quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Pés no chão (16)


Ainda uma foto de Novembro com as minhas biker boots numa estação de metro de Lisboa... Uma combinação de velho e novo, de tradições e de coisas surpreendentes. Um bom resumo do meu ano!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Adéu!

(volto mais ou menoscom balanços e propósitos)



Ana Maria Edulesco

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

230º momento cultural: Floh im Ohr

Uma das coisas de que adoro do sítio onde moro é que me encontro muito perto de muitos sítios que gosto de frequentar. Sair de casa às 19:00 para ir ao teatro às 19:30 é-me possível porque moro a duas estações de metro de distância. Melhor ainda é adquirir um dos bilhetes de sobra e pagar 5€ e sentar-me na segunda (!) fila da plateia!!!
Gosto muito desta ideia de que a cultura não tem de ser cara e que está em cada esquina. Pelo menos nas minhas!
A peça era uma comédia de enganos. Uma série de casais que está ligado entre si além dos seus laços matrimoniais, por ligações paralelas e mais uma mão cheia de mal-entendidos, daí se chamar "Pulga atrás da orelha". Num primeiro momento encontram-se todos em casa, num segundo momento acabam por se cruzar por acaso num bordel. Eu fiquei espantada pela qualidade do Hochdeutsch, se calhar um bocadinho exagerado, mas uma maravilha para eu perceber tudo e ainda me rir das piadas!
Na segunda parte, os enganos começam a ser resolvidos e estava tudo a correr muito bem... até uma das actrizes cair do palco num alçapão.
Como vos disse estava na segunda fila e vi a pobre coitada a tropeçar, bater com a cara num objecto (projector?) com bastante violência e cair palco adentro. No momento ainda duvidei se pertencia à peça ou não... Em dois segundos, um dos actores disse que aquilo não fazia parte do espectáculo, dois médicos que estavam na plateia acorreram e foi chamada a ambulância... 
A peça terminou ali e cairam as cortinas (faltavam uns 10 minutos para terminar). Não deve ter sido só uma entorse face ao encadeamento dos factos, mas o certo é que hoje nas notícias não constava nada. Tomara que tenha sido mais o susto! 

domingo, 28 de dezembro de 2014

Calmaria

Desde que vim viver para esta casa (fez 10 anos em Novembro), decidi que o meu quarto ia ser em cores quentes. Tinha o quarto literalmente em cores fogosas: cortinados, lençóis, ederdon, tapete, cómoda e quadros. Eram emoções ao rubro que eu previa para aquele espaço, eram raios de sol imaginários que eu queria imaginar todas as manhãs, era sangue a correr que eu queria sentir... Digamos que dos meus palpites saiu-me um 3 no totoloto... não era bem o que almejava, mas também não fiquei só a encher chouriços.
No entanto, entregue a minha tese comecei a pensar nas coisas que queria fazer pós-tese (apesar de ainda não termos chegado a esses finalmentes) e uma delas era redecorar o apartamento. Quando dizia isto pensava sempre em trocar os móveis da sala. No entanto, na semana passada como que num toque de magia, resolvi que queria um quarto claro, com cores calmas e neutras... tipo branco! Foi mesmo num passe de mágica que mudei tudo! Na véspera de Natal encontrei por acaso cortinas. Por acaso pois não ia à procura do que quer que fosse quando as encontrei, o que fez com que não soubesse o tamanho da minha janela e paredes. Pelos meus cálculos 3 pacotes de cortinas estariam bem. Trouxe também uma capa de ederdon com o padrão de tricotado. Para minha surpresa os pacotes de cortinas tinham 2 cortinados cada uma. Não se perdeu nada: os cortinados que me sobraram serviram para lençóis e ainda consegui fazer duas fronhas. Ontem fui comprar papel autocolante para forrar a cómoda vermelha e acabei por trazer um tapete branco. Passei o dia todo a forrar o móvel. Mas ficou tão lindinho!
As noites calientes já lá vão, agora eu quero é sossego e serenidade!
E o alinhamento cósmico está comigo. Deve ter nevado a noite toda que hoje, pela primeira vez neste Inverno, estava tudo branco!

