quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Giro, giro é

estar a ler uma notícia no Público e reconhecer as minhas próprias palavras nas fontes citadas da questão em causa.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Lá por ter 35 anos não me esqueci que tenho blogue :)

Já voltei à casa de partida, à minha própria casa, onde sou rainha e senhora e tudo aquilo que quero ser.  Tive direito a uma chamada do departamento dos Regulatory Affairs e amanhã há reunião na Embaixada e outra na Faculdade. Quase parece que me tornei numa pessoa importante. Assim que puder a emissão volta à sua programação normal.

sábado, 26 de outubro de 2013

165º momento cultural: Tango

Maria Calíope dava os seus dois cabelos brancos para voltar a dançar tango. Como esta troca parece não interessar a ninguém, ela limita-se a participar em eventos que não requeiram duas pessoas :) Afinal it takes two to tango. Assim, fui assistir a um espectáculo de tango (sem dança, só canto) à Casa da América Latina, que na verdade se revelou num espectáculo de música argentina em geral. A guitarra tinha um som tão pleno, tão quente, tão saboroso, que não poderia ter casado melhor com a voz da menina. igualmente riquíssima. Que eu queria voltar a dançar tango, já toda a gente sabe, mas que eu comecei a achar o espanhol argentino um charme é que é a novidade. Mais uma vez, que sorte poder ver estas coisas ao vivo. Num cd não teria metade da graça.

164º momento cultural: David Machado

Estava eu a fazer tempo na Baixa e como não estava em fashion-mood, fui para a fnac ver se descobria qualquer coisa interessante. Arrastei-me que tempos ao longo dos corredores e ao sair apercebi-me que estava a decorrer a apresentação de um livro, diante do qual eu já tinha parado e o qual eu tinha pegado uns minutos antes. E de repente dei por mim na apresentação do Índice Médio de Felicidade de e com David Machado. Apanhei o comboio a meio, mas o que ouvi pareceu-me convincente o suficiente para pegar num livro, pedir ao tipo para mo autografar, pagá-lo e começar a lê-lo no metro. No entanto, ao falar com o autor, Maria Calíope lá deixou uma daquelas pérolas suas: "Olá! Desculpe mas eu tenho de confessar que nunca ouvi falar de si.... (risos) mas tenho a desculpa que não vivo cá!". Ele minimizou o facto e uma das senhoras que apresentou conjuntamente o livro (que eu até acho que é alguém conhecido mas ainda não consegui lembrar-me de quem) disse "ah não se preocupe que eu também não!".

163º momento cultural: Sob o signo de Amadeo

Saí do Corte Inglês e segui para a Gulbenkian para um encontro marcado com Amadeo Souza-Cardoso. E que encontro, caríssimos leitores! A exposição é m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a! Eu dei duas voltas, tirei notas, tirei fotos e queria levar pelo menos umas 7 peças para casa. Nem sei bem como as descrever, mas sabem quando estão diante de uma situação e sorriem e pensam "Que sorte fenomenal é eu estar aqui e poder ver isto ao vivo!" e sentem-se ainda mais felizes. Esse seria o resumo do meu estado de espírito. Normalmente quando vou a uma exposição faço o seguinte exercício, vejo as peças em andamento (meu, claro!) e fico à espera que alguma me cative o suficiente para me fazer parar. Aqui parei em quase todas! Já estava cheia de ideias de trazer reproduções para casa, mudar a decoração da sala... (mas não havia posters, nem sequer uns míseros postais à venda. Escândalo!!!). Eu já estava completamente fascinada com a exposição (dei duas voltas à mesma), mas ainda havia mais surpresas para Maria Calíope. Dei uma vista de olhos pelo resto das salas e lá estava ele. O meu quadro preferido de Vieira da Silva: A biblioteca em fogo. Há realmente dias de sorte! Eu nem podia pedir mais nada. Quer dizer, poderia: posters!

