sábado, 28 de setembro de 2013

Inspiração

Preciso de estar com pessoas felizes.
Preciso de ver pessoas bonitas.
E ainda há a festa de (200) anos da Pequena Sereia.

O meu horóscopo de onten dizia-me que deveria estabelecer novos contactos que em breve seriam muito enriquecedores.

Bom, venho já!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Falta um mês para os meus anos...



E eu à procura de respostas nas estrelas...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

E a fada do lar desceu em mim!

Há anos que ando a fazer experiências com figos frescos e finalmente consegui acertar a mão! Esta foi com certeza uma semana inspirada, depois do maravilhoso risotto de abóbora saiu-me um genial couscous com figos. O grande segredo é deixar arrefecer ou mesmo esfriar completamente os couscous, temperá-los com azeite, vinagre balsâmico, sal e pimenta e depois juntar os figos cortados aos bocados. Ainda acrescentei sementes de girassol e também queria pôr um queijo de cabra, mas esqueci-me. O resto deixo entregue à vossa criatividade!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

É fácil encontrar-me!



Eu ando pelo mundo.


De vez em quando tenho tiradas geniais que felizmente registo em papel, mesmo não percebendo o alcance das minhas palavras, logo no momento. Encontrei hoje esta perdida num comentário. Ia à procura da memória deste tipo. Lembro-me da situação toda, no entanto não me recordo se lhe dei o cartão ou não.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Legislativas III




Depois do blablabla de Legislativas e Legislativas II era um bocado parvo eu não ir votar, não era?
Pois, mas fui e sinto que cumpri o meu dever.
Pode até não servir para nada, mas faz mais sentido do que ter ficado em casa.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Braço de ferro



Ultimamente tenho-me lembrado tanto deste post... e eu parece que não aprendi nada nestes anos todos...


Só para daqui a uns anos eu saiba do que estou a falar:
11:43 - 19:30 passt bei dir?
11:44 - Bongiorno!

domingo, 22 de setembro de 2013

Evergreen




Há anos que procuro os sapatos verdes perfeitos... encontrei no sábado uma mala e nem me lembrei que se tratava de uma coisa diferente! Já cá mora, claro está!

154º momento cultural: Frances Ha

Sexta-feira e não me apetecia ficar em casa, muito menos a apreciar a execução das tarefas da Eva. Peguei em mim e fui ao cinema. Pareceu-me mais produtivo do que ir às compras. Saiu-me na rifa Frances Ha.
Nem sei o que achei do filme. Queria ver qualquer coisa para passar o tempo, mas na verdade fiquei a pensar naquilo que estava a ver, nos significados, na interpretação, até na aplicação na minha vida. Ou seja o plano "distrair a cabeça numa sexta à noite" foi completamente ao lado.
Continuo sem saber se gostei do filme ou não, mas a meu ver tinha a ver com caminhos paralelos que vão divergindo de direcção e ninguém sabe porquê, de como se perdem amigos sem se perceber... não sei.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Corrida de cavalos



Estou em plena pista. De acordo com as estatísticas o nº 2, leva a dianteira: forma, prestígio, prémios e o jockey não descuida de um único pormenor. No entanto, tenho um feeling que o outro ainda está para as curvas, apesar da recente quebra, o pêlo brilhante e o porte ainda não me deixam ignorá-lo para a aposta final.
Eu estou com um olho no burro e outro no cigano... e no fim, ainda hei-de ter de recorrer a photo-finish.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Dramas diários

Tenho de escrever um artigo com cerca de 15 páginas. Estive hoje meio dia para escrever dois parágrafos... Alguém me explica como alguma vez irei escrever a minha tese de doutoramento?

Vi esta combinação num blogue qualquer e fiquei a pensar no assunto. Sandálias com meias sempre me soou a peúga branca com aqueles chinelos birkenstock... mas uma vez que não sou proprietária nem de uns nem de outros bens, estou muito tentada a usar umas meias escuras com as minhas sandálias de salto mais fechadas. Assim sempre rentabilizava o uso das sandalocas... só até começar a nevar (até porque chuva e frio já abundam).

Sim, realmente tenho mesmo muito em que pensar e ocupar os dias...

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Não sei se queriam ver fotos de Hamburgo...










