terça-feira, 30 de abril de 2013

Maria Calíope, como são os teus óculos novos?



Caríssimos leitores, agradeço a vossa pergunta e mais uma vez enalteço a vossa apurada capacidade de visão.
Ora bem, os meus óculos novos são um combinado de secretária e nerd, tudo isto banhado em estilo e pulverizando charme. A única coisa que estranho é o facto de achar estar a ver bem demais! Estou a ver bem, mas estou a ver muito e isso causa-me alguma impressão. E agora não posso invocar a minha costela de Tirésias, senão ele despacha-me com outra maldição qualquer. Fenomenal é o meu timing: acabei de me aperceber que há precisamente 5 anos mudei de óculos.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mergulhos bilingues XXIII


Ando há umas duas semanas a trabalhar numa comunicação que vou fazer. Quando escrevi o título, achei-o brilhante. Agora já não o acho tão fabuloso. Em compensação, já tenho quase 30 slides e não me parece ter chegado ao ponto onde quero chegar. Pior... parece-me que a comunicação ganhou vida e quer fugir ao meu título. Não sei se é pior ou não... acabei de ser oficialmente aceite.


Egon Schiele. Die Tänzerin. (Afinal parece que hoje é dia mundial da dança)

domingo, 28 de abril de 2013

126º momento cultural: Grande Hotel

Não me parece haver melhor nome para o Grande Hotel que "Elefante Branco"... ideias megalómanas, fins trágicos... Eu conhecia a história do Grande Hotel e infelizmente só o conheço em versão ruína habitada. Saber que 2500 pessoas lá viviam não foi novidade para mim. Mas que há pessoas a lá viverem há 20 anos, que não conhecem outra casa, isso sim. Saber que há pessoas que vivem naquelas condições chocou-me - quando lá estive - e continua a chocar-me ao vê-las no cinema. No entanto, surpreende-me - o que sempre me surpreende em África - é a alegria das pessoas (e os dentes extremamente brancos!)

Exorcizando bbqs


sexta-feira, 26 de abril de 2013

O mito

Fui assistir a uma palestra onde se discorria sobre o perfil de Portugal. É engraçado que eu própria tenho uma comunicação sobre os básicos de Portugal, mas os meus básicos são outros! É curioso ver o que cada um ressalva e sublinha partindo da mesma história. Adorei ver o meu colega a falar de D. Sebastião e do Sebastianismo e a dizer "D. Sebastião tinha tudo para se tornar num mito, morreu jovem como James Dean ou Marylin Monroe". (Eu costumo focar a fantástica capacidade de estratega de D. João II).

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Em dia de revolução

pus a criançada (que hoje se encontrava na faixa etária 45-65 anos) a ouvir Grândola e Aquele Inverno. Há que fazer render o peixe e eu lá fiz o meu papel de embaixadora de história e cultura da minha terra. (Acabei a falar do grande negócio de Tordesilhas e dos males de amor do Adamastor).

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Vitórias não se esquecem


Zlato Ibrahimovic


(Co)memoram-se!

terça-feira, 23 de abril de 2013

124º e 125º momento cultural: Capitães de Abril e Tango Libre

Em vésperas de 25 de Abril lembrei-me (por recomendação de alunos!) de ir ver o Capitães de Abril da Maria de Medeiros... só no fim do filme é que percebi porque é que algumas cenas tinha todo o ar de terem sido dobradas... porque o foram mesmo! Apesar de ter visto nos últimos tempos muito cinema, tenho dificuldade de avaliar representações... a não ser quando não me convencem de todo! O que era aquele sargento a gritar palavrões no quartel?! É que até a mim me soou a brincar... De resto não desgostei do filme.

Umas horas depois segui para o festival de filmes franceses ver o belga Tango Libre. A história não era por aí além (a mulher de um prisioneiro anda a ter lições de tango com um dos guardas prisionais e o prisioneiro resolve aprender tango na prisão), mas as cenas de tango na prisão, oh que cenas! Aqueles argentinos que hablan con aquello acento argentino e non dicen la ll pero otra cosa con mucho más sensualidad... e ainda dançam tango com corpos tatuados e cabelos longos.
Apesar de ser numa prisão masculina, não eram cenas amaricadas, antes pelo contrário, cenas bem másculas de pôr uma pessoa (=eu) a querer saltar para dentro do ecrã e dançar também! Claro que me lembrei dos tempos em que dançava tango feliz da vida, mas havemos de nos encontrar de novo... o tango e eu!


