terça-feira, 30 de junho de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ LIII

A esta hora lá vai a minha família pelos céus da Europa de volta para Lisboa. A minha mãe já como mãe da Frau Doktor e o meu pai inchadíssimo - nos últimos dias leu a tese e mais uns quantos artigos meus e tudo! 

Durante o processo da tese, o meu pai esteve muito doente e eu temi o pior. Por uma ocasião pensei que devia ser triste para o meu pai não me levar a um altar (sabe o querido leitor mais dos meus desenganos amorosos que o meu pai, como é óbvio), mas que pelo menos eu poderia despachar-me e esforçar-me para que ele me visse com o doutoramento tirado. Não é a mesma coisa, mas seria um grande orgulho para ele com certeza!
Uma vez que as doses de orgulho têm de ser tomadas com moderação, cá devem estar eles a bater-me à porta daqui a uns meses para a entrega do diploma, assim com direito a festa solene, reitor e em latim. E eu até lá quero é perder peso! 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ LII - O fim

Como o caríssimo leitor terá certamente deduzido, a defesa da tese foi na semana passada e Maria Calíope estava semi-inquieta, apesar de aparemente impassível como costume, não conseguia parar com a contagem decrescente. Chegara o dia e lá fomos nós para a Universidade, nós, pois tenho cá a minha família, que veio assistir à prova. A sala estava cheia. Eram 11 pessoas no público - muitos amigos meus, dois bebés e três estranhos.
A prova decorreu e eu só pude falar 20 minutos mesmo, o que fez com que saltasse os últimos 10 slides a correr e de seguida lá me fui esgrimando com as perguntas que me colocaram. Foi terrível, mas eu estava em modo de piloto-automático e fiquei muito orgulhosa de mim mesma por ter conseguido dizer que não tinha percebido a pergunta e pedido para repetir (normalmente quando não percebo uma pergunta em alemão tenho o triste hábito de responder qualquer coisa para ninguém perceber (!) que eu não percebi a pergunta). Mas as perguntas que me fizeram foram miseráveis... o meu orientador, então, foi do piorio! Quando a presidente do juri diz que conhece uma das obras por que me regi de cor e salteado e que a área dela de eleição era a diastrática e a diafásica, eu pensei que seria o meu fim. Nem sei o que e como respondi, mas mantive-me ali aparentemente calma e serena. Felizmente o professor convidado fez perguntas e comentários mais simpáticos - também nada a ver - mas em áreas que eu domino e aí eu ainda fiz conversa, segundo alguns amigos meus até fiz piadas! A prova terminou e eles pediram a todos que saíssemos. Saímos. E eu fiquei sem saber o que ia acontecer. Iriam dar-me outra nota, mas com a minha prestação miserável, com certeza iriam baixar-me a nota da parte escrita.
Pediram-me que entrasse e entrei. Não fizeram muitos rodeios. A presidente disse que eu tinha tido uma argumentação sólida (seriously?!!) e que por isso decidiram por unanimidade manter o meu Bom e assim ela teria todo o gosto de ser a primeira pessoa a cumprimentar-me como Frau Doktor.
A minha reacção foi "Ooooohhhhh". Depois veio o meu professor e eu avisei que ia começar a chorar. Quando chegou ao terceiro, eu larguei num pranto sem fim! Desconfio que lhe tenha borrado o casaco com rímel. Eles coitados não sabiam o que fazer comigo e perguntaram-me se achava que ia chumbar - não, não era o caso - e o que as pessoas que estavam lá fora iriam pensar que eles me tinham dito. Limpei a cara e saí. Mas claro que toda a gente viu que eu estava com ar choroso e ficaram na dúvida de eu ter passado ou não. Dizer que tive 2 não adiantou muito porque ninguém percebe as notas austríacas. Recebi parabéns, flores e prendas, mas eu passei o resto do dia em choque.

Pés no chão (49)

Não há zebra nos pés, mas há no chão, é o que me vale!

domingo, 28 de junho de 2015

Pés no chão (48)

Ora leopardo, ora tigresa... quando comprei estes sapatos queria mesmo comprar uns sapatos zebra, mas agora não consigo ver zebra nenhuma nestes pés!

sábado, 27 de junho de 2015

Pés no chão (47)

E eis que chega o Verão! E para que não haja dúvidas, cá está relvinha verde e sapatos sem meias!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Trust me I am a doctor...

