domingo, 31 de agosto de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXII



Recebi um e-mail do meu orientador em resposta à entrada do dicionário, (parece que gostou e deu-me os parabéns!), dizendo entre vírgulas que se alegra por eu estar na recta final da tese.
Encaro isso como um bom prenúncio.

sábado, 30 de agosto de 2014

Diário

Mãe: Ah, Calíope! Queria dizer-te que vi hoje uma entrevista hoje com a Rita Ferro e ela disse que o Veneza pode esperar é uma espécie de diário dela...
Calíope: Sim, sim...
Mãe: Eu pensei que era um romance... assim interessa-me mais e vou ver se começo já a ler.
Calíope: Está bem!
Mãe: E ela disse que nunca tinha ido a Veneza...
Calíope: Ai não?!
Mãe: Não. Ela disse que até poderia ter ido, mas não foi por isso era um bom título para o livro... E eu estava a pensar que acho que tu tens aí uns diários teus, por isso poderiam chamar-se Cazaquistão pode esperar!!!!
Calíope: Ahahahahaha!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Em cima do salto XXIV

Everyone deserves a chance...
Elena Feliciano, Primroses Flower Power Stiletto Glicee

Chèvre chaude


Decidi tentar fazer chèvre chaud quando me apercebi que não havia figos no supermercado. Meus caríssimos leitores, Maria Calíope que nunca passou vergonha na cozinha, nem deixou ninguém passar fome, está a tornar-se quase numa bloguer-de-sucesso-com-receitas-coisinhas. O meu chèvre chaud para além de ter ficado uma maravilha, deve ter demorado 10 minutos a fazer.

Pôr uma rodela de queijo numa fatia de pão, regando-o com um fio de azeite e outro de mel e um bocadinho de pimenta moída. Enquanto o queijo vai aquecendo, fazer uma vinagreta de azeite, vinagre balsâmico, mel, sal e pimenta - tudo a olho - e temperar a salada de folhas mistas. Pronto. Já está! 

Pela primeira vez acho que demorei mais a comer do que a cozinhar!

Se continuar nesta onda de cozinheira de mão cheia tenho de arranjar uma rúbrica para estas coisas...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Piano de cauda no barco negro

Não sou apreciadora de fado, mas consumidora qb por motivos profissionais. Os meus alunos acham-me uma farsa por eu não gostar de fado e confessá-lo! Mas depois vamos todos juntos ou cruzamo-nos em salas de concerto em dia de fado! De qualquer modo, como o querido leitor sabe, Maria Calíope tem um fraquinho mais do que confessado pelo Barco Negro, seja pelo poema do David Mourão-Ferreira, com a voz da Amália ou os arranjos da Mariza. Adoro! E hoje descobri uma versão ao piano dramaticamente deliciosa. Fado em jazz ou coisa que o valha. Se não conhecem Júlio Resende, be my guest and press play:

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Figos frescos



Desde o outro dia em que decidi que era Outono que me apetecia comer figos frescos com couscous. Hoje foi o dia! E não me esqueci nem do queijo de cabra nem das sementes de girassol!
Agora está a ocorrer-me que se calhar os figos também iriam bem com uma mozzarella ou numa salada de rúcula.

Adoro comida de Outono! E ainda não vi abóboras no supermercado!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Por obséquio




Alguém me explica porque é que eu estava convencidíssima de que hoje estávamos a 19 (sim DEZANOVE) de Setembro?!!

