quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Copenhaga

Copenhaga era mais um daqueles destinos que eu tinha marcado na mão há anos. Um voo a 88€ fez concretizar o meu destino! A minha grande missão para Copenhaga era comprovar as dúzias de opiniões amigas que me garantiam que os dinamarqueses eram extremamente bonitas. Só precisei de sair do avião para cumprir a minha missão. Ainda na manga, cruzei-me com a equipa de limpezas... e que equipa de limpezas!
Pareciam que tinham sido todos escolhidos por casting numa agência de modelos. Missão cumprida!
Por isso a partir daí foi desfrutar dos dias em Copenhaga. O tempo estava maravilhoso. Estava frio mas um sol radiante e um céu azul sem uma única nuvem.

Era tudo perfeito demais, por isso o meu olho de Tirésias resolveu subir ao palco e reclamar para si o papel principal de todo o acto. Uma noite com Tirésias a chorar e em sofrimento e eu acordada a imaginar como seria a minha vida semi-cega. No dia seguinte só descansei no hospital com o médico giro giro sentadito ao meu lado a dizer-me: "Olá! Eu sou o Daniel!"

Posto isto, deu para mais umas quantas voltas pela cidade! A combinação entre moderno e antigo em termos arquitectónicos foi super bem conseguida: a par dos edifícios em tijolo (a que eu chamo de vitorianos sem saber exactamente porquê), há outros de estilo imperial como aqui em Viena e ainda uma série de monstros de vidro, que me fazem pensar que esta gente tenta maximizar toda a luz natural que consegue ter.

O facto de o mar estar ali a dois passos dá-me a mim um conforto especial e faz-me acreditar que é um sítio aberto e tolerante. Não sei se será ou não, mas o concerto senegalês a que assisti com dinamarqueses a dançar loucamente diz-me que sim.

Já algures expressei a minha simpatia pelas monarquias europeias e a dinamarquesa está lá nesse saco. Tenho amigos que adoram a sua rainha (não poderia dizer o mesmo do nosso presidente) e por isso fui ver o render da guarda, visitar palácios e conferir as jóias.
Estou agora a pensar que os países do norte da Europa com casas reais são mais bem-sucedidos que os republicanos do sul...

Não sei explicar porque é que gostei tanto de Copenhaga, mas pela segunda vez na vida pensei "podia viver aqui".

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