sábado, 30 de abril de 2016

Boletim metereológico

Saindo dde casa de manhã:

Ontem: 2ºC
Hoje: 16ºC

Pois... 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Vizinhança

Abriu um restaurante indiano ao lado da minha porta e eu acabei com a tradição de não ir a restaurantes perto de casa, até porque perto de casa tenho uma mão cheia de restaurantes bem bons. Enquanto via o menu, o empregado veio perguntar-me se não queria pedir já uma bebida.

Empregado: O que vai tomar? Temos mango lassi, sumo de manga...
Calíope: Mango gin?
Empregado: Gin?!

Estava no menu, não foi uma invenção minha!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Fiz manteiga de amendoim

No fim, pensei que tinha saído de uma tempestade no deserto!
(mas ficou bom).

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Leituras

Resolvi aprender qualquer coisa que me possa ser útil!

Para acalmar as tropas

Eis a entrevista de Eduardo Lourenço. Esqueçam as perguntas, o tom e a expressão facial da Fátima Campos Ferreira e concentrem-se na linha de pensamentos do homem. É simplesmente fabuloso. 

Quando for grande gostaria de ser assim.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Ainda os terramotos de ontem

- Só hoje é que me lembrei que era com esse mesmo senhor que eu conversava alegremente sobre política, fazíamos previsões e discutíamos resultados, cada um puxando a brasa à sua sardinha e acusando o partido do outro de todos os males do mundo. Parece parvo, mas eram bons tempos e faz-me muita falta.

- Continuo parva e a inquirir os meus alunos sobre as razões porque votar num partido como o FPÖ. Todos me parecem consternados mas ninguém me avançou justificações melhores do que aquelas que elaborei sozinha, até ter lido no jornal "O vencedor das eleições em quem ninguém votou". E fez-se luz: claro que as sondagens deram todas a vitória ao candidato dos Verdes. Ninguém se assume votar FPÖ... não declaram a intenção do voto, mas na urna votam mesmo.

- Acho que hoje não houve tremores de terra vienense, mas eu devo ter achado que a terra tremeu duas ou três vezes. Se calhar sou muito sugestionável. Se calhar o colega da frente deu um encontrão na mesa dele.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Terramotos vários

- Ontem estava por casa em tarefas domésticas e lembrei-me do que andei a fazer há precisamente quatro anos... nada de especial para a Humanidade, mas uma verdadeira turbulência na minha vida.

- De manhã ao ir para o escritório reparei nas gordas de um dos diários: Terramoto Azul - azul é a cor do partido que ganhou as eleições de ontem, o de extrema-direita, e que coloriu toda a Áustria. Uma vergonha sem fim, digo eu...

- Estava eu no escritório e senti o chão a tremer. Dois segundos depois vejo a planta a estremecer. Foi uma sensação estranhíssima... só me ocorreu que não poderia ser o metro, uma vez que eu trabalho num 5º andar e há vários anos. Estava à espera de réplicas enquanto olhei para a minha colega que estava com um ar tão atrapalhado como eu. A ela ocorreu-lhe que não poderia ser uma bomba pois não havia barulho e depois lembrou-se de uma vez quando caiu uma janela do nosso edifício. Em alguns minutos descobrimos que tinha mesmo sido um terramoto. 4.1 na escala de Richter com o epicentro a 20 km de onde estávamos.

Passado o sustinho não pude deixar de me rir da coincidência da data!

domingo, 24 de abril de 2016

Eleições...

