sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Obsessão nacional

NIF

(Eu devo ser a única pessoa que fica atónita quando lho pedem e que não sabe o seu de cor)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Bem-vinda!

De repente dei por mim com um portátil ao colo e a falar ao telemóvel, a minha mãe a falar no telefone fixo, o meu pai a fazer não sei o quê no tablet dele e isto tudo obviamente com as duas televisões da sala ligadas.
Estou em casa!

Giro, giro, foi a minha mãe pegar no tablet, reparar que eu estava online no skype e ligar-me como todos os dias (vamos ignorar o facto de eu estar sentada ao lado dela). E foi uma alegria pegada ouvir aquela sequência melodiosa da chamada a ecoar pela sala!

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Para quê ouvir fado?




Se se pode ouvir um sentido e sofrido tango com aquele cheiro de indecência e brisa quente do hemisfério sul? Suspirei. E no fim o cavalheiro tinha uma rosa vermelha cerrada entre dentes para mim...

Ando doida com este Sineterra.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Bobo da corte



Tal como um bobo, Maria Calíope conta as suas misérias, ri-se delas e ri-se de si. O público aplaude e pede mais. As histórias anedóticas de Maria Calíope atiram vidas alheias para um quotidiano enfadonho ou que não se sabe reinventar numa história bem contada. Maria Calíope reclama da sua sina, preferindo talvez uma rotina mais regular, sem episódios atribulados, mas evidencia o caricato das situações onde vai parar. O público diverte-se, pede-lhe que redija todas essas histórias e não acredita que Maria Calíope, quando tira a pintura de palhaça, se transforma às vezes numa pessoa cinzenta e triste. Hoje foi um desses dias.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Bagagem transportável

Se eu consegui chegar e sair de Pamukkale, também hei-de conseguir ir a Jericoacoara!

Como aquecer uma manhã de domingo com -9ºC


- Acordar enroscada no ederdon com um sorriso ao ver que há céu azul para lá da persiana.
- Experimentar daquelas night-oat-meals (fiz com iogurte, mirtilos e mel) (estava bom, mas prefiro papa de aveia quente).
- Andar pela casa de mantinha nos ombros.
- Ouvir tangos que me aquecem a alma e descobrir preciosidades destas Sinetierra ou redescobrir Suzanne Vega (atentem na sinuosidade da letra e do ritmo... poderia ser um tango!), num pacote delicioso chamado de "Música para Caliopezinha".
- Preparar-me para um forró em Fortaleza!

(sim, os aquecimentos já foram ligados)

Handiedan, Bollywood Sugar nº. 1

sábado, 25 de janeiro de 2014

Pontas soltas de sábado

- Um sonho comigo teria sido a prenda que lhe teria dado.

- Sumo de goiaba vermelha e o filme Rio serviram para começar a preparação mental que vou mesmo para o Brasil... e que me vou divertir... e muito!

- Se um desconhecido me mandou bacalhau pelo correio e Teolinda Gersão (!) quer ser minha amiga no linkedin, o sonho pode ter chegado ao destino.

Handiedan, Flux

183º momento cultural: Lunch box

O cinema onde sou habitué resolveu hoje fazer uma programação especial e convidar toda a gente. Numa base de first comes first serves uma hora antes de cada filme. Eu consegui fazer a proeza de ficar com o último bilhete para o filme que queria ver. Lunch box!A pessoa que se tinha colado a mim ficou agarrada... oops! But lucky me! Como não estou a ver esta produção franco-germano-indiana-e-um-par-de-botas passar assim de repente em salas portuguesas, não vou poupar os twists do filme.
A história desenrola-se a partir de todo um sistema de entrega de marmitas. Passo a explicar, as mulheres em casa fazem o almoço, que entregam a uma empresa de estafetas, que entregam aos devidos maridos ou a quem de direito. Só que há um almoço que vai para o homem errado. E a partir daí desenrola-se toda uma relação epistular entre a mulher que cozinhava e o senhor que comia. Simples, romântico e enternecedor. Ele é viúvo, ela casada com um estafermo qualquer. A diferença de idades e de estado civil antevê logo um final possivelmente não tão feliz ou feliz e muito pouco realista...
Para mim houve duas frases marcantes no filme: "A memória perde-se quando não se tem ninguém a quem contar" e "Às vezes o comboio errado leva-nos à estação certa". Acho que se explicam a si mesmo, não vale a pena estar a dissecar o assunto. Mas mesmo, against all odds, adorei a coragem daquela mulher, de começar a mandar os recadinhos, de falar da ideia de ir para o Butão, de lhe perguntar pelo nome, de sugerir um encontro, de o marcar e de ir... e ele? Pois, normalmente face a mulheres destas, os homens vergam e tremem e não acontece nada. Pois. Ele teve uma saída airosa, mas não ficou bem na fotografia, pelo menos na que eu lhe tirei. Ela no fim apanhou o comboio errado e ele... bom, ele ficou a pensar na vida.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Depois havemos de combinar qualquer coisa...

