sábado, 30 de novembro de 2013

Agregado familiar

Há anos que ando a mentir a quem de direito... não vivo sozinha. O meu agregado familiar não é apenas uma pessoa.
Vivo com o meu computador! Apesar de ele não me abrir frascos nem... (nem nada que o resto faço eu sozinha),vá, nem brindar comigo, faz-me muita companhia e agora faz-me ainda mais falta!!! De repente, dei por mim sozinha em casa. Sem mails, sem música, sem companhia (sim tenho o outro toshibinha, mas é toda uma outra dinâmica). O meu Toshiba está em coma e eu pus-me a milhas de casa para não ficar lá sozinha com o animal a vegetar...

Ai a minha vida!
Alguma sugestão para substituto?
(Era bom que para gajos eu também fosse igualmente despachada!)

Com tanta coisa gira que vos podia contar...

Podia-vos contar que sonhei que ia no metro, estava lá o Ibrahimovic e metia conversa comigo.
Podia-vos contar que comecei o dia a comprar jóias.
Podia-vos contar que tenho uma amiga que me vem visitar e outra que concorreu a uma profissão de sonho.
Podia-vos contar que fui às massagens no pós-laboral.
Podia-vos contar do filme Jeune et Jolie de que a Pimpas falou há meses e que estreou cá hoje.
Mas vou limitar-me a dizer que o meu Toshiba recusa-se a funcionar... (há mais de 3 horas de insistência) eu já me conformei que ele foi desta para melhor e fico apenas a pensar no que ficou por guardar em cópia...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Alegria no trabalho


Um colega francês vindo directamente de Hamburgo com quem falo em bósnio
Um colega argentino que me traz discografia completa de Bajofondo e mais outros tantos tangos.
Um colega inglês que me chama de "trouble maker"(!) (Excuse-me?!!!)
E a cereja em cima do bolo: reunião com o chefe lindo e sueco mais do que bem-sucedida.
.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Milagres acontecem

Estar sentada numa cadeira de dentista e ficar impressionada pela simpatia, eficácia e profissionalismo da equipa que me estava a tratar. Até fiquei com vontade de lá voltar...

(E não foi só por ter gostado do apartamento e dos móveis da sala de espera)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

You have a dirty mind, miss.



"I'd like to meet u in the WC."




Só na frase a seguir é que me apercebi que estávamos a falar de futebol, claro.





Então agora o Dolce Vita Tejo é que é?

Acabei de saber que o meu pai e a minha mãe estiveram lá hoje... conta?

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

E a neve chegou ao burgo!

E a parte mais fixe de estar um frio cortante - estão agora 2ºC - mas vai descer ao longo da semana é que ainda não liguei o aquecimento da sala (e só tenho uma camada de roupa em cima do pelo) e que eu fico com mesmo bom aspecto depois de apanhar algum frio na rua! Andar 5 minutos que sejam na rua deixa-me corada! Devo ser a única pessoa que fica rosada com o frio. É mesmo rosada, nada de roxo nem azul... estou a considerar começar a usar blush quando as temperaturas subirem!

domingo, 24 de novembro de 2013

169º momento cultural: Captain Phillips

Qualquer livro de História conta histórias de piratas e para mim pirataria sempre foi uma actividade datada, por isso foi com alguma estranheza que ouvi falar há uns largos anos sobre ataques piratas nas bandas da costa da Somália. O desfasamento da pirataria com a actualidade obrigaram-me a ir ver este filme, simplesmente para perceber o modus operandi da coisa. Meus amigos, é ver para crer (é um filme baseado em factos reais), como é que um barco a motor com quatro pobres diabos, que num estalar de dedos se tornaram piratas, ataca um cargueiro gigantesco? Como é que quatro pobres diabos conseguem sequestrar o comandante e convocar toda uma operação de resgate dos US Marines? Um comandante não tem porte de arma? Como é que não havia armas a bordo? Porque é que uma vida americana vale mais que várias vidas somalis?
Não há nada que justifique a pirataria, como não há nada que justifique terrorismo nem ataques a pessoas em geral, mas eu não consegui deixar de sentir pena dos piratas. Estando numa situação desesperante na Somália, desempregados, pois toda a sua fonte de rendimento fora sugada e estando à beira da miséria, ser pirata é uma opção delineada no seu horizonte. De fácil não tem nada este caminho, mas quando não se tem rigorosamente nada, qualquer coisa pode parecer melhor...
Tom Hanks tem um desempenho majestoso e o comandante somali também!

