terça-feira, 31 de maio de 2016

Entreguei o manuscrito!

Mais um peso que me saiu das costas. Que alívio!

O amigo artista disse-me que se notava que eu estava com melhor cara... mas desconfio é que tenha reparado no meu cabelo esticado e não tenha conseguido dar o nome certo à coisa!!!

segunda-feira, 30 de maio de 2016

309º momento cultural: Ana Moura

Mais um dia e mais um momento cultural. Estes últimos dias tem sido uma maratona e ninguém diria que eu ando a trabalhar que me desunho. Foi só na semana passada que resolvi ir ver a Ana Moura e nem sei bem porque hesitei tanto, pois agora ao ler o que escrevi há ano e meio quando a vi, apercebi-me de que tinha gostado bastante. (Tenho alzeihmer precoce e ninguém acredita). Pela primeira vez num concerto de fado na Konzerthaus não me cruzei com portugueses conhecidos e mesmo pela aparência das pessoas diria que a maior parte da sala (praticamente cheia) seria austríaca. Esta constatação é deveras importante para o que se seguiu durante o concerto. A Ana Moura y sus muchachos encantaram logo o público ora com fado-pop mais animado ora com fadunchos de faca e alguidar para pôr a chorar as pedras da calçada. O guitarrista da guitarra portuguesa fez também um brilharete. Gosto deste fado-pop e prefiro-a mil vezes àquela coisa melancólico-saudoso-triste-e-pesarosa. E ela - dentro do género fado - tem uma óptima presença de palco: está em palco, mas é natural, fala com o público e dança e a sua postura não parece autómata de quem faz aquilo pela milhésima vez, mas sim de quem faz o que gosta (vou sempre bater a esta tecla, já sei).
Logo no início do concerto, reparei numa senhora já entradota que no fundo da sala se levantou e estava a dançar (= literalmente aos saltos numa aula de aeróbica) fado. Eu estava muito surpesa, pois o público da Konzerthaus costuma ser impassível e por outro lado porque não sabia que se dançava fado. Mas a mulher estava numa animação que só visto. Já no final houve imensa gente que se levantou e que dançava, um grupo de umas 10 pessoas que vieram do fim da sala para a frente do palco (com braços no ar e tudo) qual concerto pop. Vi do outro lado pelo menos duas bandeiras de Portugal. E a tal senhora continuava aos pulos, sendo que à sua frente levantou-se um senhor de chapéu barrigudo da mesma idade que dançou que dançou. Era com gosto que o fazia (mas parecia estar a jogar à macaca). E se antes estava surpresa agora estava incrédula. O público austríaco estava completamente louco! E os músicos adoraram. Voltaram ao palco para um encore e cantaram o que tinha previsto e mais umas quantas coisas improvisadas. As luzes acenderam e eles diziam adeus e não saiam do palco. O concerto acabou por durar praticamente duas horas. Só me ocorreu que os Maroon 5 não cantaram tanto, nem fizeram melhor no Rock in Rio.

domingo, 29 de maio de 2016

308º momento cultural: Un tango más

Num dia que me saiu um pouco ao lado do previsto, num improviso repentino dei por mim a correr para o cinema para ir ver um filme/documentário acerca de um dos mais famosos pares de tango.
O tango encanta e eu que o diga, mas dedicar uma vida a este ritmo é todo um outro nível. Foi o caso de Maria Nieves e Juan Carlos. Desde adolescentes que dançavam e foram décadas de carreira nacional e internacional até que se deu uma cisão dolorosa, especialmente para ela. Hoje ambos com 80 e poucos anos e continuam a dançar em separado.
O filme ora era filme, ora era documentário, ora era ensaio, mas foi tão bem conseguido. Especialmente a perspectiva da Maria Nieves foi muito bem apresentada - a dele menos. Tudo com avanços e recuos, imagens reais e representações de época, tudo com separadores de Buenos Aires.
Eu fico sempre hipnotizada a ver pessoas a dançar tango... nada a fazer.

