sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

189º momento cultural: Philomena

Há mais de um mês que não ia ao cinema e dei hoje com a constelação perfeita: despachei o meu trabalho mais cedo e estreou cá o Philomena. E lá fui eu sabendo de antemão que tinha ganho o prémio de melhor argumento em Veneza e ouvindo elogios rasgados do meu colega argentino-realizador-de-cinema, apesar de ainda não o ter visto!
Antes de mais: que história, logo a seguir: a Judi Dench... ela poderia ter feito o filme todo em versão muda (perdiam-se todas as suas tiradas geniais) mas só estes olhos dizem tudo. O filme já estreou há tanto tempo em Portugal que já toda a gente deve conhecê-lo. Para os mais distraídos, o filme trata de como foram postos para a adopção e vendidos bebés de mães solteiras em meados do século passado e relata a busca de uma mãe por um filho que lhe tinham tirado ainda bebé. Mais do que uma história verídica, o filme levanta tantas pontas que obviamente ainda não consegui digerir tudo. Fé, religião e culpa. À medida que estava a ver o que se passava, só pensava que é por estas posturas fundamentalistas (das freiras, mas poderia ser de outra qualquer entidade católica) que me fizeram repensar muitos dogma e deixar de frequentar a igreja como fiz mais de dois terços da minha vida. O valor exacerbado da culpa ajuda a manipular. E não puxem por mim para não vos massacrar com as minhas teorias sobre o pecado... Mas no fim, a bofetada de luva branca da Judi Dench - é esse tipo de ensinamento católico que eu gostaria de ter. Mas desconfio que não sou assim tão boa pessoa.
Como já referi acima, o texto dela foi magistralmente escrito. Pareceu-me mesmo que não tinha uma palavra a menos nem a mais. Tudo ali de regra e esquadro. Eu fiquei a pensar numa coisa que já me tinham dito aqui (um daqueles freaks que começou a falar comigo sem eu ter dito nada), que toda a gente se encontra duas vezes. Ela no filme acrescentou qualquer coisa como "Be nice to people, you don't know when you meet them again. You meet her now on your way up, you don't know if next time it will be on your way down."

188º momento cultural: Der diskrete Charme der smarten Menschen

Com todas as emoções da semana que se passou, esqueci-me por completo de mencionar uma ida ao teatro. Vê-se logo que a peça não foi assim tão fantástica, caso contrário teria havido relato quase imediato. O charme discreto das pessoas pseudo-qualquer coisa (tradução livre minha) era uma peça que me prometia mais do que me deu. Um grupo de pessoas à volta de uma mesa que falam de trivialidades e de outros lugares-comuns, assuntos que têm como separador a apresentação detalhada de um prato (um bocadinho à la Perfektes Dinner, para quem conhece). Uns assuntos mais superficiais do que outros, pessoas que se sobrepõem a outras, segredos e mais uma mão cheia de nada. Não adormeci, mas fiquei contente por não ter pago o valor total do bilhete.

(Conseguem ver ali onde eu comecei a ter ideias para as calças douradas?)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Perdi a cabeça (juízo inclusive)

E quando dei por mim tinha acabado de comprar umas calças skinny douradas... dourado escuro, mas continua a ser dourado! Já sabem que sou uma pessoa carente, estou a escrever uma tese de doutoramento, estou a recuperar do choque tecnológico que é ter um smartphone e hoje tive direito a um encontro imediato imprevisível...
Nem de propósito, a Mónica Lice publicou isto hoje (mas eu só vi agora depois de já ter as calças)! Pronto, afinal não sou uma pessoa que compra as suas frustrações, mas uma trend-setter, a  pessoa mais fashionable aqui dos arredores... só me falta o colar statement! :)

E tomem lá música bling-bling e diamantes!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Smartlife


Pois que depois das calças skinny, chegou o smartphone... Acabei de o ligar e estou em modo semi-boi a olhar para um semi-palácio. Digamos que a opção de ter um telefone novo não foi bem minha, mas fruto das circunstâncias da minha vida e dos meios por onde me movo.
O que já me apercebi é que o smartphone é mesmo smart e seguidor de Darwin, uma vez que me fez o favor de erradicar da minha lista de contactos os vizinhos e o italiano. Selecção natural? Sobrevivência do mais forte? pois...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Boas decisões

No final do semestre passado, estive a considerar deixar a dança oriental. Tenho aulas, depois de um dia de escritório e mais uma aula de português, e nas últimas semanas já me arrastava mais pela sala do que dançava propriamente... No entanto, no dia da última aula - a que ia faltar - resolvi ir por ter tido um dia miserável e achei que abanar-me, arrastar-me ou qualquer coisa era melhor do que ir para casa. E ainda bem que o fiz. A aula foi óptima e eu nem hesitei em me inscrever no presente semestre.
O semestre já começou e já vamos na terceira aula. Tem sido fabuloso. Músicas novas. Movimentos novos. Tenho andado ali a rodopiar-me a mim e a muitas partes do meu corpo a vulso. Ontem brilhei quando a minha professora elogiou-me a ondulação inversa da barriga!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ II

Numa aula de Português, Maria Calíope explicava às criancinhas que tinha passado o fim-de-semana barricada em casa a escrever a sua tese, quando lhe ocorreu que os alunos não soubessem que eu era doutoranda. Uma das alunas perguntou-me pelo tema e eu disse que as minhas pesquisas estavam a ser feitas no âmbito da sócio-linguística e lá avancei com o título da tese propriamente dito. Vira-se um outro aluno perdido de riso e diz "Mas isso parece Almodovar! Um daqueles títulos como: Mulheres à beira de um ataque de nervos!!!"

Nunca me teria ocorrido a comparação, mas se tiver em conta o processo reconheço-lhe muitos pontos de contacto!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Em cima do salto XXIII

"Confia em mim, eu sou médica"
"Trust me, I'm a doctor"
"Vertraue mir, ich bin Ärtzin"
"Fait confiance à moi, je suis madame le medicin"


Elena Feliciano, Yellow Roses Stiletto Giclee

Aprender a dizer isto em línguas mais exóticas... vou fazer um brilharete!

Adenda (19:17): Ainda estou perdida de riso com estas frases. Se calhar qualquer trolha aprendeu esta cartilha no infantário, mas mesmo assim, acho-as muito divertidas e consegui pensar numa daí decorrente, mas que só funciona em inglês em contexto germanófilo:
 "Trust me, I'm a doctor. Frau Doktor. My field of work is Romance!"
E o pior é que é rigorosamente verdade!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Mergulhos bilingues XXX - Phʳᵃᵚ Dᵓᵏᵗᵊʳ

Há quase 4 anos, dei início à desinspirada secção Mergulhos Bilingues, que supostamente vos daria conta dos progressos da minha tese de doutoramento. Desinspirada porque não sei por que raio adjectivei os mergulhos de bilingues e porque praticamente 4 anos depois a tese continua praticamente inexistente (20 páginas de texto e 16 páginas de tabelas não é tese!)
Bom, agora que parece que o processo desencalhou, eu resolvi acabar com os tais Mergulhos Bilingues e dar início à secção PhD, que vai num modelito carnavalesco pseudo-fonético: "Phʳᵃᵚ  Dᵓᵏᵗᵊʳ". É isso que serei (em breve - se tudo correr bem).

O meu orientador dizia uma vez: "Queres escrever?! Então escreve! Não há outra maneira de o fazer."
É tão simples como isso!


Mergulhos bilingues XXIX

13:30 - "Ai! Não vou perder tempo a fazer o almoço... vou mas é pegar no plano de trabalho! Como umas tostas e pronto."

14:00 - Plano de trabalho na mão, correcção do plano, consulta de livros, organização do trabalho...

15:30 - Plano de trabalho novo - muito mais organizado e pronto a ser aplicado

15:40 - Actualização do anti-vírus
15:45 - Reiniciar o computador
15:47 - "O que é aquele ícone ali?!"
15:49 - "Bolas! Desliguei o touchpad... Como é possível?!!! Isto não dá para ligar de novo.... Eu não tenho rato.

Todas as teclas carregadas em todas as combinações possíveis depois.

16:16 - Liguei ao V2 e ninguém atende.

Mais uma volta no carrossel das teclas.

16:19 - Liguei ao V1 e ninguém atende.

Mesmo bom ter vizinhos!

Mais mil voltas ao carrossel e quando estava prestes a considerar ir a uma loja informática antes que elas fechem e seja domingo

16:39 - Consegui ligar o touchpad não sei bem como...

Ainda bem que não perdi tempo a fazer o almoço e também folgo muito em ter vizinhos :)

Wild thing

As compras de sábado resultaram hoje entre couve-flor, cogumelos e batatas fritas em dois pares de calças skinny e mais um par de leggings... Espero que agora que eu aderi à moda das calças justas, a moda não passe a ser calças largueironas já a partir da Primavera-Verão 2014. Depois das calças zebradas pretas, vieram cá para casa morar comigo umas em camurça cinzento ratazana escura e outras mais ao estilo cobra em época de baile (tem lá uns dourados à mistura).
Na verdade, o que precisava mesmo era de um smartphone... mas apercebi-me que tenho muito mais facilidade em escolher roupa!

(Faz de conta que sou eu cá em casa!)

(Vá não me distraiam que tenho um PhD para escrever!)

Jubileu

Fui sair hoje com uma grande amiga minha.
Uma das maiores amigas que fiz aqui na Áustria, que já não via há uns 2 anos e cujo contacto esmoreceu há uns 4.
Faz agora uns 10 anos que nos conhecemos.
Hoje a páginas tantas apercebemo-nos que precisamente há um ano estávamos as duas... em Bali!
Nenhuma de nós sabia que a outra estava lá-
Como é possível termos estado as duas no mesmo sítio ao mesmo tempo a milhares de quilómetros de casa?!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Recolha do lixo

Quando começo com grandes teorias sobre este mundo e o outro, costumo rematar o assunto com "tenho muito tempo livre para pensar", encolhendo os ombros. Algumas vezes ouvi como resposta "Se calhar deverias arranjar mais um emprego...". Hipótese sempre válida, mas face aos meus horários preenchidos só me sobrava a hipótese "homem da recolha do lixo" (os de Lisboa porque os de cá trabalham de manhã cedo, lá pelas 7 ou 8). 
Ao fim destes anos, consegui desencantar a ocupação perfeita, matando logo 2 coelhos entre as 10 da noite e a 1 da manhã - horário da recolha do lixo, lá está! Face ao susto da semana passada, resolvi impor-me uma disciplina militar para a redacção da minha tese. Precisamente. Das 10 às 1 durante a semana. Afinal nunca vou dormir cedo mesmo. 
Talvez o querido leitor já não se deixe levar pelas belas palavras de Maria Calíope, mas até ver, tenho seguido a rigor e sinto mesmo que desta vez é mesmo a sério. O plano está feito e vai ser cumprido.

Sabem quando sentem que a vossa vida está a andar? Pois, a minha está... e não é obra do acaso.
 

Tupperwares

Já cá vos tinha confessado, a minha cozinha pode ser uma divisão problemática. Hoje estou à vontade para falar pois a Eva esteve cá ontem! Mas apercebi-me que não sou a única a ter estes problemas domésticos. O da Pimpas tem a ver com fauna e flora nos tupperwares. É genial (e perfeitamente compreensível). Sou solidária e só não partilho o mesmo problema porque os meus tupperwares vão directos para o congelador!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

187º momento cultural: Platée

Já há imenso tempo que queria ir ao Theater an der Wien, a terceira casa de ópera de Viena. Hoje foi o dia. E que bela decisão. Tudo o que eu achava sobre ópera foi bafejado com um sopro de vida. Já sabemos que a minha memória não dá para muito, mas desconfio ter visto a melhor e mais completa ópera que alguma vez passou diante dos meus olhos.
O Theater an der Wien é conhecido por apresentações, interpretações, encenações mais modernas, mais ousadas, mais minimalistas (se comparadas com a tradicional Stadtsoper - eu não simpatizo assim tanto com a Volksoper, por isso deixo fora desta corrida). Bom, lá fui eu ver Platée, por sugestão de amigos que desencantaram bilhetes mesmo em cima da orquestra, tendo a preocupação de ler o enredo ANTES de ir ver o espectáculo. (Para ópera, é logo dois golos de avanço!) Não sabia exactamente ao que ia, para além de uma história de amores e ciúmes num triângulo amoroso entre Júpiter, Juno e a ninfa Platée, plano esse arquitectado por outras figuras proeminentes do Monte Olimpo.
Tendo isto em mente, não estava exactamente à espera da cortina subir e dar de caras com pessoal ao molho a dançar numa rave-party chunga em dia de noite branca (uns lençóis amarrados)... quando a certa altura começam todos a cantar... "ópera", o cenário ainda pareceu menos verosímil. (Era uma festa bacante). Bom este foi o início de uma série de peripécias divertidíssimas, com humor refinado e extremamente bem pensadas E conseguidas. 
Só para terem ideia, Júpiter era encarnado um Karl Lagarfeld, Juno Coco Chanel e a pobre da Platée uma saloia que os deuses em complot resolveram transformar em musa... Quando Platée vai ao Olimpo, as nuvens vem em formato de passagem de modelos masculino!!!
Bom para além disto tudo, acho que foi a primeira ópera em francês que assisti e teve imensos elementos de dança contemporânea - de que não sou grande apreciadora - mas que assim enquadrados na história fizeram mais sentido. E claro, era uma ópera, ou seja, cantaram o tempo todo! Só tenho pena que a moral da história fosse inexistente. Os deuses e sei lá mais quem andaram a gozar com Platée do primeiro ao último minuto e ela acaba sozinha... possivelmente prestes a enlouquecer...

Mesmo assim nunca bati tantas palmas. Não sei se as outras pessoas costumam ficar 10 minutos a aplaudir, mas a mim não me acontece recorrentemente. O Theater an der Wien ganhou uma fã. Assim que puder, volto lá!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Pessoas

Estou a notar um estranho e embaraçoso padrão na minha vida. Canso-me de pessoas. Pessoas que me são muito próximas e que, a meu ver, de repente se tornam desinteressantes, que subitamente parecem irreconhecíveis, que num ápice deixam de ter coisas em comum comigo. E eu afasto-me.

Felizmente há pessoas que não desistem de mim.

E eu até posso ser torcida, mas também dou o braço a torcer.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Carta na manga

Cenas de capítulos passados:
Depois de jantares, cinemas e copos em dias separados, depois de um cinema, jantar e copos numa noite só, V2 lançou o DVD-move e Maria Calíope achou que à segunda não deveria recusar. V for Vendetta foi o filme. Às 2 e tal da manhã Maria Calíope estava com sono e deduziu que se nada tinha acontecido até àquele momento, nada aconteceria nessa noite/madrugada. Possivelmente, ele tomou-me por uma menina séria, ao passo que, para mim, ele levou com o carimbo de banana bem assente naquela testa!

Ontem fomos jantar e eu confesso que quase vacilei quando o homem não só diz que sabe russo, como começa efectivamente a falar russo comigo! Oh Deus! Com esta é que eu não contava. E claro que fui respondendo: да, да, да! Estranhamente cheguei a casa bem mais animada do que quando saí.

Esperemos pelos próximos capítulos.

Mergulhos bilingues XXVIII





Eis o meu plano: Vou acabar com a minha tese antes que ela acabe comigo...


Off I go!


Egon Schiele, The scornful woman

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Vida em xadrez

Everything you want is on the other side of your fear...


Li isto ontem num blogue - não me lembro de qual - e fiquei a matutar nisto. Hoje encontrei esta imagem e achei que tinha tudo a ver com a frase e comigo.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sochi

"Calíope, qual é o teu desporto de Inverno preferido?" perguntou-me o mosqueteiro ucraniano no outro dia. Resposta imediata de Maria Calíope: "Sauna!", corrigindo no segundo seguinte "espera, preferido, preferido é jacuzzi. Adoro jacuzzi!"

Ontem fui para os meus próprios jogos olímpicos de Inverno: as termas de Linsberg. 5 horas de sauna, jacuzzi, jacuzzi, sauna, banhos turcos, piscina, sauna, jacuzzi e mais uma volta no carrossel! Novidade desta vez foi banho turco com iogurte, sauna bolas de neve e outra sauna com sal marinho. Rapidamente habituava-me a esta vida!

Saí de lá revigorada e precisava mesmo!

Que eu tenho queda por mosqueteiros já sabíamos todos



Mas agora vai o Cardeal Richelieu e tudo!

(Ouçam lá a voz do homem)

(E não é o Christoph Walz)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Fadiga

Se há coisa que me entristece até à última casa é tomarem-me por preguiçosa...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Hoje é dia de festa...

Cantou a minha alma o dia todo o Bo Tem Mel entre os pincéis que tive de traduzir a pensar nestes fantásticos 9 anos de Mergulhos! E como prendinha tinha o maravilhoso bilhete para os NK e uma palestra na UFRJ, mas consegui estragar o meu próprio dia ao aperceber-me de que me esqueci (como?) de pagar a propina da faculdade... Para além da quota da associação de estudantes, parece que já não estou isenta da propina em si e em cima disto tudo ainda há 10% pelo suposto atraso. Detesto gastar dinheiro de forma parva...

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Freak magnet XVII

O dia cá em casa passou-se ao som de Expensive Soul. Enquanto Maria Calíope se dedicava com algum surpreendente afinco a tarefas domésticas, organizava na sua cabeça ideias sobre os Vizinhos. Encontrou por acaso nº 1 ontem no jardim - quem já não via desde Agosto - que lançou um "a ver se voltamos a sair e a fazer qualquer coisa". Já hoje nº 2 voltou* à carga, face à falta de sinal de vida de Maria Calíope: "cinema? jantar?".

Maria Calíope está a considerar convidar os dois para jantar... sim, em stéreo!

*Porque depois do inenarrável serão quase all inclusive, ele conseguiu ter pontaria para me convidar para um copo no dia que eu fui para Lisboa! Está a esforçar-se: eu estou a notar!

Handiedan, I love snow white

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Heart in a bottle


Queridos leitores,

Se estiverem desejosos de oferecer uma prendinha a Maria Calíope, assim a apetecer-vos, ao ponto de estarem ansiosos e sem saber para onde se virarem, Maria Calíope não vos mostrará uma luz ao fundo do túnel, mas ligará um holofote em toda a sua potência!
Ora vejam, deliciem-se e confiram se não é mesmo a minha cara!




Once there was a girl, who on discovering someone missing from her life, decided to put her 'Heart in The Bottle' to keep it safe.

Penduricalho de Oliver Jeffers for Digby & Iona tendo sido inspirado pelo livro do mesmo autor e com o mesmo nome!

A pergunta que se põe é: but would she remember how to get it out again?

Descoberto aqui!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Em estúdio


Como é que é possível eu ter dito
Donaudampfschifffahrtselektrizitätenhauptbetriebswerkbauunterbeamtengesellschaft de uma só vez e ter precisado de repetir a gravação da explicação (Associação dos Funcionários Subordinados da Construção da Central Elétrica da Companhia de Barcos a Vapor do Danúbio) três vezes?!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A perua depenada

Se o caríssimo leitor bem se lembrará há uns tempos, Maria Calíope foi praticamente tratada como uma macaca no cabeleireiro do seu bairro. Desta feita e volvidos uns 3 meses, Maria Calíope voltou ao cabeleireiro (semi-obrigada por sua mãe) dar um jeito ao cabelo. Resumindo o diálogo da senhora que me lavou a cabeça e da cabeleireira: estou com muita queda de cabelo, tenho de tratar do assunto o mais rapidamente possível, ele está muito fraco na parte de cima, tenho de fazer um tratamento qualquer e logo o dobro do tempo recomendado...
Tudo muito bem, que até eu reparara que me estava a cair mais cabelo do que o costume e a queda de cabelo é crónica nos membros femininos da minha família - tirando a minha mãe. Não comprei as ampolas que elas me recomendaram por achar o preço uma enormidade. Fui no dia seguinte à farmácia e comprei umas cápsulas que supostamente fortalecem cabelo e unhas. Agora a minha grande dúvida é: será que os comprimidos conseguem distinguir o cabelo de todas as zonas pilosas espalhadas pelo corpo?! Ou será que volto à versão macaca?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Compras

Gosto de fazer compras aqui ou em qualquer parte do mundo. De há uns tempos para cá, sempre que posso deixo o máximo de compras possível para fazer em Lisboa. Com certeza que não lá deixo milhões, mas a meu ver é investimento estrangeiro na economia nacional... Desta vez, parecia que tinha vindo da província... comprei cenas inacreditáveis.

- As botas pretas de cano alto confortáveis mas elegantes de que estava à procura
- Uma camisola preta aparentemente normal e inofensiva mas com um decote surpreendentemente arrasador nas costas
- Uma túnica com padrão retro (que a minha comentou com "isso é mesmo roupa de velha")
- Uma saia preta com pormenores de renda (mãe: "antigamente isso chamava-se saiote")
- Uns brincos para brilhar em qualquer salão de baile!
- Calças skinny (!!!) umas zebradas muito torradas ao sol e outras num padrão indescritível de fazenda
- Com calças skinny tinha necessariamente de comprar umas camisolas que me tapassem o rabo: checked! Duas mesmo ali na Springfield antes da minha porta de embarque!