*Como o caríssimo leitor, Maria Calíope é uma entusiasta residente na Áustria e com grande pena minha não posso votar aqui. Abdicaria de boa vontade do meu direito de votar em Portugal para poder votar aqui, pelo menos nas eleições legislativas. Posso votar para a Junta de Freguesia e tudo o resto (à excepção das autárquicas) voto para Portugal. Hoje foram as presidenciais e eu estou em choque com o resultado. O partido de extrema direita leva uma vantagem medonha. Felizmente nenhum presidente será eleito sem maioria, por isso haverá segunda volta. Não me incomoda o facto dos candidatos dos partidos do bloco central (local) tenham andado à volta dos 10%, mas quem é que vota FPÖ?! Não consigo compreender... quer dizer, até consigo, o homem é bem parecido e bem falante e tem aquele discurso populista que as pessoas querem ouvir. Há coisas que me assustam aqui na Áustria, ultimamente dias de eleições são uma delas. (Acabei de ver que na minha freguesia e aqui em Viena foi o candidato dos Verdes que lidera os votos. Menos mal.).

(* Pedimos o máximo de atenção pois entre os candidatos pode ser que se verifique a intromissão de um terrorista.)

299º momento cultural: Scott Bradlee's Postmodern Jukebox

Foi naquele meu plano de ocupação de tempos livres que acedi à sugestão entusiástica da minha prima de ir ver uns tais Postmodern Jukebox... Não sabia bem ao que ia, confesso que hesitei bastante em dar 50€ para ir ver uma banda desconhecida, mas como consegui desencantar companhia e o que ouvi no youtube não me desagradou de todo, lá fui. E ainda bem que fui.
Meus amigos, o que me divirti! Ainda bem que optei pelos bilhetes de pé porque me fartei de dançar! Foi óptimo! Eles fazem arranjos novos e, digo eu, mais sofisticados a música comercial, o que faz com que a música ganhe outra vida. Havia uns 4 cantores, um piano, um violoncelo, uma bateria, um saxofone, um clarinete e uma artista de sapateado. E o que eles se divertiram também. Faz toda a diferença quando alguém desfruta e se diverte naquilo a que chama trabalho! O concerto começou em grande com a Bad Romance da Lady Gaga, para mim a grande surpresa foi a I want it that way dos Backstreet Boys, e o que rejubilei com a My heart will go on da Celine Dion - pior, eu sabia a letra todinha! Foram muitas as outras músicas que cantaram e que eu dancei, mas fiquei com pena de não terem cantado esta Bye, bye, bye... pois acho que seria perfeita para o fim!
De qualquer modo, não chorei um único cêntimo dos 50€ que gastei e se voltarem lá estarei!

298º momento cultural: Verklungene Feste | Josephs Legende

Para um ano dedicado à dança é triste constatar em finais de Abril que ainda não tinha visto nenhum bailado este ano. Ok, já dancei mais este ano do que em anos normais, mas ver bailado clássico é uma coisa sempre inspiradora. Por isso, acabei o serão na Staatsoper a ver este Verklungene Feste e Josephs Legende. Li qualquer coisa em diagonal antes de ir, mas não o suficiente para entender o enredo da história - partindo do princípio que havia uma história! Vá percebi que havia uma festa e até acho quem era o Joseph, mais pormenores não me perguntem.
É engraçado pois mesmo sem perceber nada da história como fico hipnotizada a ver pessoas a dançar. Apesar de ser uma casa que prima pelo bailado clássico, no caso vi uma peça com uma roupagem mais moderna e com cenários menos elaborados. Sigo os movimentos, passo a passo como se fosse um picotado, e fico ali entretida como se não tivesse preocupações na vida!
 Confesso que esta fatiota do Joseph manteve-me intrigada durante o segundo acto. Que trapo era aquele?! E a meio caminho do fim, a outra bailarina arrancou-o... e ele ficou o resto do tempo a dançar de tanga. Não sei se será muito confortável, mais ainda a rebolar tanto no chão como nas mãos dos outros nestes trajes. Enfim ossos do ofício!