162º momento cultural: Blue Jasmine

Aproveitei o facto de cá estar para ver o último Woody Allen antes da estreia oficial na Áustria. E lá fui eu, descobrindo que se paga menos à 4ª-feira no Corte Inglês (4,70€). Há que referir que depositava algumas (muitas) esperanças neste filme, uma vez que o do ano passado (To Rome With Love) foi um flop aos meus olhos. No entanto, expectativas goradas ao ponto de achar que o filme italiano até não foi mau de todo... Vamos por partes, o filme está muito bem construído, todo ele está articulado com flashbacks e flashfowards, o que lhe transmite uma dinâmica de que eu gosto particularmente. O guarda-roupa da Cate Blanchett é de uma elegância extrema: daquelas coisas que eu gostaria de ter em casa - tirando aquele casaquito branco possivelmente Chanel e uns sapatos rasos dourados que a faziam parecer uma pata-choca. Tudo o resto achei meio duvidoso. A história era escapatória, mas os diálogos / monólogos não eram nada de especial. Houve um ou outro ligeiramente melhor, mas acredito que tenha sido o meu lado paranóico que tenha simpatizado um pouco com eles. A minha conclusão: Woody Allen está velho e já não rende o que rendia.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A macaca

Uma das coisas que aproveito fazer em Lisboa é ir ao cabeleireiro. Não gosto. Nunca gostei. Mas de vez em quando é preciso dar-lhe um corte qualquer. E lá fui eu de manhã. E não fosse eu ter uma boa auto-estima, sairia de lá em versão Barbie ou então a sentir-me uma autêntica macaca.

Sentei-me e enquanto esperava pela cabeleireira, peguei na revista mais próxima, que não era uma revista, mas um catálogo de coloração. Eu fiquei entretida a ver as cores e diante da palete de pretos, peguei num bocado do meu cabelo e ver qual era o meu tom. Aí chegou a cabeleireira.
Cabeleireira: Quer pintar?
Calíope: Não, não...
Cabeleireira: Ah! Se quiser pintar não lhe recomendo essa coloração, mas a xxxx (não me lembro do nome) é que essa é óptima para cobrir os cabelos brancos.
Calíope: Mas eu só estava a ver... eu tenho DOIS cabelos brancos.
Cabeleireira: Com o seu cabelo, ficava com uns reflexos e mais brilho... O que é que anda a fazer ao cabelo? Ele não tem brilho nenhum... nem corte...
Calíope: Sim...
Cabeleireira: Mas então fazia uma coloração destas e nem precisava de ser outra cor, só para o cabelo ganhar um brilho. Aquela que estava a ver, obrigava a vir cá todos os meses, mas esta não... mesmo pondo uns vermelhos, fica-lhe só os reflexos...
Calíope: Mas eu não vivo cá...
Cabeleireira: Se tiver tempo podíamos fazer agora...
Calíope: Pois, mas hoje não dá...
Cabeleireira (já a lavar-me a cabeça): Ah! Então da próxima... Ai! E essas mãos... não quer...?
Calíope: (repirando fundo)
Cabeleireira: Olhe o buço...

Maria Calíope ficou caladita à espera que ela também sugerisse branqueamento aos dentes, banda gástrica, extensões, lipo-aspiração, botox algures e sei lá que mais. Adoro cabeleireiras em geral e todas as áreas de conhecimento que dominam! Ainda me lembro da esteticista que me queria convencer que eu tinha um problema hormonal, causado pela pílula e que os ginecologistas não eram sensíveis a esse tipo de coisa e nem ligavam. (eu só tinha ido arranjar as sobrancelhas).

A greve dos óculos

Ao fazer a mala - enquanto dançava lambada e outros ritmos calientes - Maria Calíope teve a preocupação de se munir com toda a medicação possível para qualquer fanico dos seus olhos. Para além das lentes, líquido das lentes, vieram gotas, remédio com antibiótico, remédio sem antibiótico e não sei que mais.
Já em Lisboa, em casa, Maria Calíope tirou as lentes para arejar um bocadito a vista e ia pôr os óculos... SE os tivesse trazido. Com tanta tralhar para os olhos que trouxe, os óculos acabaram por ficar em cima da cómoda... em Viena.
A sorte é que cá em casa somos todos ceguetas e a minha mãe tratou de ir buscar óculos antigos dela a ver se alguns me ajudavam (por exemplo, a descolar da televisão para poder ver televisão).
Foi uma grande sensação! Maria Calíope enverga agora um belo modelo rosado muito late-80ies que lhe ocupam 3/4s da cara... Eu acho que é só muito ridículo, a minha mãe diz que é moderno porque vê imensa gente agora com óculos gigantes. A parte menos má é que não tenho de sair à rua assim.


 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Surpresas!