307º momento cultural: Maroon 5 no Rock in Rio Lisboa

O caríssimo leitor está farto de saber que Maria Calíope aprecia Maroon 5. Basta ver a quantidade de post em diferentes circunstâncias em que a banda ou o sr. Levine foi mencionado por aqui. Possivelmente deve ser a banda que eu mais gostaria de ver (dentro do leque daqueles que nunca vi de todo... talvez a par do António Zambujo). Aqui em Viena os concertos acabaram adiados ou cancelados, mas sei que são presença assídua em Portugal. Salvo erro este deve ser o segundo Rock in Rio que fazem e confesso que me passou pela cabeça passar por Lisboa, mas não posso embarcar em todas as ideias que me passam pela cabeça. E ficou o assunto arrumado até hoje, quando por qualquer motivo me apercebi que o concerto era hoje de noite e que me lembrei de haver uma transmissão ao vivo. Bem dito, melhor feito. Ainda vi a final da Liga dos Campeões e depois liguei o Rock in Rio. Que prático! Está a saber-me lindamente estar a ver o concerto da comodidade do meu lar! O ambiente parece óptimo lá na Bela Vista, mas eles são mais que as mães, parece que choveu e eu do meu 1.56 com certeza não veria nada. Portanto estou a adorar a transmissão ao vivo.
Ainda apanhei o fim da Ivete e agora estou à espera que os Maroon 5 voltem para o encore. O concerto não foi nada por aí além, confesso, não houve arranjos novos, não houve grande espectáculo em palco, não houve muita interacção com o público, o Adam Levine não disse uma única vez "Lisboa" e devia estar cheio de frio, pois começou o concerto com t-shirt+camisola+casaco e só agora é que se conseguiu ver as (novas) tatuagens
dos braços... mas mesmo assim acho sempre cómico quando dou por mim a saber as letras todas!

Amanhã ponho fotos! Deixem-me lá ver o final :)


sábado, 28 de maio de 2016

306º momento cultural: 2cellos

Há 10 meses dizia qualquer coisa como "ver isto ao vivo devia ser o máximo" e foi! Não foi num magnífico coliseu romano, mas foi num pavilhão cheio.

2cellos tocam violoncelo, cada um o seu o que dá a conta de 2 violoncelos. Tocam de tudo, desde clássicos a heavy metal. E é genial.
Foi a primeira vez que tocaram em Viena o que não deixa ser surpreendente por irem parar directamente ao Stadthalle e também por a comunidade dos balcãs ser bastante volumosa por estas bandas. Estava à espera que eles puxassem mais pelos seus laços balcânicos, mas não, limitaram-se a perguntar uma única vez quem vinha de onde.
Eles entraram no palco como quem vai a casa de amigos, sem grandes (nenhumas) apresentações, nem luzes, nem banda sonora. Eram eles e os violoncelos. E fizeram o espectáculo assim sem que ninguém se cansasse. No final entrou um baterista e foi tudo.
O concerto baseou-se essencialmente nas covers que eles fazem de músicas famosas e é mesmo bem feito. O gosto que dá ver pessoas a fazerem o que gostam e a desfrutar do momento e do que fazem. Ver aqueles tipos a tocar era ver prazer escrito nas suas caras. Que luxo. Acho mesmo que as pessoas fazem melhor aquilo que lhes dá prazer. No caso específico da música, para um iletrada como eu, é fenomenal ver alguém pegar em qualquer coisa e transformar isso em música e música boa! A páginas tantas, lembrei-me que a par daquele meu desejo de ter um mordomo/secretário, gostaria também de ter um músico cá em casa! :D
E parece que está na moda os artistas tirarem foto com o público.


