quinta-feira, 30 de abril de 2015

Pés no chão (30)

Quem vai a Istambul tem de ir obrigatoriamente à Mesquita Azul e em mesquitas os sapatos ficam à porta!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Horizonte cirílico

Não sei quando comecei a achar piada à língua russa, mas o meu fascínio por alfabetos diferentes é muito anterior. O cirílico está certamente na minha short list... E de repente venho parar aqui!


Pés no chão (29)

E da Universidade de Graz saltamos directamente para o Palácio do Sultão em Istambul, o salto foi tão rápido que perdi as calças, mas como vêem as botas são as mesmas!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Pés no chão (28)

Esta é mais calças no chão do que pés... mas se alguém estiver interessado, o chão é o da reitoria da Universidade de Graz. (Não deu para tirar outra mais compostinha pois de repente começou a aparecer imensa gente!)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Ética

Não me deparava com um problema de ética desde as aulas de Filosofia do 10º ano...

domingo, 26 de abril de 2015

Adenda ao "Life is amazing" de ontem

Ontem havia emoção demais a fluir em mim para sair do escritório e vir calmamente para casa. Por isso ocorreu ligar a uma colega que já não via há uns tempos para irmos beber uns copos. Ela tinha um compromisso com pessoas que eu conheço (mas que já não via há um ano - dois? -) e sugeriu-me que me juntasse a eles. Fui. Conversa vai conversa vem, algumas horas depois, uma das raparigas disse-me assim do nada que conhecia o gajo normal e que não sei quando nem a propósito de quê lhe perguntou se me conhecia. Resposta: "Maria Calíope?! Claro que conheço, é A professora!" e com certeza deve ter tecido uns quantos elogios simpáticos!

sábado, 25 de abril de 2015

Montanha russa

De há uns anos para cá, 24 e 25 de Abril são sempre um turbilhão de emoções. Como a coisa já se estava a tornar previsível - pelo menos, para mim - este ano resolveu estender o momento dos nervos, da adrenalina, do medo, da surpresa por uma semana...
A semana começou em grande com a aprovação do dicionário e a saída da nota da tese, depois foi a descer com o absurdistão dos processos universitários e maus fígados à mistura, a seguir caiu ainda mais com pratos cuspidos, facadas nas costas e eu com os nervos em franja... E termina (?) em grande com um pedido de casamento.

Life is amazing, no doubt about that!

Males, nódoas e calos apertados

Para quê espalhar os males pelas aldeias quando se pode juntar as nódoas todas no mesmo pano? Bom, ainda há uns dias dizia que 80% da nossa vida depende da nossa própria atitude. Além desse tipo de máximas paulocoelhianas, o que me vale é que me tenho debruçado teoricamente sobre gestão, mediação e resolução de conflitos, por isso agora só tenho é de aplicar na prática os conteúdos e descalçar as botas!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XLVI

Marcação da defesa:

- Ah! Não dá...
- Ah! Tem espinhas!
- Ah! Está a chover...

E eu? Bom, estou à espera de Godot
Querem ver que vai demorar mais 5 anos....

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XLV

Quando disse ontem que era quase o final desta saga, estava longe de imaginar que o aluno doutorando passado a pressão de ter efectivamente de escrever uma tese razoável e ser sujeito a uma avaliação, segue para uma segunda parte avaliativa (que eu desconhecia por completo): a em que se transforma em secretária e tenta coordenar as agendas de QUATRO pessoas... sim, aqui tudo roda em torno do aluno. É um doutoramento self-service: sou eu que faço tudo? Como é que ainda não me pediram para eu me avaliar...

Espero que algures este ano consiga chegar à parte final: a defesa... Não tenho a certeza pois não está a ser nada fácil as negociações das datas com os outros interessados...

Título para a minha futura biografia

A minha vida cansa-vos!
(Nem vale a pena lerem o índice)



Mas para dizer a verdade hoje até eu me cansei - tenho a cabeça saturada.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XLIV

Este post também se poderia chamar "O quase final da tese"!

Saiu a nota oficial!
Tive "Bom" (2)!

Ainda há um "quase" porque falta a defesa...
mas depois dessa hora - são 60 minutos que me faltam -
há toda uma vida pela frente, livre de fardos no lombo!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O (quase)* final da saga do dicionário

Tenho futuro na redacção de obras-primas! :D A minha será lançada para o mundo ainda nestas calendas!

