Mergulhos num mar de palavras que ecoam ideias, experiências e outras tantas coisas errantes pela minha cabeça.
sábado, 31 de outubro de 2015
Varsóvia em fotos
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Sul de Itália
Eis a Casa dei Venti em Bari! As borboletas são só um pormenor entre mil outros pensados com minúcia.
Protagonista do momento! Ai como te entendo!
Já em Lecce e aos pontapés com um coliseu que já deve jazer ali há uns mil anos... Adoro Itália por isto!
Palavras para quê?!
Uma pizza maravilhosa e ao preço da chuva!
Por falar em chuva... o único dia em que me pude escapar da conferência para ir passear à bela cidade de Galipoli e ver a confluência de dois mares foi isto que vi: a confluência de dois mares e sete ventos... e um contentor do lixo a voar!
Nem só de construções romanas se fez Itália, o Renascimento será sem dúvida outra preciosa jóia da coroa! Salvo erro isto foi em Tarantona.
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
266º momento cultural: Simply Red
Quando soube que os Simply Red actuariam em Viena no dia dos meus anos, fiquei na dúvida de os ir ver. Já os tinha visto duas vezes em Lisboa ao vivo pelo dobrar do milénio - não me lembro de muito - mas eles têm aquele trunfo chamado Stars que é só uma das minhas canções preferidas de todos os tempos! Como não tinha planeado - e nem queria planear - nada de especial para os meus anos, pensei que ir a um concerto seria uma boa ideia. E foi mesmo. (Ando a evitar falar do dia em si que foi tão normal que estraga a pintura de 36 anos de dias desejadamente especiais).
Fui para o concerto num estado de tensão acumulada. Não queria crer que o meu dia de anos estivesse a ser um dia normal... mas foi. (Isto é importante para o que vou dizer a seguir).
Aparentemente os Simply Red estão a comemorar os 30 anos de carreira com este Big Love Tour e o concerto foi mesmo bom. Ele entrou de guitarra na mão a cantar o Holding Back the Years e seguiu-se um chorrilho de músicas conhecidas. Eu fiquei espantada por conhecê-las todas, por o Stadthalle estar apinhadíssimo e por eu não ter olhado uma vez para o relógio durante as quase 2 horas de concerto. Ele foi cantando e eu a pegar nas letras das músicas a tentar aplicá-las à minha vida (2º sinal de que qualquer coisa estava errada) e a sentir-me completamente a chacota do destino.
Chegou a Stars e eu larguei num pranto que só visto - mas vá, como sou uma pessoa consequente, com educação e estilo, larguei num pranto não só não incomodando ninguém no visionamento do espectáculo, como ainda eu própria gravei a "Stars" todinha sem que se ouça os meus tristes e molhados soluços. Só me lembro de chorar num concerto quando vi a Adele na Rathaus e na altura tinha um motivo muito específico, agora não, ou se sim, de específico não tem nada. A parte boa de ficar com a cara lavada em lágrimas foi que desanuviei para o resto do concerto e comprovei que a minha maquiagem é óptima, pois não se formou nenhum caudal de rímel nem sombras.
Lá o homem dos Simply Red está numa óptima forma. Veio 2 vezes ao palco e no final da segunda vez ainda pediu para cantar mais uma música. O concerto valeu mesmo e foi sem dúvida o ponto alto do meu dia de anos!
Fui para o concerto num estado de tensão acumulada. Não queria crer que o meu dia de anos estivesse a ser um dia normal... mas foi. (Isto é importante para o que vou dizer a seguir).
Aparentemente os Simply Red estão a comemorar os 30 anos de carreira com este Big Love Tour e o concerto foi mesmo bom. Ele entrou de guitarra na mão a cantar o Holding Back the Years e seguiu-se um chorrilho de músicas conhecidas. Eu fiquei espantada por conhecê-las todas, por o Stadthalle estar apinhadíssimo e por eu não ter olhado uma vez para o relógio durante as quase 2 horas de concerto. Ele foi cantando e eu a pegar nas letras das músicas a tentar aplicá-las à minha vida (2º sinal de que qualquer coisa estava errada) e a sentir-me completamente a chacota do destino.