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Afinal dá para melhorar

Depois da guerra à barriga e no seguimento do alinhamento cósmico ali debaixo, resolvi que estava em boa hora de retomar uma velha batalha: o alemão. 
E cá estamos nós - majestático, claro! - de espada em riste a (re)animar as tropas de dativos e genitivos! Aproveitei a boleia do investimento em mim e fiz granola! Está no forno a assar!

terça-feira, 19 de abril de 2016

Sweet November overloaded

Depois do Outono em Fevereiro, agora em Abril estou a reviver Novembro bem mais revigorado. Ontem foi aquele email e as minhas memórias. E hoje e no mesmo alinhamento cósmico - o de Novembro - fui almoçar com o Artista.
A meio almoço lembrei-me de lançar assim para a mesa uma ideia que já me tinha ocorrido: pedir-lhe que fizesse a capa do meu livro. O homem aceitou na hora e ficou entusiasmadíssimo... mais do que eu! Eu claro que pedi que ele pensasse no assunto e que daqui a uma semana voltaríamos a falar no assunto. Mas não é o máximo ter um artista a assinar a capa do meu livro?

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O post que eu não escrevi

No ano passado, mais ou menos em Novembro, tinha o seguinte post prontinho a sair da ponta dos meus dedos. “Apaixonei-me ao ler isto” teria sido o título se não me falha a memória, sendo o corpo do texto uma longa citação de um texto maravilhoso que me fez estremecer ao lê-lo. Não o fiz. Acabei de passar as publicações de Novembro a pente fino para ter a certeza. E sei porque não o fiz. Não o fiz por julgar se tratar de mais um devaneio meu, por imaginar a minha vergonha se alguma vez o autor fosse encontrar o seu texto no meu blogue, por haver hierarquias em jogo. Não me lembro ao certo do texto, mas recordo-me da sua alma e sobretudo da comoção que me causou. Há palavras que espelham a alma das pessoas e não tenho dúvida de que era um desses. Não me recordo das palavras, mas da alma sim. Com voz e tudo!
Numa constelação astronómica rara e nada o fazendo crer, o autor escreveu-me hoje por um motivo completamente irrelevante e desnecessário, mas de uma gentileza extrema. Eu rejubilei e achei que era hoje que iria escrever o post pensado há 5 meses. Fui à procura do texto que me revolvera as entranhas, mas ele já não está lá. Uma pena sem fim.

domingo, 17 de abril de 2016

297º Monsieur Chocolat

O festival de cinema francês (ou francófono, para ser mais correcta) é parte integrante da minha agenda cultural (tal como o nórdico que é daqui a umas duas ou três cinemas). O caríssimo leitor sabe que Maria Calíope tem uma predilecção por cinema francês desde sempre e por outro lado, uma das últimas edições deste festival marcou o ínicio de um tórrido e inesquecível affaire e por mais que eu queira não consigo desassociá-los. Boas memórias são para ser comemoradas e não esquecidas, certo?

Nesta edição - nada de episódios escaldantes nem sequer em potencialidade - mas um filme muito bom, coisa que eu já não via há imenso tempo. Vê-se que já não via filmes franceses há imenso tempo!
Só no fim de Monsieur Chocolat é que me apercebi de que se tratava de uma história verídica, a do primeiro artista de circo negro a ser uma autêntica estrela. Estamos em final do século XIX em França num circo de província, há um artista negro que faz o papel de canibal, até ao dia em que o palhaço o convida para fazer um dueto consigo. A fórmula resulta no circo de província de tal forma que o dueto maravilha é catapultado para Paris. A fórmula continua a resultar e se por um lado Chocolat deslumbra-se com o seu sucesso e dinheiro, por outro apercebe-se que continua a ser tratado abaixo de cão - a ter o papel humilhante, apesar de ser ele a estrela da companhia, a receber menos que o palhaço branco - e resolve tentar a sua sorte como actor de teatro. Embora se tenha esforçado muito, ultrapassando muitos obstáculos, o público continua a vê-lo como o negro-estrela-de-circo e vaiam-no no fim da estreia da peça... Ele termina os seus dias como empregado de um circo de província, morrendo de tuberculose.
Gostei muito do filme e fiquei muito desiludida com o final infeliz. Ele não quis dar um passo maior que a perna, simplesmente vivia à frente do seu tempo numa sociedade altamente racista. Foi preso só porque sim e alvo de discriminações várias... No entanto, há uma história de amor bonita, pois foi ele quem ficou com a enfermeira - tendo antes dela feito muito sucesso entre outras tantas mulheres - e ela que não abdicou dele apesar de todo o preconceito vigente. A relação entre ele e o palhaço branco também não ficou clara... havia ali entre eles uma necessidade, como inveja, como medo, como posse. E o que é que ele (palhaço branco) fazia do seu dinheiro? Porque é que estava sempre com os olhos tão tristes e magoados? A vida também deve ter sido muito dura com ele, mas o filme não resolve essa parte. Outra coisa que me ocorreu é o que o Omar Sy (Chocolate) acaba por desempenhar sempre o mesmo papel. Este é o 3º ou 4º filme que vejo com ele e ele faz sempre este papel de uma minoria qualquer...
Um filme a ver, sem dúvida, (desculpem lá já ter contado a história toda) porque não tenho assim tanta certeza que todos os preconceitos tenham ficado confinados ao século XIX.

