terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A informação possível

- Já estou em Viena.
- Antes: 2013 será recordado como sendo um ano polvilhado de tristeza e preocupação, apesar de muitas conquistas feitas e limites superados.
- Depois: 2014 tem tudo para ser um ano em cheio. Terá mote e tudo! Para já fica apenas dito que a disciplina militar voltará a dominar a vida de Maria Calíope.

Feliz Ano Novo, caríssimos leitores! :)

A parte boa de passar o Natal em Lisboa

é que muita gente tem a mesma ideia e por isso acabei por me encontrar com:
- os meus amigos de Lisboa
- a minha família de Lisboa
- os meus primos de Faro
- os meus primos de Estugarda
- os meus primos de Maputo, que estão em mudanças para Joanesburgo
- a minha amiga de Singapura
- a minha amiga de St. Pölten
- os meus amigos de Lisboa (mais uma vez para balizar o restantes, pois estranhamente continuam a ser imensos)

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

178º momento cultural: A vida secreta de Walter Mitty

Criar cenários alternativos, imaginar situações paralelas, esgrimir ideias nunca proferidas não são realidades que me sejam alheias. Por isso, quis ir ver o que Walter Mitty fazia diferente de mim. Faz muito, porque eu não vou nem tanto ao mar nem fico tanto em terra. O filme é uma delícia para pessoas despassaradas como eu, mas também um incentivo para aqueles que se ficam pelos sonhos acordados. Walter Mitty é realmente bastante criativo ao imaginar fazer aquilo em que pensa, mas a parte boa do filme - a meu ver - é que à medida que o filme vai correndo, ele vai imaginando menos e fazendo mais. No fim, a vida dele é a realidade paralela que ele imaginava no início e melhor do que isso, he gets the girl (hão reparar na micro-cena em que ele lhe agarra a mão)! Olhem, uma delícia de filme!

flytap...

De há uns tempos para cá (2 anos +/-) tenho vindo para Lisboa pela tap. Para os meus interesses têm-me apresentado a melhor relação horário/tempo de voo/preço, além disso é sempre algum descargo de consciência pôr algum capital estrangeiro numa empresa nacional.
No entanto, ao marcar agora uma viagem VIE-LIS-VIE estranhei uma taxa adicional por pagamento com cartão de crédito. Costumo voar com regularidade suficiente para me lembrar e tentar contornar estes valores extra e disparatados. Não fui de modas e voltei ao início do site da TAP mudei o país e a língua do site (Portugal e português >Áustria e alemão) e dei com os mesmos voos a 5-7€ mais baratos e sem quaisquer taxas no pagamento por VISA... O mesmo voo ficou-me 11€ mais barato... Não sei quanto a vocês, mas eu acho isto escandaloso.

sábado, 28 de dezembro de 2013

1º dia de saldos

Eu sou do tempo em que os saldos tinham data marcada: os de Inverno começavam a 7 de Janeiro e os de Verão a 7 de Agosto. Agora já sei que os saldos são quando os donos das lojas quiserem e é basicamente o ano todo, envoltos em outros nomes. No entanto, ontem estranhei várias lojas no Colombo estarem já com tudo arrumado "à saldos" mas sem qualquer desconto, mas hoje confirmou-se a dúvida.
A ida às compras com a minha irmã já estava marcada há semanas e foi com grande ânimo que rumámos a Cascais desconfiadas que seria o primeiro dia de saldos.
Meus amigos, qual crise qual quê... às 10 da manhã tivemos dificuldade de encontrar um lugar no parque. Já com dois ou três sacos na mão fomos para a Zara e eu não quis crer... eram umas 50-60 pessoas que estavam na fila para a caixa. Nessas condições eu deixo de gostar de tudo e começo a achar que já tenho tudo em casa (e tenho mesmo). Seguimos para a Mango e o espectáculo foi ainda mais desolador. Os descontos eram mais apelativos e a fila fazia vários ângulos... meia centena de pessoas na fila. Demos meia volta, antes que víssemos alguma coisa de que precisássemos mesmo!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Espírito ecuménico