Eu pensava que vinha passar o meu aniversário a Lisboa, mas com o temporal que aqui vai, estou certa de que vim parar ao sudeste asiático sem saber. Sempre quis passar os meus anos num paraíso tropical e cá estou eu no meio da chuva diluviana e do vento. Se tivesse uma piscina à frente do quarto, podia ser Bali...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Comissão de boas-vindas

A parte boa de chegar à Portela é que depois de todos os atrasos, temos sempre um Martini magnífico à espera.
Vim para fora, parei e parou um Porsche à minha frente. (Bons augúrios, pensei eu!)
Por segundos, pensei que papai e mamãe tivessem ganho uma fortuna qualquer e trocado a mercedonga, sem me dizer nada. Afinal não, a mercedonga chegou logo de seguida.
 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Grande Outubro

E quando até este senhor se cruza no meu caminho é porque estamos mesmo a ter um grande mês de Outubro. Eu disse ao meu chefe lindo e sueco que podíamos ver o jogo juntos. Ele recusou, mesmo dizendo eu que torcia pelo Ibrahimovic, a par dos outros 11 mânfios tugas. Ele ignorou-me, alegando ser meio-colombiano... por parte da ex-mulher (!) e que é impossível haver um mundial no Brasil e Portugal não estar lá! O outro sueco espadaúdo do escritório encheu-me um copo de vinho branco fresquinho, com o recado "É assim que a gente trata dos portugueses!" Eu bebi tudo é claro... e a seguir fui dar aulas com o meu acordeão! :D

Dançando lambada eh, dançando lambada lá


Maria Calíope recebeu hoje um email de um antigo aluno seu e não sabe se ficou mais estupefacta quando ele disse que ao ver The Voice of Brazil viu isto e achou que a rapariga era igualzinha a mim (é, eu costumo ir para as aulas com o meu acordeão cantar forró, mas nunca tive oportunidade de comentar isso convosco!)  ou pelo convite para o seu casamento no Brááááááásiuuuuuuuuuuu nananananana, nanananaana, etc. etc. no ano que vem! :)
O cérebro de Maria Calíope não parou nem um segundo e tratou logo de aliciar o acompanhante mais desejado de todos e de engendrar um plano maquiavélico para a viagem. Agora enquanto treina os passitos de samba e de lambada, pede encarecida e retroactivamente à sua antiga fitinha verde de recordação de Salvador da Bahia: diz que sim, diz que sim, diz que sim, diz que sim, diz que sim, diz que sim, diz que sim, diz que sim, diz que sim, diz que sim, diz que sim, diz que sim, diz que sim, diz que sim.

domingo, 20 de outubro de 2013

Freak magnet XVI

Caríssimos leitores, encontrem as diferenças:

Sexta-feira: À saída do metro, uma mulher bem-apessoada, falando hoch deutsch, pergunta-me a direcção de uma rua. Curiosamente a rua do edifício onde trabalho, a 200-300 metros, se tanto, de onde estávamos. Disse-lhe que me acompanhasse. Nesses minutinhos em que fizemos esse percurso, ficámos a saber que ela era de Colónia e eu de Lisboa, que ela era jurista e eu professora e mais umas quantas coisas. No fim, trocámos nomes e números de telefone para um café em breve.

Hoje: Fui à maravilhosa capital da Áustria Baixa a um suposto blind date. O indivíduo até se esforçou, mas quando uma pessoa não está para aí virada, não está mesmo... Se eu disse que vivia em Viena há 10 anos, perguntar-me se já estive no Prater ou na Ilha do Danúbio é um pouco ridículo, não? Mas a pergunta mais fantástica de todas foi: "Qual é o teu distrito preferido em Viena?" Wie bitte?!! O meu, claro! As pessoas costumam ter freguesias preferidas é? Ganhou ponto pelo esforço e pela originalidade da pergunta, mas assim que pude, corri para a estação para apanhar o comboio de volta para o meu distrito preferido. Quando cheguei apercebi-me que nem o nome do homem sei.