(Para compensar a calmaria que me invadiu o espírito, adquiri um vestido leopardo e uma saia-lápis em napa preta!)

sábado, 27 de dezembro de 2014

Negão do momento XV: C4 Pedro

Para não parecer que a minha vida são só momentos culturais, que não é, deixem-me mostrar-vos as pessegadas que eu tenho ouvido e dançado em repeat cá por casa. O caríssimo leitor de certeza que não está a ver quem é o C4 Pedro, mesmo que eu lhe diga que é o outro negão que canta o Bo tem mel com o Nelson Freitas. O certo é que num daqueles mixes do youtube descobri estas duas musiquitas e parece que não quero outra coisa. Já sabemos que das letras não se aproveita muito, mas sintam o ritmo e vejam lá se de repente não dão por vocês a dançar no meio da sala?

Baby tu sabes! (podem saltar os últimos 30 segundos)
A música dela (esta é melhor ;))

Vá pelo menos acompanharam o ritmo com o pezinho no chão...

229º momento cultural: Der Nussknacker

Tantos feriados e uma pessoa tem de inventar o que fazer com o tempo livre. (Daqui a uns dias mostro-vos ao ponto a que chegou a minha criatividade...). Maria Calíope tem tentado aproveitar tirar a barriga da miséria no que toca a eventos culturais. E se no dia de Natal houve teatro, no segundo dia de Natal saiu ballett! Acho que nunca tinha visto o Quebra-Nozes e como estou a tentar fazer o pleno de todos os bailados clássicos, pareceu-me uma bela oportunidade. Lá fui eu e até consegui fantásticos bilhetes de plateia (os de pé, claro, mas por 4€, ninguém se zanga). 
A primeira parte não me convenceu muito. Não sei se foi pela multidão que subiu ao palco, por haver uma árvore de Natal gigante, por haver demasiadas crianças, por todos estarem muito vestidos para bailarinos... Não foi mau. Mas se soubesse que era aquilo não teria ia. Felizmente a primeira parte acabou com um solo ou dueto que me inspirou alguma confiança no que se seguiria.
Apercebi-me que gosto de ver ballett clássico porque gosto de ver pessoas a dançar. Não é para que me contem uma história. Não é para tentar deduzir o significado de gestos e movimentos. É tão pura e simplesmente para apreciar a dança, numa atitude meramente estética que além da visão pode incluir a audição, mas em que o cérebro está quietinho em stand-by.
Foi engraçado pois depois desta conclusão para mim mesma, a segunda parte foi uma sequência de bailados... portanto aquilo que eu queria ver mesmo. Mas houve surpresa: A valsa das flores de Tchaykowsky que eu obviamente ignorava pertencer ao Quebra-Nozes. Que luxo poder ver isto com uma orquestra ao vivo a tocar! Se o meu pai e a minha mãe lá estivessem estado, teriam inventado espaço e dançado eles próprios num canto qualquer. Tenho a certeza! Concluindo, a segunda parte superou a primeira e eu dei por bem gastos os meus quatro euritos!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