(A achar uma coincidência tremenda ser hoje 19 de Setembro)
(E agora perdida de riso ao dar com 25 de Agosto no canto inferior direito)

domingo, 24 de agosto de 2014

Sopa para a alma

No outro dia encontrei um ramo de coentros no supermercado. Uma première. Peguei neles enquanto lhes traçava o destino. Ontem precisava de algo que me aquecesse a alma e foi dia de juízo final... para os coentros! Triturei os coentros com dentes de alho e sal grosso (esqueci-me do azeite, mas rectifiquei o lapso posteriormente) com a varinha mágica - que ainda não tenho almofariz. Escalfei um ovo. Tinha fatias duras de pão de azeitonas. Montei o ovo no pão e reguei-os com a mistela de coentros etc desfeita na água a ferver: eis uma bela açorda!
Lambuzei-me e lambi os beiços.
Soube-me pela vida!

sábado, 23 de agosto de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XXI

Este meu PhD está a ser com certeza o parto mais difícil por que alguma vez tive de passar... (se calhar a seguir decido ter um filho só para confirmar!). Em rigor, continuo em trabalho de parto a sofrer de contracções umas vezes mais outras vezes menos espaçadas nos últimos quatro anos (nota-se muito que a maior parte das minhas amigas foi mãe nos últimos anos para eu estar tão à vontade nesta metáfora?). Bom, com epidural ou a ferros, a tese vai sair, isso é ponto assente, não será com certeza nesta altura que morrerei na praia, já não dá para voltar atrás sequer.
Apesar de estar a fazer um trabalho honesto e relativamente inovador no campo dos meus estudos, chega a uma altura em que só me apetece escrever qualquer coisa para despachar esta cena. Estou cansada... Não será certamente a minha melhor obra de sempre (essa é o dicionário que, modéstia à parte, está brilhante) mas também não quero escrever qualquer coisa que me envergonhe ainda antes de ir para a avaliação. Se eu desconfio - do cimo das minhas ignorâncias - que qualquer coisa não bate certo ou está mal é porque deve estar mesmo. A minha honestidade intelectual ou lealdade a mim mesma ou mesmo só medo não me permite avançar... mesmo que eu tente fechar um olho. Estive aqui o dia todo a tentar justificar determinados critérios de selecção quando eu própria não estou minimamente convencida dos mesmos. Duas páginas e seis horas de trabalho para o lixo, mas mesmo assim prefiro isso a saber onde estão os pés de barro e que conscientemente estou a fazer uma bodega.
.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Vão lá buscar o cinto das moedas...

Se bem se lembram na semana passada praticamente enregelei à espera de Rachid Taha, mas depois foi sempre a subir. Dancei que me fartei no estilo, mãos nos bolsos a chocalhar o rabo, acompanhando com um sacudir de ombros a cada quinto decassílabo! Descobri uns videozitos simpáticos no youtube possivelmente da pessoa que estava à minha frente, pois eu vi o concerto desse mesmo ângulo. Bom, tomem lá o consumidor de calorias com que sempre sonharam. Se com isto as vossas ancas não ganharem vida própria e abanarem-se como se estivessem possuídas, se a vossa coluna não começar a ondular... temo que sejam casos perdidos!

Não sou uma pessoa séria

Fui contra todos os meus princípios e acabei de comprar um saco de plástico no supermercado pela primeira vez. Foram QUINZE cêntimos e uma das minhas regras de conduta pelo ralo... Esqueci-me do meu saco de pano e não tinha como trazer trinta e sete coisas na minha mala. Por outro lado, estes sacos não são pensados para pessoas da minha altura, pois eu com braço já com um ligeiro ângulo tinha o saco cheio a arrastar pelo chão...

Espero que não se volte a repetir... caso contrário o que se seguirá? Bio-coisas? Blheeeerrrcccc....

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Mudança de paradigma

Eu sou do tempo em que havia estações do ano e que as mesmas eram fiáveis. Agora é um forrobodó que ninguém se entende e que ninguém sabe o que vestir. Já não há El Niño que nos valha! Os Verões austríacos são sempre manientos e o que nos calhou este ano é daqueles que nega a sua génese, ou seja, recusa-se a ser Verão. Devemos ter tido uma semana de calor (acima dos 30º), só consegui ir duas vezes nadar ao Danúbio e agora estamos com temperaturas ao redor dos 20º... Estamos em pleno Agosto! 
Hoje surpreendentemente fez sol e quase calor - tendo em conta que eu andava com 4 camadas de roupa - e o que me ocorreu foi que em vez de pensar que é Verão, penso que é Outono. Para Outono o tempo não está mesmo nada mau. Solzinho bom, mas que requer um casaco de meia-estação e umas meias altas. Tendo em conta que também já estou em modo rentrée nas minhas diferentes actividades laborais, nem vou pensar em mais nada: estamos na minha estação do ano preferida. É Outono! Quero Sturm, sopa de abóbora e castanhas assadas!
(Lá vou eu ter de usar collants com as sandálias para ver se as consigo calçar este ano!)
(E voltou a ser tiro e queda: Ibrahimovic no Heute e um dia repleto de surpresas.)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Dar e receber

