Ao contrário do que possa parecer não sou grande leitora... custa-me a mim mesmo acreditar como é que tenho uma licenciatura em literatura. Leio devagar e volta e meia páro de ler. Acho que a leitura deve ser fruída ao contrário do que me foi vendido na faculdade. Impigiam-me muitas leituras que não me causaram prazer e que como consequência cairam no buraco negro do esquecimento. No entanto, gosto de ler. Gosto que um livro me cative e me prenda. Gosto de ser enredada em tramas de palavras. Gosto de me deliciar com construções frásicas e saborear palavras. Tenho pilhas de livros em lista de espera. Perco-me em qualquer livraria.
No Verão, uma aluna emprestou-me o Afirma Pereira de Antonio Tabucchi. Eu só não o devolvi a meio por vergonha. Achei tanto Pereira como a sua vida do mais aborrecido possível e as repetições afirma Pereira, Pereira afirma já me faziam revirar os olhos. Mas ainda bem que cheguei ao fim. No último capítulo Pereira passou uma esponja a um marasmo de vivência, mesmo antes de cair o pano. Aí ganhou o meu respeito.
Terminada a minha tese tinha como objectivo de vida pós-tese, voltar a ler por prazer (e não por obrigação). Foi entregar a última papelada e peguei no No meu peito não vivem pássaros do Nuno Camarneiro. Já estava completamente rendida ao homem com o Debaixo de algum céu e este não lhe feriu a reputação. Continuo a preferir o segundo, mas tanto um como outro tem um registo cinematográfico que muito me agrada: histórias paralelas que se cruzam num semáforo da vida. Em espaços completamente diferentes, ele faz o mesmo: conta histórias de vida que de alguma forma me soam a familiares! E a prosa é de filigrana. Adoro parar numa frase e pensar "que bem que isto está escrito"!. Despachei-o em meia dúzia de dias.
Voltei a pegar em Saramago, mas quando terminar conto-vos a surpresa que está a ser.
No Verão, uma aluna emprestou-me o Afirma Pereira de Antonio Tabucchi. Eu só não o devolvi a meio por vergonha. Achei tanto Pereira como a sua vida do mais aborrecido possível e as repetições afirma Pereira, Pereira afirma já me faziam revirar os olhos. Mas ainda bem que cheguei ao fim. No último capítulo Pereira passou uma esponja a um marasmo de vivência, mesmo antes de cair o pano. Aí ganhou o meu respeito.
Terminada a minha tese tinha como objectivo de vida pós-tese, voltar a ler por prazer (e não por obrigação). Foi entregar a última papelada e peguei no No meu peito não vivem pássaros do Nuno Camarneiro. Já estava completamente rendida ao homem com o Debaixo de algum céu e este não lhe feriu a reputação. Continuo a preferir o segundo, mas tanto um como outro tem um registo cinematográfico que muito me agrada: histórias paralelas que se cruzam num semáforo da vida. Em espaços completamente diferentes, ele faz o mesmo: conta histórias de vida que de alguma forma me soam a familiares! E a prosa é de filigrana. Adoro parar numa frase e pensar "que bem que isto está escrito"!. Despachei-o em meia dúzia de dias.
Voltei a pegar em Saramago, mas quando terminar conto-vos a surpresa que está a ser.

3 comentários:
Que livro do Saramago andas tu a ler? Estou com vontade de pegar num dos dele. Entre os que me aborrecem e deixei de lado (Levantado do Chão e O Ano da Morte de Ricardo Reis) e os que já li e não quero reler ainda sobram uns quantos, mas não não sei por onde começar. Aceito sugestões!
O evangelho segundo Jesus Cristo. Acabei ontem. Gostei bastante e em breve sai post sobre ele. Não sei se será a tua praia. Recomendaram-me esse do Ricardo Reis e mais um que se passa debaixo do chão, não sei se será o Levantado do Chão. Mas agora vou ler outra coisa para mudar um bocado de registo. Talvez Afonso Cruz, talvez Yasmina Reza, talvez termine o Valter Hugo Mãe que jaz lá pelo quarto!
O Evangelho aborreceu-me imenso, há muitos muitos anos atrás. Se calhar, não tinha maturidade para o livro, ou então, foi por ser Verão e estar demasiado calor para leituras sérias :D Nem sei se o tenho, para falar a verdade!
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