Acho muito curioso aqueles mails colectivos de despedida. A título informativo fico a saber quem saiu da empresa e isso pode ser útil. Mas de resto, leio repetidamente que éramos uma equipa fantástica e que a pessoa que se vai embora ganhou experiência e leva-nos no coração para todo o sempre e blablabla, deixando-nos o contacto privado para qualquer eventualidade. Se calhar sou eu que sou um bicho-do-mato, mas se nunca fizemos nada além trabalho juntos em não sei quantos anos de trabalho conjunto, porque é que passaríamos a ser os melhores amigos depois?


Handiedan, Bunch star

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Só pode ser do tempo

Nas calendas de 1999, quando Maria Calíope e sua irmã vieram passar um fim-de-semana a Viena, (visitando a capital austríaca pela primeira vez) a perspicaz irmã comentou que durante dois dias tinha feito sempre a mesma refeição, diferindo apenas as bebidas. Na altura, já de regresso a Salzburg e a refeições distintas, a constatação a verdade causou uma gargalhada sonora.
Passados estes anos todos, dei por mim a comer torradas com queijo e doce de abóbora. Só o pão é que é local, pois Maria Calíope não abdica de pão (mesmo) escuro com sementes e outras tralhas, mas o resto vem da tugolândia. Só o facto de estar a comer pão com queijo e doce já seria motivo de espanto, uma vez que eu não gosto de doce... No entanto, há pouco tempo cruzei-me com doce de abóbora num queijo alheio e sempre que posso choro por mais. Mas o mais estranho é que eu dei por mim a comer esta combinação ao pequeno-almoço, ao brunch, ao almoço, ao lanche, ao jantar e, neste preciso momento, à ceia: Full House!!!! (Não são as refeições todas de um só dia, atenção). Para uma pessoa coisinha como eu que não bebia leite em chávenas de vidro e não comia determinadas coisas a certas horas algo se passou... só pode ser o ininterrupto tempo cinzento, só pode.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O mosqueteiro ucraniano

Dizia a voz da consciência proferida por uma boca amiga que Maria Calíope não se devia pôr a jeito para levar uns safanões da vida. Maria Calíope defendeu-se, alegando que as suas vontades são tão irrealistas que nem a própria as leva a sério, nessa medida não se desiludirá, pois desta feita não houve espaço para ilusões.... Sabe do pouco com que conta, mas qualquer viés da sua fortuna será proveito. A voz amiga deve ter sorrido condescendentemente e deixou escapar que talvez me surpreendesse.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Handiedan


Descobri isto ontem e estou rendidíssima. Vejam mais aqui
Tivesse eu descoberto Handiedan antes da minha burlesque-mask-end-of-the-year-party... e não sei se teria voltado para casa, mas com certeza não teria ido para Brno no dia seguinte!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Ladyboy

Como transformar um dia que tinha tudo para ser aborrecido em qualquer coisa de... diferente? Com um telefonema: "Uma amiga minha é maquilhadora e quer fazer um portfólio para futuros clientes. Queres ir lá ser maquilhada e fotografada por profissionais?"
Fui claro. Tanto a maquilhadora, o fotógrafo e demais cobaias eram do norte da Europa de Leste... eu não. A maquilhadora, que afinal não me era desconhecida, confessou que nunca tinha trabalhado com o meu tom de pele... e lá me fez umas quantas perguntas sobre os tons que uso. Não achei que tivesse a temer pela vida...
No fim, havia uma diferença óbvia entre o antes e o depois... e para melhor. Tirámos mais fotos e eu segui com a minha vida.
Precisava de fazer umas compras e lá fui eu praticamente esquecida da nova cara, até ao momento em que olhei para um espelho e não me vi lá! Estava um ladyboy do outro lado do espelho! Não era eu... Parecia daquelas misses tailandesas que vai-se a ver são homens. Pronto. Aqui não consta o membro viril nem qualquer outro elemento andrógeno, mas a cara estava tal e qual. Muito bonitinha, muito perfeitinha... lamento, mas eu não sou assim.