Sacanage


 Foi a melhor palavra com que me cruzei hoje... e cruzo-me por norma com milhares de palavras diariamente.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Cegueira

Invoquei o nome de Tirésias em vão e os deuses do Olimpo foram ágeis e diligentes a castigarem-me. Doem-me os olhos, a graduação dos óculos não é suficiente, os novos ainda não chegaram, as lentes rebelaram-se contra os meus olhos tanto os avermelham, como os magoam ou ainda deixam-nos sofrer diante de qualquer luz. Não vejo.Vamos ver o que os deus de Tirésias me reservam para amanhã. Para já fecho os olhos e espero ver estrelas.

domingo, 21 de abril de 2013

123º momento cultural: Espectáculo de dança egípcia

Serão patrocinado pela comunidade egipcia, cuja presidente ou adida cultural da embaixada ou alguém com bastante importância não passaria despercebida em parte nenhuma do mundo. A sua farta cabeleira loura era completamente invisível face ao portentoso rabo. Um rabo em forma de 8 gigante, onde sem exagero eu bem-dobradinha caberia com algum jeito e flexibilidade lá. Tirando este pormenor "mulher barbuda", o espectáculo de dança foi muito variado.
Houve pelo menos 10 a 12 tipos diferentes de dança, começando com umas angulares danças faraónicas, terminado com dança moderna com elementos tradicionais. Pelo meio houve flamenco oriental e ainda danças mais familiares para quem faz dança oriental. Saidi, baladi, tabla e tamr henna são apenas alguns dos exemplos. Também havia um bailarino masculino (sim, esse), mas apesar de ocupar sempre o papel central nas coreografias, achei os passos dele muito limitados e repetidos. Dançar com véus e com cabos de madeira a gente já faz nas aulas, mas ao ver a senhora a dançar com um candelabro na cabeça, fiquei a pensar que esse deverá ser o próximo gadget! O querido leitor está a imaginar Maria Calíope de candelabro na cabeça?! Então, imagine... e não se babe!!!
Amanhã vou tentar esmerar-me na aula!

Friday night haiwaiian fever

Simpatizo bastante com festas temáticas e consequetemente adiro com alguma facilidade e entusiasmo aos temas propostos, mas tema Hawaii em pleno Inverno (na sexta estavam uns 12ºC...), talvez tenha sido o único consenso entre uma lituana, um equatoriano e uma polaca(?) - os aniversariantes.
A festa foi um sucesso tremendo, fomos recebidos com alohas e coroas de flores, havia palmeiras, ananases, piscina e outros tantos adereços tropicais. Havia efectivamente quem estivesse de biquíni e saia de tiras, chapéu de palha e calções às flores. Não foi exactamente o meu caso. Mas ia o mais havaiano que os 12º me permitiam...
O curioso da festa para além de ter dançado até às tantas coisas fabulosas como lambada, la bomba, dançando kuduro, ai se eu te pego, hips don't lie e outros tantos grandes hits de pistas de dança mudiais que pautam na minha cabeça outras tantas latitudes da minha geografia pessoal/amorosa, foi alguém me ter perguntado se eu era da Guiana!!! Depois de outros tantos países mais convencionais aos quais costuma ser atribuída a minha nacionalidade, ainda ouvi Balcãs, Arménia, Roménia e coisas assim inesperadamente do arco da velha. O pobre coitado já estava em desespero de causa. Já devia ter avançado com uns vinte países diferentes... "Mas quando eu disse Índia, incluia Sri-Lanka, Paquistão e Bangladesh...." (wrrroooonnngggg!). O tipo tinha uma combinação identitária muito mais previsível que a minha: franco-argelina. Mas a improvável camisa e respectivos botões-de-punho apontaram o meu imaginário para a OPEC... sim, ele era uma bomba e cheirava a petróleo!