Já confessei várias vezes ao querido leitor que o meu longo historial de florzinha de papel de parede às vezes é difícil de contrariar. Não obstante, desde que vim viver para a Áustria,  a florzinha de papel de parede adquiriu algum relevo, apesar de manter a discrição que sempre me caracterizou. É preciso atenção ao pormenor e gosto por detalhes para notar alguns preciosismos.

Comecei a reclamar quando não era bem servida, em vez de comer e calar -
custa-me horrores e antevejo sempre cenários dantescos - alguns deles também vividos - mas também quis fazer o contrário, dizer bem e felicitar expressamente quando algo me agrada. O meu sonho continua a ser passar um bilhetinho a um tipo a dizer "És o tipo mais giro do metro" e sair mesmo antes das portas fecharem! Mas uma vez que isso não deverá acontecer, limito-me a agradecer, elogiar e a sorrir quando as coisas me aprazem. Hoje recebi uma simpática resposta a uma dessas minhas mensagens. Ganhei o dia!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Uma pessoa vê o Ibrahimovic




logo de manhã no jornal do metro e fica a pensar no que o dia lhe reservará...

Continua a bater certo.
Ibrahimovic no Heute é surpresa garantida!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Confluência de interesses


Há uns tempos queria comprar uma casa.
Apercebi-me de que me apetecia voltar a Itália.
Simpatizo muito com o dress code dos mafiosos italianos.
Tenho um italiano aqui entalado.

O DN acabou de me resolver vários problemas: Vou comprar casa na Sicília e ainda me sobra dinheiro para os fatos de risca de giz e charutos dos bons! Está feito!

18 de Agosto



Como é que perdi 35 oportunidades de comemorar 18 de Agosto?!!!

A partir do ano que vem não se me escapará.

Este ano já tinha cenas combinadas e não deu!

domingo, 17 de agosto de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XX

Não vá o querido leitor pensar que Maria Calíope anda a ramboiar no cinema, em concertos, em qualquer repasto ou ainda nos braços de um qualquer malandro, eis que a própria assume o cúmulo de toda a sua paradoxalidade.
A terminar - é força de expressão porque ainda há muito para ser escrito e ainda mais para ser revisto, mas convenhamos que se vê muito mais do que luz no final do túnel - de escrever a sua tese, Maria Calíope está triste. E porquê pergunta o preocupado leitor. Porque ao reparar que já correm rios de tinta na 4ª de 7 secções do seu último capítulo, Maria Calíope sentiu como se de repente estivesse a breves passos de perder uma (boa?) companhia. Em rigor o trabalho para a tese tem-me acompanhado os últimos 4 anos, na prática um pouco mais por isso é estranho daqui a uns meses não poderei atirar mais as culpas de todas as maleitas da minha alma e dores no meu lombo ao fardo do doutoramento. É ridículo, mas estou com medo de dar um passo no vazio e ficar sem nada para fazer.  

