quarta-feira, 6 de abril de 2016

Guerra aberta

Em vários momentos tive uma visão distorcida da minha imagem. Ao contrário das meninas que padecem de anorexia que se imaginam com muito mais curvas do que as que têm, o meu problema (sempre?) foi o oposto. Já tive muitas curvas e muito mais peso, com todo o volume que isso envolve, mas nunca foi a imagem das mulheres de Botero que vi ao espelho. O cúmulo foi mesmo em plena adolescência onde eu atingi o máximo do meu peso e a minha irmã deveria estar nos mínimos dela. Devíamos ter uma diferença de 20kg, sendo que ela é mais alta do que eu uns 5cm. Mesmo nessa altura não me via deformada nem monstruosa (comecei a usar óculos poucos anos depois), não me achava magra, mas daí não viria mal ao mundo e com o passar do tempo acabei por perder o peso excessivo.
Isto tudo para dizer que eu não me lembro de mim de barriga lisa, antes pelo contrário, a minha barriga é parte integrante de mim, aquela boia embutida na minha zona abdominal sempre esteve lá. Não gosto, mas nunca consegui livrar-me dela. O esforço sempre foi relativo, verdade seja dita. Bom, face à minha falta de objectivos presentes de vida, resolvi declarar guerra de forma consistente e consequente à minha barriga. Não é pelo regime alimentar que eu chego lá, tem de ser mesmo com exercício físico, já me convenci disso e por isso desde que voltei de Portugal, resolvi pôr em prática o plano de erradicação da minha barriga. Até ver não tenho falhado, mas não quero já estar a falar muito alto. O objectivo a médio prazo é ter menos volume abdominal pelo Verão. O objectivo a longo prazo é ter uma barriga lisa (dentro do género) no Outono - pois possivelmente vou ter onde a exibir.

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