sábado, 19 de outubro de 2013

161º momento cultural: Tudo sobre a minha mãe

Tudo sobre a minha mãe faz parte do pacote de dvds que uma amiga minha me emprestou, quando se apercebeu que eu nunca vira Almodóvar. Para a semana vou para Lisboa e tenho de o devolver por isso uma sexta-feira à noite foi a ocasião perfeita para pôr os dvds em dia. Sozinha, como se quer. Gostei bastante do filme. As idas e as voltas da personagem principal poderiam fazer com que o filme se chamasse Volver ;) A páginas tantas apercebi-me que o filme só tem personagens femininas, mais um aspecto comum com Volver, pois as poucas personagens masculinas existentes são na verdade completamente anuladas. A Lola e a Agrado que eram homens e deixaram de o ser, o pai da Rosa que mal aparece e quando o faz, percebe-se que sofre de Alzheimer, o filho que morre, um filho que nasce e o resto são só dramas de mulheres, de mães, de filhas, de amantes.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

160º momento cultural: José e Pilar

Antes de ter visto o vídeo, pensei que era uma história de amor. Quando comecei a vê-lo, julguei tratar-se de um documentário e questionei-me o facto de ter mais de duas horas de duração. Aos 45 minutos, voltei à ideia inicial de que era uma história de amor, que mantive até ao final, por vezes de olhos baços. No fim, queria mais, queria o mesmo e ficou a certeza de que tenho de ler A Viagem do Elefante, pelo elefante, por Viena e pelo próprio Saramago, que gentilmente me autografou um livro com dedicatória, sem que eu tivesse feito o mínimo esforço de ter lido uma linha sua.
Para além de tudo o resto, só com uma frase como esta me teria conquistado logo: "Mas eu odeio o Natal porque é que havia de dizer isso?" (Essa podia ser a minha contribuição para a festa de Natal)

Valeu a dica, BcS! 

Truquezito

É aquela carta na manga que funciona sempre. 
Maria Calíope pode estar tristezinha (é o caso), furiosa (é o caso) e perplexa (é o caso), resultando este belo cocktail nuns maus fígados de fugir a sete pés. Mas a 10 dias de fazer anos não quer que lhe corram mais secreções tóxicas, por isso youtube, para que te quero: para isto. Resulta sempre. Canto, berro, danço, quero bis e tenho :)

Fernand Leger, Three Women

Duvidavide



Que dúvida. Que dívida. Que dávida.
Que duvidávida afinal a vida.

Deliciem-se com David Mourão-Ferreira aqui, onde eu fui, no outro dia, beber inspiração para mais um capítulo da minha própria duvidávida.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dias melhores

Comecei o dia sensivelmente assim:

"xxxxx de mi corazón, podes até fazer 50 anos, mas para mim hás-de ser sempre o homem mais lindo do mundo! Muitos parabéns! Eternamente tua, Calíope"


Acabei o dia a jantar com V2 em animada cavaqueira, declinando elegantemente o dvd-move.



Devia andar mais vezes vestida de fato de três peças e saltos...

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O pior de dois mundos

Ser convidada para organizar a festa de Natal da faculdade...


Por favor alguém que me enfie uns patins e me atire para uma pista de gelo...


Adenda (22:28) -  O espírito natalício já baixou em mim. Tentei marcar o voo de Natal, houve problemas e estou de trombas. Afinal o Natal é quando o homem quiser...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

159º momento cultural: Mariza

Não sei quantas vezes já vi a Mariza ao vivo... uma mão cheia com certeza todas as vezes aqui na Áustria, tirando a vez que me cruzei com ela num bar qualquer em Lisboa há muitos muitos anos. Bom, ela veio a Viena e eu por dever profissional lá fui marcar presença.
É sempre óptimo ver um artista ao vivo e é no palco que se vê quem é artista quem não. A Mariza canta e sabe interagir com o público, mas, tal como disse em relação à Carminho, devia investir num cursito de inglês, pois ouvir mens e womens e he ou she em vez de it causa-me alguma vergonha. Mas pronto sou eu que sou esquisitinha. As duas horas de concerto passaram num instante, sendo que à meia hora eu já estava mais do que satisfeita. Tudo o resto foi bónus. O arranjo que ela tem para o Barco Negro com batuques é genial. Acho que já o tinha comentado isto das últimas duas vezes que a vi cá. Adoro. Adoro. Adoro. E agora adoro ainda mais por ter (re) descoberto que o texto é do David Mourão-Ferreira (daqui a uns dias vão perceber porquê). Outra coisa que achei digníssima de registo foi ela pôr a sala a cantar e não foi um lalalala nem um nananana, foi mesmo "colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito" que convenhamos não é uma frase fácil e óbvia para falantes nativos de português quanto mais para estrangeiros. E cantámos todos. Devia haver bastantes portugueses, mas a maioria eram austríacos. Há que dizer que o concerto está esgotado há imenso tempo. Outro apontamento que distingue cantores de wannabes foi o facto de ela a páginas tantas cantar sem microfone. Eu estava nas galerias, muito, muito longe do palco e ouvia-se tudo!
E haverá mais fado daqui a 2 meses!