Pardon, Frau Doktor!

A ressaca

Hoje começa uma vida nova!

Pés no chão (46)

A esta altura do ano quando as flores cairam todas, fico sempre na dúvida se é da Primavera ou se foi um casamento indiano!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A mãe da noiva

Conversa de não sei quem com a minha mãe.

- Então, cumprimentos para a sua filha!
- Cumprimentos para a minha filha?!
- Sim.
- Não! Tem de dar cumprimentos é à mãe dela: eu é que vou como mãe de Magister e volto como mãe de Frau Doktor!


E vai mesmo! :) Podem dar-lhe os parabéns sim, pois Maria Calíope terminou o seu doutoramento.

Pés no chão (45)

Cá em casa quando a Primavera despontou...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Pés no chão (44)

Mais um dia em Belgrado! Achei este xadrez em azul bebé para entrada de casa amoroso, foi só pena que o prédio estivesse em obras e que houvesse carradas de pó e areia ali à volta.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Pés no chão (43)

Desta feita não fui a lado nenhum, estou cá, mas desconfio que esta semana seja atribulada, por isso vou alimentando o Mergulhos com uns pés no chão. Se der darei o ar da minha graça!
Em plena baixa de Belgrado, uma cidade surpreendente como vos relatei quando lá estive. Os sapatos roxos não foram a melhor opção, tendo em conta a chuva que caiu, mesmo assim lá me safei entre os pingos.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Não estou em blackout

Mas não vou dizer nada para não agourar.

sábado, 20 de junho de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ LI

Os preparativos continuam, desta vez com público, esclarecimentos e perguntas. Em 46 minutos consegui dizer tudo e ainda ir à cozinha desligar o empadão!
As sugestões foram pertinentes e as críticas foram simpáticas, mas também poderia ser só porque tinham fome e queriam jantar mais depressa!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Estranha forma de vida

Ontem fiquei mesmo animada com este super e futuro plano de viagens e apercebi-me de um paradoxo na minha vida (não é o único): Como é que eu consigo imaginar uma viagem à volta do mundo - e aqui neste meu mundo, qualquer coisa imaginada tem todos os ingredientes para se tornar realidade, desde que não tenha uma componente amorosa, pois ai descamba sempre - e depois quero ir ver o António Zambujo a Oeiras e é o cabo dos trabalhos. Por incrível que pareça não arranjo companhia e, vergonha das vergonhas!, eu não sei ir a Oeiras sozinha! Tahiti ou Doha não há problema nenhuma, agora Oeiras é que já me confunde um bocado.

Haverá aí uma alminha que vá ao concerto edp Cool Jazz a 23 de Julho?

Muito agradecida.

Eu sou daqueles burros que precisam sempre de uma cenoura à frente...


Gosto deste plano Sushi Sixty Six, mas trocava Hong Kong+Taipé por Pequim ou Xangai. Ah! Também faria LA - NY de avião para despachar! Parece-me assim de repente que em 30 dias era capaz de picar os pontos todos, mas não sei se não estarei a substimar o jet-lag. O que me chateia é que ir a Reiquiavique no Inverno é que não está com nada... 

Insónias

Achava que não andava a dormir por ter estado meia adoentada. A semi-doença já passou e eu continuo a ver as horas a passar. Fiquei incrédula ao ver passar as 4:00, o dia a amanhecer e eu sem pregar olho e com uma semana diante de mim. Detesto adormecer com o dia já a despontar. Ontem e no dia anterior foi menos mal pois dormi ainda estava escuro - mesmo que já passassem das 3 e eu já estivesse na cama há pelo menos 2 horas. Hoje estava a tentar cansar-me a ver se conseguia ir dormir mais cedo... (já não tenho ideias para ordenar) pelos vistos não está a resultar... mas pelo menos vou adiantando trabalho, o que também não é mal pensado de todo. Agora não sei se começo por planear férias ou o programa dos semestres que vêm. Ah! Também tenho exames para corrigir e relatórios para escrever. 