Acordei com uma mensagem natalícia de um iraniano muçulmano. É irónica a vida, mas inesperada. Por isso, resolvi fazer uma pequena surpresa a um indiano hindu, que me valeu no Natal de 2011.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

174º-177º momentos culturais: Especial Lisboa

174º - A Noite 
A peça é de José Saramago e estava em palco no Teatro da Trindade. Eram mais as caras conhecidas que os ilustres desconhecidos. Relata-se a rotina numa redacção de jornal e as reacções face aos acontecimentos de 24 para 25 de Abril. Entre lambebotismo e reaccionários há tudo. Gostei do reflexo do futebol paralelo ao texto principal e da interpretação do Paulo Pires. Não percebi se o Pedro Lima é mais ou menos boçal ou aquilo era tudo do papel... No fim ganhei uma garrafita de D. Ermelinda.

175º - Sporting - Nacional
Não imaginam a alegria de volta a ver o Sportingzinho-lindo-que-nunca-me-falha ao vivo em Alvalade. Já não conheço o estádio, mal reconheço a equipa e não ajudou nada virem vestidos de Fiorentina, mas há coisas que não se explicam e o Sportingzinho-lindo-que-nunca-me-falha é uma delas. O jogo foi uma miséria. Ouvi dizer que foi o pior da temporada. Houve um golo mal invalidado. Eu vi o golo e não vi falta nenhuma e é essa é a maravilha de ver jogos no estádio: a intensidade do jogo é sempre outra, muito mais quente do um jogo com comentários e repetições. Tenho pena que o Sporting não chegue ao Natal como líder isolado, mas adorei voltar a Alvalade.

176º - Jorge Molder e Museu do Chiado
O Jorge Molder é egocêntrico, certo? Deve ter sido a segunda ou terceira exposição que lhe vi... e as peças são sempre as mesmas: ele fotografado em poses parvas. Nunca tinha entrado no Museu do Chiado e foi em bem-dita hora que o fiz. O edifício é muito bonito e bem recuperado e a colecção permanente vale a pena e não cansa. Adorei o Expectante de um Jorge (?) Oliveira.

177º - Museu do Oriente
 Eis outro museu onde queria ir e ainda não tinha conseguido. Mais outra colecção permanente de sombras orientais muito interessante. Andar por aqueles corredores é reviver um bocadinho bocados de vida e de viagens precisamente naquelas paragens. 

O teu telemovel ainda tem teclas?!!

sim! mas o meu telemovel portugues nem cores tem...
mas triste e esgrimir vocabulos contra este tablet e aperceber-me que nao ha acentos...
preciso de um teclado a serio!!!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Espírito da época

Estava no Chiado a fazer tempo para ir jantar e fui entrando em várias lojas...

Vendedora - Olá! Tem aqui um vale pois estamos em dia de festa e até ao final do dia tem 20% de desconto.
Calíope - Ah! Obrigado! O que estão a celebrar?
Vendedora - O Natal! E temos um miminho para os nossos clientes... E então? Já fez as compras todas de Natal?
Calíope - Pois... Eu não pactuo com esse tipo de coisa...
Vendedora [a tentar descalçar a bota] - Ah! Pois... eu também acho que o Natal é mais para as crianças....

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Está a chover?

Parece-me que cada vez que venho a Lisboa é altura de temporal... Em Outubro tive direito a monção, desta vez armei-me em esperta e comprei umas galochas!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A bordo

Nos voos da TAP já tinha sido presenteada com a existência ou inexistência de refeição a bordo (o que é sempre simpático depois de 2 horas de atraso num voo de mais de 3 horas); com refeições boas e más; com refeições quentes e agora a novidade: geladas! Peito de frango com molho de beringelas e tomate frio, frio, frio. Pelo menos o avião foi mais do que pontual e aterrou em Lisboa antes da hora prevista.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Calíope Vacondeus