domingo, 13 de outubro de 2013

158º momento cultural: La grande bellezza

À segunda tentativa, já no sábado, consegui acertar no cinema E no filme! Bravo, Maria Calíope! Era este o filme que queria ter visto na sexta... Além do título, sabia que se tratava de uma crítica à sociedade romana actual e nada mais. Não sou fã de cinema italiano, mas este filme fora-me recomendado por amigos que merecem crédito.
O filme começou com uma fotografia e banda sonora magnífica (que se estenderam ao longo do mesmo - e não me estou a referir à La Colita ou o Pa pa l'Americano), mas logo se lançou o pânico. Eu não percebo nada do italiano corrido que eles falam... e não há legendas?!! Uff afinal havia legendas! Mas apercebi-me que já não estou habituada a ver um filme E ler legendas em simultâneo... muito menos ler legendas em alemão que não batem certo com o que eu acho que entendi em italiano... bom os dramas linguísticos resultaram em que eu perdesse algum do conteúdo e praticamente todas as piadas, ao ponto de duvidar de o filme estar classificado como comédia. Enfim, Roma serve de cenário ao filme todo, com varandas com vista para o Coliseu, passeios ao longo de aquedutos romanos (obviamente!), visitas a estátutas da Antiguidada Clássicas e fontanas de Trevi a cada esquina. As imagens são tão bonitas, que me fizeram duvidar de ter estado em Roma duas vezes!
A crítica a uma faixa social bastante marcada fez com que grande parte das personagens tivesse um estilo muito próprio e, para mim, italianamente característico. As mulheres lindíssimas e os homens - alguns - com um charme irresistível.... se calhar era só o corte dos fatos, a irreverência dos óculos ou dos chapéus.
À excepção da parte estética, uma crítica apurada à frivolidade e à superficialidade dessa classe, apesar de ter havido uma incursão por outros meios. Uma espécie de To Rome With Love, mas em (muito) bom.
A cena final (esta aqui do casal a dançar no jardim) foi simplesmente grandiosa. Adorei. Julgo que esta imagem está tão bem tirada que reproduz bem a grande beleza de todo o filme. (Reparem na expressão e nas mãos do homem e na posição da cabeça, ombro e anca da mulher - só me apetece dizer: também quero!)

É só um truque - dizia o mágico da girafa - solo un trucco - acho eu.

157º momento cultural: Alphabet

Sexta-feira de noite e eu saio de casa a correr para o cinema. Não sei bem como o tempo passou tão depressa que dei por mim a sair de casa mesmo em cima da hora. Filme às 20.30 e eu estava na bilheteira às 20:32. Não teria sido mau, SE estivesse no cinema certo. Maria Calíope em piloto automático foi direitinha para o cinema a que sempre vai, sem pensar duas vezes. O cinema certo ficava ao dobrar da esquina, mas tendo em conta a hora que era, não valia a pena perder 20 minutos do filme por uma distracção parva. Perguntei ao tipo o que tinha para me oferecer e fui ver o documentário Alphabet. Já tinha visto o trailer, sabia que era sobre educação e abordagens educativas, pareceu-me interessante, mas não propriamente para uma sexta-feira onde me apetecia ser distraída e entretida sem ter de pensar muito. Graças ao meu aluamento foi mesmo o que se arranjou para o serão de sexta-feira.
Realmente o documentário discorre sobre as capacidades que vamos perdendo à medida em que somos educados, que todo o sistema educativo tendo como base a concorrência prejudica o indivíduo, que as crianças têm de ser estimuladas na sua imaginação e na sua criatividade e que não deveriam estar sujeitas ao stress de matérias e provas de coisas que nunca vão precisar de saber. Foram mostradas escolas chinesas, alemãs, uma escola especial em França, um espanhol portador de trissomia 21 e um francês que nunca tinha ido à escola.
Foi bastante interessante o questionamento de um sistema educativo que se orienta pelas luzes da Revolução Industrial, que se propõe ser uma fábrica de doutores e que promove a concorrência como preparação para a vida futura. No entanto, a ideia de cada criança fazer o que lhe apetece muito idealizada, apesar do exemplo do documentário me desarmar por completo. Mesmo assim acho que seria mais a excepção do que a regra. Obviamente não concordo com alunos que decoram coisas e engolem saberes às colheres. Não fazia ideia que a taxa de suicídio juvenil (infantil?) na China é significativa, mas não me surpreende.
Bom, com isto tudo
a minha ideia de friday lazy night foi ao ar...

