quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Siso

Antes: Leitura de poemas de Pablo Neruda em versão bilingue (espanhol e alemão) e também um livrinho pequenino de poesia japonesa na sala de espera.
Durante: Quase uma hora para a remoção de um dente (sem contar com o tempo até a anestesia fazer efeito). Eu fechei os olhos pois prefiro não ver certas coisas, mas tenho a certeza que me escaranfuncharam a boca toda. Lembrei-me tanto daquelas vezes em que havia obras no prédio e que eu era capaz de jurar que havia uma daquelas martelos pneumáticos no quarto do lado. Agora foi mais emocionante pois era na minha boca e parecia ser na minha cabeça. Acho que as cadeiras de dentistas deviam ter headphones. No fim a médica disse-me "Como é que você tem esse ar tão delicado com uma boca tão pequenina e tem o esmalte e as raizes dos dentes tão fortes?"
Depois: Passei pelo supermercado - enquanto ainda tenho meia boca sedada - para comprar legumes para fazer sopa. E agora papas e descanso!

Parece que ainda me resta algum siso.

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