Usar calças

Já sabemos que por exclusão de partes, é Maria Calíope quem usa as calças na sua casa, nem que seja por ser um agregado mono-familiar. No entanto, estava aqui a pensar que o facto de conseguir resolver problemas técnicos por mim mesma, acaba por anular a possibilidade de chamar gentis homens para me ajudar. Esta semana foi especialmente pródiga: houve problemas com canalização, electricidade, internet e televisão... A história da canalização foi logo no acto. O técnico que veio cá tratar da internet, trocou cabos, mas foi depois de eu ter trocado o modem, que senti alguma melhoria. Mas foi ele que me deixou com uma ficha e dois cabos (internet e tv). Bom, hoje de manhã, lá me muni do escadote e fui trocar lâmpadas de halogéneo embutidas e outras cujo nome ignoro, mas que não são das normais. Consegui também desencantar uma ficha distribuidora que me permite ver tv E ter a internet ligada. Logo a seguir proporcionou-se o grande momento de tensão: não conseguia abrir o frasco de doce de abóbora...  Realmente...

Handiedan, Between Mirrors

Na tromba do elefante

Sonhei que tinha sido aspirada por um elefante. Não sei onde estava, mas sei que estava acompanhada de familiares ou amigos quando vi um elefante vir na minha direcção e me aspirou com a sua tromba. Eu estava assustadíssima, mas não morri, fui respirando como podia e arrastando-me pela tromba até que saí pelo ouvido do elefante. Cá fora, os tais familiares vieram até mim consolar-me que chorava compulsivamente.

Estranho não?
André da Loba, Bestial

Mas ainda mais estranho foi num outro momento do sonho ter sonhado estar lá em casa em Portugal e a minha mãe ter levado comida a um vizinho (nº1), voltando para casa dizendo que ele estava lá com "outra". O curioso é que esse vizinho resolveu precisamente hoje dar o ar da sua graça... 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Apoio técnico II

Ontem naquele intervalo de 9 horas não estive em casa e quando cheguei tinha um papel a informar-me que não estava em casa e que o senhor tentaria a sua sorte no dia seguinte (hoje) das 11:00 às 14:00. Pareceu-me um intervalo de tempo bem mais amigo do trabalhador e por isso cá fiquei por casa. 11:07 toca a campainha.
Para minha incredulidade (nem sei porquê) o funcionário era sikh. Garanto-vos que sou a maior apologista da tolerância religiosa, mas estranhei... e ainda me aborrece mais pensar que se fosse um tipo austríaco pálido com ar de tóxico-dependente eu nem teria reparado. A parte boa é que folgo saber que a sociedade austríaca, ou não generalizando tanto, a empresa correspondente não liga a esse tipo de indumentária e contratar a pessoa simplesmente. Nunca tinha visto um Sikh em Viena a trabalhar que não fosse a vender jornais. Fico muito contente por isso. E mais ainda: o senhor era super divertido e nos dois minutos que durou o nosso encontro ainda conseguiu dizer umas piadas simpáticas.

Adiante, por casualidade ou talvez não, voltei a ter uma internet aparentemente mais rápida e mais estável - mas não quero já deitar foguetes. A parte chata é que agora ou tenho internet ou vejo televisão... As duas ao mesmo tempo é que parece impossível (uma ficha - dois cabos) mas estou a tentar resolver o problema por mim mesma!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Mergulhos bilingues XXVII

No fim da aula de hoje, o professor (meu orientador do doutoramento) dizia à colega que estava a apresentar o seu trabalho: "Sabe, aqui há uma maldição! A maldição dos preparativos... As pessoas passam tempos infindáveis a preparar-se e a preparar o que quer que seja e nunca chegam a pôr a mão na massa. Nunca chegam à parte principal... é uma maldição!"
Risada prolongada geral... eu, inclusive, mas não enfiei a carapuça.

