quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

A salvadora do dia

Acordei hoje com o telefonema da minha superior hierárquica às 10:50. Não ouvi despertador, não acordei a meio da noite e nem sabia de que terra era para dizer a verdade. Num piscar de olhos, estava no escritório. Pela hora do almoço, ia perguntar à minha coordenadora (a mesma) se ia comer também e ela ofereceu-me o almoço dela, uma vez que ia para casa pouco depois. Pouco depois, antes de ir, veio despedir-se de mim e ao aperceber-se que os meus planos de passagem de ano eram vir para casa, convidou-me a ir jantar com os amigos dela e passar o ano com eles. E eu vou claro!

Feliz ano novo para vocês, queridos leitores! 2016 trará tudo aquilo que vos devo: o resumo da América do Sul, o balanço de 2015, os propósitos para 2016 e mil outras coisas que eu nem imagino!

A caminho da América do Sul (parte 0)

Antes de começar o relato da viagem em si, tenho de fazer menção a um episódio que me assustou um pouco e me deixou ainda mais inquieta. No dia em que fui para Buenos Aires, ainda tinha um programa completo a cumprir aqui em Viena. Ia dar aulas de manhã, voltar a casa e pegar na mala, seguir para o escritório e trabalhar um bocadito e só no final da tarde é que seguiria para o aeroporto. Estava tudo a correr relativamente de feição. Já tinha pegado nas minhas tralhas todas e ia a caminho do escritório. Aqui no metro tratei de comprar os bilhetes para o comboio mais tarde e aí é que a coisa descambou em certa medida. Estava eu a fazer a transacção, quando fui abordada por um indivíduo "Ticket?!" e eu nem liguei muito dizendo que sim, que se comprava os bilhetes na máquina e continuei com a minha compra. Dois segundos depois, o homem passa o dedo pelo meu ombro, exibe uma mistela pastosa, aponta para não sei onde e diz que eu estava suja. Estava o pânico lançado! Eu não sei como fui capaz de ter essa presença de espírito, mas na minha cabeça estava claro: "Isto é um assalto!". Eu já tinha lido acerca do "truque da mostarda" curiosamente no guia da Argentina. E conforme apercebo-me do que se tratava, agarrei as minhas coisas todas (era mala, mochila, mala de viagens, porta-moedas, luvas, bilhetes recém-comprados) e não olhei para trás, indo directa para o metro. Assustada. Muito assustada. O homem não fazia ideia do dinheiro que eu tinha ali comigo, mas eu sim... Já no cais, aparece-me outro a oferecer-me ajuda, lenços de papel e sei lá mais o quê. Eu recusei tudo, continuando a agarrar tudo o que tinha com o máximo de força possível. Já dentro do metro, uma senhora ajudou-me a limpar toda a base líquida que me tinha sido despejada em cima... mochila, casaco, mala... Imaginem eu prestes a ir para a América do Sul e ser vítima de tentativa de assalto no metro de Viena, num dos bairros mais nobres da cidade. Acreditem que me valeu para o susto!

(Queria despachar esta história já neste ano velho, para não começar o ano novo com incidentes tristes. Agora regressada, já enviei uma queixa/descrição do evento à empresa dos transportes para que registem a ocorrência).

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

29 horas (salvo erro)

Foi o que demorei de porta a porta, desde que saí do hotel até ter chegado aqui à casa da partida. Voltei a Viena e voltei aos 0º: bem-vinda à vida real, Maria Calíope.

Nos próximos dias serão brindados com todas e algumas peripécias da viagem à América do Sul. Obrigado por terem rezado por mim, pois voltei numa peça só!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Pés no chão (98)

Eu nem sei explicar que material é este, o do chão. Acho que nunca tinha visto nada parecido... Parecia plástico mas desconfio que não fosse. A loja era um autêntico doce - para quem gosta - vendia tudo e mais alguma coisa em chocolate.