228º momento cultural: Eine dunkle Bergierde

Tinha resolvido ir ao teatro ver a Dama das Camélias no dia de Natal. O caríssimo leitor conhece-me o fraco por histórias de Dumas e mosqueteiros em geral. Por isso, para compensar o desaparecimento do último, achei que ver a Dama das Camélias seria adequado.
No entanto, a meio da tarde telefonaram-me do teatro a informar que por doença de alguém a peça não iria realizar-se sendo substituída por outra... No momento, aceitei pois não tinha planos alternativos, mas assim que desliguei o telefone, pensei que teria sido a decisão errada... mais de 2h30 de peça só me sugeriam sono, muito sono... e eu queria ver uma história de Dumas...
Mas fui. E ainda bem que fui. Não só por os meus outros colegas de camarote terem desistido e eu ter um camarote só para mim, mas porque efectivamente adorei a peça.
Eine dunkle Bergierde teria sido traduzido por mim como "Um desejo sombrio", mas aparentemente há título em português "Um estranho método" (aparentemente filme também com o mesmo nome). Eu não conhecia a história, mas o certo é que as personagens conseguiram cativar-me as 2h 45minutos de peça. Nem por um segundo pensei que não estava a perceber, nem que estava com sono. Resumidamente trata-se da história de uma paciente russa de Carl Jung que é tratada através de um método inovador: a psicoterapia de Freud. A paciente é curada, mas dedica-se ela própria à causa e ao mestre. Em três tempos ela envolve-se tanto com o médico como com a disciplina, tornando-se ela própria médica e discutindo as suas ideias com o mestre original: Freud.
A actriz que fez de paciente era fantástica e merecia que o papel dela fosse o principal e não o de Carl Jung, que passou a peça a fazer mais do mesmo. A encarnação de Freud também estava muito bem conseguida. Se achei muito engraçado eles fumarem cachimbo e charutos em palco, achei estranho ver actores nus em palco. Acho que nunca tinha sido confrontada com uma cena de nudez em teatro - ok, foram só rabos -

A Dama das Camélias ficará para outras núpcias!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Estrela da companhia

Em dia/noite de Natal, nada mais apropriado do que começar a ler o Evangelho Segundo Jesus Cristo de Saramago e ver um filme italiano sobre a vida de Maria (Maria di Nazaret).





Já nem me lembrava do que gosto de ver filmes de inspiração bíblica! (E nunca tinha reflectido nos problemas sociológicos da época, não só para ela, mas para José)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Noite feliz




Aqui Cristo já nasceu :-)
É por isso que há Natal!


Feliz Natal, queridos leitores!



(É este o meu mini-presépio)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Há quem não goste do Natal



E não sou só eu!
Leiam aqui.


Mas eu tenho um presépio!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

227º momento cultural: O Sal da Terra


Conheço o nome Sebastião Salgado há muito tempo, mas só há poucos anos me apercebi que não era português mas sim brasileiro!





O filme/documentário/exposição Das Salz der Erde é muito mais do que eu poderia esperar. Mais do que uma sequência documentada por fotografias da vida e obra de Sebastião Salgado, trata-se de uma autêntica história do mundo recente (as últimas décadas) pela lente do fotógrafo. As fotografias são tão impressionantes quanto violentas. São incrivelmente expressivas, mas essa mesma expressividade é dolorosa... são muito mais do que fotografias são autênticas histórias. Ele acompanhou muitos conflitos, algumas vezes com os Médicos Sem Fronteiras, outras vezes sozinho. São muitos dramas, são muitas fotos... E o melhor de tudo é que é tudo comentado pelo próprio Sebastião Salgado.


Além de uma mão cheia de desgraças, há também momentos engraçados no filme, como as filmagens na Sibéria e as fotos com uma tribu índia.

Vejam-no e digam de vossa justiça! O filme é assinado por Wim Wenders e Juliano Salgado (filho).

domingo, 21 de dezembro de 2014

Pele

Há uns tempos bradava aos ventos que não queria mais gajos nem sapatos made in China.
Gajos nem vê-los o que me faz crer que a espécie masculina é uma espécie de mito urbano: toda a gente fala disso, mas nunca ninguém viu. Eu própria já tenho muita dificuldade em me recordar do que é isso do XY... No entanto, a minha relação com calçado não é assim tão pão pão queijo queijo... Nas últimas semanas vieram cá viver comigo umas biker boots super confortáveis e uns sapatitos lindos lindos e azuis que me custaram pataca e meia.
Mas na semana passada consegui fazer a proeza de comprar umas Fly London por 60€!!! Estas! Cano alto, pele, castanhas escuras... precisava mesmo de uma coisa assim bonitinha mas que desse para andar imenso!
Ontem o carteiro veio cá entregá-las e eu mal queria acreditar: encomendei-as na quarta ou na quinta... os pobres tipos da Amazon devem estar mesmo a ser escravizados. Ainda ando em fase de rodagem... mas a este preço não me posso queixar de todo!

