segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Let´s dance

No início deste ano anunciei como propósito 2016 dançar mais. Por isso foi mesmo a propósito que a minha professora de dança avisou que sábado era dia de "oriental clubbing"! Oba! Oba! Desta vez, ao contrário do ano passado, eu disse que ia, mesmo que fosse mais tarde abdicando do jantar, antecipando um jantar cá em casa para as 18h!
Cheguei por volta da meia-noite e ainda vi a belly dancer a sair de cena. Algumas das minhas colegas ainda jantavam. Logo a seguir, um cantor empunhou o microfone e lá começou a cantar. Eu ainda estava a ambientar-me ao espaço e a ver quem eram quem eram os outros convivas (colegas conhecidas e os desconhecidos das outras mesas) e eis que senão quando, o homem da camisa branca aparece! Ele ergueu-se do seu lugar no fundo da sala e começou a dançar. Era a única pessoa que estava a dançar. Um homem! Um homem foi a primeira e durante largos minutos (e outros momentos) a única pessoa a dançar, concentrando em si todos os olhos presentes. E como ele dançava, nem vos digo, nem vos conto. Ok, vou contar: com jeito, com ritmo, com gosto e com uma alegria que nos mantinha os olhos presos a toda aquela ondulação corporal. Eu estava hipnotizada (claro! fico sempre!) e só me ocorria na sorte que é ter um homem daqueles (=pé-de-valsa) em casa. Não é sorte, é luxo! Tanto o meu pai, como o namorado da minha irmã dançam e dançam com gosto e realmente eu também não posso prescindir disso. E ter um homem desses sempre à mão é realmente uma mais-valia!
Já da outra vez tinha comentado acerca da fauna que frequenta este tipo de espaço, mas parece-me que desta vez a fauna diversificou-se mais. Depois do homem da camisa branca, levantaram-se para dançar duas mulheres: uma toda coberta (só com a cara de fora) e outra toda descascada (cabelo longo e solto, decote generoso e vestido muito curto e rodado) e as duas alegremente a dançar. Gostei muito de ver a senhora tapada a dançar - em alguns momentos era a única pessoa a dançar - pois é muito fácil pensar que todas as mulheres de cabeça coberta são subjugadas pela sociedade e afinal não é assim. Ela ia de cabeça tapada, eu ia de calças!
Às tantas, voltou a dar aquela música que contagia toda a gente e lá fomos nós também para o centro dançar - e que bem que sabe estar ali a abanar as ancas e tudo o resto com música ao vivo - Também tocaram várias tablas (?) (acho que é assim que se chama aquele tipo de música a que eu no ano passado achei que era um arraçado de Apita o Comboio).
No fim da (minha) noite, chegou um grupo de pessoas muito estranhas. As mulheres se não eram prostitutas pareciam mesmo. O caríssimo leitor conhece-me há tempo suficiente para saber que não qualifico pessoas por dá cá aquela palha... A roupa, os saltos, a postura e a forma ordinária e histérica como dançavam. Havia também um homem eléctrico que as acompanhava, talvez estivesse sobre o efeito de drogas.
Bom mas também ainda havia pessoas normais dentro da conjuntura oriental e mais uma vez preciso de referir o espaço preconceito-free ao ver três homens a dançar entre si (nenhum deles era o da camisa branca) animadíssimos.
Voltei para casa por volta das 3 e eu também animada por estar a cumprir o meu propósito dançante!

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