Grande finale

Estava a pensar que a viagem iria terminar comigo a suar todos os líquidos que faziam parte de mim e todos aqueles que aspiravam a ser meus. Transpirei tudo e mais alguma coisa e estava prestes a derreter. Mesmo assim, peguei nas minhas peças e poças de suor, passei pelo chuveiro e fui à última aula de tango. Nem vos digo nem vos conto. Dancei mais do que nunca e quando três cavalheiros pediram-me para dançar sem um professor que os obrigasse a isso, pensei que tinha ganho a noite. A certa altura era a única pessoa a dançar na pista! Pronto - missão cumprida! Como se isto não fosse suficiente, ainda houve música de uma orquestra ao vivo e pessoas que sabem a dançar a sério na pista! Eis o meu grande finale :)

Buenos Aires, às 2:22

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Pés no chão (95)

Se o querido leitor estimava este ser o chão de mais um restaurante incógnito em Lecce, está redondamente enganado. Se já tinha jantado no restaurante do post anterior não ia para mais restaurante nenhum (a roupa não engana: trata-se da mesma noite). Eis que esta era a entrada do meu hotel.

Asneiras e mais asneiras

Nesta segunda ronda por Buenos Aires, não tinha assim planos concretos. A conversa com o recepcionista do hotel resultou na marcação de um jantar com espectáculo de tango ao vivo, uma aula de meia hora e ainda viriam buscar-me e pôr-me de volta ao hotel. Não era barato, mas achei que valeria a pena, para além de estar a tentar não ser tão agarrada ao dinheiro! Já a caminho é que me ocorreu que poderia uma esparrela para turistas. A impressão não melhorou ao ver as outras pessoas na carrinha: um grupo de coreanos e uma mão cheia de miúdas inglesas. Já na sala de aula foi o horror - uma sala em L - repleta de gente! Devíamos ser uns 40! Imaginem a aula.... Bom seguimos para o restaurante e aí o verniz estalou! Os meus colegas de mesa tinham pago 410, 530, ... e aqui a estúpida 900! Maria Calíope em vez de ir reclamar - até porque não havia recibos nem nada - teve a brilhante ideia de beber os seus 900 pesos!!! O jantar e o espectáculo ate foram bons mas a minha irritação com o preço e o facto de eu não ter questionado, só me faziam encher o copo.
Cheguei ao hotel já a sentir-me ligeiramente mal. Deitei-me e levantei disparada para a casa de banho. Poupo-vos os detalhes, mas não me lembro de ter vomitado tanto na vida. Passei o dia todo de cama praticamente... Alguém me dê um pouco de juízo!

Buenos Aires, às 22:45

domingo, 27 de dezembro de 2015

Pés no chão (94)

Aqui estou num outro restaurante de Lecce, este até sei qual foi, mas atente o caríssimo leitor ao modelito arrojado de Maria Calíope: vestido com leggings e sabrina em degradé de azul escuro para violeta. Em Itália uma pessoa sente-se à vontade para fazer estas experiências.

Paz de Cristo

Natal é para mim ir à Missa do Galo, a aventura de chegar a Buenos Aires a 24 de noite impossibilitou de todo esse hábito. Mas apesar de se contarem pelos dedos de uma mão as vezes que fui à missa no dia 25, achei que era o melhor que poderia fazer, afinal de contas, não é todos dias em que posso ir à catedral onde o presente Papa era cardeal. E que coisa bonita é a Catedral de Buenos Aires. Não me lembro de alguma vez ter visto uma igreja com mosaico no chão! Para minha grande surpresa, havia lugares sentados e lá me sentei e fiquei a ouvir a missa em espanhol (outra novidade). Chega a altura das pessoas se cumprimentarem e rotinada das antigas missas em latim em Stephansdom, estico o braço e digo "Pax vobiscum"... sem sucesso pois aqui dá-se beijinhos mesmo. Mas surpresa, surpresa, a pessoa do lado disse "Paz de Cristo" e eu no acto pergunto "É português?! Eu também!" Qual é a probabilidade de me ter sentado ao lado de portugueses?!! Ainda trocámos umas quantas informações durante a missa, dois dedos de conversa depois e acabámos por ir almoçar juntos. Sabe o caríssimo leitor quando conhece alguém que fala a sua língua?! Não se trata de todo do sentido literal, mas a percepção de que partilhamos ideias comuns e perspectivas de vida semelhantes. Realmente o meu dia de Natal não poderia ter corrido melhor. Essa foi sem dúvida a melhor prenda que poderia ter recebido!