Cultura ou falta dela

Li hoje no Público que o consumo de cultura em Portugal andam pelas ruas da amargura e os números infelizmente não me surpreendem muito. Conheço os hábitos portugueses em geral e de poucos portugueses em específico e isso ajuda-me nas minhas contas. A culpa não é da crise, mas sim a falta de hábitos culturais, de interesse e de curiosidade. Como dizia uma das pessoas referenciadas no artigo, a cultura e/ou a arte são invisíveis não têm uma aplicação imediata, logo parece um investimento a fundo perdido... Há uns tempos questionei-me a mim mesma a existência da secção "Momentos Culturais" aqui no Mergulhos. Não serve para nada, além de ser um inventário de coisas que fiz, da minha opinião sobre elas e a respectiva data, ou seja, não serve para nada, tal como não servem para nada as outras milhentas baboseiras que escrevo. No entanto, uma vez ao ouvir uma entrevista do Rui Mendes (o Duarte do Duarte e Cia.) que um consumidor de arte, ao ter um acidente de automóvel, por exemplo, será menos abrutalhado a resolver o assunto e só por isso já teria valido a pena o investimento em cultura. Nessa altura como que se me iluminou a alma: a cultura e a arte não fazem mais do que nos limar arestas, refinar e apurar os espíritos. A cultura permite-nos ver outras coisas, assumir outras perspectivas, relacionar conceitos, questionar outros tantos... dá trabalho, mas dará ainda mais trabalho a quem nos quiser manipular.

Não só mas também por isso, peguei em mim e fui a correr para o cinema.

168º momento cultural: Don Jon

Num dia em que todos os tiros me saíram ao lado, ir ao cinema e ver um filme nada exigente e me que distraísse dos meus dramas parecia-me o ponto alto do dia (se não se tivessem enganado a pôr o filme... e se depois não tivesse comido uns arraçados de raviolli de trufas). Bom, a senhora ainda foi a tempo de trocar a cassete e deixar-nos ver o filme certo. Don Jon. O filme não tem muito para contar e só me prendeu a atenção por ter sido escrito e dirigido por um tipo que me caiu nas boas graças desde o Inception, mais pelos seus fatos do que por outra coisa qualquer, o Joseph Gordon-Levitt. Resumidamente é a história de um garanhão que alterna os seus engates com vídeos porno da internet, até conhecer a suposta rapariga perfeita ou até conhecer quem o faz abdicar dos pornos e dos engates.
Na verdade, o conteúdo do filme é praticamente nulo mas o objectivo entretenimento está lá e um ligeiro insight a uma perspectiva masculina também. Associei o filme a dois outros que vi nestas últimas semanas e que ainda não tinha tido oportunidade de comentar o Two Days in Paris e a sequela Two Days in New York, escritos e dirigidos pela Julie Delpy. O facto de tanto um como outro terem sido escritos, dirigidos e interpretados pela mesma pessoa é bastante revelador. Se aos filmes da Delpy, eu até achei alguma piada a princípio, do meio para o fim (dos dois) fiquei a pensar que ela própria deve ser uma pessoa insuportável. Ela continua no mesmo registo do papel (?) da trilogia (Antes/Durante/Depois do Amanhecer/Anoitecer) mas em pior: a mulher psicótica que quer mostrar ao mundo que é completamente emancipada e por isso ostenta uma vida sexual activa, fala de sexo à boca cheia, discute as prestações dos seus parceiros com a sua família... Chega a ser confrangedor, digo eu. No Don Jon, temos mulheres que não têm nome mas número... na verdade, uma classificação e que competem com estrelas de vídeos-porno. Enfim depois disso tudo aparece uma fabulosa Julian Moore que salva o filme da decandência total
!

sábado, 23 de novembro de 2013

Habsburgos...