Passo a citar:

Bom dia, Caríssima Senhora Doutora Maria Calíope,

é com apreço que por esta via confirmamos que a entrada em epígrafe foi aprovada pelo coordenador da área, o Professor Censor-mor. 

A entrada será agora encaminhada para os trâmites normais de revisão pela nossa equipa.


Reiterando o nosso mais profundo agradecimento pela disponibilidade, 
despedimo-nos 
Com cordiais cumprimentos,

Secretariado da Redação.



*(Quase): O final é só quando eu tiver o dicionário na mão!

(Eu já expliquei à senhora que não sou doutora, mas ela insiste...)

Percentagem

Acabei de ouvir isto:
Na vida como nos negócios, 20% é o que te acontece, 80% é como reages a isso!

domingo, 19 de abril de 2015

1-2-3 e vice-versa!

Já não ouvíamos música aqui há algum tempo. E cá está o que se tem ouvido cá em casa: a banda perfeita para o pacote africano de aulas que estive a preparar.

(Bem Cochem - Fábio feat. Lil Star)


sábado, 18 de abril de 2015

Compensação?

Qual é a probabilidade de num jantar haver:
- uma entrada com aipo até mais não (não gosto de aipo)
- duas variedades de borrego (não suporto o cheiro de borrego)
- uma criança de 4 anos que monopolizou a atenção, as conversas, a música e basicamente a dinâmica do jantar todo (éramos 6 a 8 adultos)
- música alta o suficiente para termos de falar bastante alto com a pessoa do lado
- pessoas com humor do género letra do Quim Barreiros

Pois...

Salvou-se o serão porque havia um gajo normal!
E a minha mousse de chocolate também não me deixou ficar mal!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Promissor

Acabei de fazer duas reservas:

Stanze del poeta

Casa dei venti

Acho que nunca estive em hoteis com nomes tão inspiradores

Sol à vista!

Aquela minha campanha de me fazer um upgrade continua... ou então transformou-se numa compulsão em adquirir óculos escuros, ainda não sei bem, mas tenho comprado (sim, pretérito perfeito composto!) óculos tão giros e feito grandes negócios! Só espero já não ter mais óculos escuros do que dias de Verão disponíveis! Aqui nunca se sabe... Ontem vieram cá parar a casa estas belezuras:
Esta versão mais cool, angular e escura da Calvin Klein.
E estes aqui mais Jackie Kennedy que eu adoro, mas com umas lentes mais claras e uma armação com umas risquinhas deliciosas da Gianfranco Ferre.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Continuo com problemas em adormecer

mas mesmo com muito sono continuo a conseguir identificar frases brilhantes. O objectivo era usar o condicional e houve um aluno que me disse:


Calíope, deverias ler livros cansados!


Só me lembrei do cigarro pensativo de Pessoa e não poupei a alma de poeta diante de mim à comparação.

terça-feira, 14 de abril de 2015

O dicionário

A segunda versão da minha entrada do dicionário acabou de seguir viagem para a inquisitória censura, que não foi especialmente amável num primeiro contacto.
Desta feita foram cinco páginas = 2026 palavras = 11099 caracteres.
Vamos ver se é desta que ela vai para a editora!

Limite vocacional

De há algum tempo a esta parte, a profissão de Maria Calíope deixou de ser apenas professora para se tornar num cruzamento entre artista de circo e caixeiro viajante (pelo meio, dou aulas,
não se preocupem!). Vou e venho e faço e aconteço, o caríssimo leitor sabe do que esta casa gasta! Esta carreira ganhou tais proporções que há quem diga ter ouvido da minha boca "Paguem-me que eu faço!" e não estaria longe da verdade, pois eu própria tinha a impressão que no âmbito dos meus domínios conhecidos e por conhecer (Long live Tordesilhas!) era só pôr um preço e não havia limites.
Afinal há.
E apercebi-me deles hoje quando me ligaram de uma agência a perguntar: "Sabes cantar?". Não foi preciso pestanejar para emitir um sonoro e claro "Não!". E se o "não" não tivesse sido emitido nesse momento, não teria escapado ao seguinte "Era para gravar um cd com canções de Natal e uma delas era em português...".