sexta-feira, 27 de maio de 2016

305º momento cultural: Jeg er din/I am yours

Consegui enquadrar o último filme do Festival de Cinema Nórdico na minha agenda e consegui voltar a ver um filme norueguês com aqueles contornos que tanto gosto: dramas interculturais. No caso, I am yours tratava-se de uma norueguesa de ascendência indiana (paquistanesa?) divorciada, com um filho pequeno, pais ultra-conservadores e uma vida amorosa muito atribulada. Barril de pólvora, certo? A história poderia até começar com "Era uma vez..." pois a pobre protagonista não é mais do que uma Cinderela da vida que procura incessantemente um príncipe encantado e vai dando umas vezes com o nariz na porta e noutra desencanta uns candidatos a príncipes que a convencem do seu estatuto de nobre tão depressa como caem do seu cavalo branco. Pelo meio há o filho e o ex-marido e a sua família perfeita, os pais e a pressão social... O espectador fica com pena da Cinderela que como qualquer pessoa só queria ser feliz e encontrar alguém, pelo menos eu fiquei. Mas reconheci também aquelas figuras parvas que todas as gajas fazem, bom, pelo menos eu revi-me em algumas falsas expectativas e naquela conversa de gajo para boi dormir.
E o fim aberto não me consolou.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

O livro que li mais vezes na vida

A minha tese.

(Espero ter sido a última).

Habsburgos

Perguntem-me qualquer relação familiar, domino a árvore genealógica toda!

terça-feira, 24 de maio de 2016

O email por responder

Lembrar-se-á o caríssimo do post que Maria Calíope não escreveu
Pois. Na altura rejubilei com o email do autor e respondi na hora, aguardando impacientemente uma resposta. A resposta não chegou passado uma semana e eu, que ora sou paciente, ora quero ter as rédeas na mão, toca de enviar novo email. E nada. Nada, achava eu, convencidíssima da casualidade do primeiro mail que me tinha caído na caixa. Ontem, estando à procura de uma informação nessa mesma caixa de emails, fiquei incrédula quando bati os olhos num email não lido do tal autor. Pior. A resposta datava de umas horas a seguir ao meu mail. Que totozona! Uma vez totozona, sempre totozona, nada a fazer. Respondi com 23 dias de atraso. E sim, siga para café!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Por um triz, por 31026. Uff!

Nunca imaginei que pudesse ficar tão em suspenso com um resultado eleitoral - em que eu não tenho voto - e atenção que eu fiquei acordada de madrugada pregada à televisão quando Obama foi eleito. Estas presidenciais austríacas não me tiraram o sono, mas bem que me fizeram estar com três live tickers ligados à espera que fosse anunciado o nome do novo presidente (e carregar repetidamente em refresh ao reparar que todos os sites começaram a ter problemas técnicos).
Foi o candidato à esquerda (pró Europa, pró multiculturalismo, pró integração, pró vida real que não numa redoma) que ganhou, conseguindo um ascendente mínimo sobre o outro: 50,3% vs 49,7%. Sensivelmente o primeiro resultado de ontem, mas ao contrário. Foi um alívio para mim e para muitos amigos (estrangeiros) com quem hoje falei. Estávamos todos preocupados com os resultados eleitorais. Mas na verdade é só um uff provisório, no máximo daqui a dois anos há legislativas e a partir de agora tudo é possível. 31000 votos de diferença... acho inacreditável.

domingo, 22 de maio de 2016

Prolongamento

17 horas em ponto e saem os primeiros resultados das presidenciais austríacas. Nunca assisti a eleições como quem vê futebol. Aos 90 minutos dá 50,4% vs 49,6%. Vamos para prolongamento! E o que me irrita, é ter a possibilidade cada vez mais real de ter um presidente de extrema-direita, ver o meu futuro em jogo e eu não poder votar! (Se a tendência se manter, nunca terei o direito de voto na Áustria).

Actualização das 17:30 - 50,2% vs 49,8% (Há séries de grandes penalidades nas eleições?!)

Actualização das 18:00 -  50,13% vs 49,87%. Falta contar Viena... e Viena deve ser verde. Verde é bom.