Legislativas II

Há uns tempos, expressei aqui o meu descontentamento pelo facto de não poder votar no governo que efectivamente me rege. Continuo a achar que residentes, que cumpram determinadas condições, deveriam contribuir para a eleição do governo do país onde vivem, sendo que a nacionalidade não seria um desses critérios. Afinal não estou sozinha nas minhas queixas. Vai haver uma acção de protesto nesse mesmo sentido. Felizmente não se trata de uma manifestação com palavras de ordem, cartazes provocadores e eventualmente partes do corpo desnudadas, mas sim, um ponto eleitoral onde estrangeiros residentes poderão expressar a sua intenção de voto: Pass egal Wahl. Considero este tipo de campanha bastante significativa e vou lá certamente fazer a minha cruzinha!

Caso o caríssimo leitor viva na Áustria, seja estrangeiro e queira votar, leia aqui mais informações (há a possibilidade do voto por correio para quem não possa vir a Viena). Se o estimado leitor até gostaria de votar, mas não tem acompanhado a vida política austríaca e por isso não sabe a quem conceder o seu voto, também tenho uma pequena ajuda. Nesta cabine de voto, poderá completar o questionário apresentado e terá como resultados as suas tendências partidárias.

A meu ver, a recusa aos votos dos emigrantes (permanentes e pagantes de impostos) é tão absurdo como há uns anos a recusa aos votos de mulheres.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

151º - 153º momentos culturais: Hamburgo

151º: Porto de Hamburgo
Uma das poucas coisas que eu sabia de Hamburgo antes da visita é que se tratava de uma cidade portuária. Uma das coisas que me recomendaram foi fazer uma visita de barco ao porto e eu fiz e dei os 27€ por bem gastos. Andámos duas horas de barco pelo meio daquele imenso porto, estaleiro, beira-rio, zona balnear, zona citadina, armazéns, etc. Um autêntico mundo, o segundo maior da Europa, seguido do de Roterdão. As dimensões, os pesos, os volumes e os milhões ali presentes são inimagináveis. Uma pessoa perde a noção do tamanho no meio de navios gigantescos e milhares de contentores.

152º: Cemitério Judeu
Não sou muito dada a visitar cemitérios, muito menos judeus, mas como fui convidada para uma visita guiada, achei que só teria a ganhar. O cemitério judeu em Hamburgo é vulgarmente conhecido por cemitério português, pois aparentemente muitos dos ali enterrados ali vinham de Portugal. Aprende-se imensa coisa quando os guias sabem do que falam e nos inspiram com as suas questões e divagações. Ele comentou uma série de pormenores da iconografia que me teria passado completamente ao lado. E gostei muito da ideia de viver para morrer e morrer para viver... é como a pescadinha de rabo na boca.


153º: Kunsthalle
O mais marcante desta visita foi a queda de um mito: Claude Monet é Claude Oscar Monet?!!!!
Recuperada desse grande susto, segui para a exposição actual da galeria do Presente, que me tinha sido recomendada: A retrospectiva de R.B. Kitaj. Nunca tinha ouvido falar dele, mas ainda bem que fomos apresentados. Aparentemente o senhor Kitaj faz parte de um movimento chamado Diasporismo, não conhecia, mas já sou fã! Adorei a sobreposição dos materiais: é pintura, colagens, recortes: tudo. Mas mais ainda o tema: a saída, a fuga, a partida. Enfim, tudo a ver comigo!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

De volta a casa

Amadeo Souza Cardoso, A clear house


Estou cada vez mais convencida de que gosto tanto de partir quanto de chegar. Voltar a Viena e 
às minhas rotinas é-me tão reconfortante como o desafio de me encontrar pela primeira vez com uma cidade nova. Cada sítio tem o seu encanto, disso não tenho dúvidas.

domingo, 15 de setembro de 2013

Incompreensível

1. Como é que eu passo 6 dias fora e só levo dois pares de sapatos com salto? (Claro que acabei a comprar umas sabrinas a meio do 5º dia antes que os meus pés se desfizessem)

2. Como é que eu vejo o boletim metereológico e achando que ele esteja errado, levo roupa para temperaturas secas e 5º-7ºC mais quentes...

3. Como é que à porta de uma discoteca alguém me pergunta "Wie alt bist du?" (atentem à segunda pessoa do singular)? A minha resposta foi pronta: 34 e ela deixou-me passar, sem mais questões. No entanto, se achava mesmo que eu tinha menos de 18, como é que confiou na minha resposta que era praticamente o dobro do que ela achava?