Conseguem imaginar-me a mim, Maria Calíope Fonológica, a cantar "A todos um bom Natal"?! Como é que eu poderia voltar a encarar o mundo?

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XLIII



Ainda bem que reclamei o prazo, caso contrário não teria recebido o segundo parecer hoje.

Vou lê-lo agora.

Mas o importante é que falta uma hora para o fim da viagem.

domingo, 12 de abril de 2015

246º momento cultural: Une nouvelle amie

Mais um dia e mais um filme... a temporada dos festivais de cinema está prestes a começar e eu já estou em estágio. Acabei de me aperceber que eu fui ver o mais recente filme de François Ozon, convencida de que ia ver um filme de Cédric Klapisch... nem me tinha apercebido que eram dois realizadores diferentes para estar ao ciente de uma possível confusão. Afinal gosto mais do Klapisch que do Ozon, mas tem piada que ao ver este filme, associei-o rapidamente ao Dans la Maison e ao Jeune et Jolie - pois a ideia de voyeur e o detalhe em cenas de nu são filmados precisamente da mesma forma.
Isto tudo para dizer que fui ver um filme sem saber muito bem do que se tratava, uma vez que "conhecia" o realizador por isso era à confiança. Não saí defraudada, nem me aborreci apesar de ter achado o filme longo. A história é complicada e digamos que não é coisa que se veja todos os dias. Ponto de partida: duas amigas de longa data, uma morre e a outra sofre imenso com a perda e promete apoiar o viúvo e a filha-bebé. No entanto, vem a descobrir que o viúvo gosta de se vestir como mulher e esse gosto começa a ganhar um novo fôlego quando ele resolve assumir uma personalidade feminina. Com o desenrolar de acontecimentos há sentimentos em tumulto e evolução e mais não digo! O que posso dizer é que não sei quantos filmes já vi com o Roman Duris de olhos pintados e/ou em coma! Também posso dizer que o François Ozon tem olho para escolher as suas actrizes, se achei a miúda do Jeune et Jolie uma pequena Vénus, esta "Claire" pouco lhe ficava atrás!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

245º momento cultural: The Second Best Exotic Marigold Hotel

Se quando fui ver o primeiro fui ao engano, desta vez ainda no início do filme ocorreu-me que nunca me teria passado pela cabeça que um filme com pessoas da terceira idade tivesse uma sequela e que sequelas normalmente não valem nada porque tendem a esticar o que não é esticável. Nada de mais errado, pelo menos neste caso. Gostei mais deste filme do que do primeiro e passo-vos já a explicar porquê. Se bem se lembram, um grupo de ingleses foi para Jaipur e acabou por ficar lá a viver no tal hotel adequando as suas vidas ao corropio colorido da cidade e da Índia em geral. A história do filme consiste no plano de expansão o hotel, o seu financiamento e uns quantos enganos pelo meio, não é nada por aí além, mas o que faz o filme valer é precisamente os psico/pseudo-dramas pessoais daquelas pessoas todas. O guião é hilariante, especialmente, as falas do Sunny-Boy e da sócia dele. Por outro lado, o facto do filme se passar em Jaipur (e da perninha em Bombaim) é-me especialmente querido, pois reconheço alguns lugares, os palácios, a confusão, as paredes cor-de-rosa, os elefantes, o "calçadão de Juhu", a luz... e deu-me vontade de voltar à Índia.
Os saris são outra coisa que me fascinam e os da mãe do miúdo, a Mrs. Kapoor, eram maravilhosos... então aquele amarelo com pedrarias vai ao encontro do meu sari de sonhos! Neste filme houve casamento e casamentos indianos têm outro encanto: as luzes, as flores laranjas, as decorações, os turbantes e claro, os saris! A noiva indianas vai de vermelho ou laranja e os noivo com aquele traje de punjab num tecido branco acetinado bordado e debruado com turbante, claro! Olhem só visto... e felizmente eu já vi isto ao vivo e como sou uma comichosa quero igual! :) Apercebi-me que se alguma vez casar (primeira dificuldade) e se mantiver a ideia de ir de noiva indiana (segunda dificuldade) é bom que comece JÁ a fazer por perder a zona abdominal, pois aquilo é muito metro de pano para a saia e para os véus, mas a barriga fica de fora...
Voltando ao filme, como se já não houvesse motivos suficientes para que eu gostar dele, a páginas tantas ouve-se a Strangers in the Night (que é só uma das minhas músicas preferidas) para enquandrar a tal mãe num sari dourado fantástico e as investidas do Richard Gere. E no final houve coreografia à lá Bollywood, pois um filme com indianos e sem dança não dá!
Adorei!
(Acho que deveria fazer uma referência especial à Judi Dentch, mas para além de uma devida vénia, não sei o que dizer).