Limpezas

Há meses (anos?) que tenho uma luva/esponja de crina, esta semana resolvi abrir o pacote.
Os meses (anos?) de desconfiança foram completamente desperdiçados, pois o objecto faz maravilhas, qual bicho-da-seda em plenas funções!
A pele (toda!) está deliciosamente sedosa (e garanto-vos que eu não costumo reparar logo nestas coisas) compensando a película cinzenta que continua a embrulhar-me a alma.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Oh sr. Oniro! (3)*

Coraria de vergonha, caso corasse sem ser motivado pelo frio de graus negativos, com as cenas que o Sr. Oniro me tem brindado. Tenha lá juízo, homem! Cenas abstractas, foi o que eu disse! Concentre-se, vá!
O que me vale é que sou uma pessoa decente e sensata... mesmo nos meus sonhos!


Pormenor de Klimt (desculpe o caríssimo leitor que Maria Calíope não queira levantar o seu real rabo e ir lá dentro ver qual a obra a que este pormenor pertence)

*Quando comecei a escrever ao "sr. Oniro" no início da semana nunca pensei que isto se fosse tornar numa saga.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Tirésias

Maria Calíope é uma pessoa sensível. Sensível a todas as suas causas e a algumas causas alheias. Maria Calíope abre a porta do metro a pessoas com carrinhos-de-bebé, dá prioridade a mulheres grávidas e o seu lugar sentado a pessoas mais velhas. Mas a quem Maria Calíope não resiste é a cegos. Talvez por solidariedade: ela própria ser cegueta à sua maneira. Maria Calíope vê um cego, observa-o por alguns segundos e vai ajudá-lo, quer ele queira quer não.
 No outro dia, no campus da Universidade vislumbrei um cego que ia visivelmente (!) para o caminho errado. Eu fui a correr, agarrei-o pelo braço, disse-lhe que ali não iria para lado nenhum e perguntei-lhe para onde queria ir. Ele agradeceu e disse que procurava o Pátio 2. Maria Calíope ficou meia perplexa pois não sabia onde era o Pátio 2 e muito naturalmente perguntou:

- Mas é onde? Perto do quê?

E no segundo seguinte apercebeu-se do ridículo da sua pergunta. Felizmente o rapaz não levou a mal, explicando que sabia que ali deveria haver uma passagem para o pátio seguinte, só que ele não estava a encontrar a passagem. Isso Maria Calíope sabia onde era e tratou de o encaminhar para onde ele queria.

Hoje passei nos mesmos pátios e ri-me a pensar como é que não me tinha passado pela cabeça ter perguntado a cor do edifício.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Oh sr. Oniro! (2)

Eu disse que queria um daqueles ali abaixo...
NÃO foi um telefonema completamente surpreendente do homem mais bonito do mundo
NEM a informação que o meu chefe lindo e sueco está a divorciar-se (pela própria boca)

Vá, sr. Oniro, keep it abstract!

Tragédia

É atribuída a Estaline uma frase de que me lembro recorrentemente:

"Uma morte é uma tragédia. Mil são estatística".

E faz tanto sentido.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Oh sr. Oniro!


Faz o favor de mandar mais destes cá para casa?

Parece impossível, mas fazem maravilhas!

Muito agradecida!


Jordan Knight

domingo, 14 de abril de 2013

A coincidência é mãe de situações muito felizes

Situação: Brunch com umas amigas

Por acaso foi dia de maratona na cidade.
Por acaso eu não conseguia atravessar uma rua para ir para a Palmenhaus (por estarem todas bloqueadas) e acabei por ver o queniano do costume a cortar a meta.
Por acaso soube que para passar a rua teria subir e atravessar o "portão" (Burgtor) (eu nem sabia que era possível subir/entrar/passar/visitar os portões, mas que bonitos que são).

Por acaso estava um belíssimo dia de sol e tomámos o brunch na esplanada.

Por acaso foi-me dado a entender que o lugar como palestrante em Hamburgo é meu.
Por acaso fui convidada para dar uma aula na Romanistik esta semana

E com tanto acaso feliz, o abstract está escrito! (Está quase ao nível do título)

sábado, 13 de abril de 2013

Memória selectiva ou falta de memória ou só cegueta!

Ao longo da minha vida, tenho conhecido muita gente, talvez seja uma característica genética, pois tanto papai e mamãe conhecem mares de pessoas de círculos diferentes. Tenho uma memória fotográfica relativamente boa e ocorre-me com frequência ver pessoas que acho que são parecidas com outras que realmente conheço. Esta introdução foi necessária para enquadrar o que passo a contar.

