?
Ele: Não, não, foi o Dani mesmo no fim e depois foi o descalabro.
Calíope: 5-0 lembro-me perfeitamente e na sexta eu tinha exame de História...

A conversa fluiu e além do sportingzinho lindo ainda conseguimos conversar sobre outros tantos temas comuns. Ele pagou o almoço e eu disse que o próximo ficaria por minha conta.
(Toca piano e já o convoquei para as aulas de tango).


domingo, 26 de junho de 2016

25 de Junho

Há um ano defendi a minha tese, há um ano que me livrei da canga do doutoramento.

Um ano depois, 25 de Junho foi dia de:
- ir a uma sardinhada portuguesa organizado numa roulotte e anexo num parque de estacionamento (as sardinhas estavam deliciosas, bem como o pastel de bacalhau, o rissol de camarão e o pastel de nata).
- ir à praia ao Danúbio. Com o calor que estava soube pela vida nadar no rio!
- ver futebol em casa de amigos. O futebol durou tanto que a gente bebeu, petiscou e jantou. Foi a celebrar o dia nacional do gin tónico que a Selecção marcou! Um gin tónico fabuloso com framboesas, pois por gaffe não havia limão!

sábado, 25 de junho de 2016

Aperitivo Croácia-Portugal

Fiz guacamole e trouxe um vinho com aroma de morango e melancia.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Primeiro banho do ano!

Um luxo :)
Estar no escritório e decidir que o tempo estava mais para banhos que outra coisa.
Ir a casa mudar de roupa e seguir para o rio.
A água estava maravilhosa e eu voltei a fazer "piscinas" - margem a margem e mais uma vez!
É um luxo este tempo e este rio!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Dia de Camões, o boémio

Mister 2016: blablabla vamos almoçar blablabla e de repente tenho uma reserva num restaurante todo pipi da cidade. Nem vou dizer onde é que eu pensava que iríamos para que o querido leitor me mantenha em boa conta.

Mister 2015: assim do nada* escreve-me a desfazer-se em desculpas e prometer próximos capítulos.

Os 10s de Junhos contra-atacam a 21!


*Do nada só chuva, certo? Digamos que eu não ando a dormir, fiz-me ao caminho e pus-me a jeito!


Antevisão do Áustria - Islândia

(segundo um colega meu austríaco)

Se ambas as equipas jogarem como jogaram contra Portugal, ficam as duas cada uma no seu meio campo atrás da linha da bola... os 90 minutos!

311º momento cultural: Angry Indian Goddesses

Julgo que o cinema indiano descolou um pouco da imagem de Bollywood desde que o Slum Dog Millionnaire ganhou o óscar. Mesmo assim a associação tem muito peso para que se esqueça num piscar de olhos. As Deusas em Fúria (título em português) fogem de Bollywood, mas vão ao encontro do Sexo e a Cidade, com menos sexo, menos cidade e mais mulheres! Em alemão o título é 7 Göttinnen.
O filme passa-se em Goa, onde 7 mulheres se encontram para celebrar o casamento de uma delas. Todas elas com vidas diferentes, tanto a nível pessoal como profissional. A partir do encontro em Goa o filme começa por ser um girls' movie: Quem é que nunca se encontrou com um grupo de amigas e entre fofocas, histórias e risos, se canta, bebe ou dança? O enredo ganha alguma densidade quando, em diferentes momentos, todas elas começam a revelar um drama qualquer. Todos os problemas são muito presentes e sintomáticos de uma sociedade fortemente patriarcal, machista e hierárquica como a indiana.  Se por um lado, o filme precisa de pôr o dedo em várias feridas e outros tantos preconceitos, por outro acaba por parecer uma manta de retalhos, em que todos eles estão rotos. O filme perde-se um pouco, mas vale pela chamada de atenção. 
(E que saudades daquela praia de Colva!)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Grandes investimentos