Chegou a Stars e eu larguei num pranto que só visto - mas vá, como sou uma pessoa consequente, com educação e estilo, larguei num pranto não só não incomodando ninguém no visionamento do espectáculo, como ainda eu própria gravei a "Stars" todinha sem que se ouça os meus tristes e molhados soluços. Só me lembro de chorar num concerto quando vi a Adele na Rathaus e na altura tinha um motivo muito específico, agora não, ou se sim, de específico não tem nada. A parte boa de ficar com a cara lavada em lágrimas foi que desanuviei para o resto do concerto e comprovei que a minha maquiagem é óptima, pois não se formou nenhum caudal de rímel nem sombras.
Viver de rendimentos
Comi TANTO nos últimos dias na Polónia que o meu corpo deve estar a recorrer às calorias ingeridas desde que voltei, uma vez que o que tenho andado a comer o dia inteiro não se compara sequer a um pequeno-almoço de hora e meia em que eu comia: papas de qualquer coisa com sementes e frutos secos, pãozinho com queijo, carnes frias várias, ovo estrelado, salmão fumado com mostarda, croissants, sumo de beterraba e para terminar panquecas com maçã em calda e um café com leite.
Não estou a exagerar.
Não estou a exagerar.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
A pergunta que nunca me fizeram
Como o caríssimo leitor sabe, Maria Calíope sofre daquele mal da dromomania e não consegue parar quieta muito tempo no mesmo sítio. Face a tantas idas e vindas, vozes intrometidas, preocupadas e acima de tudo curiosas perguntam-me sempre, mas mesmo sempre e várias vezes, com quem vou. Surpresas por ir quase sempre avulsa.
Estranhamente nunca ninguém me perguntou se ia passar o meu aniversário acompanhada.
Não passei.
Estranhamente nunca ninguém me perguntou se ia passar o meu aniversário acompanhada.
Não passei.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
A mil
Já voltei de Varsóvia.
Já pus a roupa a lavar, já tomei banho e acabei de corrigir 13 tpcs.
Deixem-me estender a roupa o mais depressa possível, pois seria deprimente começar a fazer anos embrenhada nesse tipo de actividade doméstica.
Já pus a roupa a lavar, já tomei banho e acabei de corrigir 13 tpcs.
Deixem-me estender a roupa o mais depressa possível, pois seria deprimente começar a fazer anos embrenhada nesse tipo de actividade doméstica.
domingo, 25 de outubro de 2015
Pés no chão (74)
Parece que andei a palmilhar os Açores todos, não é? Eis a areia preta da praia do Ilhéu.
-
De há dois anos a esta parte comecei a celebrar uma não-festa de aniversário. Tem corrido bem. Desta vez não estava nada previsto, mas por força de agendas e calendários, acabei por transformar a não-festa de aniversário num fim-de-semana numa capital europeia nunca visitada.
sábado, 24 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Ai! Quem me dera [viajar]!
Como o caríssimo leitor está cansado de saber, Maria Calíope tem bicho-carpinteiro e não pára quieta... (É terminar o post e fazer a mala - literalmente). Mas revolve-lhe as entranhas aqueles ais suspirados como se estas voltas pelo mundo não fossem também uma questão de gerir prioridades e preferir e abdicar de outras coisas. Li este texto: "Viajar não é coisa de ricos" e revi-me tanto nele. Não resisti a publicá-lo aqui!
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Mudez
Normalmente Maria Calíope tem sempre mil histórias para contar, basta a companhia e o ambiente estarem alinhados e transforma-se em Sherazade! Ontem estive aqui o dia todo a trabalhar em casa e foi preciso a minha mãe ligar-me para me dar conta da mudez em que estava mergulhada. Hoje no escritório voltei a dar-me conta da mudez para onde sou empurrada*. Realmente, se por um lado prezo muito o meu espaço, o meu tempo e os meus afazeres, por outro sinto que me foi infligida uma pena ao deparar-me frequentemente desacompanhada. Não ter com quem comentar qualquer coisa é lastimável.
*Por uma série de factores diversos, geralmente os colegas da minha sala só lá estão de manhã.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
domingo, 18 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
O Universo é prodigioso em coisas mínimas
A conferência a que fui em Itália deve ser uma das maiores em estudos de e em Língua Portuguesa. Éramos mesmo imensos e numa cidade pequena como Lecce foi visível e audível a presença lusófona. Nesta imensidão de gente e num sem fim de simpósios simultâneos (eram mais de 60 no total) descobri um grupo vindo do Uruguai. Quem é que tratou logo de estabelecer contactos, quem foi? Afinal em dois meses estarei lá. Mas logo à chegada à estação de comboio conheci uma professora brasileira que ia para o mesmo hotel do que eu. Por simpatia, fui assistir à comunicação dela, ouvindo por arrastamento as dos outros colegas dessa secção. No último dia, enquanto esperava pelo meu muito atrasado voo, encontrei um desses palestrantes (que ouvi por arrastamento) no aeroporto. Trabalhamos os dois com migrações e sócio-linguística. Antes de embarcar para Paris, perguntou-me se eu não teria interesse em participar num livro que ele está a organizar.