Último capítulo já vai com 24 páginas e o frio /17ºC não é temperatura para Agosto) que se faz sentir por estas bandas também contribui para o avanço da redacção.

sábado, 16 de agosto de 2014

208º momento cultural: Au bout du conte

Au bout du conte chama-se em alemão Unten dem Regenbogen e eu não percebi a tradução... Às vezes tem de se ver filmes assim assim para se reconhecer os bons, é essa a minha política. No entanto, segundo a crítica do Le Monde isto seria um filme à lá Woody Allen... well... não sei a que filmes o Le Monde se estava a referir. Eu confesso que me perdi um pouco na ligação das personagens e a páginas tantas já não sabia quem era filho de quem. O filme é engraçado pelos elementos de contos-de-fada. Todo ele aparece com aquelas pinceladas de magia que envolvem qualquer história infantil. Há toda uma série de pormenores que pertencem a esse imaginário e que marcam presença, seja a madrasta da Branca de Neve, a maçã envenenada, o Capuchinho Vermelho, o Lobo Mau e o príncipe claro está. Paralelamente há sonhos e horóscopos... São esses os momentos que valorizam o filme, que em termos de enredo ou de história não tem muito mais que contar.

207º momento cultural: Rachid Taha

É mais certo o Verão brindar-nos com o Festival Africano do que com calor. Desta feita houve Rachid Taha e Maria Calíope não perdeu a oportunidade de abanar as ancas. Vou poupar-vos à parte de estar a chover, eu de sandálias e sem casaco, já cheia de fome e com os pés transformados em bloco de gelo, a pensar em voltar para casa pois pensava não aguentar duas horas sem rumo até o concerto começar. Felizmente lá me entretive como pude (ah! porque nesta bela ocasião não tinha um livro comigo e também me tinha esquecido do telemóvel). Quis a divina providência que eu ficasse e não me arrependi nada. 
O homem entrou no palco naquele estilo dele muito ciganão, de chapéu e cigarro. Na verdade, passou o concerto todo a fumar. Eu conheço Rachid Taha das aulas de dança: tínhamos uma coreografia da Nokta e eu adorava aquele tom insolente de quero-posso-e-mando. Além disso, conhecia pouco (= Ya rayah, claro!). No entanto, o concerto foi o máximo (descobri a Camarade, Bent, um tango argelino e ele ainda fez covers de It's now or never, Rock the Kashba, ainda havia mais uma mão cheia de música, mas não deu para perceber o que dizia. Não conhecia as músicas e o homem interagia com o público em árabe - mas dancei que dancei. Assim mesmo para desempoeirar as articulações e com gosto de quem está a fruir a música. Estava na segunda fila e desta vez nem telemóvel nem máquina fotográfica: por isso não há fotos nem videozinhos para ninguém.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Pancada

Na sessão de massagens desta semana, saiu-me na rifa um massagista búlgaro. Não sei onde se enfiaram as chinesas do costume. Mas tudo bem, o senhor lá me perguntou quais eram as minhas queixas e foi averiguar os meus meridianos, premindo as pontas dos dedos ao longo da coluna:

Massagista: Dói? Dói? Dói?
Calíope: Não. Não. Não.
Massagista: Não dói?
Calíope: Não. Eu sinto que está a fazer pressão com os dedos, mas isso não é dor.

A páginas tantas lá descobriu um meridiano dorido. Um pouco depois:

Massagista: Pois, tem muita resistência à dor...
Calíope: Tenho?!
Massagista: Sim, sim, porque não se queixou quase nada... não acha que não lhe dói quando lhe batem?
Calíope: Não sei. Não costumo apanhar pancada. Na verdade nunca me bateram.
Massagista: Não! Pelo amor de Deus! Nada disso... estava a dizer quando bate numa mesa ou no puxador de uma porta...
Calíope: (já a pensar em violência doméstica) Não, não, também nunca aconteceu.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Início da nova temporada

Uma pessoa distrai-se com a vida e perde-se no caminho de casa.  Foi a segunda vez que me aconteceu uma coisa destas (eis a primeira), ir para casa... sozinha (sim, sim, já sei o que estavam a pensar) e de repente ter apanhado o transporte na direcção contrária, ter saído na paragem errada, etc. E eu ri-me! Estava já com aquele ar de urso de peluche. Ele podia até não ter pago a conta, nem me dado o braço e me amparado debaixo do guarda-chuva dele, que não seria preciso... E olhem que lindinha que eu estou, tão bem comportadinha: estou a fazer tudo certinho direitinho desta vez, sem saltar etapas!