sábado, 20 de dezembro de 2014

Nova abordagem aos saldos

Não sei bem qual é a fase lunar que rege os saldos, mas o certo é que eles já começaram por estas bandas... e em grande: de 50% para cima. Ontem, fazendo romaria às lojas em causa em pouco mais de uma hora antes do horário de encerramento, não fui muito feliz. Mas hoje não deixando que o relógio me pregasse uma partida (ontem eu, com umas 10 peças na mão para experimentar, ouço a senhora: vamos fechar e as cabines foram encerradas), resolvi adquirir uma nova abordagem à loucura dos saldos. Eu fico sempre louca não há volta a dar. Então, a nova abordagem é em caso de dúvidas trazer peças no tamanho S. Se não servir, azarucho, tenho de perder peso! E pronto, assim é garantido que não trago metade da loja para casa. Por outro lado, os S daqui do centro da Europa - digo eu - são maiores do que os de Portugal, portanto a probabilidade de eles me efectivamente servirem é alta! Acabei por trazer só uma blusita e esta saia... e agora solicito a opinião do caríssimo leitor: vou lá buscar o matching item (a camisola)?

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

226º momento cultural: Jackpot


Há coisa de um mês tinha ido ver por acaso um festival vienense que me fez cruzar com Nadja Maleh. Foi o suficiente para querer ver um espectáculo integral, cujo título tinha tudo a ver comigo: Jackpot. Tratava de jogos de fortuna e sorte em geral.
Mais uma vez, voltei a pensar, mal ela subiu ao palco, que não daria nada por ela... e no entanto, a capacidade dela de decalcar personagens é impressionante. Isso já sabia da outra vez, Apesar do trabalho ser mais óbvio na velhota ou na educadora de infância, eu adorei foi o cantor de heavy metal! O texto era genial! Desta vez apercebi-me da sonoridade da sua voz: canta que canta - não necessariamente quando estava a cantar metal pesado, mas sim noutras músicas!

Um serão bem passado e repleto de riso.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Em cima do salto XVI

Num espectáculo sobre sorte chamado Jackpot ouvi a seguinte frase:

"As expectativas concretizam-se. Seja para o bem, seja para o mal".
Elena Feliciano

Esta frase não parou de me ecoar na cabeça... e até acho que é verdade!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Linha de pesquisa

Ia ver voos para um fim-de-semana em Veneza, mas entre pensar no assunto e abrir o site, lembrei-me de que o que me apetecia mesmo era ir para a praia apanhar sol... Nunca estive nas Caraíbas. Fui ver se havia voos para Cuba. Não aparecia na lista, mas aparecia Curaçau... Também iria para lá feliz! Em dois segundos já estava na página de pacotes promocionais e surpreendi-me por haver ofertas para os Açores. Entre Açores e Abu Dhabi foi um saltinho...

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Zen


Desde que entreguei a tese, construiu-se uma bolha à minha volta.
Não tenho super poderes, mas não há faíscas que me atinjam.
Em termos laborais, estamos em plena tempestade e eu em cima do meu arame não sinto as rajadas de vento forte e por isso não dissemino profecias nostradâmcias, nem oráculos apocalípticos.
Continuo concentrada no meu traço contínuo
e se me falhar o pé, parece-me que teci uma boa rede.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Outros eus

Reparei hoje num fenómeno que começa a pulular o meu quotidiano: perguntar a um amigo como é que está, se está tudo bem, como foi o fim-de-semana e obter como resposta toda uma série de actividades dos seus filhos, que também passa pelo estado de saúde e relação com os demais membros da família.

