quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Só fui dar um exame

E estou completamente estourada...
(Estou para ver como vou estar no jantar de sexta depois de 6 horas de aulas e 400km)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

264º momento cultural: Carminho

Até o caríssimo leitor sabe que os concertos de fado cá em Viena aparecem como cogumelos. Eu até tinha dito que não voltaria a ir assistir a nenhum, a não ser que fosse alguém que nunca tivesse visto, mas o que eu digo não se escreve e acabei ontem a assistir (de novo) a um belo concerto da Carminho. A sala era relativamente pequena (200? 300? pessoas), mas o ambiente criado é muito mais propício a um concerto deste tipo do que uma sala gigante da Konzerthaus, por exemplo.
Eu só decidi ir à última (ontem mesmo) e consegui um dos últimos bilhetes da lista de espera (mesmo tendo pensado desistir pelo caminho), mas valeu a pena. Não sei o que lhe aconteceu, mas achei-lhe a voz mais rouca e quase com um travo fumado... talvez fosse voz de bagaço, não sei, mas resultou lindamente. A voz dela enche uma sala, é impressionante. O inglês dela também melhorou imenso, mas não gostei muito nem da indumentária nem da postura em palco. De qualquer modo, ela é uma simpatia a interagir com o público! De qualquer modo, o ponto alto da noite foi mesmo o Luís Guerreiro, já não sei quantas vezes vi o homem a tocar e todas as vezes me surpreendo como é possível ele dedilhar aquela guitarra portuguesa e transformá-la numa autêntica filigrana. É de uma elegância, delicadeza e magia. É brilhante! Só por isso o concerto já teria valido a pena. E tê-lo assim a três metros de distância a fazer a guitarra produzir aquele rendilhado todo é simplesmente fabuloso.

A minha sina




Deliciar-me com comentários políticos de davides da vida. Desta vez temos as regionais! (Sim, aqui também temos eleições e os estrangeiros podem votar).

Ui! Nesta foto é só análise política realmente... é que não se vê outra coisa!


Note to self (daqui a uns anos quando já não souber ao que me estou a referir): Não é o mesmo.

domingo, 27 de setembro de 2015

262º - 263º momentos culturais: Eixo Aachen - Bruxelas

262º - Catedral de Aachen
Toda a cidade de Aachen vive um pouco e de alguma forma à custa de Carlos Magno e a Catedral será possivelmente o pináculo desse recurso. Devo dizer-vos que com ou sem Carlos Magno, a Catedral de Aachen conseguiu mover o meu queixo até ao chão. Não só por fora por um autêntico bolo de noiva: gigante e rendilhado, deduzo que gótico, mas sobretudo por dentro. Sinceramente não sei se gostei mais do chão (hão-de ver em Pés no Chão futuros) ou do tecto. Oh que coisa maravilhosa! Só me lembro de ter ficado assim tão boquiaberta com as igrejas em Itália - completamente incrédula do que estava a ver. Não sei do que é, mas havia qualquer coisa que lhe dava um cunho oriental, que me fez logo pensar no Grande Mesquita de Istanbul. Eu estava deslumbradíssima com a construção em si, que nem o túmulo nem o trono de Carlos Magno me causaram tanto interesse.

263º - Musée Magritte
Eu considerei ir várias vezes a Bruxelas ver o Museu Magritte, desta vez a volta ao contrário para passar por Bruxelas antes de voltar a casa justificou-se pelo mesmo motivo. Ao fim de não sei quantos anos, fui ao Museu Magritte e no entanto foi o que gostei menos de Bruxelas. Não sei bem o que esperava, mas esperava mais... Enfim, you can't win them all!

Não vos menti

quando vos disse que fui a Aachen comprar batons e vernizes...
E nem reparei que já tinha o lápis-sombra cinzento...

sábado, 26 de setembro de 2015

Não são amorosas?

A pergunta é se trago duas ou quatro?

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Eva



Que alegria/alívio/satisfação é ter aqui a minha empregada a dar conta daquilo que eu não consigo fazer (ou pelo menos que não consigo fazer com a mesma eficácia).

