domingo, 30 de novembro de 2014

Pés no chão (10)

Já que estávamos a falar de galochas... eis outro belo par na novíssima zona pedonal da Mariahilferstrasse... A foto não foi melhor, pois dei com um carro a vir na minha direcção!

sábado, 29 de novembro de 2014

Pés no chão (9)

O pátio/jardim aqui de casa continua a ser bastante útil para cenários dos meus pezitos. Lembram-se das galochas verdes?

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Status quo

Tinha programa para está sexta marcado há mais de um mês... E chego à véspera e apercebo-me da concentração de africanidade que se encontra em Lisboa, a meu ver num alinhamento cósmico único! Isto fez-me reajustar todo o programa. Como se isso já não me consumisse metade do cérebro, recebi um email do meu digníssimo orientador a dizer que posso entregar a tese já! Ainda bem que estou em Lisboa!!!

Pés no chão (8)

Já sei que o caríssimo leitor já viu estas pantufas antes de ontem, mas as meias não... nem o tapete amarelo!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Pés no chão (7)

Na semana passada fui a Bratislava dar aulas... a minha prestação foi suficientemente boa para receber um convite imediato para voltar duas ou três vezes no próximo semestre. Fica já prometido uma foto melhorzita no comboio.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Pés no chão (6)


Acabei de descobrir que esta ideia dos "Pés no chão" é perfeita por diversos motivos, nomeadamente para períodos em que eu esteja em viagem. Em vez de posts congelados, deixo-vos fotos... 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Jackie Ohhh

Continuo em campanha de upgrade a mim mesma. A estrelinha no meu pescoço não mo deixa esquecer.
Nesse processo comprei estes óculos escuros - não que tenha mais do que 4,5 dias de sol aqui em Viena, mas tenho sempre a esperança secreta de ir para paragens mais soalheiras - um modelo que costumo usar, mas numa marca mais clássica, a Ray-Ban.

Estava a mostrá-los à minha mãe a ver se me ficavam bem e grita a minha mãe do outro lado do computador: "Jackie Kennedy!" Eu ri-me e disse-lhe que eram precisamente o mesmo modelo!

domingo, 23 de novembro de 2014

Negão do momento XIV: António Zambujo

Então como é que eu só soube da existência de António Zambujo na quinta-feira passada?
Na sexta já tinha música preferida (o querido leitor sabe que Maria Calíope tem um fraco por mosqueteiros... e um Zorro cabe perfeitamente no perfil de homem de capa e espada! Estou encantadíssima com esta música.)e já andava por aí a anunciar a (minha) boa nova. O meu colega argentino gostou tanto que fez logo o download do último álbum e passou-mo de seguida!

E entretanto já arquitectei um plano para o trazer a Viena.
Hoje vou começar a tratar de o pôr em prática.
Assim que me sobrar algum tempo vou arranjar maneira de o enfiar nos meus programas de Cultura Portuguesa!

Sessão de cinema não ficcional non-stop

Estou aqui desde de manhã colada aos noticiários portugueses a seguir a detenção de José Sócrates... já perdi o número às análises e comentários que estive (estou) a ver.
Para quê ir ao cinema quando a vida real é muito mais inacreditável?