Última actualização de hoje (21:00) - 50,22% vs 49,78% e ficamos à espera dos votos por correspondência. Mas do que já se sabe, pode-se já identificar diferenças muito claras entre esquerda e direita, cidade e campo e aparentemente também entre quem tem mais dinheiro e menos. Há uma diferença de 140 mil votos neste momento e os votos por correspondência por contar são cerca de 720 mil. 

sábado, 21 de maio de 2016

304º momento cultural: En kongelig affaere

Mais um ano e mais uma volta no Festival de Cinema Nórdico! Desta vez saiu-me na calha livre da minha agenda um filme dinamarquês. A Royal Affair. Não tenho opinião formada sobre filmes dinamarqueses, mas o facto de ser um filme histórico, baseado em factos reais e com gente conhecida (o Mads Mikkelsen - que fez de mau no Bond Casino Royal - e a Alicia Vikander - a miúda do vestido amarelo que ganhou o óscar este ano) deixava bons augúrios, que se cumpriram. Eu gosto de filmes de época, mas acho que nunca tinha visto um numa corte nórdica. É engraçado que se pensa sempre nos nórdicos como bastião de todas as virtudes e mais algumas, mas isso não é bem assim ou não foi sempre assim. O filme começa e dois minutos depois faz-se um flashback (outro elemento que aprecio) para contar a história da princesa inglesa que passou a rainha da Dinamarca e do seu relacionamento com o rei Christian VII, hoje em dia seria apenas um adolescente parvo e maniento, na altura era rei. A contratação de um médico pessoal para o rei muda o curso da história. O médico não só conquista a confiança do rei, mas acaba por encantar a rainha com os seus ideiais iluministas, o que ela própria promovia. Entretanto entre graças e desgraças, numa corte onde havia ganância, sede de poder, desejo de vingança e interesses próprios, o médico foi preso, a rainha é enclausurada e os seus filhos são-lhe retirados, o rei fica à mercê da sua mãe. Para mim, foi terrível ver como as intrigas palacianas podiam dar literalmente cabo da vida de alguém... e ver alguém a subir ao cadafalso para ser decapitado nunca será uma imagem bonita. Mesmo assim, um belíssimo filme, que termina com os filhos já crescidos a lerem as cartas da mãe e a informação que o príncipe herdeiro quando chegou a rei implementou todas as ideias iluministas do médico e da mãe.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Voluntariado

Ser convidada para dar aulas numa Universidade de Verão (na Eslováquia) e ter de pedir explicitamente que me paguem o transporte.
Ser convidada a ser correspondente de uma editora (na Holanda?) sendo que me é dito logo à partida que não há remuneração em dinheiro, mas que é bom para o CV.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Donna Juana


A minha empregada costuma vir cá a casa há anos regularmente de 15 em 15 anos. No entanto, desde o início do ano, por motivos pessoais (dela), os intervalos tornaram-se irregulares. Eu estava tão convencida que ela viria ontem que me fiei na Virgem e não corri, que é como quem diz, não lavei a louça, não fui deitar o lixo, não fui comprar flores... de repente lembrei-me de conferir na agenda. Pois. É só para a semana. Pronto lá estive eu a fazer tudo o que não queria.

E aproveitando aqui a Donna Juana dona-de-casa ando aqui num jogo de arte só como Donna Juana, sem a dona-de-casa obviamente!

Donna Juana, Handiedan

terça-feira, 17 de maio de 2016

Uma chiqueza que só visto


E com um convite desta categoria eu não tenho como não ir :)
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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Sportingzinho-lindo-da-minha-vida


Acho que o Sporting deveria, poderia e teria merecido (mais do que nunca) o campeonato, mas faltaram dois pontos. São as regras do jogo. Nada a fazer. Torci nas últimas dez (?) semanas que o Benfica escorregasse e o Sporting conseguisse ultrapassá-lo. Achei que seria possível chegarmos ao título e acreditava mesmo, mesmo vendo as jornadas a passar. Não aconteceu. Não me interessa muito as picardias fora do campo e acho as acusações a arbitragens cansativas. Não gosto de provocações, não gosto de provocadores, menos ainda de quem acha que tem o rei na barriga. Jorge Jesus fez o Sporting jogar, mas não tem perfil para mind games. Chato para ele que agora terá de os engolir a todos. Confesso que admiro o Rui Vitória pela postura que teve e se alguém mereceu aquele título foi ele. Fico contente por ele (e antes ainda pelo meu pai mesmo tendo proferido a maravilhosa frase O Sporting até poderia ter ganho 100-0).
Longe vai o tempo em que o futebol me condicionava a vida :)

domingo, 15 de maio de 2016

Eurovisão da Canção

Coisas que uma pessoa aprende aqui na Áustria:
O festival da canção mobiliza.
O festival da canção (ainda) é um evento.
O festival da canção é um evento gay!