sábado, 16 de abril de 2016

Ideossincrasias

Acho o meu pai e a minha mãe muito engraçados. Se os tivesse de os caracterizar numa palavra diria que são tendencialmente conservadores, tendo a minha mãe apontamentos ditatoriais, pelo menos é a imagem que tenho deles desde sempre. Sempre lidei bem com essas características, não tendo sido eu exactamente uma criança rebelde, nunca tive problemas de maior. No entanto, de há uns anos apercebi-me de uma característica fenomenal deles: não fazem chantagem emocional - nunca o fizeram - e nunca me demoveram das minhas ideias do além (agora excêntricas), antes pelo contrário, pois sempre me apoiaram. É muito cómico. Quando fui para o Rio de Janeiro sozinha, estava mesmo à espera que me dissessem que não fosse, por causa da violência e de tudo o resto. Não, nada, ... e eu estranhei um bocadito, apesar de já contar então no meu currículo viagens em modo individual à China, à Índia e ao Sudoeste asiático. Isto tudo agora porque tive a maravilhosa ideia de ir a Paris. Antes de marcar a viagem, ocorreu-me que eles poderiam falar de terrorismo ou qualquer coisa assim... mas não. A única coisa que ouvi foi da minha mãe "Hmm... não sei se tenho um íman de Paris", do meu pai "Ah! É boa ideia!". E pronto. É isso. Quando estou em Lisboa, a história é outra "Como vais? Como vens? Vais com quem?"...

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Desculpas

Há quem vá a Paris por causa da Eurodisney...
Eu vou por causa de Amadeo :)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Portugal é uma princesa

Ontem na aula sobre D. Sebastião, explicava aos alunos como uma decisão irresponsável de um rei teve consequências nefastas para Portugal e como o seu desaparecimento deu origem ao mito sebastiânico. Explicar que no sebastianismo se acredita que D. Sebastião há-de voltar não lhes foi difícil de compreender, a parte da actualidade deste mito é que lhes pareceu mais questionável. Eu lá lhes enquadrei o mito na crença cristã daí também ter tanto eco. Por outro lado, esta atribuição do nosso destino nas mãos do alheio consistem numa estratégia de desculpabilização, irresponsabilidade e vitimização. Por fim, saiu-me esta comparação: Portugal é uma princesa, que espera que o príncipe a salve, pois ela coitada não pode fazer nada, coitadita. Por isso o mito se vai perpetuando...
Nunca tinha pensado nisso nesses termos, mas na minha cabeça isto faz muito sentido.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Isto diz muito de mim

Sair a meio de uma "girls' night" para vir para casa ver a liga dos campeões.
posted from Bloggeroid