Acho que na minha vida pós-tese vou começar por hibernar...

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ L

Tenho 20 minutos para defender a minha dama... fiz agora o primeiro ensaio e falei 72 minutos. 
Será que alguém irá reparar?

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Composição

Tenho um aluno que por auto-recriação
resolveu escrever uma composição por semana sobre um tema qualquer da actualidade. Eu sugiro um ou outro e ele escreve sobre o que quiser. Hoje não só surpreendeu-me como me fez soltar uma valente gargalhada quando começou a ler: "Composição: Os chocos - A minha experiência com chocos com tinta"

Não há como não adorar esta miudagem!

terça-feira, 16 de junho de 2015

253º momento cultural: Mayra Andrade

Foi na semana passada que uns amigos me ligaram a saber se queria ir ver hoje a Mayra Andrade. Sou uma fácil e aceitei na hora. Já a tinha visto há 5 anos, mas tinha boas memórias do concerto e acho sempre louvável ser convidada para o que quer que seja - normalmente sou eu que faço esse tipo de despesas e além de tudo o mais divirto-me sempre imenso na companhia destes meus amigos.
Lá fomos nós e tínhamos lugar em filinha. Todos no lugar 8 mas cada um na sua fila!!! Eu como sou a mais pequena, fiquei na fila da frente. E foi um fartote quando se sentou um tipo ao meu lado e começou a fazer conversa, eu, perdida de riso, senti-me como se tivesse os meus pais atrás, e eles a mandarem-me mensagens a comentar o facto! Já lhes disse que temos de sair (ainda) mais vezes juntos, pois os tipos atraem gajos giros, o que me dá um jeitão imenso!
Voltando ao concerto, a Mayra Andrade continuou a encantar como antes. É uma simpatia e interage muito com o público, chegando ao cúmulo de responder perguntas einfach so. Gostei bastante! A Mozart Saal também é mais pequena e presta-se a isso. Se isso não bastasse é toda aquela morabeza que ela transmite... Eu de repente já estava no Sal a sentir uma brisa amena, a ondular o corpo com um grogue na mão (era assim que se chamava aquela espécie de caipirinha?!) Que delícia, só vos digo! Não me lembrava - se é que sabia - de nada do reportório dela, mas adorei as músicas em francês (ouçam esta!) e até houve uma que me soube a tango!
No fim, disse aos meus amigos que para o ano vamos para Cabo Verde os três de férias. E na saída encontrei o tipo normal que me dissera já ter
frequentado aulas de tango em Buenos Aires.
Falta muito para o fim da tese?

segunda-feira, 15 de junho de 2015

E já que Amour/Liebe pautou o dia...


Eu quero passar contigo de braço dado e a rua toda de olho arregalado a perguntar como é que eu consegui...

Este verso do Zorro continua a fazer as minhas delícias, mesmo depois de já o ter ouvido um milhão de vezes. Mais ainda quando me apercebi que há a probabilidade de o ver ao vivo este ano, mais do que uma vez...

Para já, acredito mais no Zorro que no Santo António que este ano foi ignorado face ao constante incumprimento de objectivos comuns!


Encontros imediatos

Ia eu de manhã no metro ainda indecisa se tinha sido boa ideia passar pela faculdade antes de ir para o escritório e de repente vejo uma cara conhecida. Fiquei na dúvida, parecia mesmo o Saruman (ou seja o Christoph Lee que faleceu na semana passada), mas se não podia ser o Saruman, só poderia ser Haneke, o realizador de Amour/Liebe... (aquele que ganhou todos os prémios possíveis e imaginários) e o que eu gostei desse filme. Fiquei na dúvida se era ele, se o nome era mesmo Haneke, Aneneke ou qualquer coisa parecida. Entretanto o metro chegou e entrámos todos. E eu ainda estava na dúvida de lhe dizer que tinha gostado do filme dele, mas o que é que eu tinha a perder? Pois... Lá fui eu meia envergonhada perguntar-lhe se era mesmo o realizador e depois lá lhe disse que tinha adorado o filme e que fora uma bela surpresa a Rita Blanco aparecer - explicando-lhe que eu sou portuguesa. A conversa não foi conversa nenhuma, trocámos mais umas impressões sobre a Rita Blanco e as personagens de porteira que ela interpreta e ele disse que ela era uma belíssima actriz e eu acabei por dizer que não o queria incomodar e dei dois passos atrás. Ele saiu nessa estação e disse-me Auf wiedersehen!