Insónias não é vocábulo que pertença ao meu dicionário pessoal. Não por não as ter, mas por nunca ligar o nome à coisa. Há dias (semanas?) que não tenho conseguido dormir logo e algures esta semana, resolvi fazer um pequeno teste. Fui para a cama muuuito mais cedo que o habitual e peguei num livro de história sobre as relações entre Portugal e a Áustria. É um assunto semi-chato, mas que me interessa. Convém explicar que eu normalmente consigo ler um ou dois parágrafos na cama, ao terceiro já estou de lado só com um olho aberto.
O facto é que desta vez, TRÊS HORAS depois e eu continuava a ler alegremente o livro... e já sabia que a mulher de Frederico III (da casa dos Habsburgos) era portuguesa (D. Leonor) que foi mãe do Imperador Maximiliano I, este por sua vez habilitou-se a ser herdeiro da coroa portuguesa por ocasião da morte do nosso D. João II, mas que não ganhou Portugal porque o primo D. Manuel I foi mais diligente... Mas que aquele "nosso Filipe I", Filipe II para os espanhóis, não era mais que um Habsburgo... Ah! E que a Imperatriz Maria Teresia tinha um mentor português... Ou seja, li tudo com atenção, apesar do aborrecimento pegado que é o livro... e eram duas e tal da manhã e eu continuava fresquíssima como se não tivesse lido rigorosamente nada.

Eu estou a ficar maluca ou este Kaiser Maximilian de autoria de Albrecht Dürer tem o mesmo nariz e olhos do Ibrahimovic?

Planos para o futuro próximo

Nesta semana soube que um amigo meu se casou há seis meses, fui acordada com um sms de uma amiga a contar-me que tinha sido pedida em casamento e ontem num jantar uma conviva contava acerca dos seus planos de lua-de-mel. Um mês numa viagem à volta do mundo. A maior parte dos meus amigos teve luas-de-mel bastante jeitosas: entre San Francisco e Maldivas houve muita coisa, mas só o facto de esta terminar um mês de viagem em Muscat bateu todas as luas-de-mel imagináveis. Por isso e como eu estou em permanente lua-de-mel comigo mesma, resolvi que quero o mesmo! Assim que conseguir arranjar um mês de férias (e obviamente depois do curso de tango em Buenos Aires) vou fazer uma coisa destas. Já comecei a ver as rotas e tudo! 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Azedume




Uma pessoa não come grande coisa,
anda a dormir mal, está com mau humor, maus fígados e mau feitio e depois ainda se surpreende por o Universo não mandar good vibes ou good whatever...


Michael Wornock

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Façam com que os vossos ouvidos vos fiquem eternamente gratos


E se nunca ouviram falar de Bajofondo, redimam-se agora.

Male me quer muito


Ando cansada e triste. Descobri que voltaram os voos directos para Male. Para mim, estas duas coisas estão directa e logicamente ligadas.
Achei genial o título que pensei para este post. E ao escrever isto, ocorreu-me que já tinha tido esta ideia antes. Por isso acrescentei "muito" para não ser igual.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Prémio de consolação: "És mil vezes mais fixe que as tattoos do Meireles no corpo do Cristianito!"*

Hoje o meu chefe lindo e sueco dizia que íamos ver o jogo os dois de mãos dadas no pub onde ele é habitué... e que me ia esmagar a mão. Não fosse a minha agenda preenchida teria pago para ver. A troca de sms estava garantida.

Eu: Sorry, chefe! Messi who? I hope mr. Blatter has his glasses and brain on...
Ele: Ok... mas olha como ele se comporta... é uma vergonha... aquela linguagem corporal...
Eu: Perdi essa parte, pois estou a ouvir o relato e os comentadores são fãs!
Ele: ahahahhaah! Parabéns! Vocês foram melhores...
Eu: Melhores, mas mais pequenos, mais antipáticos e mais peludos. Uns verdadeiros macacos primitivos! Não se pode ter tudo. Mas a gente merecia mais ir para o Brasil! :)
Ele: Ahahahahhahahhaah! Divinal!

*Dá para a qualificação do próximo Europeu calharmos no grupo da Suécia?



terça-feira, 19 de novembro de 2013

Em dois dias

tornei-me numa hotline de direito europeu...