No outro dia resolvi fazer farinheira e ao contrário de a meter no forno como faço sempre, tive um laivo de criatividade e pu-la a cozer em água. Cozida a farinheira fiquei com pena de deitar a água fora e resolvi que a aproveitaria para fazer arroz. No entanto, passado uns dias o que eu queria comer era sopa... e porque não sopa de cenas e farinheira? Bem dito, melhor feito. Foi ferver a água deitar batatas e tomate (era o que tinha em casa, poderia ter calhado outra coisa qualquer) lá para dentro e os extremos da farinheira. Tudo cozido, tudo passado. Caríssimos leitores é o que vos digo, uma maravilha de sopa!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Tonalidades de cinzentos


Quando nos deparamos com classificações como "os bons" e "os maus" ou estamos a falar de contos-de-fadas ou de mentalidades que não saíram das histórias de príncipes e dragões e não conseguem ver muitas matizes da vida.

domingo, 15 de dezembro de 2013

173º momento cultural: Ana Moura

Já sabemos que tenho alunos que mais do que alunos são meus fãs! E um grupo desses alunos dedicados resolveu presentear-me com bilhetes para a Ana Moura. Maria Calíope como não é uma professora desnaturada tratou de arranjar pulseirinhas VIP para todos e no fim pudemos beber vinho português, falar com a artista, pedir autógrafos e tirar fotos! Ok, foi Maria Calíope quem falou pois nesta altura fica toda a gente meia acanhada...
O concerto foi uma maravilha, não conheço quase nada da Ana Moura. Na sexta-feira obriguei-me a ouvir uns cds para não ir para o concerto sem qualquer referência e até gostei! A bateria, o órgão e a viola-baixo dão um outro enquadramento à trilogia guitarra portuguesa-viola-voz. Ana Moura estava lindíssima com um vestido de cortar a respiração (infelizmente não há fotos): uma saia preta que lhe escorria a partir das ancas onde havia uns pormenores bordados, sendo que a parte de cima era toda rendada e transparente, onde só a zona do peito tinha uma malha mais apertada e escura. (Eu só não gostava de ter um vestido igual, pois precisaria do mesmo corpo!) Outra grande nota positiva para ela foi o facto de falar inglês correcto e à vontade. Isso não seria digno de menção se não tivesse ouvido a Carminho ou a Mariza num inglês repleto de calinadas e pontapés. Bom, a presença dela em palco também foi bastante boa com um movimento de ancas e especialmente de ombros muito ritmado (eu teria apostado que ela fazia dança oriental e foi isso que lhe perguntei) e interagindo com o público de foma simpática e despretensiosa.
Ainda me merece referência a sala da Festspielhaus St. Pölten com as suas cadeiras às riscas prateadas e pretas que a mim me faziam lembrar um ambiente estival de praia... mas acho que foi só a mim!

Sem extras




E desta vez ficou preto no branco.


E eu já nem me lembrava disto.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Mas que nada, sai da minha frente que eu quero passar, pois o samba está animado e eu quero é sambar!


Devia acreditar mais vezes no meu sentido de oportunidade, presença de espírito, capacidade de atirar barro à parede e tudo isto, claro está, entremeado com timing!

Depois é só colher os frutos!

172º momento cultural: Warten auf Godot

A lista de leituras obrigatórias na minha cadeira de Literatura Inglesa II era extensa, mas tenho bastante presente o facto de ter lido efectivamente e de me lembrar sensivelmente de Waiting for Godot de Samuel Beckett. Nessa medida quando vi no programa do Atelier Theater, nem pensei duas vezes e ontem lá estava eu na estreia. Mesmo em alemão o texto é delicioso. Gostei bastante dos dois actores principais e surpreendi-me ao deparar com mais gente em palco... do livro lido só me lembrava de uma árvore além dos dois homens. Mas tudo bem. A história já sabem qual é: está-se à espera de Godot e Godot não chega, sendo que os dois homens propõem-se esperar e a inventar actividades para preencher o seu tempo. Pelo meio um deles depara-se com a incerteza que pende entre a realidade e um eventual sonho. Há quanto tempo estavam eles efectivamente à espera? Teatro do absurdo e só por isso já seria apelativo para mim. Mas revi-me muito mais na espera de Godot do que esperava. Espero e vivo esperando. Pelo meio crio realidades paralelas e às vezes perco o pé, não sei o que vivi, não sei o que pensei. No fim continuo à espera e preencho o meu tempo de outra maneira.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Aragão