Buenos Aires, às 21:05

sábado, 26 de dezembro de 2015

Pés no chão (93)

Não é com certeza o chão mais lindo do mundo, na verdade, já nem sei precisar ao certo onde foi. Num restaurante em Lecce - com certeza - mas qual já não me recordo.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Pés no chão (92)

Não se percebe muito bem, mas os pezitos da Cinderela estão a entrar num daqueles elevadores de época com portas em grade por fora e portas de madeira por dentro, com um banquinho e a ranger por todos os lados. Eu sei que não se vê nada, mas é a foto possível. Como vêem continuo deliciada com esta noite ou vá, dia e meio em Bari.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Pés no chão (91)

E aqui do lado de dentro da dita varanda. Um chão roxo alcatifado de um B&B lindo, lindo, não só pelo nome - Casa do Vento - mas pela atenção ao pormenor. Na altura devo ter-me desfeito em elogios a esta pernoita em Bari.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Espelunquinhas



Cheguei ontem a Santiago com a impressão de estar a chegar ao fim da viagem...
Mais uma cidade, mais uma espelunquinha e mais um andar ou dois para subir com a mala. Atribuiram-me um quarto manhoso e eu torci o nariz, franzi a testa, reclamei e mediante uns quantos dólares a mais poderia trocar por outro. Não gosto muito desta prática, mas ao ver o quarto novo, nomeadamente esta casa-de-banho, este chão e a cereja em cima do bolo: a banheira e os seus respectivos pezitos, nem pestanejei, claro está.

Santiago do Chile, às 18:59

Pés no chão (90)

E de Bruxelas saltamos directamente para uma varanda de Bari! Sentirá o querido leitor a vibração que pulsa e que se vive em Itália. As cores psicadélicas atrás das minhas pernas não são ficção...

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Pés no chão (89)

E terminamos aqui a trilogia de arte nos pés da Estação Central de Bruxelas, desta feita com um motivo muito ao gosto luso: uma caravela... e uma mão? luva? adeusinho? aplauso?

Cabelos ao vento

Pablo Neruda disse qualquer coisa sobre Valparaíso que era uma mulher de cabelos rebeldes que nunca os iria pentear. Pois, se calhar com o cabelo esticadinho e alinhado, Valparaíso não teria metade do seu charme.

Valparaíso, às 23:37

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Pés no chão (88)

Continuamos na Estação Central de Bruxelas. Se o bonequinho anterior era visivelmente arte rupreste. Este também não engana o algodão artístico: é arte sacra, está a bem de se ver, Um anjo numa nau.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Pés no chão (87)

Adorei estas sinalefas, bonequinhos, arte rupreste après la lettre da Estação de Bruxelles Centraal. E claro que os fotografei todos, como o querido leitor verá nos próximos dias

