quinta-feira, 31 de março de 2016

Pés no chão (117)

Garanto-vos que o chão era bem mais bonito ao vivo que na foto. Garanto-vos também que aqueles presuntos não estão confome a realidade!

quarta-feira, 30 de março de 2016

Pés no chão (116)


E continuamos em dose dupla e em ambientes médicos. No caso uma combinação improvável: o chão do centro de fisioterapia e os botins mais lindos do mundo. Reparem nas pintinhas na parte de trás!


terça-feira, 29 de março de 2016

Norte



Não se trata apenas de laurear a pevide, mas de andar a comer como uma lontra... E a lambuzar-me deliciada! Acho que a continuar assim vou a rebolar para baixo!

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Pés no chão (115)

A coisa boa de Viena ter um sistema de saúde nacional/regional descentralizado é que tanto consultórios como centros clínicos se situam em edifícios residenciais centenários (ou vá meio-centenários) e não foi a primeira vez e com certeza não será a última que me dei com este tipo de chão de mosaico... salvo erro já cá tinha mostrado o chão do meu dentista e do meu médico de família.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Pés no chão (114)

Mais um dia e mais um voo. Hoje sim cheguei ao destino!
Kopf hoch significa "cabeça erguida" e é uma frase que já ouvi muitas vezes aquando de outros quantos revezes da vida. A vida dá muitas voltas e nem sempre estamos preparados para algumas situações "Kopf hoch" é daqueles pensos que não resolvem nada por si, mas consolam, confortam e em crendo facilitam a cura. Adorei o stencil no chão e não resisti a fotografá-lo.

domingo, 27 de março de 2016

Pés no chão (113)


Em dia de Páscoa temos uns pés duplos no mesmo chão. Adoro o Café Ullmann, pelo espaço, pelos brunchs e pelo chão da casa-de-banho. Não é fabuloso? O caríssimo leitor já sabe que Maria Calíope não aguenta a quadra natalícia, mas simpatiza até bastante com a Páscoa. Se nunca discursei sobre o assunto, hei-de fazê-lo numa páscoa próxima. Para já consegui organizar a minha agenda para conseguir ir jantar a casa, a Lisboa, e fico muito feliz por isso.



sábado, 26 de março de 2016

Tecnologias

Estou desde as 15h com um telemóvel novo nas mãos. Já tive de voltar à loja pelo caminho pois apercebi-me que o cartão SIM não funcionava (=não cabia). Desde então estive a copiar a lista de contactos e a ver como funciona o animal. O mundo não seria muito melhor se a bateria dos telemóveis não morressem passado uns anos?

quinta-feira, 24 de março de 2016

Parece que passei o fim-de-semana em Londres...

Londres nunca exerceu nenhum fascínio sobre mim e talvez o facto de ter apanhado frio e muita chuva em Agosto de 2001 aquando da minha primeira visita não melhorou a minha impressão. Uns anos depois voltei mas por incrível que pareça lembro-me mais da ida e do regresso do que da estadia em si. Já queria voltar a Londres há uns anos e foi neste fim-de-semana que a coisa se proporcionou - 13 anos depois da minha última visita.
Fui parar a um bairro muito simpático, perto de Paddington Station, com casinhas brancas com muito bom aspecto. Acho piada às casas em tijolos vermelhos, mas tornam a cidade muito escura, por isso ir viver numa casita branca e numa rua clara foi logo um sinal positivo. Outra grande supresa foram os English breakfasts, para os preços que se praticam em Londres, achei-os bastante em conta e bem servidos. Já não me transtorna comer feijão, cogumelos, enchidos, bacon, ovos, tostas, tudo regado com um café com leite. E foi o que me valeu para os quilómetros que andei. Não deu para fazer compras e no dia que passei pelo meu adorado M&S estava tão cansada que a última coisa que me apetecia era experimentar roupa. Fiquei com pena de não ir ao teatro, mas descobri o mercado de Cadmen e passeei por Hyde Park. Acho que seria fantástico assistir um concerto ao Royal Albert Hall, mas desta vez só deu para ir ao V&A Museum. Andei quilómetros sem fim e apreciei aquele street style muito brittish. Continuo a não adorar Londres, mas foi sem dúvida a vez que mais gostei de lá estar.