4. Em 4 dias de conferência, perdi a conta às pessoas que me disseram "A sua cara não me é estranha?", "Não esteve em Munique 2009?", "Eu acho que já a vi em qualquer sítio?", "O seu nome é-me familiar.", entre outras variantes. Deve haver alguém parecido comigo, só pode ser...


Pronto, deixem-me lá embarcar e voltar às minhas rotinas, a toda a variedade do meu guarda-fatos, aos sapatos rasos e ao tempo que eu compreendo. Vou embarcar.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

RJ

Outro velho conhecido...

- Oi Caliopi! Ué qui sorpresa! Não sabia que ocê vinha práqui.
- Olá! Já tinha visto o teu nome no programa...
- Qui maravilha! Ocê tá com uma cor ótchima!
- É do sol austríaco!
- Ocê está ótchima! Comentei com o colega qui ocê poderia dançar no sambódromo...
- Ai sim? [Desde quando admitem pessoas sem rabo no sambódromo]
- Conhece o Rio?
- Não, mas tenho mesmo de ir lá... Não me quer convidar? [Para dar aulas na UFRJ, claro!]Ahahahahhaha

Não custa atirar o barro à parede, quando o homem já me deve estar a imaginar como rainha do carnaval de sambinha no pé e de caipirinha na mão... coitado, vai precisar mesmo de muita imaginação!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Freak magnet XIII - Especial Hamburgo

Muda-se o local, muda-se o meio, o freak (=eu) mantém-se e o magnet continua a funcionar!
Maria Calíope passeava-se pelo campus de uma universidade do norte de Alemanha para fazer o reconhecimento do terreno e cruzou-se com um grupo com algumas pessoas suas conhecidas. Apesar da breve troca de palavras, deu-se uma interrupção por um casal de idade já avançada. Maria Calíope voltou-se e viu logo de quem se tratava...
Senhor - Sabem onde é o registo para o congresso?
Calíope - É para ali e elas vão para lá também!
Senhor - Ah! Falam todas português...
Calíope - Sim, acho que sim, e o senhor é o professor Malaca Casteleiro, não é?
[Agora prestem muita atenção]
Senhor -  Sim e a sua cara não me é nada estranha. Não a conheço?
[Ahahahahahhaha! Que mentira tão grande! Claro que eu sei quem ele é, mas ele não tem como saber quem eu sou.]
Calíope - Eu fui aluna da FLUL e cruzámo-nos em Macau há dois anos!
Senhor - Ah! Bem me parecia!
Calíope - [perdida de riso interno, pois o homem continuava a fazer como se soubesse quem eu era e pior, convencido do que dizia.]

Mais tarde, voltaram, ele e a esposa, a vir ter comigo para me pedir uma indicação (como se eu fosse nativa...) e ficámos um pouco à conversa. Quem diria, duas vezes em menos de uma hora o professor Malaca Casteleiro vir meter conversa comigo!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Todos os nomes

Lembram-se do pequeno Kyian Ra?
Hoje foi o nosso primeiro encontro! Na verdade, já o tinha visto quando ele tinha uns 6 meses, mas eu não me lembrava muito dele e ele menos ainda.
Fui buscá-lo ao infantário com o pai dele. Depois de muita vergonha, da cara escondida, de não largar o pai, consegui conquistar a sua atenção com as prendas que lhe trouxe. (a dele e mais ainda dos outros meninos do infantário). Posteriormente lembrei-me de uma outra técnica aprendida em África: tirar fotos e mostrá-las. Funcionou. Meia hora depois já éramos amigos.
A parte mais gira, foi quando ele se escondeu atrás das minhas pernas e combinámos que eu ia dizer ao pai dele que ele tinha fugido...  Nunca pensei que pudesse conversar e fazer teatrinhos com uma criança de 2,75 anos em francês e alemão!
Não sei se alguma vez saberá que se chama Rá graças à minha extrema criatividade, mas se vier pedir contas, eu terei com certeza muitos raios de sol para lhe dar.

Já sabem, se alguma vez precisarem de um consultora de nomes para os vossos filhos, sobrinhos, animais de estimação, etc, podem contar com os meus inacreditáveis préstimos.

Os meus amigos são impagáveis

Amiga - Já tens tudo pronto?
Calíope - Nada! Só cheguei agora e tenho a mala por fazer, nem sei o que levar...
Amiga - Decote! Leva sempre decote!
Calíope - Ahahahahahh! Tinha sido capaz de apostar que me ias dizer para ir de fato!
Amiga - Queres ir de fato, vai! Mas leva decote!