Quase garanto que em breve vamos de férias juntos.
Vá, querido leitor, torça por mim para que haja blogo-novela sumarenta em breve!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Variation

Vai-se jantar com umas amigas. O sítio é novo, francês e completa o cenário para o jantar de raparigas com crepes e saladas e muitos lillets a circularem. As amigas todas giras, altas e loiras, a conversa poderia ser o guião de um qualquer episódio do Sexo e a Cidade. Há a casada, a que casa para o mês, a que tem um namorado novo há 2 meses, a que vai a um blind date para a semana e a encalhada.

Foi divertido até certo ponto, mas voltei para casa a sentir-me um autêntico patinho feio... incompreendido e parvo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Falamos a mesma língua

Encontramo-nos em Nice ou em Cannes?


Que uma pessoa (esta aqui) não consegue dormir descansada se não tiver uma viagem em vista.

domingo, 10 de agosto de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ XIX

Isto de andar a escrever um PhD em pleno Verão quando as temperaturas convidam a beber vinho branco em esplanadas é um pincel tremendo. Passei o dia a tratar de informação estatística, a contar indivíduos, a calcular percentagens e a fazer gráficos. E ainda não está tudo porque entretanto me fartei... A brincar são mais 7 páginas, sem as coisas ainda estarem todas explicadinhas. De qualquer modo, tenho de reconhecer a boa surpresa que é descobrir que já tinha mais trabalho adiantado do que imaginava. Isto de pegar na tese com meses de intervalo tem destas coisas... uma pessoa tem fama de ser uma pastelona, preguiçosa, calona e sei lá mais o quê e vai-se a ver só falta escrever um capitulozinho (que é só o mais importante e se eu me esmerar o mais compridito de todos).


Realmente é mesmo bom que tenha uma vida em condições DEPOIS do PhD, caso contrário eu nem sei o que é que hei-de fazer!

sábado, 9 de agosto de 2014

Girls' Day

Desconfio que o caríssimo leitor, volta e meia, cisme com as excentricidades de Maria Calíope, mas nos últimos tempos, parece que Maria Calíope virou dondoca. Depois das massagens semanais e do spa letão do fim-de-semana passado, hoje foi dia de spa húngaro: o Wabi!

Na verdade, tratava-se da prenda de anos para uma amiga: um dia de miúdas sem marido nem bebé, mas com massagens, banhos, sauna, manicure, pedicure e nós :)
E assim foi: três lituanas e eu. Claro que me lembrei da vez que fui para Budapeste de fim-de-semana com três japonesas amigas...
Desta vez, mal passámos a fronteira e lá estava o nosso spa: um autêntico salão de beleza austríaco, mas na Hungria. A terça parte dos preços em Viena fazem muito boa gente fazer uns 70km sem pestanejar.

A amiga aniversariante tinha o pacote completo e a gente massagem corporal e tratamento facial. Eu ainda acrescentei à minha lista um servicinho de pedicure.

Além disso tudo, tínhamos piscina, jacuzzi, sauna, banho turco e mais umas coisas por nossa conta, mesmo, pois apesar do centro estar apinhado de gente, toda a gente se concentrava na zona de manicure e cabeleireiro, ou seja, as dependências aquáticas eram mesmo só para nós!
Passámos lá o dia inteiro e saímos de lá mais mortas que vivas, mas dias destes puxam-nos o lustro ao corpo e dão algum alento à alma!


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Assim falava Zaratustra...

Não sei se foi Zaratustra, eu ouvi-o nas Conversas de Raparigas, que continuo a devorar como se não houvesse amanhã, mas parece que foi Nietzsche que disse qualquer coisa como: Odeio quem me rouba a solidão e não me dá companhia em troca.
Com o passar dos anos, tenho-me tornado uma pessoa cada vez mais individualista e autónoma (egocêntrica e intragável sempre fui) e nem imaginam como essa frase me retrata actualmente. Às vezes, aborrece-me não ter companhia para x ou para y, mas consterna-me e estorva-me muito mais pessoas presentes que atrapalham os nervos e me ocupam o espaço.