Inexplicável

Alguém me explique porque é que eu acho este homem um escândalo de homem, uma bomba sueca (>Schwedenbombe > bomboca), um deslarguem-me-que-eu-não-aguento. Se fizerem o obséquio, é claro. É que eu não percebo... e tenho olhos na cara para ver aquele nariz gigante, os olhos tortos, o penteado à totó, etc, etc.  Entretanto estou na dúvida se gosto mais nesta versão vestidinha de fato ou se prefiro a versão despidinha de tatuagens ao léu. E pronto! Os recursos que uma pessoa tem de ir buscar para não adormecer no sofá e ir avançar com projectos em curso. 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Apoio técnico

A visita do técnico da internet estava marcada para hoje entre as 7:30 e as 12:00. Eu mal dormi a pensar que poderia não ouvir o despertador - prática comum cá em casa - e ter de abrir a porta ao homem em pijama... Não sei bem porque não me ocorreu que ele viesse às 9 e tal ou pouco antes das 11. O certo foi que eram 7:45 e estava a campainha a tocar e eu já linda e maravilhosa a trabalhar como se fizesse isso todos os dias.
Entretanto hoje de tarde recebi uma mensagem que o novo modem chega amanhã entre as 8:00 e as 17:00... Não sei se é suposto eu ficar em casa à espera... mas, meus senhores, eu trabalho, sim?

Porque não um serviço de 24h?! Talvez aí arriscassem encontrar alguém em casa...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pessoal das barracas

Se eu me cruzasse num beco escuro com Ronaldo, Messi e Ribery (em conjunto ou separado, para o caso é indiferente) teria medo de ser assaltada! Alguém reparou que têm os três ar de mânfios?! Vá lá que o Cristianito conseguiu puxar o lustro e tornar-se no pintas do bairro!
Fico muito feliz por ter ganho o justo galardão, por ter falado em português, por ter levado a família toda e por se ter emocionado daquela maneira (acabei de ver o vídeo).
'Bora lá agora é pôr o Mundial no bolso e dedicá-lo ao Eusébio ou à Dona Dolores ou à Irina, vá isso fica ao teu critério!

P.S.: (00:06) Só agora é que me apercebi que o Ibrahimavic ganhou o prémio Puskas... Sim, este sim, um senhor, nunca poderia morar lá nas barracas! E se me aparecesse no beco... Ui! Era o que ele quisesse!!!! ;)

Nenn mich Scheherazade!

Se tivesse cartões de visita em português teria lá escrito "leitora" pois é uma das actividades que desempenho. No entanto, se tivesse cartões de visita um pouco mais criativos teria lá escrito "contadora de histórias". É isso que realmente faço em todas as minhas actividades profissionais. É isso que faço em grande parte do meu tempo de lazer: conto histórias de todos os feitios, com conteúdos distintos e para vários públicos. Gosto de falar com pessoas, gosto de ouvir as suas histórias e gosto de contar as minhas. Hoje fui chamada de Sherazade e eu rejubilei. Gostava de saber contar histórias que encantassem príncipes e xás, sultões e rajás, uma vez que com a dança do ventre nunca lá chegarei! Mil e uma noites é um longo caminho, mas lá no finzinho estará o meu pote de ouro!

domingo, 12 de janeiro de 2014

182º momento cultural: Afrika! Afrika!

Ontem vesti-me de zebra de régua e esquadro e fui ver o espectáculo sobre África! Não sabia muito bem ao que ia, se dança, se circo, se musica.... e foi tudo! O espectáculo foi bastante simples no sentido em que se baseou na capacidade humana. Nada de tecnologias por aí além, mas sim elasticidade, flexibilidade, trabalho e imensa alegria! Foi contangiante. Vejam o video só para terem uma ideia. O que me fez pensar é que eu gosto de bailado clássico porque transmite elegância e disciplina. O aspecto estético é fundamental, mas não é coisa de nos fazer esboçar sorrisos. Neste espectáculo não havia aparentemente essa rigidez, apesar do trabalho duro estar lá! No entanto, ali havia alegria, havia festa, havia sol a brilhar!

A cama contra-ataca

Desde que voltei de Portugal ando a dormir imenso. Primeiro era para compensar as poucas horas de sono em Lisboa, depois umas tantas noitadas por estas bandas, a seguir cansaço acumulado e entretanto as desculpas começam a faltar. O facto é que ando a dormir como nunca dormi. Ontem foram 12 horas, einfach so, e só não foram mais porque uma pessoa me ligou a perguntar se eu tinha morrido.
A minha última teoria é que depois de tanto ter desdenhado a minha cama, a própria resolveu vingar-se de mim, agarrando-me e não me permitindo levantar-me com as galinhas como de costume... Tem sido vergonhoso é o que vos digo. Shame on me.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Arregaçar



Claro que é muito mais confortável ficar quietinho... mas depois as coisas não aparecem feitas nem há nada o que colher, o que, convenhamos, é muito mais incómodo!