Eu via o festival da canção nos anos 80, tal como via os Jogos Sem Fronteiras (ainda existem?), mas desde então mal dou pelas suas existência... até ter vindo para a Áustria. Nos últimos anos então, desde que a Áustria ganhou com a Conchita tem sido um fartote.

Voltei a ser convidada para assistir à final em grupo. Este ano já estava preparada para o que ia (cf. ano passado). Neste autêntico evento social, eu consegui fazer parte de duas minorias em simultâneo: a das mulheres (éramos duas) e a dos heterossexuais (desconfio que éramos três). Todos eles já conheciam as canções, participantes, historial, tinham favoritos e sei lá eu mais o quê. Já me tinham brindado com centenas de mensagens através do whatsapp durante as semi-finais. Realmente eles vivem mesmo aquilo. Havia pessoas que sabiam de cor quase todas as canções, mas lindo lindo foi quando foram abertas as votações, pois toda a gente - menos eu - desatou a votar. Houve pelo menos duas pessoas que esgotaram o máximo de 20 votos que cada pessoa tem!

Apesar deste aparato todo, confesso que foi um programa fantástico para um serão de sábado. Houve canções engraçadas e outras cómico-dramáticas. Mas pareceu-me que a Eurovisão perdeu aquele cinzentismo estático de que eu me lembrava, adquirindo mais um carácter "Prémios da MTV" e a presença do Justin Timberlake foi mesmo prova disso (e para mim um dos pontos altos, também gostei imenso do miúdo sueco!).

sábado, 14 de maio de 2016

O dicionário, o outro

Ando a preparar um verbete para um dicionário enciclopédico - não, é outro - e no meio das minhas pesquisas apercebi-me de duas coisas pavorosas. As duas guerras mundiais tiveram na sua génese dois austríacos (o assassinato de Francisco Fernando na Primeira e a ascensão de Adolf Hitler na Segunda). Isto é no mínimo assustador quando estamos a uma semana da 2ª volta das presidenciais e um dos candidatos é de extrema-direita.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

13 de Maio

Não poderia ser mais apropriado. Considerar a ideia de ir a Fátima a pé num 13 de Maio. Não vai ser este (nem no próximo que vai ser um grande regabofe) mas talvez no a seguir!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O manuscrito

Aquilo que vai ser o meu futuro livro, mas que ainda está em modo manuscrito, veio hoje da revisão. Não abri o documento ainda... estou tão curiosa como medrosa. No fim-de-semana trato do assunto.

Quanto à capa, o Artista continua a sentir-se super responsável nessa sua missão. Vamos ver.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

301º - 303º momentos culturais - Especial Paris

301º - Exposição de Amadeo Souza-Cardoso no Grand Palais
Este foi na verdade o motor desta viagem a Paris, queria voltar a ver Amadeo, queria voltar a Paris porque não juntar o útil ao agradável? E foi um reencontro muito feliz! Ver coisas bonitas vale sempre a pena!
Não sabia bem o que esperar da exposição, mas a divulgação da mesma poderia criar grandes expectativas, mas eu ando tão serena que aceito o que a vida me dá e fico feliz por isso. Portanto assim que cheguei a Paris, segui directa para o Grand Palais!
As primeiras salas foram sem dúvida as mais emocionantes para mim. É a fase mais cubista, talvez, mas com certeza a que gosto mais. Já tinha saído da Gulbenkian completamente deslumbrada há dois anos e agora o sentimento não foi muito diferente. Que luxo poder regalar-me com coisas destas! Dei duas voltas à primeira sala. A primeira para ver, a segunda para tirar fotografias! Gosto tanto do paralelismo das linhas que forma figuras não visíveis à primeira vista.
E continuei pelas seguintes, não com tanto entusiasmo, pois não gosto assim tanto das restantes fases. Limitam-se no meu ranking a serem giras. Valeu a pena ver algumas obras, na verdade, composições que não conhecia, mas do que eu gostei mesmo foi daquela primeira sala e daqueles cavalos maravilhosos. Fiquei semi-desiludida quando cheguei à loja e encontrei o merchandising possivelmente vindo da Gulbenkia. Posters que é bom nada... e mesmo os postais só havia de obras mais emblemáticas que não são exactamente as minhas preferidas. Uma pena! Mas vá desta vez tenho a vantagem de ter um registo fotográfico do que queria.