Eu fiquei na dúvida do que tinha perguntado.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Almofariz 2

Não sei precisar há quanto tempo que não almoçava ao domingo... possivelmente desde o último domingo que estive em casa (em Lisboa), Junho?! Talvez... Aqui em casa (em Viena) aos domingos ou vou tomar um brunch ou perco-me entre as minhas estranhas refeições, por isso foi uma surpresa eu própria marcar um almoço de domingo com amigos!
Fomos ao Mama Liu and Sons, um restaurante que descobri num dia que procurava um bar depois de uma noite de cinema.
Comemos à chinesa, a pedir milhentas coisinhas e a dividir tudo. As milhentas coisinhas eram essencialmente dim-sums, uma salada de algas maravilhosa, um pato fatiado e amendoins. Eu reguei isto tudo com um refresco de morango com folhas de majericão! E toda a refeição foi recheada com muita conversa!

225º momento cultural: Toulouse-Lautrec

Tenho a certeza que já vira uma exposição de Toulouse-Lautrec e tenho praticamente a certeza que foi em Amesterdão... na altura foi uma alternativa ao lotado Van Gogh, mas gostei tanto que desta vez foi a primeira opção.
Eram mais desenhos do que os pósteres, mas gosto muito dos desenhos sobre cartão, gosto muito dos cartazes publicitários, mas foi esta obra que me prendeu durante mais tempo.
Infelizmente online só encontrei esta variante, mas na exposição havia mais 3 estudos de/para esta obra. Ela só por si já é um autêntico arrojo, mas em combinação com as outras - o jogo das cores ou da falta dela - era completamente genial!


Toulouse-Lautrec, The seated clowness

sábado, 13 de dezembro de 2014

224º momento cultural: Magic in the Moonlight

Aquela antiquíssima tradição de ver filmes de Woody Allen em Dezembro voltou a realizar-se! Magic in the Moonlight foi com que Woody Allen nos brindou este ano. Eu, talvez pelas baixas expectativas face aos fracassos dos anos passados, gostei do filme! A banda sonora é agradável, a Emma Stone é um doce e o Colin Firth faz um papelão! Adorei o texto, especialmente entre ele e a tia. Que riqueza vocabular! O papel dele é o de um tipo que não crê em nada que não seja racional e lógico e que acaba por ser apanhado nas malhas de um coração exotérico e vê-se obrigado a dar a mão à palmatória, sem querer vergar-se muito. É neste momento que o filme se torna muito risível, ele quer mas não quer, ele diz mas desdiz e justifica-se. Belíssimos diálogos, belíssimo guião.
A história em si não tem ponta por que se lhe pegue, mas isso não tem interesse nenhum, o filme vale pela dinâmica que o próprio cria e não pelo enredo em si. No fim, ele dá o braço a torcer e fica com a rapariga... e foi aqui que me surpreendi a mim mesma: achei que teria sido mais realista se ela tivesse casado com o outro e que por melhores intenções que Firth tivesse, teria acordado tarde demais para a vida... Afinal a vida tem outros timings, que eu obviamente desconheço.

End of the Year Party

Pois que correu muito bem. O único incidente foi ter perdido (não me perguntem como) o meu cinto de lantejoulas douradas. Felizmente uma colega encontrou-o e reconheceu-lhe a proveniência.
De resto foi agradável o convívio na Biblioteca Nacional (poupam-nos nos ordenados e depois as festas são em grande!)
. Tivemos direito a visitas guiadas, a jantar sofrível (felizmente eu já tinha ingerido uma pizza inteira antes), a mais bebidas do que a conta, a photobox e a um par de meias!
Como digo, a Cinderela aqui, apesar de ter bebido mais do que devia, conseguiu manter a sobriedade e a sensatez de sair de cena antes de se transformar em abóbora ou adormecer num canto qualquer.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Preparativos para a festa de fim do ano

A festa do fim do ano do ano passado foi memorável ao ponto de ainda estar presente em muitas memórias alheias (além da minha). Por isso para este ano, para evitar a figura do ano passado, tomei algumas medidas de precaução:
- Usar calçado confortável que não me obrigue a tirar as botas e a dançar com meias de rede...
- Jantar antes de ir para a festa - há jantar lá mas é melhor reforçar o estômago antes - para que o álcool não caia na fraqueza.