Continuo a achar que mais do que a parte científica, que preside a este tipo de conferências, não há altura melhor para networking. É assim que este mundo se move!
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Arejar o espírito
Como o sagaz leitor terá percebido, Maria Calíope passou meia dúzia de dias em Itália, coisa que não acontecia há uma dúzia de anos). E Itália não é só marketing, há mesmo conteúdo!Estar em Itália é um autêntico carregamento de baterias (e atenção que eu fui a trabalho e garanto que os dias foram ainda mais longos do que os que tenho aqui em Viena), pois só aquele ar cheio de sol e luz já seria tudo para quem vive em ambiente nublados, mas é isso e tudo o resto.
As pessoas são uma simpatia, mesmo que não falem nada para além de italiano.
É dar dois passos e cruzamo-nos com pedras, colunas, fontes (etc) que exalam mil histórias e que provocam a imaginação a fabular outras tantas. As pessoas andam de mãos dadas com a moda, gostando ou não do que vestem, há algo que lhes baixa sobre o espírito, tanto ao homem da esquina como a velhota que vai à mercearia. Come-se muito bem: o azeite de um boteco qualquer cheira que consola, os preços das pizzas são ridículos para a amplitude e qualidade das mesmas, o vinho tinto tem corpo e gosto, etc.etc.
E é aquela imensidão de Luigis, Gian-Lucas, Marcellos, Francescos... ok, esta é a parte do mito! :)
Está decidido, não vou deixar passar mais uma década sem ir a Itália com Itália aqui tão perto... mais decidido ainda: a partir agora vou passar a ir todos os anos a Itália!
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Ar fresco...
Sair de Itália em mangas de camisa e chegar a Viena com 3ºC!!! Mas vá, já estou em casa.
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
domingo, 11 de outubro de 2015
Uff!
Ao contrário das expectativas os socialistas ganharam por mais pontos do que era esperado. Os da extrema-direita tiveram um grande resultado -na casa dos 30%- mas não foi desta que chegaram ao poder. Um grande uff digo eu daqui!
sábado, 10 de outubro de 2015
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Casa dei venti
Não consigo - especialmente aqui - deixar de pensar que poderíamos ter sido tão felizes juntos... ou para ser mais rigorosa, eu e o indivíduo fictício que criei baseada num unicórnio.
Lecce, às 23:11
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Lasciate me cantare...
Dizer que se vai a Itália resulta sempre num sorriso cúmplice da parte do interlocutor, por diferente ordem de razões (a comida, a cultura, as compras, as vistas, os gajos, etc, etc). Há mais de dez anos que não vinha a sério a Itália, exclui-se um fim-de-semana em Trieste há uns cinco anos. Das outras vezes foram viagens muito exigentes que me fizeram palmilhar inúmeras cidades em pouco tempo. Mas duas viagens impressionantes! Desta feita é a primeira vez que venho a trabalho, mas estou muito contente de cá voltar por tudo e mais alguma coisa que Itália preenche no meu imaginário.
Bari, às 23:04
Bari, às 23:04
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Voto útil
O meu voto já seguiu! (Pedi que me mandassem o boletim por correio por não estar cá em Viena) Nunca passei tanto tempo a pensar em quem votar. Pela primeira vez senti mesmo necessidade de ter um voto útil aqui na Áustria. Vamos ver como são os resultados no domingo.
Lembram-se do dicionário?
Lancem os foguetes! Recebi o pagamento quase meio ano depois da entrega e após mil mails... Devia ter cobrado por email enviado! Agora só falta o lançamento do volume!
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
265º momento cultural: Liza, the fox-fairy
No ano passado tentei ir ao Let's CEE, o festival de cinema do centro e leste da Europa e deparei-me com a sessão esgotada. Este ano o universo compensou-me e ofereceu-me dois bilhetes!
