Sábado era dia de oriental clubbing! Eu demorei a decidir-me se queria ir - porque às vezes sou parva - mas sabia de antemão que era para dançar, que ia ser tarde e que mulheres orientais produzem-se mesmo. Arranjei-me q.b. e lá fui eu para o Al Fayrooz à hora combinada. 10 da noite (aqui na Áustria é muito tarde) e ainda íamos jantar. O programa contava com jantar, dança do ventre e música ao vivo. E assim foi, começámos a jantar pelas 11, a páginas tantas aparece a bailarina e duas danças depois Maria Calíope foi puxada para o 'palco'. Não fui a primeira e não fui a única, mas é sempre estranho estar em pleno restaurante a dançar e a ser observada pelo restante público... a música ao vivo dá mesmo um outro encanto à coisa e eu só pensei, vou fingir que estou em casa e que não há ninguém a ver... e lá dancei animada, fazendo a certa altura parelha com a belly dancer residente. O gelo estava quebrado e foram só os primeiros passos de uma noite bem dançada.

Não sei de onde eram as pessoas que não o nosso grupo, mas eram todos de origem árabe ou afim. Só a observação da dinâmica do espaço já seria interessante, mas participar é todo um luxo. As mulheres como já adivinhava todas produzidas: com tecidos justos e rendas e bling-bling... talvez seja como se vistam por debaixo de burkas, não sei, mas ali também havia mulheres com a cabeça tapada que se divertiram tanto ou mais do que eu. Uma outra coisa que também já sabia (há muitos anos fui a uma festa de noivado afegão) e que voltei a comprovar é que os homens destas culturas não só gostam de dançar, como têm noção de ritmo, como ainda dançam entre si (tirando o tal noivado afegão e festas gays, nunca vi homens a dançar com homens).
Havia um homem sentado numa mesa à minha frente e quando o vi pensei que face aos seus 200kg devia ser daqueles homens que vivem enterrados num sofá de comando na mão aos gritos para que a mulher lhe traga coisas, faça e aconteça. Não poderia estar mais enganada... A certa altura o cantor dá voz a um possível hit e foi a loucura. O homem levanta-se e desata a dançar - eu não podia crer nos meus olhos - com tanto gosto, com tanto ritmo, com tanto jeito: uma coisa impressionante. Se eu tivesse de dançar com uma das pessoas presentes naquela sala teria sido com aquele homem, mesmo tendo ele 200kg. Mordi a língua e continuei magnetizada! Um homem com pé de dança e sentido de ritmo bate qualquer carita laroca1
Há uma espécie de coreografia que toda a gente deve saber e que se dança em grupo. Inicialmente pensei que fosse um arraçado do Apita o comboio, pois as pessoas dão as mãos e fazem filinha. É qualquer coisa tipo isto mas em bom. Eu juntei-me ao grupo, claro! Se já tinha lá estado a dançar sozinha, em grupo não custava nada! O homem liderava as hostes com uma corrente/terço(?) na mão e o resto do grupo dançava e essencialmente divertia-se!
O que me diverti, nem imaginam! E o luxo que foi estar naquele meio? Já estive em vários países muçulmanos e nunca vi nada tão autêntico... não que tenha tentado ir a algum clube, que não foi o caso, mas acabo nesses contextos por ser brindada com atrações para turistas... o que acaba por ser um circo.
Há uns anos quando comecei a fazer dança oriental foi sensivelmente na altura que comecei com o doutoramento e dizia a brincar que passado uns anos seria Frau Doktor ou então organizaria o meu próprio espectáculo de dança do ventre The-Calíope-Show. Nesta recta final vejo que as duas vertentes continuam a par e passo!

Não sei de onde eram as pessoas que não o nosso grupo, mas eram todos de origem árabe ou afim. Só a observação da dinâmica do espaço já seria interessante, mas participar é todo um luxo. As mulheres como já adivinhava todas produzidas: com tecidos justos e rendas e bling-bling... talvez seja como se vistam por debaixo de burkas, não sei, mas ali também havia mulheres com a cabeça tapada que se divertiram tanto ou mais do que eu. Uma outra coisa que também já sabia (há muitos anos fui a uma festa de noivado afegão) e que voltei a comprovar é que os homens destas culturas não só gostam de dançar, como têm noção de ritmo, como ainda dançam entre si (tirando o tal noivado afegão e festas gays, nunca vi homens a dançar com homens).
Havia um homem sentado numa mesa à minha frente e quando o vi pensei que face aos seus 200kg devia ser daqueles homens que vivem enterrados num sofá de comando na mão aos gritos para que a mulher lhe traga coisas, faça e aconteça. Não poderia estar mais enganada... A certa altura o cantor dá voz a um possível hit e foi a loucura. O homem levanta-se e desata a dançar - eu não podia crer nos meus olhos - com tanto gosto, com tanto ritmo, com tanto jeito: uma coisa impressionante. Se eu tivesse de dançar com uma das pessoas presentes naquela sala teria sido com aquele homem, mesmo tendo ele 200kg. Mordi a língua e continuei magnetizada! Um homem com pé de dança e sentido de ritmo bate qualquer carita laroca1
Há uma espécie de coreografia que toda a gente deve saber e que se dança em grupo. Inicialmente pensei que fosse um arraçado do Apita o comboio, pois as pessoas dão as mãos e fazem filinha. É qualquer coisa tipo isto mas em bom. Eu juntei-me ao grupo, claro! Se já tinha lá estado a dançar sozinha, em grupo não custava nada! O homem liderava as hostes com uma corrente/terço(?) na mão e o resto do grupo dançava e essencialmente divertia-se!
O que me diverti, nem imaginam! E o luxo que foi estar naquele meio? Já estive em vários países muçulmanos e nunca vi nada tão autêntico... não que tenha tentado ir a algum clube, que não foi o caso, mas acabo nesses contextos por ser brindada com atrações para turistas... o que acaba por ser um circo.
Há uns anos quando comecei a fazer dança oriental foi sensivelmente na altura que comecei com o doutoramento e dizia a brincar que passado uns anos seria Frau Doktor ou então organizaria o meu próprio espectáculo de dança do ventre The-Calíope-Show. Nesta recta final vejo que as duas vertentes continuam a par e passo!
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