E não há despertador que se faça ouvir

Kiss Rose Art

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

179º - 181º momentos culturais

179º - The Buttler
Fui ver o filme pelo Rodrigo Leão e de repente dei com uma Maria Carey a fazer de escrava branca e um Lenny Kravitz sem óculos escuros nem argola no nariz... Gostei do filme, mas foi longo... mesmo para o pobre do mordomo que começa o filme em 1800 e tal como miúdo e termina o filme já passado o ano 2000 com pelo menos 140 anos!!! De resto, foi aquela lengalenga americana do costume (eu sou a dos filmes europeus, remember?)

180º - V for Vendetta
Tinham-me garantido que o filme não era medroso para eu o ver já de madrugada e eu bem mandadinha vi.... no fim reclamei por ter precisado de fechar os olhos, pela violência, pela tortura, pelas mortes... e ouço "mas é um filme de acção"... pois para mim acção é desatar a correr e não cortar membros com espadas, mas tudo bem. A história é bem interessante e mais do que isso medonha pela possibilidade de ser realista/realizável. Quando o inimigo é o governo (pessoas de Portugal imagino que se reconheçam nesta frase) quase tudo passa a ser questionável. Voltei para casa certa de que iria ter pesadelos. Não tive.

181º - Maria Stuart
Para não passar mais um serão desesperante face à minha internet on/off, resolvi correr para o teatro mais próximo. Fui ver a Maria Stuart, salvo erro a inspiradora do Bloody Mary. A actriz era a mesma a da Anna Karenina, mas adorei o papel da irmã, rainha de Inglaterra, Queen Elisabeth. A mulher tinha um olhar vítrio e gélido, um andar de cobra e uma postura muito lânguida. Quando chegou ao fim e o elenco agradecia, ela mal fazia vénias e a pose manteve... não era papel, era a própria. Gostei menos, deve ser uma víbora, mas para o papel estava genial!

Internet

Hoje que eu já vinha munida do número da empresa que me fornece a internet para chamar o técnico e preparada até para cancelar o contrato... a internet funciona!!! Se calhar é melhor não falar muito...


Adenda: Claro que 5 minutos depois estava a ligar para o apoio a clientes...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Canção de embalar

Depois de ter adormecido ao ouvir alguém a cantar-me canções russas achei que nunca mais havia de poder pedir nada, mas hoje apetecia-me mesmo ser embalada ao som disto:
http://www.youtube.com/watch?v=MAVzDNc-L4g
Como não estou ninguém a chegar-se à frente, faço melhor em carregar no play.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Negociações

Uma amiga minha esteve a trabalhar para uma das maiores empresas austríacas e também uma das mais conhecidas a nível mundial (não, não é a minha) e na altura que a tentaram recrutar, ela pediu duas ou três vezes mais o que lhe queriam pagar, argumentando que não se tratava da Cáritas para ela ter de fazer caridade! Achei o argumento genial e estava aqui guardadinho ao pé das outras minhas munições de jogo de cintura. Ainda não o usei, mas hoje dei um passo nesse mesmo sentido!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

11

Continuo a surpreender-me com a inconsciência e a despreocupação que marcou a minha vinda para a Áustria. Continuo sem perceber como é que eu fui capaz e como ninguém me impediu. Lembro-me da minha irmã me dizer "Agora dava-me mais jeito que ficasses cá.", mas foi só isso e eu não fiquei. Lembro-me ainda do aperto que foi já sentadita no avião a pensar "O que é que eu estou a fazer? O que é que me passou pela cabeça?!".
Foi há 11 anos e continua a ser a melhor decisão da minha vida. (Isso e ter aprendido Latim!)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Ai a minha vida!



Então um queria convidar-me para ir ver o Walter Mitty mas esmoreceu quando disse que já o tinha visto em Lisboa. The Buttler é muito americano para o senhor pseudo-intelectualoide.
O outro sugere jantar ou cinema e com certeza que aceita de bom grado The Buttler, pois não me parece que seja dado a filmes mais parados...

No meio disto tudo, Maria Calíope está com medo do que aí vem e só se lembra do início de 2011, quando as dúvidas foram precisamente as mesmas. Estes posts voltam a ecoar. Pelo caminho, vai dançando ao som da música que se faz sentir...