sábado, 12 de outubro de 2013

Dramas estilísticos

Maria Calíope deu de caras com esta belezura em saldos na Promod e lembra-se que até tem uma gabardina preta que precisa de ser substituída. O 38 ficava grande! (ahhahahahahah) E não havia o 36... só numa outra loja do outro lado da cidade, mas não era garantido.
Hoje depois de um pequeno-almoço, lá peguei na minha amiga e fomos às compras do outro lado da cidade.
Na loja, Maria Calíope repara num outro trenchcoat com botões militares e fica na dúvida. Experimenta os dois alternativamente 10 vezes e não sabe por que se decidir. A amiga diz que os dois lhe ficam bem, o que no caso não ajuda nada. Maria Calíope, indecisa, paga o trenchcoat com os botões militares, que afinal era uma coisa que queria há imenso tempo.
Foi andar mais 10 minutos e Maria Calíope volta a correr à loja para trocar o casaco. Afinal ela tinha ido lá pelo outro (este) e militares há muitos! Fica mais giro fechado, mas não encontrei foto.

Ah! E descobri que do outro lado da cidade há a Parfois e a Bershka!!! Qualquer deixo de precisar de ir ao Colombo...okok agora eles têm a Primark!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Freak magnet XV

Parece que no outro dia e hoje num momento em que eu me tinha ausentado do escritório, apareceu um homem à minha procura. Os meus colegas tão expeditos como são não foram capazes de lhe perguntar quem era ou o que queria. Eu não fazia ideia de quem poderia ser e a descrição "weird guy" não era propriamente abonatória. De tarde apareceu o dito "weird guy", que afinal é um amigo meu, na minha sala, lançando um "A menina dança?" no mesmo momento em que o meu chefe estava a entrar. Eu respondi "Danço sim" e fomos os dois para a cozinha.

Passado algum tempo, já eu estava de volta ao meu posto de trabalho, aparece-me o meu chefe lindo e sueco e agora divorciado à frente com um sorriso exagerado.
Calíope - O que foi?
Chefe - Sorridente
Calíope - O que queres?
Chefe - Sorridente
Calíope - Vá! Diz o que é...
Chefe - Sorridente
Calíope - O que é que tu tens?!!
Chefe - Hmm... Hmm... (já a fazer sinais com olhos e sobrancelhas)
Calíope - Hmm... Hmm nada. Ele é gay.
Chefe - Com um olhar incrédulo.
Calíope - O namorado dele é meu aluno.
Chefe - Ooooooooohhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Resto da sala - A rir
Chefe vai embora desiludido com o rabo entre as pernas.


Pronto juntando estes dois posts posso dizer que devo estar mesmo muito mal para a minha mãe e o meu chefe estarem preocupados com a minha vida amorosa.