Quando andava à procura de casa, descobri a Ana Aragão, descobri-lhe a obra, descobri-lhe a simpatia. Escrevi-lhe a dizer que ia comprar casa em breve e que queria ter uma obra dela numa das paredes novas. A compra não se deu e eu nunca mais me lembrei dos quadros. Há umas largas semanas, caiu-me um tapete que tinha pendurado na sala e que foi recolocado noutro sítio, deixando-me uma parede em branco. Lembrei-me de Ana Aragão e fui inspeccionar-lhe as peças. Se as memórias de Escher do passado já me tinham convencido, o que vi foi uma espécie de Maluda meets Hundertwassser e vamos lá empilhar tudo: adorei as casas, adorei as cores, adorei o lado urbano amontoado, a selva citadina mas aconchegada. Adorei, voltei a escrever-lhe e resolvi não esperar mais por casa nenhuma. 2014 será também o ano em que terei um Ana Aragão a alegrar-me a sala.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

These boots were made for walking

Imagino que já estejam fartos da festa de fim de ano... mas ela continua a ser tema lá no escritório. Hoje sairam as fotos... Estava eu a passá-las em revista e toma lá as minhas botas com os meus pezinhos de Cinderela a sairem de cena quase na esquina da fotografia!



segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Como a leitura dos búzios vai tardar uns meses


Fica já a tripla vencedora para 2014

1 - Sportingzinho-lindo-que-nunca-me-falha campeão
X - Portugal campeão no Mundial do Brasil (se não formos nós, voto no Uruguai)
2 - Maria Calíope em estado Frau Doktor

Conversamos daqui a um ano!

Pós-festa do fim do ano

Houve gente que ficou em estado bem pior do que eu.

E sim, confirma-se, a páginas tantas, Maria Calíope, a própria, consubstanciou todos aqueles pensamentos sobre la lengua española de latinamérica y toca de falar espanhol com o colega argentino...

domingo, 8 de dezembro de 2013

Fazer figura de palhaça, não fiz

mas descobri que o meu funcionamento em auto-gestão é fabuloso e de uma eficácia deveras impressionante, pois que não sei como:
- saí da festa e cheguei ao metro
- fiz esse percurso em cima de uns bons 7 cm sem cair
- vomitei duas vezes (sabe Deus onde) sem me sujar
- despi um corpete com uns 50 ilhoses nas costas e até tirei os brincos (só me lembro de tirar as lentes)
- em vez de acertar o despertador mudei a hora do telemóvel
- acordei sem despertador às 8:50 em sobressalto - mais morta que viva possivelmente 3 ou 4 horas depois de ter caído na cama -
- pouco antes das 9:30 estava no comboio para a República Checa a pensar no que se passara na noite anterior quando Cinderela se transformou em abóbora.

Tirando estes lapsos de memória, foi uma festa e tanto, mas estou para esclarecer mais outras tantas dúvidas amanhã!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Festa de fim de ano



Objectivo da noite: Um look chique-burlesque-fatal e não rapar frio!

Os sacrifícios a que uma pessoa se sujeita por festas temáticas!

E só espero não ser a única palhaça que respeitou o moto...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Habla me


Por motivos que agora aqui não interessam, estive a ouvir discursos de Correa Delgado, o actual presidente do Equador, e se por um lado descobri muitas coisas curiosas, por outro fez-se luz!

O espanhol sul-americano tem aquela melodia de canção do bandido que não abunda no castelhano, não é?