sábado, 22 de novembro de 2014

222º momento cultural: Buraka Som Sistema

Este está a ser sem dúvida o ano de muitos concertos, mais concretamente: concertos tão bons quanto imprevisíveis... (ok, para esta lista excludo o Camané, onde quase adormeci e não percebi a razão dos 3 encores...). Andava eu há umas semanas a tentar africanizar o meu prédio com Anselmo Ralph e Nélson Freitas e dou com a notícia que os Buraka Som Sistema vinham cá. Nestas coisas, eu não fico à espera que chova, eu faço chover, por isso em dois tempos arranjei companhias e comprei os bilhetes. Já estava meio desagradada com o facto do concerto ter mudado das 20h para as 22h e nem sabia o que estava para acontecer.
Ontem pouco antes das 22h lá estávamos e ainda nem sequer se podia entrar. Não estava ninguém. Ainda estavam a montar coisas... Passava das 22h quando entrámos para o recinto... fomos os primeiros e praticamente os únicos. Havia um dj a tocar, às 23 e tal entrava em palco os Alo Wala (quem?) e os Buraka estavam previstos para as 00:45!!! Eu dei graças a Deus ter ido com companhia, imaginem-me ali atirada para um canto sozinha a pensar se queria interagir com aquela gente mitrosa que vai a festivais...
Bebemos uns copos e lá assistimos aos Alo Wala, que até sairam melhor que a encomenda.
No entanto, o pessoal (nós e a restante fauna presente, que entretanto se tinham multiplicado como cogumelos) queria era ver Buraka e foi a loucura quando eles entraram em palco. Eu própria comecei a dançar e pus-me aos pulos e aos saltos e só parei no fim. É engraçado ter estado ali a dançar qual possuída, quando uns dias antes em Bratislava numa aula de Cultura Portuguesa falava sobre urbano vs. suburbano, mainstream vs. marginal, precisamente a propósito de Buraka Som Sistema!
Foi muito giro, foi muito bom - há quanto tempo já não dançava assim - até ao momento em que houve uma alminha ainda mais possuída do que eu entornou cerveja (!) na minha omoplata... o cheiro não enganava! Felizmente foi mesmo no fim...
O festival continuava com mais dois nomes supostamente até às 6, mas nós no fim da Buraka - já passavam das 2 da manhã - viemos direitinhos para casa, afinal a idade começa a pesar! :)

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A nossa falta

Há uns tempos a Caetana reflectia sobre quem sentiria a nossa falta em caso de nos* acontecer qualquer coisa. Concordei mentalmente com ela que possivelmente seriam os colegas de trabalho. No meu caso eventualmente os meus alunos também.
No espaço de uma semana (esta) houve duas pessoas que me ligaram por meios menos frequentes preocupadas a saber o que me poderia ter acontecido. Costumo trocar mails diários com as duas.
No caso da primeira foi passar uns dias à Bélgica, como se tratava de um fim-de-semana e eu não estar frente ao computador não lhe mandei e-mail nenhum. De noite, lá estava ela a mandar-me mensagens whatsapp a saber se estava tudo bem. Eu estava no teatro...
À segunda não me ocorreu comentar que ia dar aulas a Bratislava e face a uns 3 ou 4 emails sem qualquer resposta, ela pegou no telefone e ligou-me! Não costumo receber chamadas de Portugal, nomeadamente de números desconhecidos, por isso quando se dá esse caso raro, penso imediatamente que aconteceu alguma coisa com alguém da minha família... Mas não, a minha amiga já tinha feito um filme qualquer (ainda não sei qual) e apercebeu-se do ridículo da situação quando lhe disse que estava em Brastilava... nesse preciso momento, meio perdida, mas estava tudo bem.

Apesar do caricato das suas situações lembrei-me do dito post da Caetana e apercebi-me que há pessoas a quem faço falta!

*Nós, pessoas que vivemos sozinhas.

La Vie Parisienne, 1920

Só posso ser workaholic... ou então tenho muito tempo livre!

No outro dia vi um anúncio para um lugar na Universidade de Macau. Eu conheço a Universidade, conheço os colegas... não gostei assim tanto de Macau e não sei se gostaria de estar constantemente a trabalhar/lidar com chineses (desculpem lá o preconceito), o certo é que me lembrei também dos casinos e da proximidade de Hong Kong e de todo e Extremo Oriente e aquelas frutas todas etc. etc. etc. Não sei se gostaria de viver em Macau, mas estava tentada a concorrer só para ver qual a minha cotação de mercado... até ao momento em que me lembrei de me terem dito que funcionários públicos estão proibidos de entrar em casinos. Pronto acabou-se a motivação!
Agora chegou-me às mãos um anúncio para a Universidade de Estocolmo. Estocolmo é tão bonito e os suecos parece que estão bem cotados no mercado... Oh Deus! Ibrahimovic é sueco, lembrei-me agora... Não é que eu não tenha vários empregos e mal tenha tempo para me coçar... mas vejo estas coisas e não fico descansada...