Albert Fenel, October Rain 

O meu reino por uma bola de Berlim

Há umas semanas que ando a babar por bolas de Berlim. Não constantemente e ainda não deu para passar vergonha em público, mas que marchava uma bela bola com creme, isso sim! Aqui não há. Há Krapfen, mas não é a mesma coisa... a massa até daria para disfarçar, mas o recheio não está com nada. Disfarçar por disfarçar, fui à Rathaus e comprei um pastel de nata. Não é a mesma coisa, mas valeu os 2€ que me custou! E agora em casa, acabei o pacote de batatas fritas com vinagre balsâmico que tinha começado ontem.

Apercebi-me agora de que há uns anos escrevi um texto parecidíssimo com este...

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Freak magnet XXII

Eu não queria, eu não queria, mas parece que tenho o íman ligado em potência máxima, mesmo estando eu em modo carmelita-descalça-com-a-vida-semi-consagrada-à-minha-tese (Ontem foram duas páginas para o último capítulo). Ora atentem no que se passou no espaço de pouco mais de 2 horas.

1) Tinha ido encontrar-me com uma amiga minha, que alterou os planos à última hora, fazendo com que me encontrasse com cerca de 8 membros da família dela. Um deles eu conhecia: o pai dela que me convida sempre a ir à Bulgária e fazer o "tour-das-universidades-búlgaras-mais-uns-extras". Por ele, eu ia para lá um mês e garantem-me que terei sempre um intérprete à mão. Possivelmente juntos falamos umas 10 línguas juntos, mas eu é mais românicas e germânicas e ele eslavas. Portanto imaginem as nossas conversas. Se me expressei bem e se ele tiver percebido, em Março, estarei lá batida!

 Gucci A/W

2) Vinha para casa e encontrei no metro um antigo aluno meu (daqueles com piada e bem apessoados). O tipo não só parou para me cumprimentar, como esperou por mim, ficámos em animada cavaqueira durante a viagem, que terminou comigo a dizer "Olha tenho de sair aqui!" e ele "Wie Schade! Aber vielleicht trinken wir einen Kaffee?".

 Burberry's A/W

3) Cheguei a casa e tinha um bilhetinho no correio a dizer "Dear Calíope, Good luck for your thesis!" - É um "vizinho" meu, o Peter O'Tool, que na verdade vive em Londres, mas vem cá a Viena 3 ou 4 vezes por ano .

Armani A/W

4) Entrei em casa e liguei o computador: tinha uma mensagem pendente do amigo italiano...

Ainda bem que resolvi dedicar os próximos dois meses à tese, caso contrário nem sei onde isto iria parar :)

1:23:46

Neste momento, podia levitar.... e para ajudar pus-me a ouvir isto.

Este homem dá cabo de mim... (não o Djavan que coitado já não tem idade para fazer bandas sonoras para corações pessegosos como o meu)

Estou com aquele ar de parva, mesmo que ele me tenha feito repensar no meu artigo todo. Eu agradeci-lhe ter lido e pensado nas minhas coisas e aproveitei para lhe prometer géneros em troca.

Aiiii - suspiro - às vezes também Maria Calíope é feliz. E às vezes é agora!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ VIII


Acabou-se a época stressada de trabalho, acabaram-se os artigos, acabou-se o fim-de-semana de férias: resumidamente acabaram-se as desculpas. A partir de hoje - de agora - tenho a vida e a alma dedicada à minha tese. Faltam-me escrever dois capítulos - se bem me lembro - o que me parece exequível em dois meses. E depois disso poderei respirar fundo e livrar o meu lombo desta pena. Para já, até o amigo italiano me deixou de mãos atadas - é ele quem tem a faca e o queijo - e eu agradeço mentalmente o facto de ser atadinha e ter as mãos atadas: à tese, claro!