Escolhi ir ver o filme mais levezinho do programa e saiu-me este Liza, the fox-fairy, uma espécie de comédia húngara. Não me recordo se alguma vez vi algum filme húngaro, mas se forem todos como este há potencial no cinema húngaro! A história era muito simples: nos anos 70, uma rapariga sozinha andava à procura de um príncipe encantado, mas todos os candidatos morriam por ela ter sido alvo de uma maldição japonesa das gueixas-raposa e ela desespera ao aperceber-se dessa e engana-se ao tentar encontrar quem a desencante e quebre a maldição. A par disso há um esquadrão policial a investigar as mortes e a própria rapariga. Bom, o enredo é meio parvo, mas o filme está tão bem conseguido, adquirindo aquele registo cómico da Amélie ou do Grande Hotel Budapest.
Eu já achei piada ao filme per se, mas foi óptimo o realizador, Karoly Ujj
Meszaros, ter estado no fim a conversar connosco e a dar conta de detalhes que a mim, num primeiro momento, me escaparam. O filme passa-se em Budapeste nos anos 70 e nessa altura o capitalismo lá era um autêntico conto-de-fadas e o filme passa precisamente esse imaginário. A rapariga crédula e naïve reflecte como os húngaros imaginavam o Ocidente. Lembrei-me de imediato de um amigo húngaro que dizia que a Hungria era igualzinha a Portugal, mas com 20 anos de atraso. Fez agora todo o sentido.
Escolhi ir ver o filme mais levezinho do programa e saiu-me este Liza, the fox-fairy, uma espécie de comédia húngara. Não me recordo se alguma vez vi algum filme húngaro, mas se forem todos como este há potencial no cinema húngaro! A história era muito simples: nos anos 70, uma rapariga sozinha andava à procura de um príncipe encantado, mas todos os candidatos morriam por ela ter sido alvo de uma maldição japonesa das gueixas-raposa e ela desespera ao aperceber-se dessa e engana-se ao tentar encontrar quem a desencante e quebre a maldição. A par disso há um esquadrão policial a investigar as mortes e a própria rapariga. Bom, o enredo é meio parvo, mas o filme está tão bem conseguido, adquirindo aquele registo cómico da Amélie ou do Grande Hotel Budapest.
Eu já achei piada ao filme per se, mas foi óptimo o realizador, Karoly Ujj
Meszaros, ter estado no fim a conversar connosco e a dar conta de detalhes que a mim, num primeiro momento, me escaparam. O filme passa-se em Budapeste nos anos 70 e nessa altura o capitalismo lá era um autêntico conto-de-fadas e o filme passa precisamente esse imaginário. A rapariga crédula e naïve reflecte como os húngaros imaginavam o Ocidente. Lembrei-me de imediato de um amigo húngaro que dizia que a Hungria era igualzinha a Portugal, mas com 20 anos de atraso. Fez agora todo o sentido.
Investir na juventude
Depois de ter um ex-aluno a dedicar-me uma canção em pleno concerto; depois de outro ex-aluno me ter convidado para o seu casamento no Brasil; recebi hoje um telefonema de outro ex-aluno que montou uma empresa quando acabou o curso e agora veio contratar os meus serviços!
Realmente nada como tratar bem da sementeira para depois os frutos serem bons!
Realmente nada como tratar bem da sementeira para depois os frutos serem bons!
domingo, 4 de outubro de 2015
Rescaldo eleitoral
E o que me dava jeito um destes para comentar os resultados eleitorais e as outras eleições que a gente tem aqui para a semana...
Manif!
A última e a única vez que fui a uma manifestação corria a generosa década de 90. Havia provas globais pela primeira vez e nós devíamos ser contra. Eu não tinha opinião formada, pois por arrastamento dos meus colegas fui à manifestação contra as provas, mas no dia de prova, saltei o portão para as fazer!
Desta vez foi um pouco diferente. A causa dos refugiados, nomeadamente estes, toca-me porque penso sempre que são pessoas como nós. Pior, estas pessoas têm mais direitos de ficar aqui na Áustria ou algures num lugar onde se sintam seguros e bem-vindos, do que eu. Eu vim para a Áustria porque me apeteceu, elas vêm cá parar porque precisam. Por esta ordem de ideias e muitas outras que me circulam na cabeça tinha mesmo de ir à manifestação. E fui. Sozinha. Felizmente havia lá mais dezenas de milhar de pessoas.