Das Ziel ist der Weg

Em alemão há muitas frases destas "A meta é o caminho" (como "Dabei zu sein ist alles" - "Estar lá/Participar é tudo") e faz o seu sentido. Ontem depois da estopada de sair do Uruguai e voltar para a Argentina num voo de escala manhosa em Buenos Aires, onde estive a secar horas para depois seguir para Mendoza e chegar lá ao final da tarde, indo ainda conferir onde era o terminal de autocarros de onde partiria hoje. Ontem naquela correria e acompanhada por qualquer mal de estômago pensei que talvez tivesse devido ficar mais um dia em Mendoza para ir ver as vinhas e tal. Repensei se tinha sido tão sagaz ter seguido uma recomendação para partir de Mendoza de autocarro para chegar ao Chile (em vez de o ter feito directamente de avião). Estava tudo marcado por isso poderia reflectir o que quisesse que continuava com o plano apertado para cumprir. Hoje antes das 8:00 já estava no terminal pronta para embarcar. O autocarro não era tão fantástico como o do Uruguai (Colónia - Montevideo) na semana passada, o do Brasil (Fortaleza - Jericoacoara) no ano passado ou o da Turquia (Antália - Pamukkale), na verdade parecia um avião de low cost. Duvidei se teria sido limpo antes, não havia wifi e talvez devesse ter sentado do outro lado. 8:30 de caminho e eu a pensar que iria passar os Andes. Nunca tinha pensado passar a cordilheira dos Andes. Nunca tinha pensado na cordilheira em si. E de repente ela está ali diante dos meus olhos. Eu não serei a pessoa mais sensível a belezas naturais - mas até eu me senti esmagada diante daquela imensidão de montanhas. Estive horas a olhar, a tirar fotos, a olhar mais, a distinguir os tipos de montanha: fiquei hipnotizada e lembrei-me de das Ziel ist der Weg - não fazia ideia o que encontrar no Chile, mas só a viagem já estava a valer a pena. A passagem na fronteira entre Argentina e Chile fez-me lançar um viva a Schengen. Mais de uma hora para ter o passaporte carimbado pela saída da Argentina, pela entrada no Chile e ainda o controlo da bagagem. Quem se diz anti-Schengen não deve sair da sua freguesia...
Continuei o caminho atenta ao acidentado relevo dos Andes. Se calhar nunca prestei atenção suficiente aos Alpes. Se calhar a minha miopia não me permitiu prestar o respeito devido ao Atlas. Mas agora estava ali os Andes e eu uma barata tonta sem saber para onde olhar! Foi sem dúvida um dos pontos altos desta viagem a par do tango. Chegada a Valparaíso e vi o Pacífico pela primeira vez e pela primeira vez cheguei a um destino onde não poderia trocar dinheiro, os câmbios já estavam fechados e ter pesos argentinos, euros e dólares no bolso não me valeu de nada. Fui a pé para o hotel, estava tão concentrada em chegar ao meu destino que nem me ocorreu suspirar pela moeda única.
É um privilégio estar aqui é o que vos digo.

Valparaíso, às 23:09

sábado, 19 de dezembro de 2015

Pés no chão (86)

Quando saí de Aachen, em vez de voltar direitinha pelo mesmo caminho, não, fui para Bruxelas. E Bruxelas surpreendeu-me muito, pois pouco tinha a ver com a minha memória praticamente inexistente de 1997.  E o Outono já se fazia sentir.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Ainda bem que estou de férias

35 minutos de voo.
1 hora para passar na imigração.
Quase 3 horas na escala.
E ainda não há sinais do embarque.

Buenos Aires às 14:12

Pés no chão (85)

E mais um pormenor do chão da Catedral de Aachen.

Sensibilidades

No skype:

Calíope: Não percebo como é que a comida aqui é tão cara. Eu comi o prato do dia de um boteco-de-esquina-nada-de-especial e paguei uma fortuna...
Mãe: Pronto para a próxima já sabes: tens de levar farnel!
Calíope: Mas vê lá o mais ridículo. A seguir comprei um vestido que foi praticamente metade do almoço! Ele diz que é de seda, mas não deve ser... Queres ver?
Mãe: Oh que giro! O padrão é igual ao teu tapete da sala, mas noutras cores!
Calíope: Aahhahahahahaha!

(Portanto depois de andar anos a vestir-me com padrões do género sofá e/ou cortinas, resolvi inovar com o modelito tapete!)

Calíope: A cidade não é assim muito bonita... quer dizer, tem edifícios bonitos mas está tudo tão velho e sujo que perde qualquer encanto. Hoje então como choveu pior ainda! Parece que as casas foram abandonadas, as paredes cheias de graffitis, os passeios todos partidos... É pena... mas depois as lojas apinhadas de gente.
Pai: Pois, de bonito só tem o nome...