Debra Hurd, Midnight Strangers

Vinha eu a entrar na estação do metro com o meu ar primaveril, passo atlético com um look cool-lazy-saturday-casual-chique e pareceu-me ver alguém conhecido, mas como não identifiquei a pessoa em 3 segundos e a pessoa - que me tinha visto - também não reagira como se me conhecesse, continuei a andar.
Uns passos adiante, ouço alguém a chamar-me e volto-me para trás. Era a rapariga que tinha visto uns passos antes. Precisei de uns bons 10 segundos para associar a pessoa à mulher do meu ex-namorado, mas o mais ridículo é que só 15 segundos depois é que reparei que ela estava com uma pessoa atrelada. Pela mão dela, estava ele! E eu simplesmente não o vi - apesar de estar à minha frente - e quando o vi nem me apercebi de quem era!

(Sim, estavam ambos visivelmente com mais carne, apesar das t-shirts largueironas)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Mergulhos bilingues XXIII


Em vez de ter de escrever textos e abstracts e artigos e até quem sabe um dia uma tese, devia restringir os meus limitados conhecimentos aliados à minha ilimitada criatividade à redacção de títulos...
Irgendwie, parece-me que os meus títulos são substancialmente melhores que o chouriço com que os encho. Acabaram de me visitar dois títulos (um mais genial do que o outro) para um texto (que ainda não está escrito) com o qual me quero candidatar a palestrante num grande evento de lusitanistas. Agora tenho de arranjar conteúdo à altura...

Egon Schiele, Self portraits with hands (mas claro que também poderia ser a Wanda Stuart)

Falhar, falhar de novo, falhar melhor!

Frase tão genial não poderia ter saído da minha pequena cabeça. Parece que é de Brecht e ouvi-a pela boca de Filipa Leal. Não a conhecia de todo. Nunca tinha ouvido falar dela. No entanto, fiquei encantada com quase todas as suas palavras... e foram muitas. Ideias que maravilharam os meus sentidos. Ter um quarto com mar alto seria muito bem-vindo, especialmente para quem vive num país sem mar.

Sandra Cinto, Open Sea

Ouçam-na aqui.

Quem falha de novo é porque não desistiu e quem falha melhor é porque também acertou.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cheiros à solta


Sem dúvida os melhores cheiros do dia:

Cheiro de charutos no Graben logo pela fresca (antes das 9)

Cheiro de Earl Grey no elevador do escritório à hora da saída (pelas 16:30)


quarta-feira, 10 de abril de 2013

É que nem de propósito

Ouvi hoje:

Dein Deutsch ist akzentfrei. (desconhecido, conhecedor de filologia com um ar tão impressionado que quase me convenceu)

E eu de imediato:

Oh nein! Nein, nein, sicher nicht. (simplesmente não acredito. e sim sou gira e simpática. e akzentfrei não é fehlerfrei)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nem corpo nem mente

Estava na aula de dança e apesar de hoje até ter corrido relativamente bem (não estava para lá de cansada ainda antes da aula começar) passei a aula estabelecer uma correlação directa entre o meu talento como bailarina oriental com as minhas qualidades em língua alemã. Nem sei como é que isto nunca me ocorreu antes. A minha capacidade de falar alemão é directamente proporcional à minha habilidade para a dança do ventre. Para quem não domina as respectivas artes eu tanto articulo bem os sons como são de encher o olho os movimentos circulares das minhas ancas. No entanto, para quem tem consciência do que as diferentes casas gastam, percebem logo que eu não dou uma para a caixa, mas engano bem... !
E dá sempre jeito ser gira e simpática.

André Brito

domingo, 7 de abril de 2013

Está aberta a época de caça... na grelha.


É indiferente estarem 4ºC. É Primavera. Estamos em Abril. É por esta altura que começa a época de churrascos. É indiferente estarem 4ºC. Carnes várias, salsichas, saladas, batatas fritas, pão com manteiga de alho, carvão em brasa. É indiferente estarem 4ºC.

Neste fim-de-semana não houve brunch, mas houve bbq! Comida, companhia e imensas tiradas cómicas. Foi indiferente estarem 4ºC!

Dois dedos de conversa à parte...

Poderia ser um jantar como outro qualquer...