184º - 186º momentos culturais - (Mais um) Especial Lisboa

Ainda em Lisboa mas a tentar matar uns coelhos com uma só chumbada, vamos lá passar em revista o que andei por aqui a fazer.

Teatro: Pobre Milionário
Não sabia que o Casino de Lisboa tinha um teatro. Não sabia que o Auditório dos Oceanos era no Casino. Surpreendeu-me a casa mais do que cheia e fiquei contente de ver pessoas a irem ao teatro. A escolha da peça não foi minha porque desconfio um pouco de comédias. Se calhar é de mim, mas receio não achar graça... e foi o que aconteceu, mas SÓ a mim. O público ria, gargalhava, batia palmas e eu sem perceber porquê. Era engraçado sim, mas previsível. Duas ou três piadas boas em mais de duas horas de teatro não me fazem chamar a peça de comédia.

Museu do Oriente: Histórias do Ano Novo Chinês
Uma daquelas coisas que eu descubro, nem leio tudo, mas já acho que vai ser super giro... e foi, se tivesse menos 25 anos! As histórias que ouvimos foram giras, mas a mim soou-me só a entrada, fiquei à espera do prato principal que nunca chegou a ser servido, quando já estavamos na sobremesa com papel de lustro vermelho e tesouras. Cortámos serpentinas de cavalos e recebemos o horóscopo para 2014! Descobri este agora que é bem mais simpático!





Futebol: Sporting - Académica
Parece-me que foi o último jogo de futebol a que fui assistir nos próximos tempos... Então eu é a segunda vez que eu vou ver o Sportingzinho-lindo-que-nunca-me-falha-e-que-está-a-fazer-uma-época-fantástica-melhor-defesa-melhor-ataque blablabla e levo com um ZERO a ZERO?! Aqueles mânfios andam a dormir? Uns 20 cantos e não há um golinho para a amostra? A Académica fez um belo jogo, isso sim, mas do meu Sportingzinho esperava que conseguissem pelo menos aproveitar a perda de pontos do Benfica e Porto e saltassem para o 1º lugar... não, nada... e ainda tive de ver homens digníssimos a transformarem-se em criaturas iradas de cujas bocas só saiam impropérios. É sempre assim que vou ao futebol, claro, mas talvez por desta vez me ter sentado em plena bancada central, estava rodeada por homens bem mais velhos e que nunca imaginei tão rapidamente transtornados por dá cá aquela palha.
Engraçado foi o protesto no formato 3 minutos de costas para o jogo contra a palhaçada que foi o atraso do jogo do Porto para a Taça da Liga com direito a cereja no topo do bolo, ou seja, penalty aos 96º, que assim eliminava o Sporting de prosseguir na prova. Eu só não protestei porque estava a mandar um sms e toda a gente sabe que eu preciso pelo menos 10 minutos para escrever uma mensagem!


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ano do Cavalo



E já que estamos em celebrações, aproveito para vos desejar um felicíssimo Ano do Cavalo! Eu já auguriava um belo 2014, mas agora sob o signo do cavalo, sinto-me elegantemente mesmo na sela e de rédeas na mão... (ahahahahah peço-vos que imaginem uma cena mais tipo Bo Derek, pois a verdade dos factos reduz-me à altura e curvada ao medo de um pónei na Feira Popular!)

Who's the birthday boy?


Se há pessoa que curte fazer anos é o meu pai!
Faz 73, mas podiam ser 65 ou 51... Só a sua idade verdadeira é que soa a mentira. Estão a ver o que dá herdar bons genes?
E o homem gosta tanto de fazer anos que ontem de madrugada já andava aos pulos e aos saltos não fosse alguém ter esquecido da efeméride!
Hoje é sem dúvida dia de festa!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

E porque é que eu ADORO Fevereiro?

Porque Fevereirozinho nunca me falha! E este em particular acabou de me oferecer um concerto dos NKOTB :D Não queiram imaginar como irradio felicidade! :)

Eu sabia que o Ano do Cavalo seria em grande! Feliz ano novo para vocês também!

Tenham paciência, queridos leitores, em breve já voltaremos à programação habitual!