Nunca tinha falado com uma pessoa oscarizada. Checked!

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XLIX

Como desbobinar 46 slides em 20 minutos?

domingo, 14 de junho de 2015

No outro dia queixei-me de ir dormir cedo a uma sexta

Hoje saí da cama já passavam das 15h... Não me lembro de uma proeza destas especialmente desacompanhada.
Ah! Não... esperem, julgo ter tido febre por companhia e outros sintomas análogos.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

É sexta-feira

Por mais estranho que pareça é à sexta-feira o dia da semana em que vou dormir mais cedo, o que comprova o marasmo em que a minha vida vai.

Totozona ao quadrado

Ir à reunião festiva do aniversário do meu orientador convencidíssima de que se celebrava os seus 65º anos, até porque há 5 anos tinha ido ao 60º aniversário e ser surpreendida pelo facto de afinal serem 70 anos (e obviamente há 5 anos foram 65...)!

Preparar uma aula fantástica com Camões e Mariza e Zambujo e expressões idiomáticas e pontos de discussão.... e deixá-la no computador do escritório.

Venha o diabo e escolha que para mim são as duas...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

10 de Junho

Uma pessoa vai comemorar Camões, Portugal e as Comunidades Portuguesas - ou seja nós próprios - à residência do Embaixador e entre portos tónicos e pastéis de bacalhau, sai um director de festival de cinema, qual cereja em cima do bolo!

(Eu que até ia com dois acompanhantes, fiquei contente por os ter levado, assim sempre se acompanharam um ao outro!)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Cadência

Ando a ritmo acelarado, faço muitas coisas ao mesmo tempo e queixo-me do tempo que se me escorrega entre os dedos. Prometo a mim mesma que vou abrandar e conseguir gozar o tempo - tenho sempre a imagem de me encostar e ler - mas o certo é que no segundo seguinte já inventei mais qualquer coisa que me vai consumir mais tempo. E lá vou eu outra vez nessa roda-viva. Queixo-me, mas gosto de alguma forma. São escolhas e pior do que as tomar é ficar a engonhar em areias movediças.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XLVIII

Ando a preparar-me para a defesa da minha tese. Se por um lado penso que estou a uma hora de uma vida nova e imensamente melhor, por outro vejo, um obstáculo com uma hora de espessura e em língua estrangeira. A preparação arrasta-se, horas e mais horas e não estou preparada, não tenho a apresentação preparada e não faço ideia o que irá sair no momento. Ainda faltam semanas, mas a preparação parece-me infindável. Consola-me o facto de nunca ter falhado uma prova, nem sequer o exame de condução, mas na verdade, nunca fiz uma prova tão importante, nem quero fiar-me na Virgem.

Curioso é o facto de ter começado o doutoramento na mesma altura em que comecei a fazer dança oriental. Dizia a brincar que ou seria Frau Doktor ou abriria o The Calíope Show, em alguma das coisas haveria de ser bem sucedida. Passados estes anos todos é curioso que no espaço de 10 dias, vou defender a tese e vou gravar um dvd de dança do ventre!