(Atenção que ontem, depois de 5? 7? anos, peguei eu no aspirador... acho que ele não me reconheceu a mão!).

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Arrumações

Móveis montados, agora o difícil vai ser arrumar TUDO. Já comecei a arrumar, assim que os móveis estavam em pé, mas consigo fazer tudo e mais alguma coisa e demoro horas (dias, semanas, ... ?) a tirar uns papéis daqui e pôr ali. Pelo meio consegui, ir comprar cortinas, voltar, deitar os caixotes todos fora, pendurar as cortinas, recentrar o Soleil Levant e com isto tudo claro que ainda há quilos e quilos de papel/pastas/cenas para arrumar.

(Estas são as cadeiras novas!)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

State of art

A minha casa está em modo "obra de arte pós-moderna e incompreendida por leigos", concretizando: é uma instalação que tenho na entrada composta por vários caixotes de diversos tamanhos e feitios, que se encontram numa posição conceptualmente específica e que corresponde com o espaço para onde eu consegui arrastá-los. A composição inclui ainda um póster de Egon Schiele e alguns pares de sapatos. O elemento desconcertantemente provocador consiste numa caixa de sapatos aberta.

Hoje é o último dia da exposição, pois espero que amanhã consiga desconstruir a minha obra pós-moderna e montar os móveis que adquiri e lá jazem dentro das caixas.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Forrobodó

Uma semana fora e uma semana a comer croissants, pizzas, batatas fritas, pãezinhos com cenas em cima (quem vive na Alemanha ou Áustria sabe que os locais não vivem sem pãezinhos com cenas)... dois dias na Bélgica e claro que houve direito a gaufres. Claro que o meu corpo lindo e esbelto se ressentiu logo e toca de se empolar em sinal de protesto... Nesse sentido, vejo-me obrigada a voltar à dieta!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Eu até acho que o supra-sumo dos chatos é aquele que não consegue viajar por si, pois não se aguenta a si mesmo



mas estou tão farta de viajar sozinha!

E hoje foi bem sintomático ao arrastar-me horas por Bruxelas.

domingo, 20 de setembro de 2015

Brussels underrated

A primeira vez que andei de avião na Europa foi para vir a Bruxelas, que foi simultaneamente a primeira vez que andei de avião sozinha, a primeira vez que passei férias sem ninguém da minha família, a primeira vez que fui para o estrangeiro visitar amigos que ninguém conhecia. Tudo isto ocorreu se a memória não me atraiçoa em Setembro do longínquo ano de 1997. Foi também aí que formei a minha opinião sobre Bruxelas: era cinzenta e pouco tinha para ver. Antuérpia valia muito mais a pena... Vim Bruxelas por estar aqui perto e porque há anos que queria ver o Museu Magritte. Estava tão enganada! Encontrei uma cidade a bombar: cheia de gente, cheia de música, cheia de vida e cheia de sol. Edifícios fabulosos, a Grande Place a superar a minha memória e a exposição Magritte a desiludir um bocadito! Já comi uma wafel, moules e frites! E até fiquei com pena de não apreciar chocolate, pois aqui, porta sim porta sim têm um aspecto divinal!
Realmente, vale a pena dar uma segunda oportunidade!

Bruxelas, às 21:48

Pés no chão (65)

Dias em trânsito são dias que me cansam e em que me questiono porque é que ainda o teletransporte ainda não foi inventado. Aqui a tirar uma soneca no aeroporto de Frankfurt, na realidade entre outras estações de comboio e aeroportos.

O melhor comentário

Mas tu tens o dom da palavra! Falas com uma naturalidade, que poderias estar a falar de vernizes que toda a gente ia querer ouvir!