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Cá no prédio

Numa conversa no Verão passado:

Calíope - Saí com o V2...
Amiga - E então?
Calíope - Então nada... fomos jantar, foi fixe.
Amiga - E nada?
Calíope - Não, o tipo é giro e simpático e cavalheiro. Parece-me bem na vida. Na verdade é o tipo ideal para apresentar à família... mas falta-lhe qualquer coisa...
Amiga - Hmm... mas o que tu gostas nele?
Calíope - O apartamento dele!
Amiga - O QUÊ?!!!! Maria Calíope, estava à espera de tudo menos dessa resposta!
Calíope - Ahahahah! Opá, o tipo é fixe, sem dúvida, mas o apartamento é muito mais fixe!


Hoje (tipo agora!):
V2 (ao telefone): Calíope, podes ficar com as chaves de minha casa e dar amanhã ao meu irmão?
Calíope: Sim, claro!
V2: Então já passo por aí!
Calíope: Ok

Ele veio cá entregar-me as chaves e seguiu a sua vida... que amanhã levá-lo-á para Cuba e eu de repente tenho a chave (até amanhã) do apartamento mais fixe do prédio (Ok, não conheço assim tantos).



Imagem ilustrativa
 Obviamente que não vivemos na DC Tower, 
mas é uma óptima oportunidade para vos mostrar a torre mais bonita de Viena.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Horas de sono

Tenho a ligeira sensação que mal durmo de terça para quarta... de todas as terças para quartas. Não durmo mal, parece mesmo é que mal durmo. O facto de ter de acordar o mais tardar às 6:30 (o despertador toca às 6:20) não lhe será completamente alheio. O medo de adormecer e não ir dar aulas está de tal forma impregnado que me transforma o sono numa coisa leve. Dou aulas às 8:00. Hoje naqueles passos zonzos enquanto me convenço que já estou desperta a caminho da casa-de-banho, achei que tomei uma boa decisão ao não querer apanhar o comboio das 7:03 (consequemente ter de sair de casa às 6:30 e acordar uma hora antes) para ir dar umas outras aulas no semestre que vem.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Morabeza

Nesta altura do ano costumo começar a sonhar com as Maldivas...
Este ano pensei em Cabo Verde.


Parece-me muito mais exequível!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Hoje-amanhã

Está a fazer por estes dias 10 anos que vivo nesta casa... A forma como vim cá parar foi um tanto ou quanto dramática (a saída do apartamento, a escolha deste e toda uma série de peripécias que na altura me fizeram perder muitas noites de sono, mas que agora servem de recheio para anedotas)... mas vistas bem as contas foi um grande negócio tanto para mim como para o meu senhorio que me tem literalmente a pagar-lhe a casa!
Com este tempo todo já conheço muitos vizinhos e até interajo com eles. No espaço de uma semana fui tomar chá com a vizinha do 3º, conheci os vizinhos "novos" aqui do lado (há ano e meio que têm o apartamento do lado como casa de fim-de-semana) e fui à festa de anos do vizinho (o V2, se é que se lembram) do 8º, aonde teria ido com o outro vizinho do 8º (o V1) se o homem não tivesse tido um achaque qualquer...

Já por várias vezes me apeteceu mudar de casa, já por uma vez andei intensivamente à procura de casa... mas nunca arranjei nada melhor do que esta. Mais grave ainda, não há sítio onde me sinta mais em casa do que nestes 53m2... nem em Lisboa...
Até ver por cá ficarei (se calhar mudava era os móveis da sala... assim à laia de comemoração!)