Adenda (23:25): Grande jogo! Grande golo (mesmo na minha mini-televisão) de Talisca (indivíduo desconhecido até hoje)! Só por não terem tido do Bayern mereciam ter passado a eliminatória, mas vá, menos mal, conseguiram a primeira (acho eu) menção de sempre do Glorioso aqui no Mergulhos. Não me arrependi nada de ter saído do jantar a meio. E que surpresa ver o Xavi Alonso vestido de bávaro!

terça-feira, 12 de abril de 2016

Cabeça no ar

Na semana passada desesperei ao preparar uma aula. Estive mais de duas horas à procura de um tema, texto, assunto, conto, o que fosse e nada... em desespero de causa amanhei umas lendas portuguesas e ficou a aula feita, embora embrulhada em desculpas. Esta semana, a coisa foi diferente. Ainda nem era terça e eu já tinha mil ideias para a aula. Juntei-as todas porque na verdade poupam-me o trabalho de 3 ou 4 semanas e lá fui eu toda contente dar as aulas... Introdução ao tema, brainstorm de ideias, videozinho motivacional e vamos lá ler o texto! Onde estão os textos?!!! Ficaram no escritório e eu voltei a desfazer-me em desculpas.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Compacto de momentos culturais dos últimos tempos esquecidos de relatar

289º - Learning to Drive
Vi este filme no avião a caminho de Buenos Aires e fiquei toda contente por ter recuperado um filme que queria ter visto no cinema. O papel do Ben Kinsley é fantástico! Para além de instrutor de condução é um autentico coach de vida para a mulher que se inscreve nas aulas de condução. Ela parecia eu, com mais medo da ideia de conduzir do que da condução propriamente dita. E ele diz-lhe uma frase majestosa: "É bom ter medo. Ter medo mantém-nos alerta e precisamos de estar alerta enquanto conduzimos." Vale tanto para a condução como para o resto da vida.

290º - Les femmes du 6ème étage
Tenho um fraquinho por filmes franceses e em voos de longo curso são sempre tiro e queda. Na vida com os pés na terra também. Este aqui não me falhou e começo a notar presença assídua de Fabrice Luchini nos filmes que tenho visto. A história é antiga: família severa: marido exigente, mulher perfeita, empregadas que não cumprem os seus deveres e não ficam a aquecer o lugar. Até chegar Maria que cumpre tudo e mais alguma coisa e acaba enrolada com o patrão... A história tem uns twists pelo meio que a tornam bem mais interessante do que eu conto aqui.

291º - Minions
Este vi no regresso de Buenos Aires e finalmente percebi que os Minions não são amendoins! O filme é assim fofinho e fiquei fã dos bonecos. Não tem assim tanto conteúdo, mas os três Minions são uns queridos. O mais fantástico é que praticamente não falam.

Vi mais filmes tanto na ida como no regresso, mas não me lembro exactamente de quais.

292º - O meu vizinho é judeu
Acho que foi a primeira vez que fui ao teatro ao Casino do Estoril. Estava entusiasmada de ir ver o Bruno Nogueira e o Miguel Guilherme, mas achei o texto um pouco repetitivo e meio previsível... pelo menos o suficiente para passar pelas brasas no fim da peça.

293º - National Gallery
Salvo erro, tinha ido à National Gallery da primeira vez que fora a Londres (2001), mas obviamente não me lembrava de nada. Foi uma ida providencial, não só por na altura ter precisado mesmo de ir à casa-de-banho, mas por ter uma colecção maravilhosa. As mais-valias dos museus londrinos de serem gratuitos acabam por ser a sua própria desvantagem: imensa gente! De qualquer modo, ver os Bagneurs de Seurat valeu acotovelar-me entre os demais.

294º - V&A Gallery
Este foi uma première e que luxo de museu! Até podem ser muitas as reproduções que lá têm em vez dos originais, mas eu adorei: a sala árabe, os mapas seiscentistas, o David, o Escravo Agonizante, a coluna de Trajano (seria Adriano?) e mais uma mão cheia de coisas... era preciso umas férias inteiras para conseguir absorver tudo aquilo lá dentro!