(O irónico da situação é que eu costumo dizer que só venho à Alemanha a conferências porque preciso de vernizes - e agora descobri os batons também - que não há na Áustria)

sábado, 19 de setembro de 2015

Pés no chão (64)

Outra bela compra de sapatos de borracha/plástico para dias de Verão em que está mais frescote ou que pode chover... as coisas que a gente aprende e compra na Tailândia!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Pés no chão (63)

Possivelmente já tinha fotografado um chão quadriculado e este vestido também já o tinham visto, mas achei a combinação gira com as minhas sandálias de tiras a fazerem a ponte.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Pés no chão (62)

À saída de casa num saudoso dia de Verão, daqueles com calor e sol que nunca mais acaba... Agora mais só para o ano!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Ir a conferências

Positivo:
Encontrar amigos /colegas - como a amiga de Mainz que me reviu a tese, como o polaco de Cracóvia que conheci em Bratislava, mas com quem tinha cruzado em Belgrado, como o prof. do Rio que me convidou para um pós-doc, como a colega da Nova que conheci na Alemanha e a cereja em cima do bolo, amigos que fiz em Macau e que não via desde então, ou seja, quatro anos,
 e que esperava rever para o mês em Itália. E isto foi só o primeiro dia.

Negativo:
Xaropadas de meia noite! Num congresso de lusitanistas valerá mesmo a pena explicar cada um dos países da cplp?!
Às nove da noite, ninguém quer ouvir uma exposição detalhada sobre uma gramática do séc. XVI por mais interessante q ue seja.


Aquisgrana, às 23:46

Pés no chão (61)

E é mesmo TOP o facto de Maria Calíope ir a caminho da sua primeira conferência na qualidade de Frau Doktor! Aqui ainda antes de o ser num stop do MuseumsQuartier.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Fui ao médico

- Há qualquer coisa que os médicos ouvem em mim e que os fazem dizer que eu falo muito bem alemão. Não sei o que é, mas não há outra classe que demonstre tanta euforia pela minha falta de sotaque. Hoje foi mais uma. Desconfio que lhe passem pelas mãos tantas pessoas que falem à camone que quando lhes aparece alguém que consiga perceber e falar sofrivelmente, eles fiquem encantados.

- Desconfio que não saiba exactamente onde seja a anca... a diferença entre a medição da médica e a minha é de 5 cm.

- Que engraçado estar a falar com um médico acerca de uns resultados de umas análises e ele Frau Dr. para aqui, Frau Dr. para ali. Uma chiqueza sem fim! Só por isso já valeu a pena ter passado pelo suplício do doutoramento e vou aproveitar para marcar mais umas consultas.

domingo, 13 de setembro de 2015

261º momento cultural: Ludwig goes pop

O Mumok não é com certeza o meu museu preferido da cidade, mas até tem ganho bastantes pontos nos últimos anos! Hoje brindou-nos com o dia de porta aberta e por força do destino cheguei mesmo a tempo de uma visita guiada. E que bom que é ver arte comentada, explicada e enquadrada! Vale mesmo muito mais a pena. A exposição era "Ludwig goes pop". Pop-art é arte popular, arte americana e popular e americano nos anos 60 era consumismo: daí as latas campbell, as caixas brillo e essas coisas todas que todos consumiam. O museu e o supermercado deixaram de diferir assim tanto. O atelier de arte passou a ser uma fábrica que produz arte. Os motivos policopiados e coloridos de ícones como Elvis, Marylin, Jagger em versões menos conhecidas. Olho para Roy Liechstenstein ou David Hockney e lembro-me automaticamente dos exercícios de Inglês que inventava para a minha turma do 8º ano. Mas a grande surpresa foi Robert Indiana e o seu Love. Desconhecia-lhe o nome por completo e sempre pensei que Love fosse uma escultura, nunca uma pintura ou impressão ou o que aquilo era. Maior supresa foi o facto do original datado de 1968 ser a preto e branco e o mais fantástico de tudo: a obra ter tido esta dedicatória: Love rising / Black and White Love (for Martin Luther King).