Hernan Allende

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Cenas que me iluminam os dias

Um antigo aluno, que vive noutro continente, voltará a Viena por dois dias, avisou-me que virá e que se eu tiver tempo, poderíamos encontrar-nos. Acedi de bom grado. Na resposta, encontrei um pedido enternecedor "Calíope, gostava mesmo era de assistir às tuas aulas para matar saudades e já vi no programa que dás aulas nesse dia. Depois podíamos almoçar, se quiseres."

Já vos disse que tenho os melhores alunos do mundo?

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

À beira

Naquele momento em que estás na beira da piscina e queres saltar, que estás no cimo da colina e queres esquiar, que estás no topo da rampa em cima do skate e queres descer sobre rodas. É preciso vontade, atenção, destreza e equilíbrio. Tens tudo, só te falta um empurrão.
As pessoas à volta assobiam e olham para o outro lado, tu esmoreces. Até que alguém te põe uma mão do ombro: "Vai! Tu és capaz!"

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Masoquista morta de fome

Enquanto em Portugal se discute se os professores fazem ou não provas, aqui o corpo docente também faz correr tinta. No outro dia, um jornal respeitável cá do burgo fazia referência aos pobres diabos dos professores da minha classe, classificando-os em duas categorias. 1) Os mortos de fome para quem ganhar alguns trocos é melhor do que nada. 2) Os masoquistas que são "ricos", i.e., exercem outra profissão e só dão aulas porque gostam.
O pior é que não está longe da verdade.

Prendinhas

A parte fixe de não me fiar no bom gosto dos meus amigos é que recebo prendas de anos muito mais fixes e que vão sempre ao encontro das minhas expectativas. Podem demorar, mas afinal de contas, sou eu quem lhes vai dar uso!



domingo, 1 de dezembro de 2013

171º momento cultural: Liliom

A minha ideia era ir jantar com um amigo, no entanto, ele ia ao teatro e eu colei-me. Jantar a sério não houve, só uma entradita antes e um copo depois. Mas pedi-lhe que me voltasse a fazer o mais impressionante risotto que eu comi na vida. O senhor nem se fez de rogado, o único obstáculo seria um mero Roma-Milan, que afinal é só segunda, por isso eu tenho o meu risotto garantido daqui a 15 dias!
Voltando ao teatro. Foi um teatro pequeno, de que eu nunca tinha ouvido falar. Aparentemente foi renovado há pouco tempo, mas continua com um ar acolhedor, requintado, caseiro, mas misterioso. Eu não conhecia esta peça nem o autor húngaro, mas a particularidade foi ela ter sido encenada em Wienerisch, o dialecto de Viena. Eu demorei um pouco a habituar-me à sonoridade mas se consegui entender as piadas, tão mau não pode ter sido. Gostei o suficiente para querer voltar e o que se segue não é nada mais, nada menos do que À espera de Godot.

170º momento cultural: Jeune et Jolie

Só agora reparei que se passaram 6 meses desde que ouvi falar deste filme, mas o trailer e respectivo comentário intrigaram-me o suficiente para não me ter esquecido e ter ido ver o filme no dia da estreia. Lamento imenso tê-lo perdido na Viennale, pois contava com a presença da Marine Vacht.
A história é muito simples. Uma rapariga de 17 anos resolve prostituir-se, einfach so, por curiosidade, por diversão, por confusão, por rebeldia, por aborrecimento, por desafio aos seus limites, numa viagem de auto-conhecimento... o filme -a meu ver - não responde ao porquê desta decisão, mas acompanha a vida dupla da miúda.
O que me merece uma maior reflexão é facilidade com que filhos aparentemente normais e com "tudo" enveredam por caminhos ínvios e ainda mais destreza enganam os pais, sem necessitar de esquemas muito manhosos.
Por outro lado, fiquei a pensar no que pensaram os pais da Marine Vacht a verem o filme e ao vê-la ser tocada por aqueles velhos todos...
Por fim, concordo em pleno com a Pimpas, a Marine Vacht é tãããããõooooooo bonita que dói só de olhar.
Apercebi-me que já é o 3º filme que vi do François Ozon e mais uma vez não dei pelo tempo perdido.