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

domingo, 17 de novembro de 2013

Pós

Para celebrar o final das minhas festas de aniversário e um fim-de-semana com muito mais álcool do que o costume, fiz o que me parecia impensável: passei o dia em pijama, embrulhada num edredon, esparramada no sofá a ver televisão e a dormitar e por fim a ver dvds no computador. Pronto! Sou oficialmente uma pessoa idosa, caseirinha e associal.

sábado, 16 de novembro de 2013

Hoje vou mais ou menos assim

Num modelito que me faz lembrar a minha obra preferida de Vieira da Silva, A biblioteca em fogo, que também está lá no CAM, caso a queiram observar de perto.

1-0


1 vinho verde
2 vinhos brancos
3 vodkas suecas
3 vinhos do Porto

e ainda consegui ter uma conversa séria com o senhor embaixador e com a presidente do AICEP, para além de 2 sms ao meu chefe lindo e sueco!

Ibrahimovic, anda cá, que eu te consolo e prendo-te ao pé da minha cama! :)

(Não sei como não vim aos S para casa...)

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Voltei a ter fé na Humanidade

- No outro dia na Ópera, houve uma senhora que ao ver que estava um homem gigante à minha frente me disse que fosse para o lugar dela, que como eu sou pequenina dali não ia ver nada e à frente dela não a estorvava nada. Afinal bailado é bom de ver não só de ouvir. Isto antes do espectáculo começar e sem que eu tivesse dito nada.

- Hoje mandei um e-mail para o INE austríaco (um endereço de e-mail geral) a dizer que na página online só encontrava determinados dados a partir de 2002 e para a minha pesquisa interessava-me obter dados congéneres a partir dos anos 50. Em menos de meia hora tinha um link para os dados a partir de 1982 e o contacto (mail e número de telefone) de uma pessoa que me pode eventualmente dar mais informações.

Acho que não vale a pena comentar, pois não?

E agora vou ver o que a Câmara de Comércio Sueca reservou para mim!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Preparativos

Calíope: Eeeehhhh! Estás cá?
Colega espanhol: Olá Calíope!
Calíope: Mudaste-te para Espanha, não foi? A tua mulher e os miúdos também foram?
Colega: Sim, sim.
Calíope: Ficas cá até quando? A minha festa é no sábado...
Colega: É por isso que cá estou!

Calíope eslovaca: Olha, vais à minha festa?
Colega: Hmm... ainda não tenho a certeza, mas a H. vem de Praga de propósito.
Calíope: Vem de Praga? Mas foi ela quem me pediu que marcasse nesse dia.
Colega: Ela foi ontem para Praga, mas volta amanhã, pois não queria perder a tua festa.

Chefe sueco: Estes dias vão ser duros... hoje tenho... amanhã vai ser beber até mais não com a derrota da Suécia... e no sábado já sabes [apontando para mim].
Colega inglês: Sim, sim... vai ser só entornar!
Chefe: Tu vais aos anos da Calíope, não?
Colega: Vou, vou, claro!
Chefe: Calíope, vai ser horrível amanhã. Nem vou falar mais contigo.
Calíope: Deixa lá, é melhor assim!

E depois perguntem-me porque é que a minha festa em Viena é incontornável?

Álbum dos noivos

"Parabéns por casares com esse paspalho! Muitas felicidades!"

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Obséquio

Será que o amável leitor, residente em Lisboa, gostaria de desfrutar de momentos impagáveis no Centro de Arte Moderna (da Gulbenkian) de forma gratuita (ao domingo de manhã, salvo erro) e fruir da magnífica exposição "Sob o Signo de Amadeo", fazendo o pequeno favor a Maria Calíope e apontar o nome desta peça estonteante? (É na parede do meio na parte final, a segunda a contar do fim).

(E não me digam que é Chevaliers...)

A andorinha anuncia coisas boas, não é?

Daí que aproveitei esta prenda de anos para me garantir bons augúrios para sempre. Como sou simpática e atenta a estas coisas, prendi-a perto de Lisboa para ela não se sentir desenraizada!

Primeiro os estudos...