Algo completamente diferente

Curtam lá isto: Branko (dos Buraka) Time out!

quarta-feira, 23 de março de 2016

À janela

Não sei se o caríssimo leitor se lembra daquele episódio do Sex and the City, onde a Miranda andava a ser desprezada por causa do filho do tipo com quem andava. A última cena é ela a carregar rapidamente no botão do elevador quando o miúdo ia todo lançado para o fazer, dizendo ela que também adorava carregar no botão do elevador. Não foi por picuinhice e menos ainda por um tipo qualquer, mas realmente eu não gosto mesmo nada de me sentar noutro sítio que não seja à janela. Tento sempre marcar os meus voos com lugar à janela e quando isso não acontece é meio caminho para ficar irritada. Depois de um voo cancelado e outro atrasado, nem me passaria pela cabeça não ir no meu lugar à janela, quando me deparo com uma criança sentada no meu lugar com a mãe ao lado. A mãe tentou argumentar que lhe tinham dito que podia ficar ali (=no meu lugar), que o filho queria ver não sei o quê, que se mexia melhor, que iria dormir... tudo isso e mais alguma coisa. Eu impávida e serena não fui minimamente flexível e não abdiquei do meu lugar. A criancinha queria ir ali?! Mas eu também? Foi um semi bate-boca e eu fiquei boquiaberta comigo mesma por não ter vacilado nem um pouco e a senhora e a criancinha foram atazanar outras pessoas. Achei na altura que iria arder no inferno por não fazer o favor ao miúdo, mas bolas! não foi tirar-lhe um pedaço de pão, foi uma questão de preferência. Ele prefere sentar-se à janela e eu também. E era eu quem tinha esse lugar marcado. Ele e a mãe limitaram-se a ocupar o meu lugar. Um abuso! Nem mo pediram antes e eu mostrei-me intransigente. Nem sabia que poderia ser assim, mas fiquei com o meu lugar.

terça-feira, 22 de março de 2016

Status quo

Depois do que aconteceu hoje em Bruxelas, o cancelamento e sucessivos atrasos dos meus voos de ontem e anteontem são peanuts.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Prestes a fazer o pleno

Na ida para Londres o meu avião atrasou-se cerca de uma hora, o que acaba por ser chato quando uma pessoa tem de acordar às 4 da manhã e apanhar um táxi para o aeroporto, pois a essa bela hora não há transportes públicos disponíveis.
Ontem ao tentar regressar a Viena, soube que o meu voo foi cancelado, parece que o espaço aéreo francês foi encerrado devido a uma greve dos controladores do tráfego aéreo. E eu fui recambiada para o Radison Blu local e fiz uso dos direitos a que me assistem: dormi bem, comi melhor ainda e segui hoje de manhã para o aeroporto para um voo a horas decentes. Tudo muito lindo, tudo muito bom, pois consegui inclusivamente comprar umas prendinhas fantásticas (o que não aconteceu na City) e até um bíquini para mim. Era voo com escala e cá estou eu em Estugarda... já depois de ter embarcado, estado sentada uma meia hora no avião e desembarcado porque aparentemente o avião tinha problemas técnicos e os técnicos não estavam de plantão. Assim, os quase 200 passageiros - eu incluída - depois de estarem bem acomodados no avião puderam levantar-se e pegar nas suas tralhinhas e enfiar-se de volta no autocarro rumo ao terminal. E eis-me aqui em Estugarda na iminência de ir para Viena... ou não!

Estugarda, 16:22

Stuck in London

Pronto. E uma pessoa em vez de se aborrecer, tenta tirar partido!

Londres, 00:13

domingo, 20 de março de 2016

Pés no chão (112)

Não parece, mas o chão com esta pedraria verde é mesmo muito bonito. Fica aqui numa loja na esquina. Foi preciso uns 10 anos para que entrasse lá e não me dei por arrependida!

sábado, 19 de março de 2016

Pés no chão (111)

Pelo meu aniversário, tive direito a um lugar na plateia para um bailado à minha escolha na Staatsoper. Fique na 4ª fila e fui buscar uns sapatos ao fundo do armário que só servem para quando posso ficar muito tempo sentada!

sexta-feira, 18 de março de 2016

Pés no chão (110)