Eu estava aqui (ponto de partida da manifestação) mas aparentemente enquanto ainda havia gente aqui (e só começámos a mover-nos 2 horas depois da hora marcada para a partida) o pelotão da frente já tinha chegado ao parlamento! Como disse foram mais de 20.000 pessoas que encheram a Mariahilferstrasse de palavras de protesto e de boas-vindas. Houve uma parte da rua, cerca de 300 metros que foi pavimentado com 2000 caras de refugiados e de voluntários.
Eu estava perto de uma zona onde se ouvia samba, mas havia outros sub-grupos-musicais, e fiquei a pensar que possivelmente não queremos todos os mesmo, não partilhamos todos dos mesmos ideais nem das mesmas ideologias políticas, mas felizmente somos muitos a chamar a atenção a uma causa que nos toca a todos e a protestar contra a extrema-direita.
Talvez o querido leitor não saiba que no próximo domingo há eleições em Viena e que corremos o risco de Viena virar à extrema-direita. É um pesadelo! Eu não consigo perceber como é que é possível alguém com dois dedos de testa consiga votar na extrema-direita, especialmente aqui de onde a sombra nazi ainda não foi exorcizada. Como é que é possível o FPÖ ter a relevância política que tem, ter subido imenso nas outras províncias e agora corrermos o risco de ter uma câmara nazi? Talvez ainda escreva outro post sobre as eleições na Áustria, mas isto servia para explicar que foi com muito regozijo que vi centenas de pessoas ostentando a sua animosidade clara relativamente a essa força política.
Bom, voltando à manif, a ela seguiu-se um concerto "Voices for refugees" (a que eu já não fui), mas onde se juntaram mais de 100.000 pessoas (eu continuo na minha e espero que sejam todos eleitores em Viena e que na próxima semana votem!) e só agora na imprensa é que vi que o Presidente da República também discursou! Às vezes sinto orgulho destes austríacos!
Desta vez foi um pouco diferente. A causa dos refugiados, nomeadamente estes, toca-me porque penso sempre que são pessoas como nós. Pior, estas pessoas têm mais direitos de ficar aqui na Áustria ou algures num lugar onde se sintam seguros e bem-vindos, do que eu. Eu vim para a Áustria porque me apeteceu, elas vêm cá parar porque precisam. Por esta ordem de ideias e muitas outras que me circulam na cabeça tinha mesmo de ir à manifestação. E fui. Sozinha. Felizmente havia lá mais dezenas de milhar de pessoas.
Eu estava aqui (ponto de partida da manifestação) mas aparentemente enquanto ainda havia gente aqui (e só começámos a mover-nos 2 horas depois da hora marcada para a partida) o pelotão da frente já tinha chegado ao parlamento! Como disse foram mais de 20.000 pessoas que encheram a Mariahilferstrasse de palavras de protesto e de boas-vindas. Houve uma parte da rua, cerca de 300 metros que foi pavimentado com 2000 caras de refugiados e de voluntários.Eu estava perto de uma zona onde se ouvia samba, mas havia outros sub-grupos-musicais, e fiquei a pensar que possivelmente não queremos todos os mesmo, não partilhamos todos dos mesmos ideais nem das mesmas ideologias políticas, mas felizmente somos muitos a chamar a atenção a uma causa que nos toca a todos e a protestar contra a extrema-direita.
Talvez o querido leitor não saiba que no próximo domingo há eleições em Viena e que corremos o risco de Viena virar à extrema-direita. É um pesadelo! Eu não consigo perceber como é que é possível alguém com dois dedos de testa consiga votar na extrema-direita, especialmente aqui de onde a sombra nazi ainda não foi exorcizada. Como é que é possível o FPÖ ter a relevância política que tem, ter subido imenso nas outras províncias e agora corrermos o risco de ter uma câmara nazi? Talvez ainda escreva outro post sobre as eleições na Áustria, mas isto servia para explicar que foi com muito regozijo que vi centenas de pessoas ostentando a sua animosidade clara relativamente a essa força política.
Bom, voltando à manif, a ela seguiu-se um concerto "Voices for refugees" (a que eu já não fui), mas onde se juntaram mais de 100.000 pessoas (eu continuo na minha e espero que sejam todos eleitores em Viena e que na próxima semana votem!) e só agora na imprensa é que vi que o Presidente da República também discursou! Às vezes sinto orgulho destes austríacos!
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