A seguir à casa, vou começar a juntar dinheiro para:

a) um lar daqueles sopimpas

b) um empregado interno quando eu começar a perder as minhas faculdades

domingo, 19 de junho de 2016

Há uns anos que digo ser quarentona

(para me ir habituando à ideia)
mas na verdade tornei-me numa septuagenária. Não vos posso precisar a quantidade de horas que ando a dormir sem motivo aparente. Durmo umas boas oito horas de noite e durante o dia faço sestas de três a quatro horas... E isso acontece inadvertidamente quando tenho a maravilhosa ideia de ir ver televisão. É que é tiro e queda.
É triste é o que vos digo. Muito triste.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Último dia em Graz

Fui brindada com um arco-íris gigante. Acho que acabei em grande.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Silly season around the corner...


Estou a chegar à época mais esperada do ano.... dias longos, muito mais luz, se correr bem com sol e calor, férias das aulas, banhos de rio, férias em sítios fixes, etc.
Estou a chegar à altura em que tenho menos que fazer... e isso, parecendo que não, deixa-me os nervos em franja. O que é que eu faço não tendo nada para fazer? É um autêntico drama. O marasmo para mim é insuportável. Assim, estou a chegar àquele época do ano em que eu ando à procura de sarna para me coçar. Já activei o gerador.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

310º momento cultural: Vor der Morgenröte

Em português seria qualquer coisa como Antes do Amanhecer - Os anos de Stefan Zweig no exílio. Stefan Zweig é um escritor austríaco que em meados do século era dos escritores mais conhecidos/lidos/traduzidos do mundo. Face à guerra e à desilusão com a Europa, ele exila-se no Brasil - passando durante esses anos de exílio também pelos Estados Unidos.
O filme é muito interessante especialmente pelas reflexões que Zweig faz sobre o Brasil, sobre a Europa. Para ele o Brasil era o país do futuro e a Europa tinha era de aprender com essa aparente convivência de raças e classes... (pois...)
No entanto, o chamariz que me fez ir ver o filme foi o facto das cenas brasileiras terem sido filmadas em São Tomé. Porém, ao ver o filme apercebi-me de que se São Tomé era o "Brasil", havia muitos portugueses que faziam de "brasileiros". Virgílio Castelo, Nicolau Breyner, João Lagarto, João Didelet, Maria Vieira e por aí fora. Há um outro português que faz de argentino falante de alemão. A partir do momento que me dei conta da presença dos portugueses o filme passou a comédia, pois eles falavam em português do Brasil, o que para mim me soou muito estranho. O cúmulo foi a cena onde um aracaju da vida, especialidade da vila de Pernabimcabutu é apresentado como um... pastel de nata!!!
Lá está o público-alvo deste filme não é português e possivelmente não deu pela inconsistência!

terça-feira, 14 de junho de 2016

Piadinha austríaca


Pergunta o Imperador Francisco José a Sissi:

"O Império Austro-Húngaro joga contra quem?"

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Eu sou do tempo...

Há frases que nos passam um atestado de velhice e uma pessoa acaba por ter noção da idade que tem quando de repente se depara com os anos a passar em forma consumada. Passo a explicar. Estava na tal festa do 10 de Junho e encontrei um conhecido meu, cujos filhos foram meus alunos. Estava a trocar meia dúzia de palavras com ele quando me diz que me queria mostrar alguém. De repente eu dou com os olhos numa miúda giraça até mais não e maior do que eu... O meu queixo caiu! A miúda tem 20 anos e foi minha aluna quando tinha 6 ou 7, era franzina, tinha óculos e demorava horas a copiar as coisas do quadro. Agora tem o Matura feito e tudo!