É simplesmente genial.

sábado, 12 de setembro de 2015

Ideias de jerico

Não sei como é que em mais de 10 anos de Mergulhos, nunca me ocorreu inaugurar a secção "Ideias de jerico" com as parvoíces em que penso e, pior ainda, as cenas que ponho em prática. Mas nunca é tarde para correr atrás do prejuízo e por isso hoje começamos em grande.
Para além do frigorífico, encomendei alguns móveis novos que normalmente ser-me-iam entregues em casa dentro de 2 ou 3 semanas. No entanto, daqui a 2 ou 3 semanas, eu já estarei em sprint a correr entre as minhas aulas e por isso a possibilidade de ir buscar os móveis à loja 2 ou 3 dias depois, pareceu-me uma óptima ideia. Uma amiga tem carro e lá fomos as duas. Eu com aquela força de braços digna de medalha olímpica e ela grávida... Nem me ocorreu que não haveria problema em pôr as coisas no carro (há funcionários que ajudam), mas sim com o transporte entre o carro e a porta de minha casa... Como é que eu não pensei nisso?! O certo é que não estão a ver a trapalhice que foi eu tentar arrastar as coisas, a minha amiga a tentar ajudar, eu a dizer-lhe que não e ela a ver que eu não ia a lado nenhum. Bom as duas juntas conseguimos trazer 3 dos 4 volumes para dentro de casa, sendo que o último já com a ajuda de uma mala de rodas... O certo é que ao irmos buscar a última caixa, damos com um dos meus vizinhos (a partir daqui Vizinho 3 se houver mais episódios) com um pacote de 1,60m com à vontadinha 25kg a vir no sentido contrário com um cacho de bananas em cima da minha caixa, como se tivesse um saco de compras no braço. Não sei se a minha cara expressava espanto, alívio ou agradecimento. A minha amiga ainda lhe disse que podia carregar as bananas e a mim: "Maria Calíope! O tipo é bem giro, nunca o viste cá?!" Eu ainda corri para lhe abrir a porta e perguntei se era novo cá no prédio. Disse-me o nome e que vive cá há 2 anos!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Senado

Já vos falei por várias vezes da precisão de relógio suíço do meu amigo Senador, mas o homem é mesmo um poço de sabedoria e uma visão analítica insuperável:

"Enquanto para muita gente falhar significa não conseguir, para ti falhar é não tentar!"


Querem descrição melhor da minha forma de estar na vida?! Eu não seria capaz de vos dar resposta melhor. Obrigado Senador!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Sind Sie Tänzerin?



Hoje o dia não pára de me surpreender.

Depois da minha melodiosa voz, agora foi a minha aura dançante.
Vieram entregar-me o frigorífico novo (oba! oba! as alheiras estão salvas!) e um dos senhores perguntou-me se eu era bailarina!
(Sim, recebi-os em pontas e passei da entrada à cozinha com uma espargata pelo ar. Obviamente despedi-me deles com uma vénia!)

Pronto, agora vou mas é nadar quilómetros para dar uso ao meu corpo atlético e esbelto!

Adenda 21:57 - 50 piscinas de 30 metros cada em menos quase 60 minutos!

A voz da rádio

Já tinha feito locuções para diferentes objectivos (anúncios de rádio, áudio-guias, mensagens para voos)
Já tinha acordado sem querer com a minha própria voz na rádio.
Mas nunca tinha acordado de propósito para ouvir a minha voz na rádio (uma entrevista). Foi hoje!

Foi super engraçado! Não reconheço a minha melodiosa e sorridente voz, mas adorei o resultado.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Salvem as alheiras!

Amanhã recebo o meu frigorífico novo. Pedi a um vizinho (o V2) para ocupar o congelador dele durante o processo de mudança e ele aceitou de bom grado. Estava agora a colocar o conteúdo do meu congelador num saco térmico e dei-me conta da quantidade de alheiras que tinha congeladas. Mais de uma dúzia à vontadinha, acrescendo-se umas farinheiras e uns chouriços. Poderia rebentar a guerra que eu estaria a salvo por meses...
Pus logo uma de mel e nozes (que delícia!) no forno para que não parecessem tantas! E reparem agora a diferença dos nossos congeladores, disse o tipo: "(Isso cabe tudo não te preocupes!) O meu congelador deve ser o dobro do teu e só lá tem álcool!"