Coisas simples, portanto!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Mais happinezz

O caríssimo leitor já deve saber que Maria Calíope é adepta do bem e não hesita em espalhar felicidade pelo mundo. Nessa medida o atento leitor já deve ter reparado no banner colocado aqui ao lado com happinezz em estado puro. Vá lá e diga o requintado leitor que vem daqui, diga que lê o Mergulhos e terá direito a uma bonificação por ter o espírito apurado e o gosto tão selecto.
Mas há mais, se o excelso leitor passar este fim-de-semana pelo Coolares Market terá o prazer de ver as peças happinezz ao vivo! E vale bem a pena!

Um dos meus é igual a este!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Camarneiro

"A vida tem mais palavras que a literatura mas são palavras que não levam a lado nenhum".

Voltei a ler  Camarneiro.
Voltei a adorar ler.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Bom sinal


Adormecer numa sauna só pode ser por cansaço ou relaxamento total!

No entanto, do que eu gosto mesmo é sair da sauna finlandesa (95º-100ºC) e ir a correr (sem pensar) para a piscina de água termal (15ºC). Custa a entrar mas a sensação é maravilhosa! É só não parar de nadar! (E a pele fica um mimo - depois de passar pela fase pele de galinha)

Almorafiz

Há uns tempos pedi ao caríssimo leitor que me auxiliasse na escolha do nome de uma rubrica nova da nossa chafarica. Mas tal como nas minhas aulas, dou sempre opções aos meus alunos e face ao empate dos votos, no fim escolho eu. Na verdade já vem escolhido antecipadamente :) Aqui os dados não estavam viciados, mas diante do nível total de abstencionismo, avanço com a rubrica: Almofariz.
Almofariz soa a exótico literalmente de A a Z. O al árabe combina com um temperamental z, recheado com a leveza e o conforto de uma almofada. Num almofariz misturam-se sabores e é precisamente o que vos apresentarei. Comidinha preparados por outrém e servidos a mim! Basicamente trata-se de um roteiro gastronómico de sítios que me marcaram de alguma forma as papilas gustativas.

Hoje começamos com um pequeno-almoço no Das Augustin. Tratiu-se da segunda vez que lá fui, por isso uma aposta segura. Da outra vez era Verão ou pelo menos estava suficientemente quente para nos sentarmos fora no pátio. Hoje com 5ºC, essa opção não se punha. Eu pedi o pequeno-almoço "Lovely Sunday" e foi um belíssimo tiro certeiro. Pãozinho escuro fresco e baguettes torradas com manteiga, iogurte com frutos do bosque e aveia e o que me conquistou: salada de rúcula com morangos e queijo de cabra - a que eu juntei o fiambre que vinha de lado no prato. Uma delícia! Estou aqui a pensar em reproduzir essa salada aqui em casa... no Verão! Sem dúvida um dos melhores pequenos-almoços dos últimos tempos.

Pés no chão (15)


Não sei bem como é que o roxo começou a povoar o meu guarda-fatos/sapateiras. O certo é que dei por mim com muitas coisas nesta palete de tons, mas se me perguntarem qual é a minha cor preferida direi azul petróleo ou verde escuro, no entanto nunca tive botas dessas cor!


domingo, 7 de dezembro de 2014

Está inaugurada a época do ponche!


Ontem foi o de frutos de bosque - o clássico dos meus costumes.
Hoje resolvi inovar e experimentei ponche de romã e um outro de cereja e gengibre.

Conclusão: Eles sabem todos sensivelmente ao mesmo!