A Primavera baixou em mim

No outro dia, num concerto, dei por mim a olhar pelo canto do olho para um tipo antes e depois do intervalo, ou seja, antes e depois de ter arranjado um pretexto qualquer para meter conversa. Fala português e tudo!

Hoje fiz a proeza de sair a correr (!) do meu escritório para conseguir ir no mesmo elevador com um tipo giro que nunca lá tinha visto! Um colega novo alemão há 10 dias na empresa. Para além de giro, simpático.

A Primavera promete...
(antes isto que alergias)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XLII

Se o caríssimo leitor bem se lembra, entreguei a minha tese há precisamente 4 meses.
O prazo para obter uma resposta/nota/avaliação/parecer/o raio que o parta da parte do júri estendia-se por 4 meses.
Precisamente hoje termina o dito prazo.
(Liguei ao meu orientador a saber das consequências por um dos membros do júri ainda não ter dado o ar da sua graça)


Eu continuo à espera.

Pontaria

Com tantos dias que podia ir a Bratislava, consegui escolher um (dos dois) em que metade dos comboios foram cancelados por haver obras de manutenção na linha.

Vá lá que também acertei no dia de sol!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Semana temática

Sábado, segunda, quarta - checked!


É dos carecas que elas mais gostam, não é?

terça-feira, 7 de abril de 2015

Freak magnet XXV

Saí no outro dia com um tipo, não que me apetecesse, mas por ter achado que ele o merecia depois de ter penado uma série de tempo. Bom, fazendo as contas de cabeça, parece-me que estava a tentar sair comigo há ano e meio (mais?). Chegou atrasado. Muito atrasado. E nós, eu e a minha pontualidade quase austríaca, não só tivemos de esperar mais de 20 minutos como ainda ouvir de bárbaro do centro da Europa que era a "pontualidade portuguesa" sem grandes desculpas nem explicações. Já tinha tido tempo para ter ido 20 vezes embora, mas nós, eu, as minhas boas intenções e a máxima "Everyone deserves a chance" queríamos ficar para ver no que dava. "E o que é que deu?" pergunta o curioso leitor. Bom, um delicioso bolo de framboesas e uma conversa qb agradável não deu para ocultar, contornar, ultrapassar o odor de suor, que também poderia ser de cebola! Se o atento leitor bem se lembra, o meu olfacto é péssimo. Acho que está tudo dito.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

244º momento cultural: Die Sieben Todsünden


Algures em Outubro/Novembro havia um cartaz enorme na estação de metro com uma imagem semelhante a esta com o título "Sete pecados mortais". A imagem é poderosíssima nem sei explicar porquê, se pelo contraste entre preto e branco, se pelo tule que a envolve, se pela expressão nublada... Perdi na altura a peça, mas consegui ir vê-la hoje (com o tal amigo-coach). Sabia que era sobre os sete pecados, escrito por Brecht e com música de Kurt Weil... aparentemente ao vivo. Nunca vira teatro com música ao vivo, mas é para ver coisas novas que cá estamos.
A mulher (esta) entra em palco havendo apenas dois focos, um para si e outro para um piano de cauda. Ela começou a cantar ora em inglês, ora em alemão, houve também incursões pelo francês e terminou em espanhol, já nessa altura acompanhada por um acordeão. Apercebi-me que o acordeão me amolece o espírito! A páginas tantas a cortina sobe e por detrás há toda uma orquestra em palco - música ao vivo é outra coisa - mas a parte menos boa é que toda a peça foi cantada. A minha sorte é que iam projectando o nome dos pecados no cenário, caso contrário teria sido um pouco mais complicado seguir. Foi praticamente uma ópera, mas faltavam as legendas, pois eu sou muito dura de ouvido para entender letras de músicas. No entanto, a mulher cantava de forma até bastante clara, os homens que a acompanhavam já não. Valeu essencialmente pela música e pela encenação, pois histórias de pecados... enfim!