(E há florzinhas no jardim e passarinhos a cantar... agora não que está muito frio para isso!)

domingo, 16 de novembro de 2014

221º momento cultural: Echt Wien Festival

Uma amiga ganhara bilhetes para um espectáculo de Kabarett (não sei como se diz isto em português, é uma espécie de pequena dramatização ou stand-up comedy com uma carga de sátira social) no âmbito do festival sobre a verdadeira Viena (tem nome de evento de extrema direita, mas nada a ver). Como a cavalo dado não se olha a dente, aceitei logo. Nunca tinha ido a um Kabarett porque achava que não ia perceber o que diziam e menos ainda ao que estava a satirizar. No entanto, foi uma grande noite. Houve três eventos e tudo isto apresentado pela Elke Winkens (que era aquela polícia na 3ª série do Rex).
A 1ª parte coube a uma miúda que ao entrar em palco me fez pensar "parece que foram buscar uma pessoa qualquer à rua e trouxeram para aqui, não dou nada por ela", apesar de a apresentadora largar fartos elogios. Bom, não poderia estar mais errada, eu claro! A miúda é Nadja Maleh e um talento tremendo a imitar sotaques. Os textos eram hilariantes (também de sua autoria), mas a imitação da Olga russa e da mulher francesa foram de me levar às lágrimas. Tão bom, mas tão bom... Só por isso já teria valido a pena, mas houve mais.
A 2ª parte foi um trio que canta em vienense. Que eles tinham a sua piada tinham, mas quando uma pessoa não percebe o que se está a dizer não tem hipóteses. Imaginem que são brasileiros e foram ver um espectáculo em açoriano de S. Miguel... foi mais ou menos isso! Por isso foi do que gostei menos, apesar de se ter passado muito bem.


A 3ª parte foi o destaque da noite. Eu fiquei m-a-r-a-v-i-l-h-a-d-a mesmo. Eram duas mulheres em palco (uma actriz outra professora) a fazerem teatro de improvisação. O espectáculo baseava-se em perguntas do público que foram feitas na hora. Assim o público lançou perguntas tão variadas como "Porque o céu é azul?", "Porque é que Putin mente tanto?", "Será que o Papa pode ser doador de esperma?", "O que é um dia electrizante?". E com estas perguntas elas montaram na hora um enredo, com pequenos sketches, com canções, com explicações e tanto humor que se eu não tivesse visto não teria acreditado que aquilo não fora preparado antes. Mesmo tendo visto não acredito. Foi genial! O traquejo que será necessário para ter a possibilidade de associação de ideias deve ser imenso e imagino não ser alheio o facto de uma ser professora. Ocorreu-me isso depois, dar aulas e ter sempre resposta ao que nos perguntam dá um belo traquejo para saber reagir de imediato a outros imprevistos da vida... Mas uma coisa é saber reagir, outra é representar um sketsch assim right here, right now.

Olhem adorei ao ponto de já ter conferido as datas dos próximos espectáculos da tal Nadja Maleh e destas Zieher & Leeb. Até ao final do ano repito a dose!

Comidinha boa




Poderia perfeitamente ser uma blogger de sucesso, ora que em cerca de uma hora fiz:

- Bifanas com couscous com salame húngaro e tâmaras
- Salada de bulgur com beterraba e camarõezinhos

Não tirei fotos, mas estava mesmo bom!

sábado, 15 de novembro de 2014

Pés no chão (5)

Pronto é a última - por agora -  e é um passo à frente da outra aqui debaixo. Já agora, rendi-me às biker boots. (Eu sei que disse que não iria comprar mais sapatos made in China, mas pronto, o importante é manter os gajos manhosos longe e a essa máxima, sim, mantenho-me fiel).

Pés no chão (4)

Está visto que agora não quero outra coisa...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Pés no chão (3)

Esta nova rubrica foi mesmo uma boa ideia, estou cada vez mais convencida disso. Por aqui, continuamos em mood outonal!


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Pés no chão (2)

Desde que inaugurei esta nova secção passo a vida a olhar para o chão procurando padrões giros e cenários inspiradores para os pezinhos da Cinderela. Hoje ainda consegui aproveitar os amarelos do Outono e as folhas-leque aqui da rua!

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXX

Pode-se tirar a miúda do infantário e enfiá-la numa universidade, mas não se tira o espírito de infantário da miúda.

Como sabem já terminei de escrever/rever/rescrever a minha tese, mas ainda me assombram muitas dúvidas sobre a finalização do processo. Não sei bem porquê mas cada vez que tenho de falar com o meu professor como que se me esvazia o cérebro e não consigo perguntar-lhe NADA. As minhas conversas com ele são monossilábicas. É que não consigo imaginar nada que lhe possa dizer... não sei fazer conversa com ele. É desesperante, especialmente quando num jantar fiquei sentada mesmo à frente dele...

As idas à faculdade deprimem-me... quando é que isto terá um fim?

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Pés no chão (1)

Ando cheia de ideias novas para o Mergulhos! (Nota-se que o espaço ocupado pela tese está a vagar?)
Gostei tanto do projecto "View from the top" descoberto em blogue alheio que decidi num instante que queria fazer o mesmo. Com tanto sapato que tenho e tanto chão que piso não deveria ser difícil... o mais estranho foi ter ficado a pensar onde poderia guardar as fotos. Bingo! Aqui, claro!
E vamos começar em grande com os "Pés no chão" na divisão de luxo cá de casa!

220º momento cultural: Capitu


Já tinha expresso o meu entusiasmo imediato por Dom Casmurro, mas aquele de cartola, corcunda, bengala, voz arrastada, olhos esfumados e dedos de pianista, por isso não seria de estranhar que devorasse a mini-série num só trago. Resolvi prolongar o prazer e vi a mini-série como deveria ser vista. Um episódio por semana, por isso rendeu-me este tempo todo.


Já vos tinha dito quão fascinada fiquei com a interpretação visual e dramática do Dom Casmurro e posso voltar a repetir tudo. Agora com a série toda vista, continuo a eleger a cena da Capitu a riscar uma linha com um pau de gis no chão como a minha preferida. A linha da vida, a vida num arame, pode ser arriscado, pode causar vertigens...


mas descobri-me romântica e para nós, os românticos, há lá coisa mais bonita que aquela cena: a cigana a traçar a linha da vida e o Dom Casmurro a equilibrar-se nela?!
Pena que Dom Casmurro tenha-se deixado cegar por ciúmes que lhe arruinaram a vida e a de todos à sua volta. Não gostei do fim... mas recomendo vivamente a série. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Consulta

Pela primeira vez, o caríssimo leitor vai saber o quanto Maria Calíope o estima e nesse sentido terá a possibilidade de participar na eleição de uma nova rubrica. As opções são:
a) Momentos gastronómicos
b) Papo cheio
c) Pão para a boca
d) Bacalhoando
e) Chafarica
f) Outro: ...

Façam favor de usar a caixa de comentários.

domingo, 9 de novembro de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXIX

Pedi à minha mãe que me revisse a tese. Ela leu os primeiros capítulos ao longo desta semana e fez uma directa de sábado para domingo, enviando-me as suas correcções às 05.57 da manhã!
Ela gostou bastante e por ela terei 19 (!) mas tinha mais de uma dezena de páginas de correcções e ainda um raspanete como membro da Comissão de Ética de não sei o quê! Algumas que me tinham escapado de todo, outras coisas de que ela não gostou e achou por bem melhorar! Eu ri-me com a quantidade de alterações: nem o meu professor, nem a minha colega (da área) fizeram tantas anotações! Mas li tudo!
Com a revisão actual, tenho 208 páginas! Passei a barreira psicológica das duzentas páginas!

Costumo tecer largos elogios ao meu Pai, mas ao fim ao cabo é a minha Mãe quem me trata do dirty job! :)

sábado, 8 de novembro de 2014

219º momento cultural: Gone Girl

Estou aqui sem saber por onde começar a falar sobre este filme...
São quase 3 horas de filme e mal se dão por elas, isso já seria um bom sinal, na verdade eu precisava de mais 20 minutos de filme para que houvesse um final.