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

150º momento cultural: Dear Liar

O English Theater resolveu convidar professores de Inglês para a ante-estreia da sua primeira peça da temporada: Dear Liar. Apesar de eu já não dar aulas de Inglês há anos sem fim, houve uma antiga colega que me convidou para o evento e eu aceitei de bom grado.
Eu cheguei primeiro e não pude deixar de observar a fauna que frequenta as escolas, concretamente as salas de professores. É impressionante o que vou dizer sobre a classe de professores, esquecendo-me que eu também faço parte dela, mas eu não estava naquele saco, garanto-vos que não. E escuso de dizer que era a pessoa com melhor aspecto num raio de 2km! Eram essencialmente mulheres as pessoas na entrada do teatro e mulheres (de várias idades) que pararam no tempo, desleixadinhas, com roupa antiga - não necessariamente clássica -, cortes de cabelo todos iguais, em alternativa aos cabelos sem corte. Resumindo essas imagens todas só me ocorria: mulheres chicoteadas pela vida, desgastadas, desbotadas... Do que eu me livrei... a sério. Como é que nunca tinha reparado? Se não estivesse tão bem-disposta quase teria pedido desculpa pelas minhas boas cores, pelo o meu ar saudável e pela actualidade da minha indumentária.
Enfim.
A peça foi assim-assim. O cenário era muito trabalhado, com molduras douradas, letras góticas e tal - eu gosto desses brocados, mas a peça em si foi um bocadinho enfadonha. Tratava-se da troca de correspondência entre um escritor (George Bernard Shaw) e uma das suas actrizes ao longo de quase 40 anos... A acção foi muito mais do mesmo, a mesma receita mastigada, sem que houvesse um verdadeiro clímax... Salvou-se a genialidade de algumas das deixas, mas infelizmente a minha memória já não dá para tanto (foi no sábado). Ao que se acresce o facto de ter passado parte da peça a pensar no meu próprio palco, etc, etc, etc. Não posso dizer mais, se não ainda levo mais uns tabefes virtuais :)

domingo, 8 de setembro de 2013

Há dias surpreendentes

Maria Calíope a suspirar por quem não deve desde de madrugada com direito a banda sonora, enredo, falas, guarda-roupa, tudo. A pessoa aparece surpreendentemente e Maria Calíope consegue equilibrar-se em cima de um salto, apesar de se balançar entre política e gramática.
Pelo meio, um dos vizinhos liga-me a convidar para um café, que se prolongou para jantar com direito a martinito numa varanda de cortar a respiração - e atenção que eu não sou impressionável!
Antes disso, um amigo meu diz que tem um vale para jantar na Gloriette e pergunta se eu não me importo de  o acompanhar...
Se continuar a suspirar pelo primeiro indívíduo sou só parva ou muito parva? Era só para confirmar.

Tudo num - ou como ter as melhores tendências da estação numa peça só

Sábado é dia de compras, mas há imenso tempo que não compro um trapo. Não me apetece ver roupa, pois só me ocorre que não tenho uma fresta em casa onde enfiar um par de meias, não gosto de nada, as tendências são demasiado 80ies para o meu gosto, enfim sou a esquisitinha do costume. A par disto tudo raramente se proporciona o momento em que Maria Calíope dá com os olhos numa coisa e gosta logo (na verdade, na vida em geral) E a peça está dentro de um preço suportável no orçamento familiar para trapos. 
Hoje foi uma dessas raras ocasiões. Em poucos minutos, lá estava a peça altamente fashion pronta a entrar no guarda-roupa de Maria Calíope, conjugando elementos orientais, riscas pretas e brancas e transparências sem parecer um palhaço do freak-show. Infelizmente online não há foto melhor que esta... mas digo-vos, só não foi o ponto alto do meu dia, pois usei 10 cm (acabados de medir com régua) de salto em cobra verde! (Pois é, cada um tem o que merece :S)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Friday night fever!