Cenas da minha mãe

No outro dia liguei à minha mãe, estando eu em trânsito. Eles tinham chegado nesse dia a Lisboa depois de uma semana de férias e por isso já não falávamos há uns dias. No meio da conversa eu dizia à minha mãe que estava a sair de casa de uns amigos onde tinha estado a fazer bolachas de Natal e ia ter com outros e por isso não podíamos falar pelo skype (em casa), isto tudo entremeado com as novidades e os dramas da minha tese. 
A páginas tantas:
Calíope: Ai! Nem sei se é esta a rua...
Mãe: Mas estás onde?
Calíope: Estou a ir ter com os meus colegas beber um copo, só que não sei se é nesta rua ou não.
Mãe: Ah! Ok!
Calíope: Mas vou só beber um copo mesmo e depois vou para casa... lá em casa da Renata já bebi tanto, que não posso beber muito mais...
(Depois de dizer isto, achei que a minha mãe iria tecer qualquer tipo de comentário como "Não podes beber tanto!" ou "Devias ir já para casa..." ou qualquer coisa do género)
Mãe: Não te esqueças de fazer chichi antes de saires do bar... 
Calíope: Ahahahhaha!
Mãe: Sim, já sabes o que te pode acontecer se não o fizeres!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Pés no chão (14)

Estas devem ser as botas mais antigas que tenho. Lembro-me perfeitamente de andar na Faculdade (a de Letras de Lisboa) quando as comprei. Que tenha sido no último ano... contam já com 12 anos em cima! Aqui numas escadas rolantes em Viena. (Parece que tenho os gémeos gigantes, mas é mesmo só ilusão óptica!)



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXXIV

Já me tinham ocorrido mil motivos diferentes para que houvesse problemas com (a entrega d)o meu doutoramento (ter-me esquecido de algum papel, não ter ETCS suficientes, não me reconhecerem as conferências, blablabla). Hoje fui entregar a tese... e fui informada de que me enganei
no título! Não estou a trabalhar para ser PhD como escrevi... mas Phil. Dr. ... voltei para trás com a papelada toda, 3 volumes da tese, inclusive.

(Acho que talvez seja uma boa altura para começar a fumar!)

Pés no chão (13)

Costumo fazer compras em Lisboa e consigo encontrar tudo e mais alguma coisa... especialmente criar necessidades inacreditáveis num espaço de segundos. Estes sapatos são a prova deste fenómeno raro: bati os olhos neles, gostei, decidi que vinham comigo para casa. A dúvida sobrou para a cor... Será que o caríssimo leitor adivinha os que já se passearam nos pezitos de Cinderela?


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXXIII

Ontem consegui fazer a proeza de fazer o upload oficial da minha tese... no site errado! E hoje quando esse facto me foi comunicado, fui igualmente informada que o logótipo da universidade estava do lado errado... Ainda liguei para a loja das cópias a tentar salvar a minha imagem, mas já não deu: a tese já estava encadernada.
Amanhã vai ser entregue assim mesmo. Se não ma aceitarem, terei de abrir os cordões à bolsa e mandar encadernar de novo.


- Maria Calíope, gostavas de ter um homem cá em casa?
- Sim, para me dar dois berros a ver se deixo de ver chifres em cabeça de cavalos e se me acalmo de vez...


É só uma tese que não vai mudar nada. Um dedo partido ou uma doença seriam bem piores.

Puro sangue

Talvez o estimado leitor se lembre do dia em que Maria Calíope viu um unicórnio a tocar Besame mucho em acordeão, nesse dia Maria Calíope viu no unicórnio, na música e até nas pedras da calçada, se as houvesse, todos os bons augúrios possíveis e imaginários para uma noite que lhe saiu desgraçada. Sempre que passo por essa mesma esquina, lembro-me da partida que a vida me pregou ou de como sou tendenciosa a interpretar sinais divinos.
Hoje, nesse mesmo sítio, estavam outros equídeos... e em par. Possivelmente puro sangue, pois imagino que só cavalos desse calibre possam apreciar a Valsa da Meia-Noite tocada em acordeão. Desta vez não hesitei. Fui lá deitar-lhes uma moeda... adoro a valsa da meia-noite... e tirei-lhes uma foto!

