terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O casaco fofinho da minha avó

Já devo ter comentado por aqui que o meu ícone de estilo só poderia ser a minha avó.
O casaco de peles da minha avó era algo para ocasiões especiais. Era um objecto de fascínio para mim e para a minha irmã. Só me lembro de ela o usar em Missas do Galo e de eu e a minha irmã ficarmos ao lado dela no carro, na missa, pelo caminho a fazer festas ao casaco! As memórias não poderiam ser mais queridas.
Há uns anos quis comprar um casaco de peles (sintético) e lembrei-me do casaco de peles da minha avó. A minha mãe lá andou a tentar descobrir o seu paradeiro. Encontrava-se no guarda-fatos de uma das minhas tias. Passado este tempo, a tia engordou ou emagreceu e o casaco deixou de servir. O casaco veio parar-me às mãos. A minha primeira reacção ao vê-lo foi de enternecimento, mas ao pegá-lo acabou-se o deslumbramento. É falso. Completamente falso. Possivelmente no Canadá lá nos idos anos 80 de onde ele veio,
a pele sintética não tinha a sofisticação que tem hoje, mas era o casaco fofinho da minha avó e isso tem mais valor que a qualidade da pele sintética. Nessa medida, fui à costureira para o apertar e ficou fantástico! Estreei-o no Casino do Estoril e depois veio comigo para Viena! É só a temperatura baixar para ser eu a usar o casaco fofinho!

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