302º - Notre Dame
Associo Notre Dame ao Corcunda, a gárgulas e a um relógio da swatch que tinha com esse mesmo nome. Nunca consegui entrar na catedral, nem tenho bem a certeza se alguma vez tentei.
Queria ter subido, mas não dei com qualquer indicação de escadas ou elevador. De qualquer modo, com tanto o que ver lá dentro, uma pessoa facilmente se esquece de procurar o que seja. Os vitrais são maravilhosos e gostei também de um painel esculpido em madeira com cenas da vida de Cristo... ah! e daquela inscrição que vos mostrei nas fotos de Paris. Portanto, uma pessoa não se aborrece lá dentro! Achei particularmente curiosa a inscrição a dizer que ela foi começada a construir no pontificado de Alexandre III... o mesmo papa que aceitou e reconheceu Afonso Henriques como rei de Portugal.




303º - Musée Marmmotan Monet
Já devo ter dito que esta viagem foi cheia de surpresas e este museu foi um deles. Nunca tinha ouvido falar, até uma aluna mo ter recomendado vivamente. Documentei-me para saber se valia uma visita e eis que descubro que a colecção permanente inclui talvez a minha obra preferida de sempre: Impression - Soleil Levant de Monet. Só isto era mais do que razão para me pôr a mexer e lá fui eu. Outro reencontro feliz! Eu era capaz de jurar que já tinha visto o Soleil Levant ao vivo e que era muito mais pequeno...  e até o poderia situar no Fine Arts de Boston em 1994. Não sei se a minha cabeça me engana ou se nunca o vi para além da minha sala. Agora posso ter a certeza que vi mesmo na sua casa! Também vi os dos nenúfares e os outros todos pintalgados, mas gosto mesmo é do Soleil Levant! Como já tinha um em casa, achei que seria demais trazer outro, mas acabei por comprar mais dois Monetzinhos mais maneirinhos e simpáticos para a minha sala!




terça-feira, 10 de maio de 2016

Stand up


Uma colega sugeriu-me que fizesse stand up comedy. Não sei se foi a sério ou a brincar. Pareceu-me absurdo a início, mas depois pensei que afinal já faço isso... dou aulas todos os dias, certo? E os alunos riem-se quase sempre!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

French connection

Já há uns tempos que andava a magicar um regresso a Paris, já lá tinha estado duas vezes (1999 e 2007) mas há imenso tempo. Quando soube da exposição do Amadeo, não duvidei de que se tratava do momento certo e como agora sou aquela excêntrica do eu-quero-eu-posso-eu-vou foi só desencantar um voo baratinho alavancado num feriado e off I go, ou melhor, on y va! E fui num pé e voltei no outro, que é como quem diz, fui num dia cedo e voltei no seguinte de noite: Dois dias que me fizeram arejar ideias, ganhar uma corzinha, sentir o ego escovado e acima de tudo ver coisas muito bonitas, afinal estava em Paris. Ficam algumas imagens para o querido leitor comprovar que Maria Calíope não mente!

O primeiro encontro foi mesmo com Notre Dame. Nunca lá tinha entrado. Não vi o Corcunda, mas de resto, com tanto para ver lá dentro não senti a sua falta.






O rio Sena como a vida em geral parece muito mais bonita, enquadrada com céu limpo e um sol resplandescente.












A exposição foi o que motivou esta escapadinha e foi logo o primeiro objectivo a cumprir. (Amanhã já vem o momento cultural).









