domingo, 15 de maio de 2016

Eurovisão da Canção

Coisas que uma pessoa aprende aqui na Áustria:
O festival da canção mobiliza.
O festival da canção (ainda) é um evento.
O festival da canção é um evento gay!

Eu via o festival da canção nos anos 80, tal como via os Jogos Sem Fronteiras (ainda existem?), mas desde então mal dou pelas suas existência... até ter vindo para a Áustria. Nos últimos anos então, desde que a Áustria ganhou com a Conchita tem sido um fartote.

Voltei a ser convidada para assistir à final em grupo. Este ano já estava preparada para o que ia (cf. ano passado). Neste autêntico evento social, eu consegui fazer parte de duas minorias em simultâneo: a das mulheres (éramos duas) e a dos heterossexuais (desconfio que éramos três). Todos eles já conheciam as canções, participantes, historial, tinham favoritos e sei lá eu mais o quê. Já me tinham brindado com centenas de mensagens através do whatsapp durante as semi-finais. Realmente eles vivem mesmo aquilo. Havia pessoas que sabiam de cor quase todas as canções, mas lindo lindo foi quando foram abertas as votações, pois toda a gente - menos eu - desatou a votar. Houve pelo menos duas pessoas que esgotaram o máximo de 20 votos que cada pessoa tem!

Apesar deste aparato todo, confesso que foi um programa fantástico para um serão de sábado. Houve canções engraçadas e outras cómico-dramáticas. Mas pareceu-me que a Eurovisão perdeu aquele cinzentismo estático de que eu me lembrava, adquirindo mais um carácter "Prémios da MTV" e a presença do Justin Timberlake foi mesmo prova disso (e para mim um dos pontos altos, também gostei imenso do miúdo sueco!).

Sem comentários: