sábado, 8 de março de 2014

191º momento cultural: Grand Budapest Hotel






Antes de me ter apercebido que estava ontem a viver um dia de sorte, pensei que no final do dia, precisava de me sentar e ser entretida. Era mesmo isso. Não era ser entertainer para ninguém. Era ser eu a entretida, sem ter de pensar em nada. Com esse objectivo na mente, achei que a estreia do Grand Hotel Budapest poderia encaixar nesse perfil. E lá fui eu para o cinema.


O filme é super cómico. Não é uma comédia, nem propriamente divertido, é simplesmente cómico. Parece quase desenhos animados com pessoas, digo isto pelas escolhas cromáticas, pelas personagens e pelos seus comportamentos e reacções. Tudo risível, mas pouco verosímil. A fotografia e os cenários são grandiosos e mais uma vez tenho de referir a escolha cromática. Não poderia deixar de mencionar a prestação do meu old-time-favourite Ralph Fiennes! Desde que ele encarnou Heathcliff arrebatou o meu coração e depois vincou-se ainda mais na minha memória naquela cena da banheira enquanto Paciente Inglês.
As outras personagens e especialmente a sua caracterização é exagerada mas verosímil. Não sei porquê, mas eu não consegui ver o Zero velho, pois olhava para ele e via Fidel Castro. O mesmo se passou com o filho herdeiro, para mim era um dark Dali!!!!
 A história que se situa num período entre guerras no Império Austro-Húngaro relata a vida, aventuras e desventuras do porteiro/recepcionista do dito hotel, pelo meio há um serial-killer, um testamento, a dança dos herdeiros, etc, etc.
Só no fim é que li que o enredo se baseia numa obra de Stefan Zweig por isso é possível que tenha havido uma série de pormenores que me tenham escapado relativamente à K. und K. Monarchie. Mesmo assim, tudo aquilo era Áustria e isso até eu reparei!


Sem comentários: