sábado, 27 de dezembro de 2014

229º momento cultural: Der Nussknacker

Tantos feriados e uma pessoa tem de inventar o que fazer com o tempo livre. (Daqui a uns dias mostro-vos ao ponto a que chegou a minha criatividade...). Maria Calíope tem tentado aproveitar tirar a barriga da miséria no que toca a eventos culturais. E se no dia de Natal houve teatro, no segundo dia de Natal saiu ballett! Acho que nunca tinha visto o Quebra-Nozes e como estou a tentar fazer o pleno de todos os bailados clássicos, pareceu-me uma bela oportunidade. Lá fui eu e até consegui fantásticos bilhetes de plateia (os de pé, claro, mas por 4€, ninguém se zanga). 
A primeira parte não me convenceu muito. Não sei se foi pela multidão que subiu ao palco, por haver uma árvore de Natal gigante, por haver demasiadas crianças, por todos estarem muito vestidos para bailarinos... Não foi mau. Mas se soubesse que era aquilo não teria ia. Felizmente a primeira parte acabou com um solo ou dueto que me inspirou alguma confiança no que se seguiria.
Apercebi-me que gosto de ver ballett clássico porque gosto de ver pessoas a dançar. Não é para que me contem uma história. Não é para tentar deduzir o significado de gestos e movimentos. É tão pura e simplesmente para apreciar a dança, numa atitude meramente estética que além da visão pode incluir a audição, mas em que o cérebro está quietinho em stand-by.
Foi engraçado pois depois desta conclusão para mim mesma, a segunda parte foi uma sequência de bailados... portanto aquilo que eu queria ver mesmo. Mas houve surpresa: A valsa das flores de Tchaykowsky que eu obviamente ignorava pertencer ao Quebra-Nozes. Que luxo poder ver isto com uma orquestra ao vivo a tocar! Se o meu pai e a minha mãe lá estivessem estado, teriam inventado espaço e dançado eles próprios num canto qualquer. Tenho a certeza! Concluindo, a segunda parte superou a primeira e eu dei por bem gastos os meus quatro euritos!

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