Freak magnet XIV

Um dos meus primos foi visitar o meu pai e a minha mãe e à hora de me ligarem, dei com a minha mãe e o meu primo diante do ecrã.
blablablablablabla
Mãe: Olha lá por acaso não tens um amigo para a Calíope? [risos]
Primo: Hmmm... Ah! Por acaso até tenho![risos]
Calíope: [Completamente incrédula por detrás de umas trombas gigantes a assistir o que se tornou num Muppet Show]
Mãe: Mas ele faz o quê? Ele gostaria de viver na Áustria?
Primo: Ele tem a vida dele cá em Lisboa, mas é comissário de bordo.
Mãe: [risos] Comissário de bordo?!! Comissário de bordo não dá! A Calíope já teve um desses... Comissário de bordo de onde?
Calíope: [Continuava a assistir sem abrir o pio]
Primo: TAP. Por acaso até tenho uma foto dele aqui, pois fomos no outro dia...
Mãe: Hmm TAP... Deixa cá ver... Hmm... É um bocado gordo, não? [Virando o telemóvel para o ecrã do computador]
Calíope: Não vejo por causa do reflexo.
Mãe: Não tens mais fotos?
Primo: Não faz mal, ele chama-se xx xxx, procura-o no facebook.
Mãe: Ele está no facebook?!! Mas no facebook são só bandidos... [risos] Calíope, quando é que o Primo e o xxx podem ir aí visitar-te?
Primo: Ah! Até pode ser que ele vá a Viena, hoje sei que está de folga...
Mãe: Achas que dá para procurar mais fotos dele no facebook neste computador?
Primo: Dá, tia, claro que dá. [E lá mostra uma foto] Ele tem um irmão gémeo, mas esse tem namorada.
Mãe: Qual deles é que é? Isto é o quê? Olhos castanhos ou verdes ou que cor é esta?
Primo: Castanhos!
Mãe: Ah! Então não dá! A Calíope só gosta de homens com olhos azuis!
Calíope: [Estupefacta com os comentários da mãe. Sim, não estão longe da verdade dos factos.]
Primo: Calíope, quando vieres vamos tomar café os quatro?
Calíope: [Que entretanto já tinha visto a foto e conferido a idade] Os quatro quem? Eu, tu e os gémeos?
Primo: Sim!
Calíope: Ok.

O meu pai devia ter adormecido no sofá, pois não o estou a ver a pactuar com este tipo de conversa e muito menos de abordagem.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Verslen

E quando sai (quase) tudo ao contrário... :(

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Paciência





Enfim, o tempo há-de tratar de mim.




(Às vezes surpreendo-me com as palavras que profiro.)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Palavras mágicas





(...) but the good thing is that i really like to talk to u (...)





Love Autumn Woman

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Puzzles incompletos

Não há vidas plenas, já sabemos todos disso, queixamo-nos todos disto ou daquilo.
Isto e aquilo que nos falta na vida, isto e aquilo que nos perturba a visão panorâmica, isto e aquilo que não se enquadra com aquilo que queríamos.
E depois seríamos capazes de vender a alma ao diabo por ter os istos e aquilos incompletos dos outros.

Igor Mitoraj

domingo, 6 de outubro de 2013

156º momento cultural - Retrospectiva de dança

Ver um espectáculo de dança que inclua profissionais, wannabes e criancinhas pode não parecer grande coisa, mas não negue à partida uma ciência que desconhece. O espectáculo que fui ver começou com ballet russo clássico, passou por funk, cumba, kuduro, etc e terminou em tango. Pelo meio houve uns rebuçaditos com uns bebés a dançar flamenco e outros géneros musicais. No entanto, eu perdi-me no tango argentino. E de repente lembrei-me de quando dançava e vi naquele palco todos os outros passos que ainda não sei fazer. 
Quero voltar a dançar tango! Está decidido: é meter o doutoramento no bolso e sigo para Buenos Aires, com sorte ainda trago um belo bife argentino para casa.
(Entretanto hoje de manhã pus o Dança Kuduro em loop e andei por cá aos pulos e aos saltos... quase a mesma coisa.)

sábado, 5 de outubro de 2013

155º momento cultural: Bernardo Kuncinski


Serões ou sessões de leitura colectiva nunca foi muito a minha praia (ignorem o facto de eu ter estudado Literatura), nem sei muito bem porquê. Há uns tempos estive numa sessão de leitura da Carola Saavedra, mas achei tão aborrecida que nem sequer me dei ao trabalho de a enumerar nos meus momentos culturais. 
Mas ontem tudo mudou. Fui assistir a uma leitura de Bernardo Kuncinski do seu romance K no âmbito da Semana de Literatura e Filmes Brasileiros. Fui quase por obrigação académico-profissional, mas adorei. Para além do autor em si, havia um leitor do livro na sua tradução alemã, a moderadora e um intérprete (que por acaso foi meu aluno). A obra tem como contexto a ditadura militar no Brasil e os "desaparecidos". Bom, toda a contextualização do caso foi interessante para mim, que desconheço quase tudo da história do Brasil pós-1822. Mas o ponto alto da noite foi sem dúvida a leitura em alemão. Achei que depois da energia e entusiasmo do leitor ao ler em português, qualquer frase em alemão ia soar aborrecida e repetida. Mas qual quê. O homem foi brilhante ao ponto de eu até ficar com a impressão (obviamente errada) de ter percebido mais pormenores em alemão que em português. Foi genial e para a próxima estarei lá de certezinha e sem engonhar.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Copenhaga