O filme não se esgota. É contado e recontado de várias perspectivas e o contador da história manipula o espectador por completo. Ora se pensa que o marido é um crápula e a mulher uma vítima, ora se pensa que a mulher é uma psicopata maquiavélica e ele um coitado. O filme está muito bem construído e é contado a vários ritmos e a diferentes vozes.
O único senão acho a rapidez dos eventos. Não é verosímil que num dia, vá dois, a mobilização tenha sido daquela envergadura. Mesmo assim o facto acabou por ser irrelevante.
O filme captiva e transtorna. Como é possível? Não se trata tanto do facto de não conhecermos com quem vivemos - não nos conhecemos a nós mesmos por isso conhecer outros é uma mera ilusão - Como é possível ter tanta maldade acumulada? Como é possível ter tanto sangue frio? Como é possível ter uma mente tão doente? Como é possível manipular-se as pessoas a este nível?
Não sei responder a nenhuma das perguntas, claro está, mas que o filme inquieta não haja dúvidas...
Vão ver, caso ainda não o tenham feito!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Olha quem chegou!





Não é adorável?
Saiu-me melhor a encomenda do que esperava. Precisava mesmo de uma mala destas para as minhas tralhas todas. Estão a ver como estou a cumprir o meu novo padrão de vida? :)
Há mais aqui! (mas na amazon estão a um terço do preço)


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A estrela


Para não me esquecer que agora só qualidade premium, só cenas em bom, só produtos de zona demarcada e denominação de origem, comprei estrelas! Ando com esta aqui e com outra atada ao pulso. É só para me lembrar que a estrela sou eu e que já não aceito nada abaixo disso.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Prendinhas

Eu já tinha encerrado as celebrações dos meus anos... mas continuo a receber prendas, continuo a ser surpreendida e o caríssimo leitor não haveria de ficar alheio a estes factos.
Reconheço que é difícil me dar prendas. É. Há que o admitir. Não sou de gosto fácil e por mais que admire o gesto de uma pessoa em me oferecer qualquer coisa, não consigo evitar pensar: "Mas ela achava que eu ia fazer o quê com isto? Acham mesmo que eu gosto disto?" Enfim... Não consigo evitar. Este ano recebi prendas bem simpáticas e em momento nenhum tive esse nefasto pensamento. No entanto, houve alguém que me pediu desculpa pela prenda que dera (um vale): "Desculpa a falta de originalidade da prenda, mas é difícil encontrar uma prenda para alguém que tem tudo!" A minha resposta imediata foi "Não tenho tudo...". Estou longe de ter tudo, mas sim, ultimamente tenho-me brindado com algumas excentricidades...

Hoje na caixa do correio tinha uma carta para mim, e o que eu gosto de receber cartas, personalizadas, escritas à mão, abri... pensando que lá teria um postal com passos de dança. Não errei redondamente, mas com quem não contava era com o parceiro: Santo António, o próprio, numa vestimenta vintage: uma nota de 20$00. Alguém se lembra?

Uma pessoa queridíssima deve ter ido desenterrar a nota de 20$00 do baú e possivelmente deve ter-se lembrado de uma tradição que tenho há uns anos, ter um Santo António como companhia de viagem. Tenho um micro Santo António que olha por mim enquanto durmo. E a partir de agora tenho um Santo António amuleto, impresso numa nota de 20$00.

E de Portugal hoje ainda recebi castanhas :) e uma bela vitória do Sportingzinho!


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Zack! Zack!

Uma amiga minha contou-me que o marido lhe pediu o divórcio.
A minha resposta foi: "an?!!!!!"
Não o conheço quanto isso e eles não seriam com certeza o casal que eu almejava ser.
Mas a mim doeu-me ela dizer que achava que tinha a vida perfeita, o marido perfeito e de repente puff. Ele disse do dia para noite: acho-que-precisamos-de-conversar-não-estou-satisfeito-com-a-nossa-vida-acho-que-a-única-solução-é-o-divórcio. Assim em chorrilho.
18 anos...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Dance and dance

Neste ano desejaram-me muitas coisas. Felicidades em geral e em específico. E desejaram-me que dançasse, que e dançasse de alegria, de cumplicidade, para sacudir o corpo ou o pó do caminho.

