sábado, 16 de abril de 2016

Ideossincrasias

Acho o meu pai e a minha mãe muito engraçados. Se os tivesse de os caracterizar numa palavra diria que são tendencialmente conservadores, tendo a minha mãe apontamentos ditatoriais, pelo menos é a imagem que tenho deles desde sempre. Sempre lidei bem com essas características, não tendo sido eu exactamente uma criança rebelde, nunca tive problemas de maior. No entanto, de há uns anos apercebi-me de uma característica fenomenal deles: não fazem chantagem emocional - nunca o fizeram - e nunca me demoveram das minhas ideias do além (agora excêntricas), antes pelo contrário, pois sempre me apoiaram. É muito cómico. Quando fui para o Rio de Janeiro sozinha, estava mesmo à espera que me dissessem que não fosse, por causa da violência e de tudo o resto. Não, nada, ... e eu estranhei um bocadito, apesar de já contar então no meu currículo viagens em modo individual à China, à Índia e ao Sudoeste asiático. Isto tudo agora porque tive a maravilhosa ideia de ir a Paris. Antes de marcar a viagem, ocorreu-me que eles poderiam falar de terrorismo ou qualquer coisa assim... mas não. A única coisa que ouvi foi da minha mãe "Hmm... não sei se tenho um íman de Paris", do meu pai "Ah! É boa ideia!". E pronto. É isso. Quando estou em Lisboa, a história é outra "Como vais? Como vens? Vais com quem?"...

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