Sopa miso
Salada californiana
Carne marinada à moda coreana com arroz
California makis

mas foi mesmo daqueles em que uma pessoa já está a rebentar pelas costuras, mas quer acabar tudo porque está tudo mais-do-que-delicioso. Melhor de tudo foi ter sido um tiro no escuro: Tokori

sexta-feira, 5 de abril de 2013

122º momento cultural: La Sylphide


Apesar de ser casual friday, achei que estava bem vestida demais para ficar em casa. Acabei por ir à Staatsoper por haver um bailado. Ver ballet
inspira-me sempre e podia ser que a inspiração desta feita desse frutos também! Tudo bem que o bailado tinha nome de doença sexualmente transmissível, mas mesmo assim paguei para ver.

Nunca tinha visto um bailado onde todos os participantes estavam de saia! Os homens eram todos escoceses e os que não eram eram padres! E é pena que não haja mais, pois os tipos de killt fizeram um brilharete com os seus saltos, espargatas no ar, pliés, etc que abafaram as bailarinas todas. Desconfio que os tipos tinham boxers feitas do mesmo tecido das saias de pregas.
Outra grande novidade foi haver uma velhota corcunda, talvez uma maga ou bruxa de cajado, que ora mancava arrastando-se pelo palco, ora dançava em pontas!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Uma pessoa distrai-se a dar uma aula

e de repente Relvas cessa as suas funções governativas...
E agora?
Vou desfazer a mala ou não?

Se calhar como a sua licenciatura pode ser anulada, ele resolveu ir estudar Filosofia para Paris...

Ar fresco

Pela segunda vez ocorreu-me o mesmo.
Saio do aeroporto e nem noto o frio, desta feita a diferença deve ter sido acerca de 10ºC, da outra mais de 30ºC.
A única coisa que me passa pela cabeça é: ar fresco.

E estou contente de estar de volta a casa.

121º momento cultural: Rui Chafes

É daqueles nomes que me recordam o meu ano de estágio. A visita à Galeria Filomena Soares foi entalada entre horários muito apertados, mas valeu muito a pena.
A surpresa foi total, mas aparentemente era mesmo isso que Rui Chafes pretendia (segundo a menina que nos fez o favor de explicar a obra do artista). Imaginem estar num sítio sem tempo e sem espaço, sem referências e sem luz.
De repente tem de se agarrar ao que se tem, mesmo que isso seja a escuridão e o nada. A experiência vale mesmo a pena. Recomendo!
 

Freak magnet X

Maria Calíope sabe que o caríssimo leitor já suspirava pela ausência do Freak Magnet... Pois ei-lo de volta!

Estava Maria Calíope a sair no metro da Baixa-Chiado, onde faz sempre a proeza de estar precisamente no meio do metro e hesitar sempre se deve sair para o lado esquerdo ou direito. Nesta fracção de segundo, todas as outras pessoas desapareceram, sobrando apenas um senhor Sikh... Claro que o senhor não ia perder a oportunidade de abordar Maria Calíope. Só que se enganou na língua...

ओल ए इन्दिअन? फळा पंजाबी? विवे चá? पोर्क़ुए नãओ मी रेस्पोंडे? नãओ एस्तá अ पेर्सिबेर?

E face à testa franzida de Maria Calíope, o homem mudou de idioma.

Do you live here?
Long ago?
Your parents too?
Do you work... or study?
Are you married?

Maria Calíope sorriu e emitiu um "Sorry, I have to go that way!" (=que era obviamente diferente da dele). E fiquei a pensar na sequência de perguntas... Ele achava que eu era estudante e casada?!! Nada impossível, claro, mas acho inacreditável as perguntas que as pessoas julgam-se no direito de perguntar... Em dois minutos ou menos esta rajada de perguntas... tirando aquelas outras que eu não percebi... realmente...

terça-feira, 2 de abril de 2013

Logo se vê

No outro dia estava a tentar explicar esta expressão aos meus alunos. Eles perceberam o que significava, mas não entenderam a aplicação da mesma no contexto de combinar qualquer coisa. "Logo se vê" e marca-se quando? Quem liga? Como se faz?. Eu já não sei...

Munida do meu mantra "Sou flexível e tolerante", estou a deixar-me levar pelas combinações "Logo se vê" aqui em Lisboa... não estou particularmente satisfeita com o resultado. Mas estou a tentar não espernear muito.