Nunca tinha pensado nisso, mas até posso dançar cansada, mas não me lembro de dançar triste. Danço feliz porque o meu corpo traduz a música numa língua inteligível. Danço feliz porque domino o ritmo e a coreografia. Danço feliz porque interpreto o som e a letra e todo o conteúdo. Desejarem-me que dance num ano em que quero (e hei-de) voltar ao tango é desejarem-me que seja feliz, mostrando-me como. Vou cumprir os vossos desejos, estejam descansados.

218º momento cultural: Gilberto Gil

Gosto de ver arte ao vivo e muito devo ao meu orientador de estágio que sem saber incutiu este prazer (que na altura veio apenas embrulhado em obrigação e dever. Tínhamos de ver arte porque só assim poderíamos terminar o estágio com nota positiva). No entanto, já o devo ter dito várias vezes, sinto que é mesmo um privilégio gigantesco poder ver arte ao vivo. Estar ali a uns metros da obra, seja ela um quadro, um bailado, um concerto... é uma experiência única de que os necessários enlatados (pósters, vídeos, cds,...) ficam sempre aquém.
Depois há aqueles nomes icónicos, que podem não ser os nossos preferidos, mas pelo peso cultural têm o seu lugar garantidíssimo nos anais da história. Gilberto Gil cai nesta categoria para mim. Se tiver de dizer uma música dele não seria capaz, no entanto, sei da referência que é na música brasileira e ter a possibilidade de o ver em Viena por duas dezenas de euros é um luxo. E claro que tenho de recordar que nesta mesma ordem de ideias fui ver há dois anos o Paco de Lucía e um ano depois ele morreu. (Mas também fui ver há 20 anos os Rolling Stones e eles continuam vivinhos da silva... ou embalsamados, não sei bem).
Gilberto Gil apresentou-se em palco com duas violas. Se eu achei um one-man-show ao John Legend ao piano e algum aparato à sua volta, não sei como caracterizar este... e não me sai da cabeça que ele deve ter uns bons 70 anos. 
Bom, o concerto surpreendeu-me pela positiva, uma vez que reconheci muitas das músicas, mas ajudou ele ter cantado uns sambas/bossas novas conhecidas, umas versões do Bob Marley e mais uma italiana. Meio concerto foi bastante agradável e eu já sentia o ar quente do Rio e areia nos pés. A segunda parte ele alternou as suas músicas com uma espécie de experiências minimalistas de jazz... e pôs o público a repetir sílabas aleatórias e sons da selva... Eu não aderi, claro está! Enfim, apesar de este delírio final, o concerto valeu a pena e continuo a achar incrível a facilidade que os brasileiros têm para fazer música que sabe a praia, caipirinhas e sol...
 

domingo, 2 de novembro de 2014

As festas de anos

Pois que esta ideia de desdobrar a minha festa de anos em várias resultou em cheio. Não sendo uma ideia completamente inovadora, dado já ter celebrado várias vezes o mesmo aniversário em Lisboa e em Viena, desta vez o que resolvi foi dividir as milhentas pessoas que costumo convidar para as minhas festas de modo a eu não passar a noite toda a fazer sprints e resultou.

Festa 1
Era um jantar não fossem grande parte dos convidados portugueses. E a gente em Portugal não festeja sem comida, por isso marquei mesa no Variation. Éramos 14 e acabou por ser um serão muito agradável - para mim também -. A comida soube-me literalmente a pato (eu pedi uma gallete com queijo de cabra e pato) e foi tudo regadinho com aqueles lillets maravilhosos que eles lá preparam. Os meus convidadas também ficaram saciados e agradados com o sítio e companhia. Pela primeira vez em 11 anos de comemorações em Viena organizei um bolo de aniversário... na verdade dois, um de limão e outro de maçã. Não que o bolo de maçã estava salgado? Mas salgado assim de lhe terem posto sal às colheres... enfim, acontece aos melhores e pelo menos por isso o evento será recordado. A maior parte destas pessoas fazem parte do meu círculo austríaco mais estreito e fico muito feliz ao ver que ao fim destes anos todos, o meu núcleo duro espande-se, mas também se mantém e aprofunda.