A dieta...

Já há uns 10 dias que vos estou para contar dos resultados da minha dieta-maravilha. O certo é que face aos resultados das primeiras semanas eu talvez tenha achado que ao fim de 31 dias fosse confundida com a Olívia Palito. Não fui. E por isso desencantei-me um pouco. No entanto, tenho de dizer que perdi 4 cm de barriga e de anca, o que é bastante positivo. Não sei o peso. Mas digamos que não sinto assim melhorias fenomenais na roupa nem tenho ouvido pessoas a comentarem a minha possível perda de peso. Bom, o certo é que agora cada vejo que olho para hidratos de carbono penso duas vezes, quando vejo fruta lembro-me do açúcar e quando peço um copo de vinho ocorre-me que tenho de o desfrutar ao máximo. Tinha pensado pegar em mim e começar a fazer ginástica (em casa) a partir de 1 de Setembro... ainda não aconteceu. Acho que apesar de já não estar em dieta continuo com esse novo mindset: a tentar comer mais carne e proteínas em geral. Vamos ver até quando!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

(2)5 minutos de fama!

Acabei de dar uma entrevista!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Prazos

A entrega de uma secretária (normalíssima) dentro de 17-18 semanas, lembra-me os 45 dias úteis do meu B.I.!

260º momento cultural: French Women

Tempo frio, tempo de cinema! E nada melhor do que um filmezito francês para me entreter. Este French Women tem na sua versão original um título mil vezes melhor Sous les jupes des filles e trata-se como o título indica um filme de mulheres para mulheres. Bom, isto assim soa meio lésbico... O filme não é bem filme porque não tem verdadeiramente um enredo, mas sim vários episódios de várias mulheres que encarnam várias tipologias e que no fim se encontram todas numa venda de roupa! Estereótipos vários e um pouco exagerados (a cabra solitária virada para a carreira, a boazinha traída pelo marido, a mãe de 4 filhos que se lança numa aventura lésbica, a mulher proletária (?) que converte um famoso actor gay, a advogada boazona que sofre de flatulência, a amante que de repente tem de tomar conta dos filhos do marido, etc, etc.) Sumo, sumo, não tem, mas é engraçado, vê-se bem! No entanto, houve uma frase que não me passou desapercebida: Femme de tête, femme seule. Imaginem quem enfiou o barrete?
Eu continuo sem perceber porque é que meio mundo masculino baba pela Laetitia Casta: eu não consigo ultrapassar aquele maxilar de dentes tortos. Pelo contrário, a Alice Belaïde é tãoooo mais gira! 

domingo, 6 de setembro de 2015

Zack, zack e já está!

Ando a ruminar uma série de decisões há anos. E ruminar é obviamente um belo eufemismo para fechar os olhos, fingir que não está nada a acontecer e empurrar com a barriga. Uma série de percalços levaram-me a ter uma infiltração cá em casa, uma parte da entrada pintada de fresco e uma conversa animada com o meu senhorio. Isto tudo resultou num frigorífico, que acabei de encomendar, e amanhã vou ver cadeiras e mais uns móveis. Custou, mas parece que vou ter parte da casa nova ainda antes do ano lectivo. Para uma vida nova, as atitudes também têm de ser renovadas.

sábado, 5 de setembro de 2015

Sejam bem-vindos!

Não sei se foi pelo peso da consciência ou pela proximidade da memória, na verdade o motivo não interessa muito, o certo é que milhares de refugiados foram recebidos, bem recebidos e tratados como pessoas na chegada / passagem pela Áustria. O chanceler Faymann disse que seriam bem-vindos e foram mesmo. Todos aqueles que viveram angustiados nos últimos dias numa Hungria retrógrada e desumana, chegaram cá e encontraram sorrisos. É isso que se quer quando se chega a qualquer lado. Estou mesmo feliz e volto a crer na Humanidade em geral e nos austríacos em particular. Temos mesmo de ser uns para os outros e aqui, agora estamos todos bem, mas não há muito tempo passou-se mal, muito mal. Fico contente por a História também fazer activar consciências. Pela primeira vez, tenho muito orgulho de viver num país com este nível de humanidade.
No que me toca, juntei roupa, sapatos e produtos de higiene que já entreguei para serem levados ao campo de refugiados local em Traiskirchen.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Refugiados não são criminosos!