Uma pessoa sai de casa munida de material que vão um dia vão gerar um doutoramento e a pensar que no fim do dia vai nadar mil piscinas. A meio da manhã recebe um mail a reclamar a falta de resposta a uma tarde repleta de cocktails. A pessoa responde e pouco depois do almoço está a sair do escritório para uma agradável tarde, que afinal se estende pela noite dentro, com cocktails, champanhe, cookies e cheese-cake caseiro, etc. e muita conversa!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Regatear


Depois de ter ido tomar um copo com um amigo meu e o seu antigo inquilino "que era mesmo a minha cara", recebo um mail do primeiro a dizer que me facultaria o contacto do segundo (um siciliano bem apessoado e com boas cores) pela módica quantia de 30€. Eu respondi-lhe que a minha religião não me permite correr atrás de homens, mas que ele poderia ir fazer negócio com o italiano na condição de pedir muito mais dinheiro pelos meus contactos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

149º momento cultural: Dialog im Dunklen

Diálogo às escuras foi o que fui fazer. Trata-se de um percurso numa pseudo cidade onde o visitante faz de cego. Está tudo escuro, não há ponta de luz, não se vê nada vezes nada. Temos uma vareta e é tudo. Seguimos a voz e as instruções do guia, um cego, e lá fomos nós pela cidade.
A ideia desta actividade não foi minha, mas foi com bastante entusiasmo que ouvi o convite e prontamente aceitei-o. A ideia de não ver apavora-me. Os meus momentos Tirésias assustaram-me qb, mas não ver nada? Como é viver sem ver? Daí achei que a experiência seria um desafio tremendo e foi mesmo. Uma experiência fantástica. A início, para mim, o que me fez mais impressão foi a sensação de claustrofobia. Estava num sítio que não sabia se era grande ou pequeno, se tinha espaço ou não, se o tecto era alto ou baixo e claro que imaginei o pior e comecei a sentir-me esmagada. Não se tem referência nenhuma. E uma pessoa não se habitua ao escuro e começa a ver sombras: não há luz de todo, por isso também não há sombras.
Andámos pela "cidade", sentámo-nos no parque, fomos ao supermercado, atravessámos ruas (eu acho que teria sido atropelada de certeza - da última vez que atravessei a rua, consegui gritar e tudo ao ouvir um autocarro vir na minha direcção), demos um passeio de barco (eu quase enjoei) e no fim fomos a um bar tomar um delicioso e refrescante Grüner Veltliner.
No fim, já andávamos mais "à vontade" dentro do género de ceguinhas com bengalas. Já cá fora demos graças a Deus por podermos ver, mas adorámos a experiência

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Para qué? Paraguay!




Respondi hoje a um anúncio de emprego, onde um dos requisitos pedidos era sentido de humor. Devia ter acrescentado este Amadeo de Souza-Cardoso ao currículo.

Clown, cavalo, salamandra

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vou arder no inferno

isso é mais do que certo.
Mas não aceito ver a minha casa transformada em pensão estrelinha.
E agora digo-o antes de me baterem à porta!

Atenção: Uma coisa é eu convidar as pessoas, outra coisa é as pessoas darem como dado adquirido que podem ficar cá em casa por tempo praticamente indeterminado. Lamento mas há sapos que já não engulo.

domingo, 1 de setembro de 2013

Daydream

Às vezes, quando se tem boas memórias de algumas coisas que não se sabe quando ou se vão voltar a concretizar, agarramo-nos a episódios passados e rememoramos quase em tom comemorativo - não estivéssemos sós - momentos vibrantes, que mesmo passados evocam-nos emoções, sensações e reacções inexplicavelmente caras. Andava Maria Calíope neste exercício nas últimas horas, ao lembrar-se de acções escritas em tempo passado que gostaria que se rescrevessem em tempo presente e futuro, mas com umas cores que lhe favorecessem mais o seu modo, quando lhe ocorreu o Daydream.

Daydream não é só uma daqueles compactos de palavra inglesa difícil de traduzir numa palavra só, é toda uma sequência de eventos, que vão passando na sua memória, quais imagens de slides. (Maria Calíopezinha conheceu esta rapaziada em Toronto, no belo Verão de 1994. Todos uma simpatia, resultando no seguinte espólio: os autógrafos com dedicatória deles todos, o cd, uma foto minha com o tipo do meio, cujo nome agora não me recordo e ainda um postal, que esse mesmo tipo me mandou, escrito pela sua própria mão.)

Afinal tudo faz sentido: Nem nos meus sonhos teria encontrado uma solução tão jeitosa. Desliguei o computador e fui a correr para o jantar. A rir. Com a cara de parva. E a pensar que nunca saí do secundário a arquitectar planos loucos para perseguir tipos giros. Mas feliz (15.07.2012)

E sorrio porque tenho bem presente o quanto estava feliz (e a quantidade de reviravoltas que eu tive de implementar ad-doc para que o plano inicial resultasse).

Alfons Mucha