A caminho cruzei-me com esta estátua. Não é brilhante? Valeu-me pelos Rodins que ficaram por ver desta vez. Trata-se de Abel logo a seguir de ter matado Caim. Mesmo com esse triste fado, adorei a estátua.










E ei-la a Torre Eiffel.
Sempre a achei meio kitsch, mas desta feita foi diferente. A estrutura de ferro é magistral e magnetiza o transeúnde. É fabulosa. Estava eu neste jogo de magnetismo e ocorreu-me que apesar de muito mais pequena, a Torrei Eiffel é muito mais imponente que o Buj Kalifa no Dubai (que não conseguiu manter a minha atenção por mais do que 30 segundos) Deve haver milhões de fotos com a Torre Eiffel, mas duvido que haja muitas com um koala :D









 E a ponte Alexandre III, com o Museu Orsay lá atrás, o Sena lá em baixo e aquelas estátuas douradas a resplandecerem para completar a fotografia. 
Paris é mesmo fabulosa, não tenham dúvidas!




domingo, 8 de maio de 2016

Freak magnet XXIX - Especial Paris

Depois de caminhar um pouco pelas margens do Sena, resolvi meter-me pelos Jardins do Luxemburgo, tendo como objectivo ir para o Grand Palais. Lá ia eu radiante de estar ali - uma excentricidade -, admirada de ver tanta gente a apanhar sol e tentando sem qualquer sucesso que os meus lindos botins azuis não ficassem sujos daquela poeira branca. Nunca ninguém se lembrou de calcetar aquele chão? Cimentá-lo também seria uma hipótese... no meio destes pensamentos todos e sob um sol tórrido, aparece-me um indivíduo qualquer que se põe ao meu lado e pergunta se eu falo francês: "Oui! Bien sûr!" E nem sei bem como começámos uma conversa meia estranha onde a páginas tantas ele se dizia parisiense e se oferecia para me mostrar a cidade! Eu a achar aquilo tudo meio estranho, agradeci o convite, mas malhereusement tinha de ir ao museu! Coitado, ele já avançava com vinhos e queijos e tudo o que eu dizia era "Pois, mas tenho de ir ver uma exposição ao Grand Palais e depois queria ainda
ir ao Museu Marmottan" enquanto olhava para o relógio, agarrava a mala e simultaneamente pensava "Será que ele quer me assaltar? Mas para que é esta conversa toda?!". O tipo não desarmou e sugeriu que nos encontrássemos depois. Ok, depois pareceu-me um período de tempo mais razoável, mas quer dizer, eu queria ir ver duas exposições em dois museus longe um do outro cuja localização desconhecia (de ambos!), portanto não faço ideia o que significaria "depois". Mas tudo bem. O indíviduo tinha bom aspecto, mas eu ainda continuava muito de pé atrás e agarrada à minha mala, mesmo tentando tirar-lhe as medidas! Ele lembrou-se de trocarmos contactos e sacou do seu telemóvel, pedindo-me o número. E eu sem vontade nenhuma nem de abrir a mala quanto mais lhe dar o meu número, o que é que eu fiz? Passei-lhe o meu mapa e uma caneta para a mão (afinal sou mesmo bota-de-elástico e orgulho-me disso!) e disse-lhe que escrevesse o número dele na margem! Ele deve ter ficado incrédulo porque voltou a perguntar-me se eu não tinha o meu telemóvel comigo, mas lá escreveu o número. Eu conferi o número com ele zero-zero-trois-trois... agradeci e disse-lhe que se me despachasse dos museus a tempo, ligava-lhe depois! Segui o meu caminho já sem me lembrar da poeira que me sujava as botas, mas perdida de riso. Isto só a mim, realmente... be afraid of what you wish for!

sábado, 7 de maio de 2016

We'll always have Paris

Paris bem me queria agarrar e conseguiu-me manter mais uma hora no aeroporto. No entanto, depois de um belo e soalheiro dia nada melhor que umas horas a mais no aeroporto para ver um pôr-do-sol entre aviões! Ao menos encontrei um colega que também estava em Paris e viemos para Viena à conversa. Há pessoas mais excêntricas do que eu: ele foi hoje de manhã passar o dia a Paris!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Pés no chão (121)

Um dia na Argentina e no dia seguinte no Uruguai, assim de longe parece ainda mais longe, mas na verdade é um pulinho de ferry e eis-me na Antiga Colónia do Sacramento, esse estratégico pomo da discórdia sul-americano, que hoje é património da humanidade e outrora foi português!
É mais um saltinho e estou de volta... não morra de saudades minhas, querido leitor!