Copenhaga era mais um daqueles destinos que eu tinha marcado na mão há anos. Um voo a 88€ fez concretizar o meu destino! A minha grande missão para Copenhaga era comprovar as dúzias de opiniões amigas que me garantiam que os dinamarqueses eram extremamente bonitas. Só precisei de sair do avião para cumprir a minha missão. Ainda na manga, cruzei-me com a equipa de limpezas... e que equipa de limpezas!
Pareciam que tinham sido todos escolhidos por casting numa agência de modelos. Missão cumprida!
Por isso a partir daí foi desfrutar dos dias em Copenhaga. O tempo estava maravilhoso. Estava frio mas um sol radiante e um céu azul sem uma única nuvem.

Era tudo perfeito demais, por isso o meu olho de Tirésias resolveu subir ao palco e reclamar para si o papel principal de todo o acto. Uma noite com Tirésias a chorar e em sofrimento e eu acordada a imaginar como seria a minha vida semi-cega. No dia seguinte só descansei no hospital com o médico giro giro sentadito ao meu lado a dizer-me: "Olá! Eu sou o Daniel!"

Posto isto, deu para mais umas quantas voltas pela cidade! A combinação entre moderno e antigo em termos arquitectónicos foi super bem conseguida: a par dos edifícios em tijolo (a que eu chamo de vitorianos sem saber exactamente porquê), há outros de estilo imperial como aqui em Viena e ainda uma série de monstros de vidro, que me fazem pensar que esta gente tenta maximizar toda a luz natural que consegue ter.

O facto de o mar estar ali a dois passos dá-me a mim um conforto especial e faz-me acreditar que é um sítio aberto e tolerante. Não sei se será ou não, mas o concerto senegalês a que assisti com dinamarqueses a dançar loucamente diz-me que sim.

Já algures expressei a minha simpatia pelas monarquias europeias e a dinamarquesa está lá nesse saco. Tenho amigos que adoram a sua rainha (não poderia dizer o mesmo do nosso presidente) e por isso fui ver o render da guarda, visitar palácios e conferir as jóias.
Estou agora a pensar que os países do norte da Europa com casas reais são mais bem-sucedidos que os republicanos do sul...

Não sei explicar porque é que gostei tanto de Copenhaga, mas pela segunda vez na vida pensei "podia viver aqui".

Boas rotinas

Como o caríssimo leitor saberá, Maria Calíope adora nadar e é capaz de ficar horas a fazer piscinas sem dar por isso. Uma vez que a meia de dúzia de graus lá fora já não a convencem a atirar-se para o Danúbio, Maria Calíope resolveu voltar à casa de partida: Amalienbad. É um hábito perdido em fase de recuperação e ando a experimentar vários dias/horas a ver o qual mais me convence e se enquadra nos meus apertados horários. Esta foi a 3ª semana e parece-me que temos vencedor: Quinta-feira antes de ir trabalhar.


Então, voltei a frequentar a Amalienbad, onde já não punha os pés há anos. Mas pelos vistos, fiquei mais do que na retina dos nadadores-salvadores. Na semana passada, quando passei por eles, pareceu-me vislumbrar sorrisos rasgados ouvindo "Grüss Gott" em tom festivo. Já dentro da piscina achei que devia ter sido ilusão, pois eu sem óculos nem lentes, estava praticamente cega - por isso, os homens deveriam estar em amena cavaqueira e eu a achar que me saudavam alegremente. Mas não. Ao sair da piscina, um dos senhores veio falar comigo e reconheceu-me como sendo portuguesa! (Não é óbvio e até me surpreendeu a mim). Hoje chego à piscina e sai-se o homem com "Bom dia!" (Claro que teve de o repetir 5 vezes, uma vez que eu não estava a ligar o nome à coisa!).

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Regresso às aulas


Não pactuo com o cinzentismo nem com o desleixo estético abundante nas salas de professores. Afinal de contas, lembrei-me do meu cariz trendsetter!










Resolvi o meu dilema fashion assim:

Se é para usar sandália com meia, então que a sandália tenha salto e a meia seja opaca e de cor!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

E sem querer já é Outubro

E o que eu gosto de Outubro...
literalmente "por ti passo o ano inteiro a sonhar"!


Nos próximos dias relatos de Copenhaga, agora ando a braços com o regresso às aulas e não me sobra tempo para muito mais.