Michael Pucak, Groove 

2014


Estou com uma grande fezada para 2014. Gosto de números angulares como o 4. Ontem apercebi-me que um 4 pode ser meio infinito. E agora reparei que será o ano do cavalo. Por isso, está tudo a remar para o mesmo lado! Vamos ver se no fim do ano digo o mesmo.


Se dependesse (só) de mim em 2014:

- O meu pai recuperaria o estatuto e a forma de homem de idade avançada mas com
melhor aspecto do que tipos 20 anos mais novos do que ele.

- O meu doutoramento seria escrito e entregue.

Se pudesse ter direito a mais uns extras:

- A minha família aumentaria.

- As minhas palestras dariam azo a novos projectos.

- Voltaria inteira e numa peça só dos terceiros mundos onde me vou enfiar.

- Perderia peso em zonas localizadas.

- O Sportingzinho seria campeão e a Selecção também.

O resto é o costume: saúde, amor, dinheiro, cultura, tolerância, flexibilidade, bom-senso, presença de espírito e disciplina não necessariamente nesta ordem.

Começar o ano


- com uma peruca vermelha
- a beber champanota e a dançar
- a ver fogo de artifício a cair-me em cima
- com uns augúrios em búlgaro (e consequentemente cirílico) que prevêem que eu vá visitar 6 países.
- a rir e em boa companhia

- a libertar impurezas e peles mortas, a suar, a levar com jactos de águas
- a desfazer malas/arrumar a casa
- a corrigir tpcs

parece-me o início de um ano promissor!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Revista alegre dos propósitos de 2013

Lembram-se de eu ter servido os meus propósitos para 2013 naquele serviço lindíssimo da Vista Alegre inspirado em Lisboa? Pois, eu lembro-me e se calhar vou ter de partir alguma louça... Vamos lá ver:


A bandeja: Escrever o PhD (todo). Pois... nem todo nem metade. Trabalhei que me fartei, mas o doutoramento só dominou verdadeiramente o Verão.

A caneca com bandeja: Escrever e ENTREGAR (plano muito ambicioso para 12 meses) o PhD. Não redondo, mas eu própria tinha consciência de não ter perna para este salto.

A xícara de chá: Ter paciência, ser tolerante e flexível com tudo aquilo que não se enquadra nos meus padrões de vida, especialmente aqueles casos particulares que me deixam os nervos em franja ou mesmo num farrapo. Sim, acho que sim, evito preocupar-me com coisas com as quais não posso interferir. Ando praticamente em estado zen.

O bule: Saúde para a minha família. Esta também foi ao lado. Ok, a minha família é gigantesca e tendo esse número presente não seria uma má estatística, tirando uma morte inesperada. Mas eu sou aquela que acha que "família" é um conceito sobrevalorizado, por isso limito-me à minha happy family e a pensar que foi um ano de muito sofrimento para uma pessoa muito próxima. Só isso estragaria qualquer ano bom. Felizmente não há mal que sempre dure e há melhorias no horizonte. Devia ter pedido saúde para mim, pois andei meio ano cegueta e com algumas dores de costas...

A leiteira: Participar em conferências e projectos internacionais porque me fazem crescer. Dar aulas em Kuala Lumpur foi sem dúvida uma proeza minha, mas a conferência de Hamburgo pode ter-me servido para uma bela plataforma de lançamento para outros voos. (O artigo já seguiu para impressão e os restantes voos transitam para 2014)

A cafeteira: Viajar mais porque me faz manter os olhos abertos e alarga-me os horizontes. Em 2013, superei-me e viajei sozinha. Tive medo como tenho sempre, mas fui e voltei de Singapura-Banguecoque-Malaca-Kuala Lumpur-Bali-Singapura sem nunca ter tido droga na mala, mas com uma bagagem difícil de traduzir em palavras. Estive em várias cidades a que sempre quis ir: Bilbao, Hamburgo e Copenhaga. Ainda revisitei Praga e Bratislava e basicamente volta e meia, girava o palco e eu dava por mim em Lisboa.

O açucareiro: Conhecer um tipo normal (e interessante e giro e que goste de mim). Precisar não preciso, mas com certeza que me adoçaria a vida. Se calhar até conheci, mas ainda estou a pensar se estou para aí virada.

A chávena de café: Sair mais com os meus amigos, ver mais exposições/filmes/peças de teatro/bailados e até óperas, conhecer pessoas novas, fazer coisas novas, ler, nadar, ir a spas e saunas e fazer tudo aquilo que me anima todos os dias. Fiz tudo e quero continuar a fazer estas coisas todas!