Vingt et un

É o nome francês do blackjack.
Vim para Paris com um batom chamado 'bid higher'.
Saiu-me na rifa o vingt cinque.

Paris, às 00:23

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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Pés no chão (120)

Eu fui ali dar uma volta e ser excêntrica ou então limitei-me a ir prestar a devida homenagem a um grande artista português, mas o querido leitor não se preocupe com a minha ausência e entretenha-se com uns passitos de dança. Aprenda uns basiquitos de tango em directo de Recoleta, Buenos Aires. Passo-a-passo! (Sim, o ponto de partida já conhecíamos)









quarta-feira, 4 de maio de 2016

Corações de Viana a 2€

Apesar de ser confessa fã de Afonso Henriques, não posso deixar de expressar o meu apreço pela edição comemorativa da moeda dos 2€ pela participação nos Jogos Olímpicos 2016 a cargo da Joana de Vasconcelos. Tudo aqui.


terça-feira, 3 de maio de 2016

Olhem o que a sorte* me trouxe

Um ginecologista a querer explicações de português.
Não sei se ria, se chore.

*Não tem nada a ver com a minha jogatana do outro dia. Foi mesmo uma daquelas coisas caídas do céu.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Sorte ao jogo...

Já há imenso que não me metia em jogatanas...
Na verdade, não acredito no jogo e pensando bem o amor também me merece
muitas dúvidas.
De qualquer modo, resolvi pôr as minhas odds à prova e testar a minha sorte: jogar numa mesma sequência para diferentes fins. Se em matéria de sedução, ando nas ruas da amargura, o trabalho não me tem corrido mal, as relações internacionais melhor ainda. Apostei em tripla. Alguma coisa me há-de calhar!

domingo, 1 de maio de 2016

Poesia-me II

Gato sapato

Alegria-me
Fantasia-me
Diglossia-me
Maresia-me
Sinfonia-me
Poesia-me

Faz de mim o que quiseres.



(Fiquei mesmo muito enternecida com aquele Poesia-me ao ponto de fazer a proeza de conjugar mais uns quantos substantivos no imperativo! Escrevi-o há umas semanas e achei que poderia esperar para publicar este poemita num momento em que o pudesse dedicar a alguém. Não aconteceu e não me parece que possa vir a acontecer. Por isso, o dia do trabalhador pareceu-me uma óptima segunda hipótese. Afinal de contas, sem trabalho a minha vida reduzir-se-ia a pó. Cada um tem o que merece.)

300º momento cultural: Mustang

Mustang retrata como a vida de cinco miúdas vai sendo cada vez mais enclausurada devido à família e vizinhança preconceituosa que têm. Cinco irmãs que vivem com a avó e o tio e que são encerradas em casa por terem sido vistas a brincar com uns miúdos (=rapazes) na praia. É uma Turquia rural e altamente conservadora que é mostrada... mas possivelmente ainda actual. As raparigas são educadas para serem cozinheiras, costureiras, fadas-do-lar, a que não se lhes permite qualquer tipo de gozo ou contacto com o exterior, sendo o único objectivo o casamento. Elas, miúdas, mas com dois dedos de testa, conseguem contornar as imposições da família, umas mais rebeldes do que as outras, mas todas com um espírito de cumplicidade fantástico. O filme é delicioso e só peca por não ser meramente ficção.
Não pelo enredo, mas sim pelas cinco irmãs não pude deixar de me lembrar do filme Virgens Suicidas da Sofia Coppola e num registo completamente diferente mas igualmente com cinco miúdas, as minhas próprias memórias das brincadeiras com a minha irmã e as nossas três primas.