Acho que nunca ultrapassei essa parte da minha vida.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Os sonhos dos outros

Amigo: Tudo bem?
Calíope: Podes passar à próxima pergunta? Não quero agourar o good mood...
Amigo: Sonhei que morrias à minha frente... sorry for the good mood.
Calíope: Morria à tua frente? Morria como? Doença?
Amigo: Não... um acidente.
Calíope: Acidente como?
Amigo: Esmagada por um metro...
Calíope: Ahhhh! Mas deve ter sido pior para ti do que para mim...
Amigo: Estávamos no metro, não sei se em Lisboa ou em Viena e o comboio estava a vir e tu caíste na linha sem querer...
Calíope: Pois, bem me parecia, eu devia estar distraída e nem me apercebi do que aconteceu... com certeza que foi bem pior para ti!
Amigo: Não me digas nada... eu fiquei em pânico, não sabia o que fazer, acordei em sobressalto... nunca fiquei tão feliz por o meu filho me acordar assim de qualquer maneira...
Calíope: Vá, deixa-te de coisas, há cenas bem piores na vida!

Contei o sucedido à minha irmã, reacção:
Irmã: Vai jogar no Euromilhões... já!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Desvario

Sonhei que me batiam à porta e era um vizinho ou uma vizinha (não me lembro do género!) a dizer que já nos tínhamos cruzado um montão de vezes no jardim mas nunca tínhamos tido a oportunidade de conversar um pouco. Eu concordei e ficámos à porta a trocar dois dedos de conversa, enquanto eu apercebi-me de uma série de barulho vindo da sala. Não se percebia que barulho era e eu pedi licença ao vizinho para ir ver o que era. Chego à sala e tinham-me roubado os móveis! As minhas tralhas todas arrumadas no centro e os matacões que tenho na sala tinham dado o sumiço.

Ao chegar a casa, tinha um papel entalado na minha porta com um nome, um número de telefone e a mensagem para eu ligar que era importante. Pensei em todas as catástrofes absurdas que a minha imaginação permitiu: um tarado qualquer, um ocupa, um vizinho ensandecido com a música que eu ouço, etc. etc. O homem - partindo do princípio que era um homem - não atendia o telefone.

Lembrei-me do sonho, o que não ajudou nada a serenar a minha pobre mente. Entretanto lembrei-me de outro sonho tornado realidade... o de Afonso Henriques antes da Batalha de Ourique (!) e já me estava a imaginar a trocar ideias com Cristo sobre a fundação de um novo reino... (se eu não chamasse à minha faculdade de Absurdistão, já tinha nome e tudo).

Consegui rir-me um pouco com os meus devaneios e consegui de seguida ligar para o número... era da tv cabo local e queriam fazer-me um upgrade (pode?!!). O pormenor do nome, telefone e mensagem estarem escritos num folheto da tv cabo, a meu ver, só se justificava pela pessoa não ter um papelito melhor onde deixar o recado e ter pegado num papel qualquer ali à mão. Afinal não.

Ir para Laa

A primeira ida a Laa an der Thaya puxou-me o lustro ao corpo, se bem se lembram. Hoje voltei a Laa ir e a minha alma agradece.

domingo, 10 de novembro de 2013

167º momento cultural: Tanzperspektiven

Depois de não sei quanto tempo voltei a ver ballet ao vivo, depois de não sei quanto tempo voltei à Staatsoper. Fui sem saber ao certo ao que ia, não se tratava de uma daquelas peças clássicas que eu já conheço, mas ver bailado é sempre um momento de descompressão e era mesmo isso de que eu precisava. Quatro coreógrafos contemporâneos: David Dawson, Helen Pickett, Jean-Christophe Maillot e Patrick de Bana. Não conhecia nenhum, mas passei a gostar de três!
A primeira peça encontrava-se num contexto tão asséptico como um hospital, mas a orquestra e a coreografia em si compensaram a falta de cenário e adereços.
A segunda peça foi uma autêntica lufada de ar quente que conforta e apimenta. Um cenário vermelho e dois candeeiros marroquinos, talvez turcos, eram tudo, mas faziam toda a diferença. A música, Philip Glass segundo consta, era uma maravilha para os ouvidos, o guarda-roupa e a coreografia daquelas coisas que enchem o olho. Uma pessoa olha para aquilo e saboreia, esquecendo-se da vida. Não há porquês nem explicações, é só movimento e música e corpos que ondulam e o espectador frui sem precisar mais nada.
A parte aborrecida da plenitude é que depois se cai no vazio. A coreografia seguinte voltou ao palco asséptico, sem orquestra e com movimentos muito angulares. Alguns movimentos foram inacreditáveis, mas este foi o ponto baixo da noite.Ainda bem que não me fui embora, pois teria perdido um momento grandioso. 