295º - The Lobster
O filme passa-se num futuro incerto onde as pessoas solteiras ingressam num hotel (?) onde procuram a sua alma-gémea. Ao fim de determinado tempo se não o fizerem são transformados em animais. Pelo meio há uns quantos solteiros à solta (aha! nunca tinha reparado que a raiz de solteiro e solta
é a mesma) que são caçados / abatidos pelos solteiros do hotel. O filme parece cómico, mas o certo é que nem imaginam quantas vezes virei a cara/fechei os olhos/pus-me a ver coisas no telemóvel para não ver o que se passava no filme. Apesar de semi-cómico tem cenas violentíssimas... ou então sou eu quem é hiper-sensível

296º - Livraria Lello e Casa da Música
Aproveitei a estadia no Porto para passar por dois edifícios icónicos. A livraria Lello é fabulosa, mas teria gostado muito mais se não estivesse a chover e toda a gente da cidade se tivesse lembrado de lá entrar. Já a Casa da Música consegui visitá-la num dia de sol e a visita guiada faz TODA a diferença. Eu como muitos achava que aquilo era um mamarracho plantado ali no meio da cidade, mas toda as histórias contadas pelo guia fazem ver o mamarracho com outros olhos e perceber os espaços. Gostei mesmo muito.

domingo, 10 de abril de 2016

Les uns et les autres

Há aquelas pessoas que passam a semana toda a contar os dias para o fim-de-semana e há aquelas outras, poucas possivelmente, que passam o fim-de-semana a ansiar por segunda-feira. Eu sou dessas, as que praticamente desesperam ao fim-de-semana. 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Sexta-feira cinzenta e chuvosa

Ir a banhos, levar com jactos de água e ficar a marinar em água quente até os dedos engelharem.

Não poderia ter calhado melhor.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Thirty Dancing

Se a memória não falha ao caríssimo leitor, este ano foi dedicado ao signo da dança e Maria Calíope tem-se esforçado em cumprir esse desígnio de ano novo. Depois das aulas de dança do ventre e das aulas de tango, hoje foi dado mais um passo de dança... mas mais free style. Voltei a uma discoteca. Em conversa com colegas descobri que há discotecas aqui em Viena que dedicam um serão por mês a um público mais avançado na idade. E sendo o público-alvo pelo menos trintão, as horas de dança têm de ser compatíveis com o enquadramento laboral não só do próprio dia como do dia seguinte. Assim surgiu o conceito discoteca-after-work.
Supostamente as portas abrem às 19h, mas eu cheguei às 20h e qual não foi a minha supresa de dar com uma fila na entrada e a casa já estar bastante bem composta. Estamos a falar de uma discoteca grande com pelo menos 2 pistas de dança, um espaço ao ar livre e mais outro com sofás. Eu já lá tinha ido há uns bons 12 anos, por isso não consigo tecer comparações. Bom na pista principal passava música comercial com um par de anos em cima. Se eu rejubilei, abanando-me como podia com o Rhythm is a Dancer, recordando os Verões passados na Kadok, o ponto alto da noite foi o Pump Up the Jam e eu saltei directamente para as festas da Escola Preparatória e para os tempos da Bravo. A minha memória é prodigiosa porque ainda sei a letra to-di-nha! E lá dancei alegremente como se não houvesse amanhã. A pista foi enchendo cada vez mais e era complicadíssimo alguém deslocar-se de A para B. A fauna pareceu-me interessante qb, pelo menos não vi imberbes. Bom, com certeza será uma actividade a repetir, pois era mesmo isto que eu preciso de fazer de vez em quando dançar, dançar, dançar como se ninguém me estivesse a ver.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Guerra aberta

