segunda-feira, 31 de março de 2014

193º momento cultural: Her

Tinha visto o trailer deste filme e achei que valia a pena. O facto de ter ganho o Óscar de melhor argumento original - ou coisa que o valha - acrescentou uns pozinhos à minha vontade de o ver e lá fui eu... Antes tivesse ficado à espera de o ver num voo qualquer. Que semi-estucha!
O filme não é mau, mas é longo demais para a história que é: um tipo solitário que mantém uma relação amorosa com o seu... sistema operativo! (Don't ask!) Aquilo passa-se algures no futuro, talvez na Ásia (por causa dos cenários), mas com roupa dos anos 60? 70?... calças de homem com cinturas subidas e sem cinto e cabelos à totó. A parte boa do filme é que retrata a dependência de algumas pessoas relativamente à tecnologia. Como a tecnologia pode ser útil, mas como ela pode dominar a nossa vida. A parte que começa a irritar é o ar de parvo do Joaquin Phoenix, depois ainda me causou mais confusão como é que ele passa o filme todo sozinho e a sua namorada, ou seja, o sistema operativo fazia e acontecia, era interesses nisto e naquilo, era grupos de pesquisa, reuniões de não sei o quê.... e o gajo ficava em casa a jogar computador... Que nervos!
Enfim, o filme levanta questões interessantes, mas it's not aaaaaalllll that, digo eu.

domingo, 30 de março de 2014

Isto está bonito está...

Maria Calíope acorda tarde e más horas por culpa de estranhos sonhos, da mudança da hora, do cansaço, etc. etc. etc. Já de pé, lavada e vestida arrasta-se por casa para preparar o seu pequeno-almoço. Pela janela vê um tipo giro a passar. Não sabe bem o que o indívíduo anda a fazer, mas o seu aspecto está a melhorar com o passar do tempo. Pequeno-almoço pronto, pega no telemóvel e imaginem só, estava lá uma mensagem do tipo giro - ahahahahahha - a convidar para um brunch... mas hora e meia antes! Maria Calíope agradece, teria aceite se estivesse acordada a essa hora e sugere brunch no fim-de-semana seguinte. O homem não se faz de rogado e telefona a Maria Calíope explicando que está na sua varanda e que ela é muito bem-vinda a aparecer... Maria Calíope foi, munida da sua tigela de iogurte com morangos cortados, framboesas e bran-flakes! 

Querem ver que isto ainda vai dar molho?!

sábado, 29 de março de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ VI

Estou aqui em modo eremita a tentar escrever mais um capítulo/sub-capítulo/parágrafo/frase... e quero dizer "eindeutig" e não me lembro como se diz em português e só me ocorre "ambíguo" que é precisamente o contrário do que eu quero dizer. Faço mentalmente o exercício de lhe tirar o prefixo e pôr lá outra coisa qualquer que se adeque ao que eu quero dizer: saiu "umbigo". Ok. Não é isso. Reconheço que a minha cabeça está uma miséria e vou ao dicionário alemão procurar como se diz "eindeutig" em português. Encontro: claro, evidente, manifesto, óbvio. Bolas! Tudo muito lindo, tudo muito bom, mas não diz tudo o que eu quero dizer com "eindeutig", que é só ter um significado e não poder ser alvo de confusões...

Estão a ver como eu devia escrever um dicionário das palavras que faltam em português?!!!

Bom, entretanto, ocorreu-me "unívoco". Não é perfeito, mas dá para tapar o buraco.


Gimlet


Amigo, White Russian, tens os dias contados... voltei a beber gin e para já não quero outra coisa!
E para não soar a muito alcoólico, a ver se experimento a versão com rodelas de pepino e a outra com folhas de manjericão! Há quem beba sumos verdes, não é?

quinta-feira, 27 de março de 2014

192º momento cultural: Fenster zur Welt

Ir ao teatro a uma segunda só se proporciona por motivos muito especiais. No caso foram vários motivos especiais e únicos. Uma grande amiga minha escreveu a peça, conseguiu pô-la em cena e ainda por cima encenou-a. O facto de ser em polaco era irrelevante, mas havia legendas em alemão.
Janela para o mundo retrata a história de uma mulher já em idade da reforma, que depois de enviuvar, reflecte sobre a vida que (não) teve, ao ver telenovelas. As cenas alternam-se entre a vida real da mulher e as cenas da telenovela que ela segue. Telenovela de argumento baratucho com tudo o que se tem direito: pessoas em coma, traição, incesto, enganos, filhos ilegítimos, membros amputados, herança... e homens italianos! Todas as personagens masculinas tinham nomes italianos. Foi super engraçado. A mulher engana-se a si mesma querendo crer que agora é a rainha da casa e que até teve uma boa vida...
Eu fiquei orgulhosíssima da minha amiga que já prepara a segunda peça!