Timing

Fui ao teatro com um amigo que de há uns tempos para cá resolveu armar-se em meu coach ou coisa que o valha e recomendar-me que ande mais a pé, em vez de ir de transportes. Eu tenho uma boca de metro praticamente à minha porta portanto nem mesmo que eu fosse o Flash Gordon, que não sou, seria mais rápido ir a pé para onde quer que fosse. Viemos do teatro a pé com ele a cronometrar-me (!) para provar que eu faria a distância entre 3 estações de metro em menos de nada. Foram 18 minutos e muitos segundos. De metro e com tempos de espera mais uns quantos passos dá-me 15. Estávamos aqui em animada cavaqueira aqui na rua quase à porta de casa quando lhe disse que não o convidava a entrar pois amanhã é dia de trabalho (hoje aqui foi feriado). E pronto entrei eu...
Chego à porta do meu prédio e dou de caras com o V2! "Então sempre estamos combinados para quarta? Vou marcar um restaurante francês naquela rua do outro onde fomos da outra vez, pode ser?" Grande galo se o outro tivesse entrado - foi a única coisa em que pensei - não que tenha ou deva alguma coisa a nenhum dos dois, mas com certeza iria ser uma situação meio... coisa!

Quem me leia por engano até pode pensar que eu sou a miúda mais popular da rua... Nada de mais errado!

domingo, 5 de abril de 2015

Feliz Páscoa

Considero a Páscoa uma altura extraordinária. Assim de repente não me ocorre nada que tenha condicionado tanto a Humanidade. Acredite-se ou não em Cristo, no seu nascimento imaculado ou na sua ressurreição, a verdade é que temos todos no mundo ocidental um calendário a.C./d.C e valores que se baseiam na matriz cristã. O bónus para quem acredita nos prodígios de Jesus, é que além disso tudo, há ainda a celebração de um ano novo!

Feliz Páscoa, queridos leitores!

(Uma vez comentei com uma colega que apesar de abominar o Natal, simpatizo bastante com a Páscoa. Resposta imediata: "Vais ter de me explicar isso melhor... tu nem gostas de chocolate!")

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Tomem lá mais umas fotos, para vos compensar a espera!


 É engraçado ver como temos os sentidos viciados. Eu estou habituada a ver mulheres de véu na cabeça, por isso esta imagem não me chamaria a atenção. A minha irmã via nestes trajes bonecas!

E o que eu gosto do cheiro de cachimbos de água?! (ou de cachimbos de qualquer espécie)
Não é a herança que mais agradeço aos Mouros da Península, mas os azulejos que nos deixaram foi com certeza um presentão! D. Manuel, o totalista, que o diga!

 Para cidade de dezenas de milhões de habitantes, Istambul até me pareceu bastante pacata - dia e noite - (e já sei que desde que vim aconteceram mil coisas lá).
Todavia o mais doloroso com certeza é a pobreza/miséria nas ruas. Diz que são máfias, mas bebés e crianças naquele estado partem o coração, até de quem não o tem.



Visitar um antigo harém até é irónico para quem está enredada nas malhas da tebaida!

238º - 243º momentos culturais - Especial Istambul

Numa primeira visita aonde quer que se vá, há que ver os pontos turísticos, não há volta a dar, quem vai a Roma tem de ir ao Vaticano, quem vai a Paris não sai sem ver a Torre Eiffel. Eu nunca tinha estado em Istambul, por isso quis ver tudo! Se é para ser que seja em grande :) e valeu bem a pena!

238º: A cisterna
Possivelmente era aquilo a que teria passado ao lado se as filas para a Mesquita não fossem gigantes. Cisterna soava-me a poço e ir visitar um poço não me parece muito convidativo, mas foi precisamente a primeira coisa que fui ver e ainda estou na dúvida se não foi do que eu gostei mais. Lá debaixo de terra, está uma autêntica construção romana com dezenas de colunas e muita água - humidade inclusive -. O efeito luz, sombra, reflexo na água é maravilhoso e uma pessoa até esquece que o seu cabelo está a encaracolar todo face a tanta humidade. Só isso já teria sido digno de registo... mas ainda havia uma cereja em cima do bolo, ou melhor, duas: duas cabeças de Medusa. Uma de lado e outra completamente virada de cabeça para baixo. Tenho um fascínio especial pela Medusa e por isso não me cansei de as olhar.