Em vários momentos tive uma visão distorcida da minha imagem. Ao contrário das meninas que padecem de anorexia que se imaginam com muito mais curvas do que as que têm, o meu problema (sempre?) foi o oposto. Já tive muitas curvas e muito mais peso, com todo o volume que isso envolve, mas nunca foi a imagem das mulheres de Botero que vi ao espelho. O cúmulo foi mesmo em plena adolescência onde eu atingi o máximo do meu peso e a minha irmã deveria estar nos mínimos dela. Devíamos ter uma diferença de 20kg, sendo que ela é mais alta do que eu uns 5cm. Mesmo nessa altura não me via deformada nem monstruosa (comecei a usar óculos poucos anos depois), não me achava magra, mas daí não viria mal ao mundo e com o passar do tempo acabei por perder o peso excessivo.
Isto tudo para dizer que eu não me lembro de mim de barriga lisa, antes pelo contrário, a minha barriga é parte integrante de mim, aquela boia embutida na minha zona abdominal sempre esteve lá. Não gosto, mas nunca consegui livrar-me dela. O esforço sempre foi relativo, verdade seja dita. Bom, face à minha falta de objectivos presentes de vida, resolvi declarar guerra de forma consistente e consequente à minha barriga. Não é pelo regime alimentar que eu chego lá, tem de ser mesmo com exercício físico, já me convenci disso e por isso desde que voltei de Portugal, resolvi pôr em prática o plano de erradicação da minha barriga. Até ver não tenho falhado, mas não quero já estar a falar muito alto. O objectivo a médio prazo é ter menos volume abdominal pelo Verão. O objectivo a longo prazo é ter uma barriga lisa (dentro do género) no Outono - pois possivelmente vou ter onde a exibir.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Denominador comum

Ontem, o meu contabilista: D. Maria Calíope, ainda não é desta que vou fazer a viagem à volta do mundo, isso é para o ano, agora vou para o Tibete fazer escalada... 7000 e tal metros [um mês ou assim]. Depois logo lhe conto.

Hoje, o meu médico ("de família"): Ah! Srª Drª já lhe disse que vou para Moçambique este ano? (Para onde?) Ah isso não sei ao certo, foi a minha mulher que organizou tudo e também inclui o Malawi e o Botswana e tudo via África do Sul... Já esteve lá, não foi?

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Poesia-me


Nunca estive tão pouco tempo em Lisboa (bom, por acaso estive, quando fiz escala de e para o Brasil, mas agora também não interessa) mas estive o tempo suficiente para dar de caras com isto. E valeu toda a chuva que apanhei. Lisboa tem alma de poeta :)

Aquele dia

  • em que acordam cedo e ouvem que a máxima é de 26ºC!!!
  • em que comem papaia com iogurte ao pequeno-almoço
  • em que sentem a desconhecida musculatura(?) escondida debaixo do pneu
  • em que o Artista propõe do nada um almoço para amanhã
  • em que o vosso contabilista vos solicita uma informação e depois vos pede encarecidamente para se limitarem a pagar um terço dos impostos que julgavam ter de pagar.



Foi hoje!

domingo, 3 de abril de 2016

Remember London?

Apesar de acabar de ter vindo de Portugal, sei que ainda vos faltava mostrar algumas fotos de Londres da semana anterior. Por isso isto hoje vai em atacado, tentando redimir-me da componente artístico-cultural que tem faltado a este blogue.










 A caminho de Cadmen Market, qualquer uma das lojas ao longo da rua mereciam ser fotografadas, eu escolhi esta pelo lagarto!

Durante um ano da faculdade, eu andava com as minhas tralhas dentro de um saco com este Seurat em vez de uma mala ou mochila. Aqui o original na National Gallery.


 Eu acho que era Banski, mas a minha companheira de viagem não me soube esclarecer. Obviamente não seriam originais, mas eu fiquei tão contente de atravessar uma rua e dar com eles. Gosto muito destes os dois. Consigo rever-me em ambos!
 
