Já de
há uns anos a esta parte que não tenho falhado o festival de cinema nórdico e este ano consegui manter a tradição (coisa que não aconteceu com o festival de cinema francês), mas pela primeira vez em 5 anos, não fui ver nenhum filme norueguês, de qualquer modo não fiquei nada mal servida.

Ontem fui ver o Centenário que saltou pela janela e desapareceu, um filme sueco que até acho que esteve em cartaz há uns anos e segundo consta é um bestseller sueco. A história são na verdade duas: o homem que realmente salta da janela e acaba sem querer numa aventura com um ex-guarda de uma estação de comboios, gangs de skins, um rapaz indeciso, um elefante e a sua dona; paralelamente o centenário vai contando peripécias da sua vida que foi desde conhecer ditadores como Franco e Estaline a passar por um campo de concentração, mas tudo isto contado de forma bastante anedótica.
Acabou por ser um filme bastante divertido, cheio de non-sense, mas com conteúdo.

Já hoje (antes das tarefas domésticas) fui ver o filme finlandês "Open up to me" que se enquadrou mais no modelo "clássico" dos meus filmes noruegueses. Daqueles filmes que não têm princípio nem fim, só são uma fatia na vida de algumas pessoas e não havendo fim, não há final feliz. O ponto de partida consiste no facto de uma pessoa se passar por psicóloga que faz terapia a um casal com problemas no seu casamento. Para além de ela não ser psicóloga, trata-se de um transgender e revela-o ao marido, com quem acaba por se envolver. Pelo caminho é contado como a sua filha e ex-mulher estão a sofrer as consequências de ele ter mudado de sexo. Assim, parece uma história sem interesse nenhum, mas é só por eu estar a contá-la assim sem jeito nenhum. Gostei bastante do filme por mostrar a realidade tal como é, a vida é assim mesmo, cheia de acasos e casualidades.