
Pronto já recuperei... e vamos lá falar da boda de ontem.
- Coisa simples e civil. Vantagens: Em 10 minutos estávamos despachados, não houve tempo para nos comovermos com leituras, discursos ou o que quer que seja, o que é extremamente conveniente para quem leva rímel nos olhos.
- A noiva ia de fucsia e estava fantástica!
- Foi o melhor casamento no se refere à logística. Encontrámo-nos todos no registo civil e a partir daí os noivos organizaram um tour pela cidade de eléctrico (a maior parte dos convidados era estrangeiro e não residente na Áustria) e um autocarro para nos levar ao sítio da boda e também para nos trazer de volta à cidade. Melhor impossível! (E eu tenho uma mão cheia de casamentos internacionais)
- A festa foi gira sem muitos froufrous que não interessam a ninguém.

- Eu ia linda e maravilhosa, claro está, e aguentei-me mais de 10h em cima de 10cm de salto. A última hora acabei por dançar descalça e ainda consegui ameaçar o gajo que dançou comigo de morte, caso me calcasse o pezinho de cinderela.

- O pezinho de cinderela tem joias... e houve uma pessoa que me abordou da seguinte forma: "Lá na Índia isso [anel no pé] quer dizer que é casada?". Eu pedi para repetir e disse-lhe que era portuguesa e que aquilo era um anel no pé. A mulher ficou sem saber onde se enfiar!
- O episódio bouquet:
Ainda no jantar, a pessoa que estava ao meu lado mostrava-se muito ansiosa pelo momento do lançamento do bouquet e possivelmente nem reparou na minha total indiferença ao assunto. Já na pista de dança, chegou o dito momento e Maria Calíope estava encostada ao bar e NÃO SE MEXEU. As meninas começaram por se alinhar no meio da pista, mas sabe lá Deus porquê deram uns quanto passos atrás, acabando por algumas estarem muito próximas de mim, quase parecendo que eu fazia parte do grupo. Mas eu continuava encostada ao balcão. A noiva atira o bouquet e ele cai aos meus pés. Eu fingi que não reparei e continuei a assobiar para o lado como se não fosse nada comigo. Entretanto amigos meus devem ter gritado "Calíope apanha!" e eu respondi que não ia apanhar nada. O jeitoso que me tirou depois para dançar, fez a gentileza de apanhar o bouquet e mo dar assim em mãos. Well... pode ser uma parvoíce, mas ali eu não ia ser mal-educada e recebi, agradeci e também fui agradecer à noiva. Estava irritada a tal ponto que foi o único momento nesta boda em que fiquei com os olhos baços. Lembram-se do trauma do
bouquet, não se lembram?
(Depois ponho aqui algumas fotos, que agora vou à procura de noivo)