(De repente deu-me vontade de ir arrumar o meu guarda-fatos, pode?!)

Eugene Grasset

206º momento cultural: Falco na Donauinselfest

Falco encarna aqui na Áustria aquela lengalenga do "live fast die young". Não sei se morreu aos 27, mas se não tivesse morrido possivelmente seria agora um sexagenário atirado para um canto qualquer sem grande expressão. Morreu novo e virou mito. O concerto na Ilha do Danúbio em 93
é considerado de culto, por isso quando soube que o iriam transmitir no programa de Verão da Rathaus lá fui eu ver também. Nem dava para acreditar na enchente que lá estava... quase ao nível do último dia da Expo! Os lugares sentados todos ocupados, pessoas de pé nos corredores e locais de passagem... nunca vi tanta gente na Rathaus, a não ser no fim do ano. Eu lá arranjei um lugarito e estive a apreciar o concerto. Para quem não conhece o Falco, era aquele que cantava o Rock me Amadeus. Na verdade, ele não cantava... falava depressa, um pouco ao estilo Abrunhosa. O concerto foi muito engraçado e eu mesmo não sendo fã, conheço muitas das músicas - afinal são 11 anos de Áustria - e gosto partucularmente da Vienna Calling e a Herr Komissar. Fiquei a pensar que muitas, ou vá, algumas das pessoas que lá estavam a vibrar com o concerto se calhar estiveram na Donauinsel em 93 ao vivo! E foi muito divertido ver gente a viver a transmissão do concerto como se de um concerto se tratasse: cantando e dançando, batendo palmas e levantando os braços e o cúmulo gritando: "Zugabe" (bis!).

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Um bocadinho de Riga para o querido leitor


Quando cheguei a Riga com o tal desconhecido do chapéu, combinámos ir deixar as malas aos respectivos alojamentos e dali a uma hora encontrarmo-nos na porta principal do que quer que fosse aquela torre que víamos de longe (esta aqui). Eu cheguei primeiro - mesmo um bocadito atrasada - e estava na dúvida se seria aquela torre ou a da catedral.

É engraçado como a vida imita a arte - lembrei-me da marcação do encontro entre o Before Sunrise e o Before Sunset. Andei lá às voltas a pensar que o tipo não iria aparecer, mas que mesmo assim, já seria uma história engraçada que valeria por isso mesmo. Encostei-me ao pilar e dei-me um prazo de 5 minutos. Ele apareceu em 3, desculpando-se pelo atraso e com uma mão cheia de dicas de sítios onde poderíamos ir. Há cenas de filmes menos bem conseguidas!

A Letónia foi parte da URSS durante muito tempo e muito antes ainda foi parte do Reino da Suécia. Imagino que povos dominados por outros, apesar de ainda beberem muitas influências prezem muito a sua liberdade... mais se calhar do que nós com uma delimitação de fronteiras desde 1247.

Achei curioso que a estátua da liberdade local seja tão esguia e uns quarteirões adiante surja uma portentosa Vénus de Willendorf espelhada.

Já esta Vénus aqui foi fazer duas horas de spa por dia... um luxo, só vos digo!

Uma bela surpresa foi Jurmala. A maior estância balnear do Báltico! Água à temperatura do Danúbio e russalhada até mais não. Elas muito bem postas em corpos esculturais e eles gordalhufos de correntes de ouro... Devia haver mais variantes, mas aquele estereótipo tem ponta por onde se lhe pegue. Curiosamente, eu deveria ser a pessoa com melhores cores (naturais) naqueles quilómetros todos e estranhamente senti-me transparente.


 Já que como se vê ando a vomitar corações, tentei brincar ao cupido a ver se a minha pontaria muda. Percebi o meu problema: é fraqueza de braços! Se tivesse um pouco mais de força, a pontaria viria por arrasto!


Esta foi a última visão maravilhosa que tive em Riga, uma catedral ortodoxa russa. Imponente por fora e lindíssima por dentro!