Eu não conhecia o Royal Albert Hall - ao vivo - e ao deparar-me com este edifício fiquei com imensa vontade de assistir a um concerto lá dentro. Não sei se é da cor ou do formato, pode ser outra coisa qualquer, mas olho para ele e lembro-me de Shakespeare!!! Hei-de passar a estar atenta à programação!






Mais uma volta e mais surpresas! O Victoria and Albert Museum é completamente imperdível. Adorei e poderia ter passado mais três dias lá dentro. E ao dobrar uma esquina, dou de caras com David... este tipo anda a perseguir-me (lembram-se de Montevideo ou Copenhaga, além do de Florença?)



E depois este estonteante escravo em agonia. Não me recordo do nome em rigor, Escravo Agonizante, talvez. Não sei se na escola ou na faculdade que me cruzei com ele e foi logo eleito para capa de um trabalho meu, alguns anos mais tarde vi o original no Louvre e trouxe um postal do mesmo que até hoje se encontra no meu antigo quarto em Lisboa. E agora aqui assim este encontro imediato! Às vezes acho que não mereço tanto, mas depois acho que sim!

Gentes do norte

Chegar a Viena com temperaturas acima dos 20ºC, sol a brilhar e céu azul depois de uma semana com muita chuva, vento e algum frio em Portugal, faz-me crer que escolhi um paraíso tropical para viver!
A semana no Porto valeu-me acima de tudo pelas pessoas com quem me encontrei (estou a esquecer propositadamente a parte da comida). Fui a trabalho, mas aproveitei para me encontrar com uma série de pessoas e foi mesmo o melhor da semana (volto a omitir a comida). Passear à chuva (frio e vento e meias ensopadas dentro das botas) com a Lois, com direito a francesinha, Lello e visita guiada e comentada pela baixa do Porto. Que surpresa a arte urbana na Rua das Flores e que bom que foi voltar ao Cais da Ribeira! O dia em que me encontrei com a Caetana até estava bonzinho, uma hora antes de nos encontrarmos desaba um temporal sobre a cidade! Estou na dúvida se gostei mais do arroz de polvo ou da cataplana de lulas que comi com ela, mas mais uma alma nortenha que se mostrou incansável comigo a mostrar-me a zona metropolitana do Porto. A vista do restaurante para o Porto onde estivemos em Gaia é daqueles cartões postais da cidade. É fabuloso quando as pessoas da vida real superam as suas construções escritas.
O encontro com a Luísa foi para mim histórico. É maravilhoso verificar como o tempo passa e as coisas não mudam. Foi como se estivessemos estado juntas na semana anterior, apesar de nenhuma de nós saber precisar quando foi a última vez que nos vimos (talvez uns 6 ou 7 anos). E tanto falámos das nossas viagens passadas como planos futuros e ríamos com as nossas parvoíces passadas e presentes. Por fim, no almoço com a Teresa surgiu a ideia (dela) de me propor uma parceria para o próximo dia de Lusitanistas alemães.
É mais do que certo do que sem elas, a minha estadia no Porto se teria resumido ao cinzentismo das burocracias universitárias.

sábado, 2 de abril de 2016

Pés no chão (119)

Eu bem vos dizia que Buenos Aires estava em brasa em pleno Dezembro e eis-me com os meus trajes estivais. Aqui a caminho do Museu de Belas Artes mas com um saborzinho de Outono nos pés.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Pés no chão (118)

E depois daquela tristeza de pés e de chão de ontem, cá estamos nós em plena Recoleta numa noite quentíssima do Verão sul-americano de Buenos Aires. Esta sequência de passos de tango estava num passeio qualquer para quem quisesse tomar-lhe o gosto. Eu não precisava dos passos - não estes - mas foi precisamente nesta escola a primeira vez que dancei tango em Buenos Aires. Nada de tão glorioso como possam imaginar, mas sem dúvida um sonho cumprido.