Budapest-Keleti deve ficar a 250km de onde eu vivo. A estação terminal em Viena a uns 10 minutos da minha casa. Na segunda-feira, havia dezenas de voluntários a distribuir víveres na estação e houve uma manifestação que juntou 20.000 pessoas por aqui para dar as boas-vindas aos refugiados. Não fui, porque não sabia, mas estive sem querer dado a manifestação ter passado na minha porta. Há muito por que criticar os austríacos, mas nesse momento fiquei feliz por viver e conviver com pessoas civilizadas e com dois dedos de testa. Vou à próxima, sem falta! Um dos slogans era "Não há pessoas ilegais!" e isso é tão verdade.
Tenho pena de não estar em Portugal pois poderia dar-lhes aulas, aqui ainda não sei bem como ajudar, mas quero mesmo fazer qualquer coisa, pois não consigo abstrair-me do facto de que aquelas pessoas poderíamos ser nós.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Não era para mim, mas poderia ser

como as histórias de amor a sério [post dedicado a uma leitora]


às vezes perguntam-me: alguma vez achaste que nunca mais ias encontrar alguém? alguma vez achaste eras existente demais? que a culpa de não aparecer alguém especial era tua? pensei, quase todos já dias. não pensei naqueles dias em que o cansaço acumulado era tanto que fechava os olhos quando me sentava no sofá e não pensava. não pensava nisso, não pensava em nada. nas outras noites, quando a casa ficava em silêncio, pensava que não merecia uma história de amor. ou, se calhar, ela já tinha aparecido, e eu não tinha reparado - culpa minha, outra vez. continuarei a dizer, para sempre, que não existe isso de ser exigente demais. tudo o que sentimos, os alertas, os defeitos, a vontade de fugir, o ainda-não-é-aqui-o-meu-lugar, tem uma razão para acontecer. e mesmo quando encontramos a nossa história, o lugar onde queremos ficar, refilemos quando achamos que devemos refilar, reivindiquemos o direito diário a sermos princesas e príncipes. verbalizemos aquilo que não gostamos sem medo de perder o que temos. ser gratos pelo que temos sem desistir de querer muito. eu acredito nisso. para sempre. como as histórias de amor a sério.
Tenho muito medo de deixar de acreditar na minha história de amor. Não o escondo. Mas sei que, mesmo com as minhas feridas e cicatrizes, nunca deixarei de acreditar no para-sempre. Assim como acredito que o amor é sempre feliz.
 retirado do livro Provo-te, quantas vezes posso morrer de amor?

Relatividade

Passei parte da tarde a ver hoteis em Montevideo: relação qualidade preço, localização, proximidade da estação de autocarros e aeroporto, o que quero ver, que zonas são seguras, etc, etc. No final da tarde liguei casualmente a uma colega, que em três tempos me convidou a ir jantar a casa dela ver as fotos das férias em zona que eu não consegui identificar ao telefone.
Fui.
A dita zona era algures na Rússia, do outro lado do mundo, na costa do Pacífico, quase Canadá, quase Alasca.... Eles foram munidos de tenda e barco insuflável, motivados pela pesca de salmão... para isso passaram três semanas a viver por aí, fazendo fogo para afastar ursos, comendo o que pescavam e pouco mais, servindo-se do rio como fonte de vida e higiene....
Eu de tarde estava preocupada a pensar se Montevideo seria seguro e de repente dou-me com pessoas que dormem no chão algures no mato e acordam de madrugada para fazer fogo e afugentar ursos...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

September

Gosto muito desta versão da September dos Earth, Wind and Fire. Soa-me sempre a domingo soalheiro e preguiçoso, mas face à ventania que sopra lá fora, acho que combina também!