(Não sabia que o meu pai tinha o ouvido apurado para a melodia urbana... não percebi se bonito era o nome Montevideo ou Uruguai, mas de qualquer modo a nossa sensibilidade auditiva é a mesma, qualquer um dos nomes é fantástico.)

Montevideo, às 23:55

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Pés no chão (84)

E eis um bocadinho do chão da dita belíssima Catedral de Aachen. Aqui só posso mostrar o chão, mas é tudo digno de ser visto, chão, tecto, paredes, colunas...

Cultura de fusão

Depois do Pensador e do Beijo de Rodin em Buenos Aires e toda uma colecção de mapas seiscentistas portugueses em Colónia do Sacramento, agora dou de caras com David em Montevideo... o do Michelangelo! E juntos (David e eu) assistimos à manifestação de motoristas de autocarros que com os seus veículos bloquearam uma avenida, sendo que um ou dois indivíduos resolveu deitar gasolina para três pneus e lançar fogo! América Latina é emoção! Emoção por emoção, fui ao teatro ver uma ópera sobre tango. Quando retomar a programação habitual logo conto em mais pormenor.

Montevideo às 23:29

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Pés no chão (83)

Aachen é conhecida em parte por ter sido a capital (?) do reino do Carlos Magno, estando os seus restos mortais, bem como o seu trono na belíssima catedral de Aachen. Eis aqui as insígnias reais!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Pés no chão (82)

Uma ideia tão simples e um efeito tão bonito. Três degraus e pedrinhas embutidas e voilá! Neste caso numa rua perto da estação de Aachen, em português Aquisgrânia.

E como é que isso anda no Hemisfério Sul?

Anda muito bem... e mais, anda muito! Infelizmente não tenho tenho daqueles medidores de passos ou quilómetros ou assim, mas tenho curiosidade para saber o quanto tenho andado. Passo literalmente os dias a andar. O sol brilha o suficiente para tentar na medida do possível procurar sombras como pão para a boca. As temperaturas em Buenos Aires andaram nos últimos dias nos 30º e muitos.

Mas o que queria contar agora de forma resumida foram as surpresas que esta viagem me tem brindadoa surpresa
- A quantidade de gente a falar português (incluindo informações turísticas, mapas e pessoas reais)
- A quantidade de Rodins (o Pensador, o Beijo, a Eva, alguns pormenores da Porta do Inferno)
- Já aqui no Uruguai foi a imensa memória portuguesa aqui preservada. Acho que nunca tinha visto uma colecção de mapas seiscentistas como os que vi hoje no Museu Português.

Colónia do Sacramento às 22:32

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Pés no chão (81)

Não só os prédios de comuns mortais que têm entradas em musaicos fantásticos. O prédio do meu médico de família também!

domingo, 13 de dezembro de 2015

Pés no chão (80)


Tinha ido eu à casa-de-banho deste bar e de repente ouço alguém a falar alto e no segundo seguinte a trancar a porta (geral) da casa-de-banho... Foi uma daquelas situações cómico-estranhas! Felizmente tinha levado o telemóvel no bolso - não é comum - e liguei à minha colega que estava no bar para pedir ao empregado para vir destrancar a casa-de-banho.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Pés no chão (79)

E esta é a beleza do Verão de Viena, um dia usa-se sabrinas esburacadas e no dia seguinte chove a cântaros e usa-se galochas. Mais uma chão maravilhoso do prédio de uma colega minha!

Dançar tango em Buenos Aires

Checked! :)

Não foi bem com aquele charme todo, meias de rede, sapatos de verniz e parceiro tanguero malandro, mas foi a aula possível. Gostei, mas não é numa hora e meia com outras pessoas. Todos simpáticos, mas cada um ao seu nível ao ponto de no fim eu já não saber quem era professor, quem era aluno. Nos próximos dias há mais!