Um pequeno interregno com pés no chão e neste chão onde momentos antes tinham chovido corações. Estava em Varsóvia e não resisti a rodear os meus pés por coraçõezitos!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Off I go

Táxi às 4:50... que agradável!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Vergonha alheia

Modus-vivendi-em-cima-do-joelho  há lá coisa mais detestável?!
E estou a falar de altas esferas e não de amigos meus. Detesto. Detesto mesmo. E detesto ainda mais quando se estica essa forma de estar a outrém que não encara a vida dessa forma. Não percebo quem vive assim. E percebo porque é que as coisas depois não andam para a frente. Deus me livre...
Pior e vergonhoso é ser associada por arrastamento a este tipo de cultura. Nem imaginam as vezes que hoje já me desculpei e morri de vergonha.

terça-feira, 15 de março de 2016

O Príncipe

Acho que pela primeira vez na vida assisti em directo a uma tomada de posse de um governante português, não se deu o caso de ser uma estreia a nível mundial pois calhou estar em Buenos Aires na tomada de posse do Macri e estar a almoçar num restaurante com a televisão ligada na altura que ele chegou à Casa Rosada. Neste caso, a casualidade foi menor, apesar de ter calhado bem estar à frente de um computador e haver um streaming ao vivo da chegada de Marcelo a Belém. Vi e fui acompanhando a imprensa escrita, assistindo também a milhentos analistas e comentadores políticos. Em duas ou três ocasiões houve quem fizesse a associação ao presidente-rei e eu gostei. Já por aqui confessei que devo ter uma costela monárquica - talvez idealista demais - porque gosto da suposta unidade que uma monarquia transmite. Conheço súbditos de várias majestades norte-europeias e todos eles estimam muito os seus monarcas. Parece-me que isso é importante para um país e eu, que ando há quase 20 anos a votar, nunca senti especial estima por ninguém que possa ter eleito e tenho pena disso. Ao ver o estado de graça em que Marcelo surgiu como cabeça da nação, mas mantendo-se também próximo da base da pirâmide, favorecendo em simultâneo aqueles que muitas vezes não têm voz, achei que essa imagem de presidente-rei muito apelativa. Por motivos muito diferentes gostei muito da celebração ecuménica na Mesquita de Lisboa e a invocação de Ourique. Mas depois parei para pensar. Ourique?!* Ourique justifica a existência de Portugal como sendo divina. Ourique foi uma farsa que alguém algures no século XV ou XVI se lembrou de inventar para não perdermos a nossa independência. E depois ouvi que a primeira visita oficial é ao Vaticano. Voltei a lembrar-me de Afonso Henriques** e das suas diligências para convencer o Papa Alexandre III a reconhecer Portugal como reino independente. De repente, o Presidente Marcelo pareceu-me medieval e não sei se gostei assim tanto. Simpatizo tanto com ele como com o Papa Francisco, mas não consegui sair da Idade Média. Pior. Saí hoje com o comentário de um outro jornalista que dizia que não houve ditador que não tenha tido também grande popularidade a início. E acabei de me lembrar do Príncipe de Maquiavel para titular este post.
Nas próximas presidenciais, logo falaremos mais.

*Eu adoro o episódio de Ourique ao ponto de ser sempre matéria de exame todos os semestres.
** O meu grande ídolo da História de Portugal

segunda-feira, 14 de março de 2016

Freak magnet XXVIII

Uns dias são melhores do que outros e há dias em que Maria Calíope acusa o facto de levar uma vida demasiado solitária, sem saber bem o que fazer para resolver esse problema. Sábado foi um desses dias e no regresso do cinema, pensava Maria Calíope no bom que seria sair dali e ir beber um copo com amigos ou outra companhia, à medida que descia as escadas rolantes e se encaminhava para a plataforma do metro. Nesse mesmo momento, alguém a aborda:

- Gosto do teu chapéu!
Maria Calíope - An?
- Gosto do teu chapéu! Acho-o muito cool!
Maria Calíope - Ah! Obrigado!
- Eu sou o Konstantin - disse o tipo esticando o braço/mão.
Maria Calíope - Maria Calíope! retribuindo o cumprimento.
- Hmm... para onde vais?
Maria Calíope - Acabei de vir do cinema.
- Ah! E que tal?
Maria Calíope - Fui ver o Hail Caesar, mas não gostei muito...
- Para além de veres filmes de que não gostas, o que fazes num sábado à noite.
Maria Calíope - Vou para casa.
- Olha, eu vou sair com uns amigos a um bar muito giro com gente fixe e tal. Porque não vens?!
Maria Calíope - Não!