239º: O grande bazar
O grande bazar é mesmo muito grande e vende-se muitas coisas. Coisas giras e tal se uma pessoa não for com um pouco de mau feitio e dose reduzida de paciência. Trouxe um lenço para a minha dança... se lá tivesse ido no último talvez tivesse feito mais compras. Como já estive em mercados análogos na China e na Tailândia, achei as pechinchas turcas caras...

240º: Os banhos turcos
Banhos turcos devem ser sinónimo de Cemberlitas. Recomendaram-me e eu fui. Também não é ao preço da chuva, mas a experiência vale tudo, especialmente se se passou o dia a andar depois de ter acordado às 4 da manhã. Acho que a seguir ao secretário, gostava de ter uma pessoa que me desse banho, oh! que boa sensação... estar ali deitadita e ter alguém ali a esfregar e a deitar água quentinha. Depois ainda me dei ao luxo de ter uma massagem com óleo. Foi como as minhas chinesas, mas em versão fastforward. Recomendo a experiência!
241º: Palácio Tokapi
Palácio é palácio e é sinómino de grandeza e luxo. Palácio de sultão foi a primeira vez que visitei e claro que saí mais do que impressionada. As salas são maravilhosas: tudo ladrilhado com painéis de azulejos fabulosos. Tapetes também havia, só dei por falta do Aladino! Passámos ainda pela zona do harém... esperava mais deste tipo de aposento. Gostei mais do palácio em si e das suas milhentas divisões!




242º: Mesquita Azul
Só ali diante dela é que percebi que não era a mesma coisa do que a Hagia Sofia, que é basicamente igual e meia dúzia de metros à frente. Dei-me por muito feliz por não ter ficado horas de pé na fila para entrar (para isso sacrifiquei horas de sono), mas teria sido penoso esperar horas para ver a mesquita por dentro. É isso, uma mesquita, só isso. Gigante, tudo bem, bonita, concordo, mas mais aparatosa por fora do que por dentro... pelo menos para quem não sabe ler árabe, que é o meu caso.

243º: Hagia Sofia
Já que era para picar o ponto, lá fui eu. Como disse, por fora pareceu-me igualzinha à outra. Por dentro a história muda, as imagens de Cristo e amigos em formato bizantino ao lado de painéis gigantescos com ditos corânicos (? pelo menos em árabe - mas como disse ainda não sei ler) é fabuloso. Também verdade seja dita não há muito mais para ver, mas tem muito por onde andar, subir e descer. Os padrões dos blocos de mármore deixaram-me um pouco intrigada, mas gosto destes espaços interreligiosos e multiculturais.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Acção de graças

Lembro de a minha irmã querer ir a Istambul já há uns quantos anos. Quando comentei com a minha mãe e o meu pai a marcação das férias dela, ambos torceram o nariz e franziram a testa... que traduzindo por palavras dá qualquer coisa como "Que péssima ideia! É perigoso!". Eu só estranhei a reacção deles, pois quando lhes disse há uns meses que ia para o Dubai, ninguém reagiu. Ter dito Dubai ou Setúbal pareceu igual. Eu lá os tranquilizei a dizer que Istambul é uma cidade moderna e que a Turquia é gigante e que aquele pessoal que segue para a Síria vai para outro lado, mas no fim quando resolvi ir lá ter com a minha irmã, ainda me passou pela cabeça ser confundida com uma noiva jihadista.
Bom, fomos e voltámos as duas e correu tudo bem, mas o certo é que desde que voltámos há notícias constantes sobre Istambul e a Turkish Airlines. A ameaça de bomba no voo TK São Paulo - Istambul que por precaução aterrou em Casa Blanca, o atentado ontem no parlamento, hoje o outro voo TK Istambul - Lisboa, que depois de levantar voo voltou à casa de partida...
Eu fico feliz de já estarmos as duas em casa, caso contrário a minha mãe não ganharia para o susto... talvez melhor que acender uma vela é sugerir-lhe que vá a pé a Fátima agradecer a bênção agora pelo 13 de Maio!