Buenos Aires às 22:49

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Pés no chão (78)

Reparem bem o luxo desta produção: sapatos bronze da Parfois da Rua Augusta, malita a combinar de um mercadito de artesanato de Belgrado e este maravilhoso chão do prédio de uma amiga minha.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pés no chão (77)

Maria Calíope anda em viagem e o querido leitor é brindado com mais pés no chão entremeados com algumas possíveis impressões do hemisfério sul. Antes disso ainda no Verão do hemisfério norte, Maria Calíope entrou de propósito na Desigual para fotografar este chão. Infelizmente a foto não ficou grande coisa.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Predestinação

Há rigorosamente um ano entreguei a minha tese.
Hoje vou para Buenos Aires.

Realmente como não acreditar no destino?!
Há mesmo uma centelha de visionarismo dentro de mim!
(A marcação foi mesmo casual... a casualidade que combina a minha agenda com preços mais baixos)

Mala feita

Rezem por mim, sim?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Já comecei a fazer a mala...

E precisava mesmo, mesmo disto... (descoberto no Palco da Maria)


Desta vez já não vai a tempo, mas para a volta ao mundo não me escapa!

E já agora isto também!



É que são ambos tããããõoooo a minha cara.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Countdown

Sou uma pessoa relativamente cuidadosa a preparar viagens. Já tenho umas tantas no currículo e muitas mais por fazer, mas volta e meia pára-me o cérebro... hoje de manhã acordei a pensar se tinha conferido mesmo que não era preciso vistos... (a tê-lo feito foi no início do Verão daí a minha memória ter dificuldade de precisar o facto) o que para domingo de manhã, véspera de ponte, não é o pensamento mais tranquilo, caso fosse preciso. Afinal não é.
Em compensação encontrei os óculos!

sábado, 5 de dezembro de 2015

O balão

Estas festas de fim do ano dão-me sempre material para 20 posts, entre pré, durante e pós.
Hoje de manhã quando acordei cruzei-me com o balão no corredor... Depois de alguma reflexão, resolvi integrá-lo na decoração da sala.

Friday night fever

Nos últimos anos a minha empresa tem-se esmerado com a festa do fim do ano. A penúltima foi aquela memorável que eu tentarei nunca mais repetir. A desta ano foi num Atelier de Arte, um sítio mesmo fantástico para festas. Mas a minha estratégia deste ano foi bastante eficiente: antes da nossa festa fui a outra festa, sendo que ao chegar à festa pelas 11 e tal já estava parte da fauna residente já bem bebido. Eu ainda bebi umas e outras mas portei-me lindamente, passando mais tempo na pista de dança do que a tentar socializar com o resto dos colegas! No fim da festa para além de receber a prendinha do costumo, ainda um amigo meu me brindou com um C insuflado... (ele já me tinha impingido um balão, mas T ou E não queria)
Lindo, lindo foi voltar para casa a pé (era perto de casa, talvez uns 20-30 minutos) com um balão pela mão!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Atirar o barro à parede

tem sido o meu modus operandi dos últimos anos. O barro é meu e as paredes tenho-as inventado. Tem colado mais vezes que caído. E eu claro fico satisfeita.
Hoje foi diferente, a parede pôs-se-me diante dos meus olhos e eu não consegui vislumbrar o seu fim. Mas acabei de atirar o barro...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Saí com o artista



Sim, esse.

Resumo de mais de três horas e meia de conversa.

Da parte dele: Esta conversa contigo foi mesmo inspiradora!
Da minha parte: Estou chocada com a tua idade.

(E vi mais uns quadros e adorei-os ainda mais que os últimos).

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Polvo

Não sei se é impressão minha, mas parece-me que estive o dia todo a tratar de tantas coisas em simultâneo que a única imagem que me vem à cabeça é a do polvo.
Por outro lado, começo a ver no fundo do túnel  10 horas de voo no meu lugar à janela com uma mão cheia de filmes à espera que os consuma. Tudo isto incontactável com o resto do mundo. Neste momento, parece-me uma miragem!

A fazer piscinas (em nome da literatura)

Pela primeira vez na vida participei de forma activa e voluntária num evento literário.
Pela primeira vez na vida submeti um artigo em inglês para uma revista transatlântica.

(Ainda bem que aproveitei o fim-de-semana para dormir horas a mais)