domingo, 12 de junho de 2016

Aumentar a parada

Acabei de me aperceber que depois de ter constatado que o indivíduo do post de baixo tinha espinhas, voltei para casa (para abrir a porta de casa à empregada) e passar um lustrinho em mim e seguir para o 10 de Junho. Sim, cá também se celebra... voltei a usar inocentemente o bid higher (lembram-se?). Pois, deconfio que tenha voltado a fazer uma aposta certeira. Vamos ver qual o impacto do baton-maravilha. Cá por casa já se sentem os estragos...

sábado, 11 de junho de 2016

Tem espinhas

Há uns meses (um ano?) que uma amiga me disse que conhecia um tipo que poderia ser uma hipótese para mim e que ia inventar qualquer coisa para nos pôr no mesmo sítio à mesma hora. O que é que lhe ocorreu? Uma reunião de professores!!! Pois... e por coincidência todos os outros não puderam vir. (Acho que o gajo não desconfiou). Lá estivemos a discutir os cursos e não sei que mais e no fim cada um foi à sua vida. 
Coitado, o tipo até foi simpático e tivemos a conversar um pouco, mas quer dizer... não é nada para mim. Muito branquela (daqueles que com dois raios de sol ficam em brasa - suor, incluisive), não falava alemão e na verdade era um daqueles pãezinhos sem sal. Relamente, até parece que tenho uma fila de gajos à porta de casa, mas thanks, but no thanks! Valeu toda a encenação! Obviamente que os meus cursos eram fictícios! :)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

O mundo é um T0



Acabei de ser informada que foi publicada uma revista brasileira para a qual escrevi um artigo. Fui ver o índice da dita e surpresa das surpresas: está lá não só uma colega e amiga que me reviu a tese, como o professor que me tem reencaminhado aquelas tarefas dicionarísticas... O mundo é mesmo muito pequeno.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Canções de emigrantes

Assim de repente lembram-se de alguma que não a "Mala de Cartão"?

domingo, 5 de junho de 2016

Combinação improvável

Sem mais nada a acontecer, vejo-me obrigada a relatar experiências culinárias... Fiz os melhores hambúrgueres que alguma vez sairam da minha cozinha. O segredo está no gengibre! Peguei em carne picada e deitei-lhe me cima um pouco de molho de soja, molho de ostra, vinagre balsâmico, gengibre fresco picado, sal e pimenta q.b.. Misturei tudo e deixei repousar um bocadinho. (Foi o tempo de cortar uns pimentos e pô-los no forno a assar). Voltei a misturar a carne toda de novo e dividi em partes e peguei em duas colheres e formei um mutante-wanna-be-hamburguerzinho, mas segundo a técnica do pastel de bacalhau, que foi arrendondado e achatado. Foi a única coisa que me ocorreu para não pôr literalmente a mão na massa. Depois foi só passar os hambúrgueres numa frigideira quente com o mínimo de gordura. Ontem acompanhei com pimentos assados. Hoje juntei-lhe uma salada e batata doce. Os hambúrgueres ficaram mesmo deliciosos!

sábado, 4 de junho de 2016

Barriga

Um dos meus objectivos de vida é perder barriga. Era bom que vos pudesse dizer que está a ser um processo lento, mas acho que vos estaria a mentir... não é um processo. Está parado. E verdade seja dito que pouco ou nada faço além de esperar que um dia por milagre acorde sem estar balofa. No entanto, em teoria tenho sempre planos para terminar com este meu flagelo. Li este artigo (e fartei-me de rir no dia seguinte quando o mesmo me chegou por link enviado pela minha prima no dia seguinte com a indicação "acho que te interessa"). Mas lá está, ainda ia a meio do artigo já estava cansada e a pensar que não era para mim. Eu não entendo sequer as instruções, não sei que partes do corpo são essas as que eles se referem... é triste reconhecer que as aulas de Biologia até teriam servido para alguma coisa.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Sei que não errei na profissão

que escolhi, quando recebo emails muito simpáticos a dizer:

"Tu é que decides e nós é que vamos ter o prazer de te ouvir e aplaudir :-)

(e sim, desta vez é pago)