E amanhã é dia de cocktails para comemorarmos!

quarta-feira, 26 de março de 2014

segunda-feira, 24 de março de 2014

Chupa-dicionários

Se o caríssimo leitor teve a curiosidade de passar em revista o meu perfil, encontrará nos meus livros preferidos uma única entrada: dicionários. Não se trata de metáfora nenhuma. Gosto mesmo de dicionários: é indiferente que sejam bilingues ou monolingues. Com um dicionário à mão tenho a certeza de que não me aborreço e de que com certeza descobrirei algo fascinante.
Hoje recebi o convite para participar na elaboração de um dicionário. Era um projecto de que já tinha ouvido falar e que me tinha entusiasmado bastante. E agora o organizador diz que gostaria muito de contar comigo para o dito. Talvez o estimado leitor não consiga imaginar no que isto significa para mim: ser eu própria a definir os limites de uma expressão, de lhe dar equivalentes, contar a sua história, ilustrar com exemplos. Eu a escrever uma entrada do dicionário! Sinto-me como se estivessem a coroar a minha carreira... carreira essa que mal começou... ora, eu sou uma miúda... este senhor quando me viu julgou-me uma estudante de 19 anos, foi o próprio que me disse umas horas depois, ao saber que eu tinha mais 16 no lombo e que estou em cima do estrado. Ai! Nem sei onde me estou a meter, ainda não aceitei. Não sei se posso aceitar. Mas não me consigo calar, como se tivesse sido alvo de milagre divino. E aos meus olhos fui abençoada sim! :)

domingo, 23 de março de 2014

Mapeando-me



Tenho um fascínio qualquer por mapas, globos e planisférios. Se calhar gosto de registos cartográficos porque nos apresentam limites e fronteiras. Ali sabe-se até onde se pode ir e quais são as fronteiras que nos faltam atravessar.



Posso passar horas diante de um mapa sem me cansar. Talvez inconscientemente por isso tenha colocado um detalhado mapa da Europa e cartões postais do mundo inteiro na divisão da sanita.

Pelo meu aniversário, a minha irmã surpreendeu-me por completo com um mapa autocolante. Adorei e ia directamente para a minha sala, se não tivesse um ar um pouco escolar. Foi reencaminhado para a casa-de-banho e aproveitei para inscrever nele alguns planos meus e outros note-to-self!

Há coisa de duas semanas vi este mapa em cortiça em casa alheia e voltei a ter fé no meu instinto e nas minhas capacidades! Olhei para o mapa e sabia que tinha de ser meu! E assim foi. Chegou ontem e acabei de o pendurar aqui em plena sala. Ficou tão bem, vejam lá!

sábado, 22 de março de 2014

E a música subiu ao palco!


Imagine-se o querido leitor no conforto da sua casa, a trabalhar numa actividade que lhe dá algum prazer e põe uma música a tocar (sem letra para não distrair) para não estar a trabalhar num ambiente mudo. E de repente. E de repente pára tudo. Pára tudo porque deixa de trabalhar e pensa na sorte que é poder ouvir aquela música e sente todo o seu corpo vibrar. Realmente há milagres todos os dias, é preciso é dar com eles.
Richard Galliano e Tangaria Quartet. Ouçam os quase 100 minutos que vale bem a pena. Se acharem que é demais comecem pelo 1:10:18 ... Este violoncelo me mata! :) É só o que vos digo...

Ai vão estar 20 e tal graus com sol e eu tenho de trabalhar?

Então vou mas é dar uso ao jardim!
E cá estou eu a disfrutar do quiçá Verão vienense 2014 - que estas coisas do tempo já não dá bem para perceber quando é que faz que tempo e muito menos em que estação estamos.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Are you talking to me?




Desapareceu para lugar distante em canto da sala,
depois pela Zúlpicher Strasse em direcção a hotel de elite 
e ainda para mais longe ainda: 
Viena.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Dedo que adivinha

Às vezes penso se alguma vez hei-de ser mais feliz do que sou hoje. Às vezes pergunto-me se alguma vez hei-de conhecer alguém que valha mesmo a pena. Às vezes reconheço na vida os contornos de um jogo de futebol, não se sabe o que vai acontecer no minuto seguinte, nem sempre é a melhor equipa que ganha, mas a que marcar mais golos, os minutos dos descontos são decididos pelo árbitro - o merecimento não dita o resultado.