O certo é que o bar era no caminho da minha casa e acabei por ir à conversa com o tipo o resto (duas estações de metro) do caminho. Às tantas, apercebi-me que o tipo me propunha aquilo que eu queria mesmo, ir beber uns copos e acabei por lhe contrapor que iria com ele ao dito bar, se não gostasse, voltaria para casa. O tipo ficou felicíssimo pela minha espontaneidade. Fomos ao encontro dos outros amigos e íamos à conversa. Ele tinha 20 (!) anos e achava que eu também!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Quando lhe disse que era professora, ele atirou a minha idade para os 25, vá 28 e não se fala mais disso! O que me ri, estava a ser cantada por um miúdo que poderia ser meu filho! Entretanto apareceu o outro amigo, feitas as apresentações, ele perguntou ao outro quantos anos eu tinha (o que era tabu até esse momento) e o outro disse 20 e tal!!!!!!!!!!! À 10ª tentativa conseguiram acertar completamente incrédulos que eu tinha uns 35-37 anos, depois da pista de quando é que eu tinha terminado escola - deduzo que tenha sido sensivelmente na altura em que eles nasceram. Eu estava perdida de riso e ainda os acompanhei ao dito bar. Cheguei à porta e despedi-me da criançada. Afinal já não tenho idade para bares manhosos para estudantes onde jorra cerveja e vinho barato, mas a minha noite não poderia ter terminado melhor.
De regresso a casa, reparei que não posso ser acusada de esquistismo, afinal de contas no espaço de uma semana saí com dois tipos (ou vá mais ou menos) um de 47 e outro de 20, portanto qualquer alminha pode deduzir que estou a alargar o espaço de manobra, mas quer dizer, nem é preciso chegar aos finalmentes para eu tirar a minha equipa de campo!

domingo, 13 de março de 2016

288º momento cultural: Hail, Caesar!



Acho que estou há umas quatro semanas para ver este filme e depois de conseguir um dos últimos lugares de uma sala lotada num sábado de noite e de ver efectivamente o filme pergunto-me, porquê? Supostamente é uma sátira aos filmes americanos da década de 50, sendo eles westerns, romanos, de inspiração bíblica, etc. Mas muito mais do que isso não é. Sabia que estava lá o Clooney, mas quem me surpreendeu mesmo foi o aparecimento do Ralf Fiennes e do que gostei mais foi da cena dos marinheiros a fazer sapateado no bar. Se o filme valeu a pena? Hmm, acho que não, mas valeu por me fazer sair de casa.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Não ando assim grande coisa

E não queria muito estar aqui a debitar sobre doenças, sintomas esquisitos, reacções alérgicas ou noites mal dormidas. 

terça-feira, 8 de março de 2016

Regresso às aulas

Só se traduz na minha cabeça: acordar às 6:20!!!

Só espero que os alunos valham a pena...

segunda-feira, 7 de março de 2016

Z de...


Depois da semi-desilusão em que se transformou aquela que era anteriormente chamada de a minha viagem à volta do mundo, nada como novos planos para me puxar o lustro ao ânimo. E desta feita começámos por um paraíso perdido no fim do Atlas e com uma sonoridade de mil e uma noites! Será que sai Zanzibar?

Freak magnet XXVII

Maria Calíope saiu com o candidato a tanguero e o tipo tinha melhor aspecto do que o que ela imaginara (mesmo tendo Maria Calíope imaginado um tipo velho, careca e barrigudo, é bom quando a realidade nos surpreende pela positiva), a conversa correu bem e ele não só pagou a conta, como abriu portas, cedeu passagem e até agarrou-lhe o casaco para a ajudar a vestir-se. Ainda precisa correr muito para Fred Astaire, mas o que lhe causou algum transtorno foi o facto de ele ter o olhar de um psicopata (!) - não que conheça algum - mas fez-lhe lembrar o morto, enterrado e se Deus quiser, a arder eternamente no inferno, Valete.

Não me parece um bom prenúncio.