Deve ter sido o primeiro bailado que eu assisti essencialmente com elementos masculinos. E todos em tronco nu. Uma fartura  qualitativa que não se vê todos os dias... Havia apenas duas personagens femininas que não passaram de florzinhas decorativas... Os bailarinos preencheram o palco por completo com corpos esculpidos, aquela virilidade toda modulada em movimentos graciosos e elegantes. Foi coisa mesmo bonita de se ver. Espero que em breve haja mais!


sábado, 9 de novembro de 2013

Pontaria nula



Noite de dancing-bowling.
Unhas partidas e a pior pontuação entre todos os meus amigos.
Consegui fazer a proeza de deixar mais vezes os pinos intactos do que acertar em algum. No entanto, também fui a única pessoa do nosso grupo que tanto deixou cair a bola como conseguiu que ela descrevesse uma curva na pista.
A música era boa e bebi uma coca-cola que me soube pela vida. (eu não costumo beber refrigerantes)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

60 piscinas


em 55 minutos (sem pôr o pé no chão), sendo que cada piscina são 33,3 metros. (Poupo-vos as contas, são 1998 metros).

Não será com certeza um recorde em parte nenhuma do mundo, mas eu sinto-me uma atleta olímpica! Pelo há coisas que me vão saindo bem.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Obviamente que o coro tinha razão

Maria Calíope tem a mania que as coisas fazem-se à sua maneira, que somos recompensados pelas boas acções, que a honestidade vale a pena, que é dando que se recebe, que deixando tudo claro se consegue levar a sua avante, amor ao próximo e o raio que me parta. Tudo bullshit! Mais uma vez a eloquente, elegante e sempre sábia Maria Calíope de cima do seu pedestal conseguiu expor-se, fazer figura de totozona, meteu o rabo entre as pernas, deu meia volta e voltou a andar, olhando para o chão. Parabéns, Maria Calíope! Mais uma vez conseguiste fazer a proeza de ficar com as mãos cheias de nada.

Uma salva de palmas especial e nada irónica à única solista que me apoiou em todos os actos, relembrando-me o tempo todo que o fim tinha tudo para ser o de uma comédia.

Foi tragédia. Ou não terminou. Não sei.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Maria Caliopezinha 'tá dji olho n'ocê, cara!


Eu dou o mote: "Let's go to the park"
E agora vocês continuam "I wanna kiss you underneath the stars" e vão a correr ver o vídeo.
Já estou a sentir a maresia na cara...

domingo, 3 de novembro de 2013

Outubro já acabou...

Acabei de me aperceber que Novembro é um mês extremamente melancólico na contagem dos meus anos. Chega a Novembro e acinzento-me, enevoo-me, ensombro-me, os impossíveis que quero parecem-me fora do meu alcance e eu só gostaria de poder dar um passo atrás para perceber a lógica da minha vida, onde me levam as ruas sinuosas e essencialmente o que é que me falta aprender para acertar na fórmula.

E levam com um eclipse para não vos citar mais Rui Veloso... Descansem que estou a ouvir Expensive Soul a ver se me animo.

sábado, 2 de novembro de 2013

Sou um pobre cidadão. Perdi o fio de mim.

Estou a citar o Rui Veloso e o querido leitor já sabe que quando Maria Calíope se põe a citar letras de músicas algo se passa no Reino da Dinamarca. No caso, não se passa nada, mas tenho várias amigas que poderiam citar esse mesmo verso e dedicá-lo a mim. Nos últimos dias tenho participado em vários diálogos como estes:

Calíope: Vou dizer uma coisa, mas sei que não vais gostar de ouvir...
Amiga: Ai! Não me digas que te enrolaste com ele outra vez?!!!
Calíope: Não! Isso queria eu!
Amiga: Tu estás doida! Então fizeste o quê?