Depois há vezes em que imagino que saberei quando conhecer a pessoa certa, tal como sei que sou uma foquita dentro de água a dar aulas ou que tenho uma vida extraordinária porque consegui lapidá-la à minha media.

Raras são as vezes em que eu estou à janela e a ver-me passar pela rua em simultâneo. E estou à janela com a distância suficiente não só para ver tudo o que está a acontecer como também saber prever movimentos alheios. Se eu tivesse mais vezes as rédeas na mão, talvez a vida não fosse tão surpreendente, mas às vezes sabe bem ter uma centelha demiúrgica!

Poderosa




Há dias carregados de energia.
Há dias em que poderíamos mover astros.
Há dias em que não há impossíveis.

Apanhei este trilho e não sei até onde me levará, mas
estou a cultivá-lo para se ir esticando!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Inventário de vocábulos XVII

Nunca me tinha apercebido que ídolo e ícone poderiam estar relacionados, nem sequer desconfiava da origem grega das duas. Eu sabia que deveria ter tido aulas de grego na escola... não percebo como é que as eliminaram do currículo. Mas então, Colónia também serviu para me dar a conhecer


eidolón e eikón 

Mary Cassatt, Young Woman Reading

(lamentavelmente não sei escrever isto em grego porque grego não era oferecido na minha escola).
Ícone enquanto palavra nunca se me afigurara como grande coisa, talvez por associá-la a um simbolozeco de trazer por casa. Já ídolo reporta-me ao boi (bezerro?) de ouro do Antigo Testamento, daí imaginar qualquer coisa de maior grandeza.
O certo é que é precisamente o contrário. Um ícone fica. Um ídolo passa. O ícone é perene. O ídolo é temporário. Genial, não é? De repente fiquei a ver o mundo ao avesso e gostei!

domingo, 16 de março de 2014

A vida nos eixos





O meu pai e a minha mãe voltaram hoje ao "clube" e foram dançar. Coisa que já não acontecia desde Dezembro de 2012. Pode até ter sido um mísero passo de dança (que não foi com certeza), mas já fez toda a diferença! :)

Colónia

Nos últimos dias não sei quantas vezes entrei e saí deste edifício. Foram vezes suficientes para só ter conseguido ir passear pela cidade uma vez - ontem de manhã. Pensando bem, há anos (décadas) que não passava tanto tempo consecutivo na Universidade. Mas não houve um momento em que me tenha aborrecido. Quer dizer, houve quando um dos palestrantes em vez de falar os 20-30 minutos supostos, duplicou o seu tempo - einfach so - não dizendo uma frase concreta e que se percebesse. E ainda numa outra palestra já na parte da discussão a palestrante diz qualquer coisa como "Portugal, Brasil e os outros países de língua oficial portuguesa. Eles são tantos que eu não os sei de cor...". A credibilidade dessa pessoa que já não era grande coisa antes acabou nesse preciso momento. Tirando estes dois momentos, tudo o resto foi óptimo. Palestras interessantes, discussões vivas, pausas para cafés animadas, conversas de corredor, jantares intermináveis, etc. etc. etc.
Não querendo cair em exageros, mas julgo nunca ter estado numa conferência tão boa onda: onde toda a gente falava com toda a gente, fossem alunos fossem catedráticos. Eu estava a sentir-me tão bem que para além da minha própria intervenção, levantei a mão umas quantas vezes para comentar e fazer perguntas, coisa que um bicho-do-mato como eu nunca tinha feito assim em público. Revi imensa gente conhecida, conheci uma mão cheia de gente interessante e bons contactos para o futuro e modéstia à parte julgo que causei boa impressão aos convivas!

sábado, 15 de março de 2014

A melhor pergunta dos últimos dias:

A menina monta a cavalo?


(Mais umas horas e estarei em casa. A emissão voltará ao costume.)

segunda-feira, 10 de março de 2014

...

Se calhar sou eu que tenho gostos muito requintados, mas não consigo ultrapassar aquela associação "capital europeia" - "mcdonalds"... mas teria guardado essas cogitações para mim mesma, se agora não tivesse dado com o drama do passaporte para passar os portões de Praga! Se calhar as coisas daqui do centro da Europa vêem-se de outra maneira, só pode ser.

(Não acho que toda a gente tenha de saber tudo, eu própria tenho lacunas gravíssimas em áreas distintas, que obviamente ignoro, mas a República Checa já está na UE há 10 anos... causa-me urticária este tipo de questão por parte de quem sabe de tudo e um par de botas.)

Desculpem lá, mas não ia conseguir dormir com essa aqui entalada.

Façam as vossas apostas!

Vou ausentar-me por uns dias. Volto com:

a) Um gajo giro pela mão
b) Uma história de um freak para contar
c) Um convite para palestrar em qualquer sítio
d) De mãos a abanar
e) Outro
f) NS/NR

Para qualquer efeito, fiz a depilação, tenho vermelho nas unhas e cartões de visita à mão. Hmm... na verdade, o costume!

domingo, 9 de março de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ V


Aparentemente, pelo menos é Einar Haugen (1953) quem lança o boato, quando confrontado com a pergunta sobre quantas línguas falava, Hugo Schuchardt respondia "Kaum meine eigene!" (Mal sei a minha). Há largos anos ia achar esta resposta um disparate completo. Hoje poderia ser eu a proferi-la.

sábado, 8 de março de 2014

Neo-coiso


No outro dia, estive a ler um artigo sugerido pela Maçã de Eva acerca de um novo enquadramento social a pessoas avulsas. Encalhadas. Ninguém lhes pega. Ficam para tias... etc. etc. Estou agora a pensar que nunca ninguém me veio pedir contas, tirando aquela minha tia, portanto deve-se falar nas minhas costas. Antes assim. O conceito neo-solteiro não é uma abordagem completamente inovadora, mas julgo que faz diferir quem se vai acomodando a uma situação singular e quem tira proveito dela. É interessante como tudo pode ter dois lados. Fica aqui um bocadinho, mas leiam-no na íntegra.

Handiedan

Son profesionales muy calificados, desenvueltos, competentes, seguros de sí mismos, con un alto nivel cultural. No tienen por referente social la pareja, no están obsesionados por la estabilidad económica, que ya han alcanzado, no renuncian a las comodidades y más bien las buscan y saben disfrutarlas, no quieren sufrir experiencias dolorosas o defraudantes en el terreno del amor, no es para ellos una prioridad la vida en pareja ni casarse y no les supone trauma la cama vacía, que consideran suficientemente compensada con el éxito profesional. 

191º momento cultural: Grand Budapest Hotel






Antes de me ter apercebido que estava ontem a viver um dia de sorte, pensei que no final do dia, precisava de me sentar e ser entretida. Era mesmo isso. Não era ser entertainer para ninguém. Era ser eu a entretida, sem ter de pensar em nada. Com esse objectivo na mente, achei que a estreia do Grand Hotel Budapest poderia encaixar nesse perfil. E lá fui eu para o cinema.


O filme é super cómico. Não é uma comédia, nem propriamente divertido, é simplesmente cómico. Parece quase desenhos animados com pessoas, digo isto pelas escolhas cromáticas, pelas personagens e pelos seus comportamentos e reacções. Tudo risível, mas pouco verosímil. A fotografia e os cenários são grandiosos e mais uma vez tenho de referir a escolha cromática. Não poderia deixar de mencionar a prestação do meu old-time-favourite Ralph Fiennes! Desde que ele encarnou Heathcliff arrebatou o meu coração e depois vincou-se ainda mais na minha memória naquela cena da banheira enquanto Paciente Inglês.
As outras personagens e especialmente a sua caracterização é exagerada mas verosímil. Não sei porquê, mas eu não consegui ver o Zero velho, pois olhava para ele e via Fidel Castro. O mesmo se passou com o filho herdeiro, para mim era um dark Dali!!!!
 A história que se situa num período entre guerras no Império Austro-Húngaro relata a vida, aventuras e desventuras do porteiro/recepcionista do dito hotel, pelo meio há um serial-killer, um testamento, a dança dos herdeiros, etc, etc.
Só no fim é que li que o enredo se baseia numa obra de Stefan Zweig por isso é possível que tenha havido uma série de pormenores que me tenham escapado relativamente à K. und K. Monarchie. Mesmo assim, tudo aquilo era Áustria e isso até eu reparei!


sexta-feira, 7 de março de 2014

O poder de um bolero

Ravel começou a ecoar e de repente:

- Em vez de 417€, só tive de pagar 18€. As senhoras lá da Universidade resolveram responder aos meus mil e-mails do último mês e aviaram o meu processo, 20 minutos depois de me ter convencido que ia pagar o que eles quisessem e arrumava o assunto.
- Ia comer sushi ao almoço, mas numa decisão impetuosa pedi Bulgogi Bento. A comida era tanta que comi todos os extras (sopa miso, mini-crepes, sushi, salada e laranja)
ao almoço e o bulgogi propriamente dito deve estar agora a chegar ao meu estômago (foi o jantar).
- Recebi o dinheiro da Segurança Social que já tinha pedido há cerca de 2 meses.
- Passei por uma Zara para fazer tempo e encontrei nos saldos uma blusinha que tinha debaixo de olho desde a Zara do Chiado em Dezembro e que já tinha perdido toda a esperança de a encontrar.
- Fui ao cinema e voltei a ver Ralph Fiennes numa daquelas banheiras antigas com pezinhos.

Há dias de sorte (mesmo quando se tem problemas de sono) e se calhar Ravel deu uma mãozinha!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Negão do momento XII: Rui Massena




Amadeu e Teófilo  são o mesmo nome.




Maestro Rui Massena

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ IV

Mandei há umas semanas um plano de trabalho (que tenho estado a seguir) ao meu professor. Ele respondeu-me hoje a dizer entre outras coisas "sehr gut und genau". Eu fico contente, claro. Mas desconfio que se calhar o homem não leu bem o que eu escrevi...

quarta-feira, 5 de março de 2014

190º momento cultural: Amour - Liebe

Passo a vida caída no cinema e não fiz qualquer referência aos Óscares, não foi? Pois... Fiquei muito contente por La Grade Bellezza ter levado o prémio do melhor filme estrangeiro, acho que é isso a única coisa que me apraz dizer. Mas como aqui ainda se vive o momento-óscar, passou hoje na televisão um dos austríacos oscarizados do ano passado: Michael Haneke e o seu Amor.
Eu não o vi no cinema no ano passado por achar que seria uma história bonita e dura e que com certeza me levaria às lágrimas. Hoje ao ver o filme, tenho a certeza que é uma história bonita e triste e que com certeza me teria levado às lágrimas, não pela ficção, mas pela vida real passada. Adorei o filme, mereceu todos os prémios e mais alguns que ganhou. Recomendo-o vivamente e foi uma belíssima surpresa de repente ver a Rita Blanco dobrada em alemão no meu mini-televisor. (Realmente ela tem mesmo ar de porteira!) Há pessoas de mãos dadas até ao fim e isso nos dias que correm, nos dias que correm por mim, é maravilhoso de se ver.
Este filme fez-me lembrar do José e Pilar enquanto o via e ainda agora reparei que é curioso ter visto Liebe - Amour neste preciso e memorável dia.

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnaval

Então, Maria Calíope, que tal o Carnaval?

Well, aqui não há Carnaval, mas mesmo assim resolvi mascarar-me de Atlas que era um disfarce que já não usava há imenso tempo. Peguei numa série de pseudo-problemas e atirei-os para o meu lombo, já estava de calças douradas vestidas e voilà! Claro que ninguém entendeu os meus problemas - é o que dá ter first-world-problems - e eu a enterrar-me nas areias movediças, enquanto ouvia "Mas isso é óptimo para ti! Não te preocupes, Maria Calíope, dás conta do recado com uma perna às costas!" Acontece que a perna está presa... na verdade as duas.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Aristides de Sousa Mendes

Não sei há quanto tempo é que esta alameda se chama assim, mas eu só a descobri na semana passada... Rejubilei (sim mesmo duas vezes) por o senhor Sousa Mendes ter direito a uma alameda em zona tão internacional da cidade (é perto da ONU) e pelas alminhas austríacas que se lembraram que o senhor Sousa Mendes possivelmente lhes salvou familiares.

domingo, 2 de março de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ III

Sonhar com frases e a redacção dos meus capítulos, ter papelada espalhada pela sala inteira, desfolhar livros página a página à procura daquele conceito-que-ficava-aqui-tão-bem-e-eu-tenho-a-certeza-que-não-pensei-nisto-sozinha-alguém-deve-ter-dito-isto-antes-de-mim.

Os trabalhos em que uma pessoa se mete para poder ir para a Argentina...

sábado, 1 de março de 2014

Pedidos avulsos


Como é que Fevereiro já acabou?!!!
Não dá para esticar mais uns dias?