Entretanto apercebi-me que não tenho assim tantas fotos da cidade... Gostei de tantos pormenores, que fiquei a olhar e passei por lá 50 vezes, esquecendo-me de os fotografar.

Tenho mesmo de lá voltar... tem de ser.



segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Lista de compras (o resultado)*



Bilhete para o John Legend: compradíssimo logo 15 minutos depois de terem sido postos à venda. 20ª fila da plateia não me parece nada mau. E até foi muito mais em conta do que esperava!

Bombay Sapphire: ficou para a próxima! Apesar de Riga ser uma cidade bastante barata, o free shop do aeroporto tem preços mais caros do que na cidade e estranhamente o gin estava mais barato em Viena. Assim sendo, marchou cá para casa esta preciosidade letã: (há palavra mais feia do que letã?!) Black Balsam. Uma espécie de aguardente de ervas com cassis (black currant). Provei, gostei, trouxe. (Quero simplificar processos na minha vida, comecei com isto e correu bem!)

* desta listinha.

Riga 2014

Perde-se nos confins da minha memória, a origem de eu querer ir a Riga. Há com certeza mais de uma década que gostava de ir a Riga por uma única razão: gosto do nome. Nem sabia bem onde era, muito menos o que lá havia. Normalmente nem gosto de nomes curtos, mas Riga tinha qualquer coisa que me fascinava. Quando descobri onde era, pensei em conjunto com outra pessoa numa viagem pelas capitais bálticas. Um plano tão maneirinho quanto possível, se comparado com o plano A que consistia em fazer o Chile de carro de norte a sul. (O facto de ser de carro revela logo que a proveniência da ideia não foi minha). Bom, nada disso se realizou.
Mas este ano quis o destino que Riga fosse a capital europeia da cultura e que Maria Calíope fosse finalmente lá. Apenas a caminho do aeroporto consegui abrir o guia para ver o que lá havia.
O problema de grandes expectativas já sabemos todos qual é: um flop, o balão a vazar e a serpentear o pelo ar. O risco era imenso. Mas no fim de contas nem por um segundo me senti defraudada. Foi tudo tão bom, que ainda não tinha saído de Riga e já fazia planos para voltar no Inverno.
A cidade é lindíssima, tem um charme italiano (não sei onde fui buscar isto, mas olhem saiu-me), é super acolhedora e pitoresca, come-se muito bem e barato. Em cada canto, há uma surpresa encantadora. Vê-se muita gente bonita... ou melhor, as mulheres tem imensa perna e pernas boas de se ver e vestem-se muito bem. E eu fui bafejada pela sorte, por ter tido companhia, por ter encontrado aquele tipo no avião, por ter estado muito bom tempo, pelas compras geniais que fiz, por ter passado um dia na praia, por ter ido para o spa três vezes em três dias, por comer aquele pão maravilhoso e salmão fumado ao pequeno-almoço, por me ter refastelado com sopa fria de beterraba, até descobri cervejas bebíveis!

Hei-de voltar! (Mas agora é mesmo a vida real que tenho diante de mim)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Freak magnet XXI - especial Riga

Por uma constelação astral incomum tive de me sentar no lugar do meio no avião. De um lado, um tipo de 130 kg cujo pneu estava a transbordar para o meu lugar, do outro lado um tipo em quem eu já tinha reparado na sala de embarque: usava chapéu!

O tipo do chapéu meteu conversa e fizemos o voo em amena cavaqueira. O trajecto do autocarro para o centro da cidade também! E fomos almoçar/jantar e beber um copo/café depois. Pelo meio ficou metade da cidade palmeada.

Para já Riga está a corresponder às expectativas... Isso e a importância de ser Ernesto!

Riga,  às 23:17

Lista de compras



Na partida: o bilhete para o John Legend (afinal era só hoje que começava a pré-venda) (e tomem lá este aperitivozinho)





Na chegada: ginzinho do bom e do bonito e a ver se com um preço simpático de freeshop!