domingo, 7 de junho de 2015

252º momento cultural: Woman in Gold

É bem provável que este caso tenha passado ao lado do quotidiano português, mas aqui na Áustria fez correr muita tinta. E para eu saber isso é porque foi muito badalado. Lembro-me perfeitamente da manchete de um jornal anunciar Aufwiedersehen Adele, enquanto as filas do Belvedere cresciam para se poder ver Adele em território austríaco.
Trata-se de um dos mais conhecidos retratos de Klimt, Adele Bloch-Bauer, que foi pilhado a quem de direito durante a ocupação nazi e que desde então fazia as delícias dos visitantes do Belvedere. Como se diz a páginas tantas no filme, era a Mona Lisa austríaca.
No entanto, na última década o estado austríaco com certeza devido a diversas pressões disponibilizou-se a analisar casos em que os requerentes alegavam ser os proprietários por direito de algo que lhes foi desfalcado pelos nazis. Esse Klimt e mais uns quantos foram só meros exemplos.
O filme relata a vida pacata de uma senhora americana que resolve tentar recuperar o que era seu... uma senhora de idade avançada que pede á Áustria que lhe dê a jóia da coroa. Imaginem a resposta da Áustria...
À medida que as diligências vão prosseguindo com uma série de peripécias pelo meio, a senhora vai relembrando a sua vida em Viena até à ocupação nazi, a ocupação, o confronto com a nova realidade e a fuga...
Foi horrível. Pela primeira vez na vida tive vergonha de ter escolhido vir viver para Viena. Pela primeira vez tive vergonha pela Áustria. Pela primeira vez achei que os austríacos devem continuar a carregar a culpa do holocausto.
Sei pouco da história da Áustria e nunca me interessei por aí além pela II Guerra Mundial, mas ao ver o comportamento de parte das autoridades austríacas no que diz respeito a este processo, tenho a certeza que a anexação não foi à força, havia (há?) muita gente que acreditava nesses ideiais.
Eu já conhecia o fim da história antes do filme acabar e fico feliz por se ter feito justiça, mesmo que eu não possa ver mais a Adele quando me apetecer.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Acho que o querido leitor

prefere que eu esteja fora, pois pelo menos há Pés no Chão para vos entreter...
Não há muito (nada?) a acontecer e nada para vos relatar.
Lamento imenso, mas isto já há-de voltar à normalidade. Desculpem lá.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

É bom que o Verão dure...




O tempo aqueceu, anda-se de cavas e de sandálias e a minha compulsão por comprar óculos escuros começa/continua/passa a fazer sentido. Nas últimas semanas, bateram-me à porta estes dois pares e eu, coração mole, não fui capaz de os enxotar.




Primeiro, os Emilio Pucci com aquelas hastes e parte da armação em tartaruga e agora estes Valentino, que são a coisa mais linda do mundo, com rosinhas e tudo!
O que me vale é que está calor
e sol e já lhes estou a dar uso.

(Não sei se me vou parar por aqui...)

terça-feira, 2 de junho de 2015

251º momento cultural: Montreal

Não é segredo nenhum que tenho gostos mais clássicos do que modernos, em muitos campos, mas isso assim de repente é especialmente visível na dança. E acabei de me aperceber que fui ver Sylphide na semana passada, sem reparar que já a tinha visto dois anos antes. Gosto de bailado clássico, mas quando não temos cão, caça-se com gato! Quando estive em Mainz na semana passada e dei por mim com um serão livre resolvi ir ver o que havia no teatro. Havia bailado... moderno. Como a alternativa era só ir jantar ao restaurante português (em 4 noites fui jantar 3 vezes ao português), fui ver o bailado e segui para o restaurante.
No programa dizia que Montreal é o centro da dança contemporânea (ai sim?) e que os coreógrafos do bailado em questão eram bastante aclamados e tentavam reproduzir a vida da cidade, apesar de resultarem em duas peças completamente diferentes.
Fui ver e estranhamente gostei. Não havia aquelas correrias parvas em palco - que é como eu caracterizo a dança moderna - antes pelo contrário, os movimentos eram bastante harmónicos e elegantes, combinados ou a solo e a diferentes velocidades. Gostei mais da primeira parte do que da segunda, mas fiquei estupefacta por ter consciência de que os meus gostos estão em mutação. No outro dia dei por mim a achar tipos morenos, barba rija e feições marcadas com mais carácter e interesse que aquelas caritas larocas angelicais de que eu sempre gostei. E agora dança moderna... Amanhã mal me reconheço ao espelho, estou mesmo a ver!

Como é que já estamos em Junho?!

Junho?!! Já estamos há seis meses neste ano... ainda no outro dia estava a passar o ano em Barcelona.
Mas o certo é que está calor para usar sandálias e ombros descobertos. Tenho amigos a falar dos Santos e a mandarem-me fotos de praias... Acabei de receber o convite para a festa da Embaixada!
Estamos mesmo em Junho e eu nem dei pelo ano a passar.