Festa 2
Esta era a festa dos copos... E para esta recrutei os meus colegas da empresa. Normalmente os meus colegas são cerca de 50% dos convidados das minhas festas normais, por isso porque não fazer uma festa só para eles. Afinal, os grupos mantém-se estanques ao fim destes anos todos. A festa não foi só minha. A colega catalã fizera anos há uns... meses (!) mas acedeu a juntar-se à minha festa. Assim, depois da nossa primeira escolha ter ido ao ar, acabámos por marcar o Franz à confiança, sem nenhuma das duas ter alguma vez posto lá os pés. Fomos as primeiras a chegar e jantámos as duas: afinal na Península às 20h é hora de jantar. Depois disso foram só copos! E vieram também uma dúzia de pessoas mais ou menos. Curiosamente a maioria (2) eram eslovacos, de resto não houve uma nacionalidade repetida: a saber: Argentina, Áustria, Bulgária, Catalunha, Colômbia, Dinamarca, Eslováquia, Escócia, Itália, Inglaterra, Portugal, República Checa, Suécia.
A colega checa fez um bolo e nós organizámos a champanhota. E o serão foi anímadíssimo... ao tempo que já não me doía a barriga de rir e foi o que aconteceu. Ri-me muito e com gosto... E é com gosto e com um certo orgulho que vejo que as minhas festas de anos continuam ser o evento do nosso departamento. Nem a festa de fim do ano da empresa conta com tanta adesão! Não sei bem porquê, mas acho que eles gostam de mim!

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXVIII

Já acabei de escrever a tese pelo menos umas 5 vezes... Hoje acabei a revisão e claro que rescrevi algumas partes, incluindo a conclusão. Se esta for a versão final, a minha tese terminará em apoteose e um grande final.
"Não morri" serão as minhas últimas palavras!

sábado, 1 de novembro de 2014

Tudo em bom

Agora que tenho praticamente 40 anos - não tenho, são 36 (só!) mas já me vou habituando a uma idade nova (é que ainda não me desabituei de ter 30) e assim quando fizer mesmo 40, acerto nos meus anos! - resolvi que já ando há tempo suficiente nesta vida para poder fazer uma espécie de upgrade. "Upgrade?! Que upgrade, Maria Calíope?!" pergunta o confuso leitor. E Maria Calíope responde.
Nos últimos anos, a minha vida tem sido um upgrade constante, mesmo que por vezes não fosse assim tão visível. No entanto, desde que tenho 18 anos que isto tem sido sempre a subir! E todos os anos me lembro disso, desse belo Verão de 1998 em que eu me achava no topo do mundo, por trabalhar na Expo, por ter as chaves de um carro e um cartão de crédito na mão! É ridículo, eu sei, e rio-me sempre dessa imagem.
Com outros 18 anos no lombo - apesar de ninguém o dizer - se calhar valia a pena começar a seleccionar melhor as minhas companhias e acompanhamentos, que é como quem diz opções e prioridades.
A partir de agora quero coisas em bom! Pronto já disse. Nada de maricadas, situações duvidosas, imitações baratas. Chega dessa vida de pechisbeque! Esse cheiro de frito atrai outras catingas e não se coaduna com a brisa marítima que deveria sentir-se aqui no meu burgo!
Se já troquei hostels por hotéis, se já consigo dizer que não a trabalhos que me tratam como mão-de-obra escrava, se abdiquei dos 10 minutos de massagens que a Caixa me paga para pagar uma hora de massagem chinesa por semana, se comecei a comprar joalharia a sério, também posso começar a dizer que não a sapatos made in China e a gajos manhosos. Está tudo no mesmo saco. Vem tudo da mesma fábrica. Aqueles maus acabamentos não enganam ninguém!
Tenho um standard e eu própria tenho de me convencer que valho isso tudo!
Por isso, para esta mesa a partir de agora só qualidade premium! Menos que isso vai direitinho para o sítio de origem! (Estou mesmo a sentir-me poderosa com 36 anos!) Vamos ver quando chegam as primeiras encomendas!

(Será que também deveria deixar de ouvir Anselmo Ralph?!)

Neste fim-de-semana estou em festa


Na verdade desde o princípio da semana!