255º Lar doce lar
Fui ao teatro quando estive em Lisboa. A minha irmã escolheu uma peça para rir com a Maria Rueff e o Joaquim Monchique. Eu fui sem saber bem ao que ia. A peça retratava a vida de duas velhotas num lar com todas as suas recordações, manias, maleitas a par de uma série de gente à sua volta (que eram interpretados pelos mesmos). Apesar de algumas piadas serem um bocado previsíveis, houve partes bastante engraçadas. A única coisa que não gosto no Auditório dos Oceanos é que nas peças de teatros recorrem a microfones e altifalantes e isso causa-me alguma confusão, é como se adulterassem o espírito da coisa.
256º Taxi Teheran
De volta a Viena e de volta ao cinema. Taxi Teheran foi muito aplaudido pela crítica e muito criticado no Irão. Salvo erro o realizador sofreu algumas represálias pela sua obra. A ideia é gira, o próprio realizador faz de taxista e filma uma série de personagens (reais?) que entram no seu táxi e conversam consigo. São pequenas cenas de vidas muito diferentes. Mas confesso que a páginas tantas adormeci um bocadito, mas não perdi o fio à meada. Achei o fim muito bem conseguido.
258º While we're young
O que me chamou a atenção para este filme foi o facto do seu realizador Noah Baumbach ser considerado (por quem?) o novo Woody Allen. O filme foi construído e desconstruído de forma engraçada e eu adoro o Ben Stiller desde a vida secreta de Walter Mitty, portanto não tinha como não gostar. No entanto, passei o filme todo a querer dar dois pares de estalos ao outro wanna-be-hipster qualquer coisa, mas vá lá não adormeci!
259º A Rainha Ginga
Como viram na semana passada eu andava a ler a Rainha Ginga do José Eduardo Agualusa... pois, grande golpe de marketing, sr. Agualusa! O livro chama-se Rainha Ginga como poderia chamar-se Princesa Mocambo, Príncipe Ingo ou ainda Muxima vira Inês Mendonça... Com este comentário não parece, mas eu gostei muito do livro e aprendi imenso de história, de línguas bantus, da hipocrisia que é aquilo a que chamamos Descobrimentos, que mais se deveria ter chamado "Tráfico Negreiro e explorações várias", mas pronto, foi outro golpe de marketing. Voltando ao livro, gosto muito de como Agualusa conta histórias e conta História. O próximo tem mesmo de ser Um Estranho em Goa.