segunda-feira, 11 de abril de 2016

Compacto de momentos culturais dos últimos tempos esquecidos de relatar

289º - Learning to Drive
Vi este filme no avião a caminho de Buenos Aires e fiquei toda contente por ter recuperado um filme que queria ter visto no cinema. O papel do Ben Kinsley é fantástico! Para além de instrutor de condução é um autentico coach de vida para a mulher que se inscreve nas aulas de condução. Ela parecia eu, com mais medo da ideia de conduzir do que da condução propriamente dita. E ele diz-lhe uma frase majestosa: "É bom ter medo. Ter medo mantém-nos alerta e precisamos de estar alerta enquanto conduzimos." Vale tanto para a condução como para o resto da vida.

290º - Les femmes du 6ème étage
Tenho um fraquinho por filmes franceses e em voos de longo curso são sempre tiro e queda. Na vida com os pés na terra também. Este aqui não me falhou e começo a notar presença assídua de Fabrice Luchini nos filmes que tenho visto. A história é antiga: família severa: marido exigente, mulher perfeita, empregadas que não cumprem os seus deveres e não ficam a aquecer o lugar. Até chegar Maria que cumpre tudo e mais alguma coisa e acaba enrolada com o patrão... A história tem uns twists pelo meio que a tornam bem mais interessante do que eu conto aqui.

291º - Minions
Este vi no regresso de Buenos Aires e finalmente percebi que os Minions não são amendoins! O filme é assim fofinho e fiquei fã dos bonecos. Não tem assim tanto conteúdo, mas os três Minions são uns queridos. O mais fantástico é que praticamente não falam.

Vi mais filmes tanto na ida como no regresso, mas não me lembro exactamente de quais.

292º - O meu vizinho é judeu
Acho que foi a primeira vez que fui ao teatro ao Casino do Estoril. Estava entusiasmada de ir ver o Bruno Nogueira e o Miguel Guilherme, mas achei o texto um pouco repetitivo e meio previsível... pelo menos o suficiente para passar pelas brasas no fim da peça.

293º - National Gallery
Salvo erro, tinha ido à National Gallery da primeira vez que fora a Londres (2001), mas obviamente não me lembrava de nada. Foi uma ida providencial, não só por na altura ter precisado mesmo de ir à casa-de-banho, mas por ter uma colecção maravilhosa. As mais-valias dos museus londrinos de serem gratuitos acabam por ser a sua própria desvantagem: imensa gente! De qualquer modo, ver os Bagneurs de Seurat valeu acotovelar-me entre os demais.

294º - V&A Gallery
Este foi uma première e que luxo de museu! Até podem ser muitas as reproduções que lá têm em vez dos originais, mas eu adorei: a sala árabe, os mapas seiscentistas, o David, o Escravo Agonizante, a coluna de Trajano (seria Adriano?) e mais uma mão cheia de coisas... era preciso umas férias inteiras para conseguir absorver tudo aquilo lá dentro!

295º - The Lobster
O filme passa-se num futuro incerto onde as pessoas solteiras ingressam num hotel (?) onde procuram a sua alma-gémea. Ao fim de determinado tempo se não o fizerem são transformados em animais. Pelo meio há uns quantos solteiros à solta (aha! nunca tinha reparado que a raiz de solteiro e solta
é a mesma) que são caçados / abatidos pelos solteiros do hotel. O filme parece cómico, mas o certo é que nem imaginam quantas vezes virei a cara/fechei os olhos/pus-me a ver coisas no telemóvel para não ver o que se passava no filme. Apesar de semi-cómico tem cenas violentíssimas... ou então sou eu quem é hiper-sensível

296º - Livraria Lello e Casa da Música
Aproveitei a estadia no Porto para passar por dois edifícios icónicos. A livraria Lello é fabulosa, mas teria gostado muito mais se não estivesse a chover e toda a gente da cidade se tivesse lembrado de lá entrar. Já a Casa da Música consegui visitá-la num dia de sol e a visita guiada faz TODA a diferença. Eu como muitos achava que aquilo era um mamarracho plantado ali no meio da cidade, mas toda as histórias contadas pelo guia fazem ver o mamarracho com outros olhos e perceber os espaços. Gostei mesmo muito.

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