Em compensação, na aula de tango, Maria Calíope descobriu que um dos outros colegas é ladrilhador, canalizador, trolha (mesmo!), dando-lhe (ele a mim) um cartãozinho de visita. Dá sempre jeito, ter estes contactos!

domingo, 6 de março de 2016

287º momento cultural: Spotlight

Já nem sei há quanto tempo não ia ao cinema, mas finalmente consegui pegar em mim e sair de casa. Fui ver o caso Spotlight, não só por ter ganho o Óscar de melhor filme, mas porque tenho especial interesse sobre o assunto, não me sendo alheio que esse caso trouxe consequências para a minha vida. Tive uma educação católica como julgo ter a maior parte dos portugueses: de ter aulas de catequese e de ir à missa todos os semanas. Nunca tive religião e moral na escola, nunca pertenci a grupo de jovens, nunca se falou/debateu assuntos da bíblia em casa e recusei ser catequista quando mo fui proposto aos 16 anos ou coisa que o valha. No entanto, interesso-me (muito) por temas religiosos - não apenas católicos nem cristãos - adoro qualquer tipo de documentário do foro religioso e reparem ali na coluna do lado que um dia gostaria de ler o Corão. Não tenho a certeza se acredito em todos os dogmas do catolicismo e tenho muitas reservas em relação a algumas práticas, mesmo assim acredito em Deus. Não me parece que faça sentido haver santos, mas ando com um Santo António como companheiro de viagens! Isto tudo para dizer que eu própria tenho um fundo religioso, mas que está cheia de contradições.
Gostei do filme porque não acho que padres, bispos ou sacerdotes em geral sejam mais pessoa do que eu ou o querido leitor. Não aceito sequer que tenham sido escolhidos por Deus.  Não aceito ter passado anos e anos a ouvir sermões moralistas e que são intrusivos à minha consciência. Não aceito, porque por melhor ou pior que seja a minha cabeça tenho o direito de pensar por mim mesma. Por isso não posso pactuar com uma igreja que prega uma coisa e faz outra, sendo que a outra é criminoso e atenta contra aqueles que a igreja tenta defender: os fracos e oprimidos. Acredito que não são todos assim e que até haja mais bons padres que maus padres. Mas é tão ladrão o que rouba como o que fica à porta... o que omite, encobre e esconde. E é isso que enquanto católica praticante me ofendeu e que me fez deixar de o ser. Deixei de ir à missa porque não quis ser cúmplice.
O filme está construído de tal maneira que fica bastante claro que ao fim ao cabo toda a gente sabia, mas que por um motivo ou por outro achou melhor assobiar para o lado. E foi preciso insistir, revolver dados antigos, juntar muitas peças soltas, não sofrer pressões e não se deixar influenciar porque "parece mal" (o que eu detesto esta expressão!) e na verdade pôr todo o cocó na ventoinha.
Fiquei contente que um filme como este tenha ganho o Óscar de melhor filme porque relatar estas situações são sempre meritórias.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Conversa fiada

Fui jantar com duas colegas e entre outros tantos temas uma delas contou-nos que se confronta com o desconforto de falar em português com o seu filho. O tempo de vida austríaca é muito superior ao resto da sua vida e apesar do alemão não ser a sua língua materna, passou a ser a língua de comunicação, de pensamento, de sonho e da realidade que faz com que o português pareça artificial em certas situações. Por um lado, claro que lhe quer passar este legado, mas por outro não quer aproximá-lo de determinados vícios que seriam transmitidos também através da língua. Nos últimos tempos tenho lido, reflectido e escrito (muito) sobre questões migratórias e identitárias e realmente nunca me tinha ocorrido pensar na emigração motivada ou pelo menos conservada pela falta de identificação, pela tentativa de desarticulação, pela vontade de desassociação ao país de origem. Em círculos migrantes pratica-se muito o hiper-nacionalismo, mas o contrário para mim pode ser bastante sintomático de uma atitude crítica que não se revê no que se vê no país de origem. E a língua é como a alma - reflecte tudo.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Não sei se estará relacionado

Mas saiu mais um dente (a sabedoria aqui do burgo, que já não era grande coisa, está agora pela metade) e apareceu-me um candidato a tanguero! Ainda estou anestesiada, por isso vamos ver quando o efeito passar!