Pés no chão (12)

Já que não sai nada acerca de Lisboa... ao menos vão saindo algumas fotos. Eis uma das minhas estações de metro preferidas de Lisboa, poderia ter sido pelos tucanos azuis e amarelos, mas também por ter sido a estação da minha escola!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXXII

Se ontem estava em modo pilha de nervos, hoje fiz o upgrade para poste de alta tensão.... se tiverem aparelhos electrónicos acho que carregam automaticamente num raio de 250 metros...
A sério que continuamos nesta guerra ou eu dou cabo da tese ou a tese dá cabo de mim. Ela vai à frente no marcador...
(Hoje mandei encadernar os volumes que preciso e fiz há pouco o upload oficial).

223º momento cultural: Nelson Freitas e amigos...

Quando na semana passada dizia que este estava a ser o ano dos concertos, sabia lá Maria Calíope a bela prenda que lhe estava aguardada em Lisboa... Nelson Freitas y sus muchachos! Foi quando o meu pai fez uma rotunda qualquer que eu vi 28 de Novembro escrito num cartaz. 28 de Novembro eu estava em Lisboa e aparentemente o Nelson Freitas também... sim, um dos negões que ouço recorrentemente cá em casa e que nunca me passou pela cabeça ver ao vivo. Fiquei titubeante. Tinha um jantar marcado há meses, mas quantas vezes na vida poderia estar no mesmo sítio de um concerto do Nelson Freitas com Anselmo Ralph, Tito Paris e outros que tal... quer dizer, é ter os números do totoloto e esquecer-se de registar o boletim. Felizmente apercebi-me desse alinhamento cósmico favorável e reajustei o jantar. E lá fui eu, arrastando uma amiga...
Estimados leitores, foi sem dúvida o ponto alto desta estadia em Lisboa, sabem quando aquelas sequências de música que costumam ouvir em casa estão a acontecer ali à frente dos vossos olhos? Sabem aquelas teorias que vocês inventam para impingir este tipo de música aos vossos alunos? Sabem quando estão tristes e ouvem esta música de letra pestilenta e acabam a dançar por casa? E estava tudo ali! E lá está, às vezes é preciso pouco para uma pessoa estar feliz!
Foi um rol de convidados que o Nelson Freitas levou ao palco, para além dos mencionados ainda conhecia o Boss AC, a Luciana Abreu, a Sara Tavares, o Richie Campbell, que conheço de nome e os outros nem de nome...

Eu estava nas minhas sete quintas a bebericar o meu gin, a fazer vídeos e a dançar e a cantar (como se pode reparar nos vídeos - até em crioulo cantei!)

Aqui "Assumir barulho" que continua a ser uma das bandas preferidas cá de casa:
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Este delicioso "Bo é kel amjer" que me fez lembrar que há 12 anos eu dançava kisomba com o homem mais lindo do mundo!
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E quando apareceu o Tito Paris, eu desatei a gritar "Dança ma mi crioula" e ele cantou... Quando é que eu imaginei ouvir o Tito Paris ao vivo? E já lá fui ao restaurante dele e tudo...
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Acho que ainda tenho mais uns quantos vídeos, mas já deu para perceberem a intensidade da coisa! Para qualquer efeito fui fazer trabalho de campo para as minhas aulas :)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXXI

Estou uma pilha de nervos, mesmo feita barata tonta... amanhã mando imprimir e encadernar três cópias da minha tese e se correr bem esta semana será entregue. Eu estou num tormento interno que nem vos passa pela cabeça. Se já duvidava do conteúdo agora até do aspecto formal desconfio...
Pelo caminho o coração ainda me vacila... e seria uma pena ter um ataque cardíaco e não chegar à defesa, especialmente depois de tantos anos de trabalho aqui investidos.

Majorie Camaron, East Angel

Pés no chão (11)

Estou de volta a Viena... mas tenho tanta coisa para despachar que vos brindo com o meu 3º e último par de galochas, o chão do meu escritório antes da mudança e uns raios de sol raríssimos por estas bandas! (A ver se depois consigo contar o que andei a fazer por Lisboa...).