Calíope: O homem comentou-me o artigo todo.
Amiga: Mas ele sabe português?
Calíope: Não! Aí é que está... mas com os comentários que fez, leu tudo!
Amiga: Hmm?! Que estranho! Mas ele não precisava disso para te levar para a cama!
Calíope: Ahahahahhahahaha! Pois não! Se calhar não se apercebeu...
Amiga: Tu estás louca. Precisas é de um par de estalos!

Calíope: Tenho de escrever uma carta a pedir um financiamento para...
Amiga: Escreve o que quiseres. Tu consegues convencer toda a gente!
Calíope: Toda a gente menos o outro...
Amiga: E depois toda a gente quer encher-te de porrada! É senso comum!

e podia continuar ...
sou uma incompreendida! :)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Plano B



Da última vez que tracei um plano B (lá para as calendas de 2006) fui parar à Holanda pela mão de um indivíduo com nome de urso e cabelos de fogo.
Passados estes anos todos, parece-me que o plano B volta a delinear-se no meu horizonte, desdobrando-se em ona, ucareste, rasil e com jeitinho a ulgária... Desta vez jogo pelo seguro, tiro os Ys e vou pelo meu próprio pé!

166º momento cultural: Les beaux jours

A chegada da reforma e do tempo que sobra leva umas filhas a oferecem à mãe quotas para a entrada num clube de terceira idade. O que não estariam possivelmente à espera era que a mãe se envolvesse com um dos formadores. 
O filme conta como uma bela mulher de 60 anos se envolve com um rapaz da idade das suas filhas. E conseguiu contar a história sem entrar em euforias, sem cair na esparrela do conto-de-fadas moderno onde tudo é possível porque somos todos flexíveis e tolerantes, ou seja, essencialmente por se manter com os pés na realidade e com isso ganhar muita credibilidade. No entanto, acabou com um "e foram felizes para sempre" mas obviamente que não foi ela e o amante. A Fanny Ardant tem um desempenho bastante bem conseguido. Mais uma vez, gostei imenso da fotografia do filme e do guarda-roupa dela. Ninguém terá dúvidas que no meu corpo vive uma mulher na idade da reforma!

Preciosidades


Já há anos (uns 1000) que queria mandar fazer uma pequena jóia, já há anos (uns 10) que os joalheiros me ouvem falar do assunto, foi preciso fazer 35 anos para passar da teoria à prática. Uns e-mails trocados, duas idas ao atlelier e o negócio estava feito.

Um sms que me iluminou o dia. Até poderia ter-me desejado feliz natal, que me teria sabido a cerejas doces em pleno Outono. Não estava nada à espera.

Uma amiga todo-o-terreno, seja para apanhar chuva ou entornar uns valentes copos, seja para me dar dois pares de estalos ou afagar-me as feridas, seja rir ou para chorar. Há amigos insubstituíveis e impagáveis.

Diga 35...

O meu 35º aniversário será recordado na posteridade (por mim mesma pois mais ninguém tem memória para estes preciosismos) pela simpática não-festa de não-aniversário e pela mais infeliz festa de aniversário de que me lembro.

A não-festa de não-aniversário acabou por correr relativamente, ouvindo eu simpáticos elogios dos convivas. O tempo ajudou e eu estava no meu modo entertainer, o que agilizou um bocadito as coisas. 

Já a festa foi um flop total. Como é que é possível eu sentir-me sozinha no meio de mais de 30 pessoas... da minha família? Como é que ninguém reparou que eu não estava bem? Como é que eram os MEUS anos, o dia por que eu espero o ano todo, um dia de sol radiante e eu não passei de uma flor de papel de parede pronta a chorar a qualquer momento? (O que aconteceu sem que praticamente ninguém notasse). 

Realmente devo ter bebido muita colher de chá a vida inteira para não ter literalmente partido a louça toda. 

Mas a lição foi apreendida, nos meus anos sou eu a estrela da festa, nem que a festa seja apenas a pequena estrela.