domingo, 31 de março de 2013

Páscoa

A partir deste ano é oficial: simpatizo muito mais com a Páscoa do que com o Natal!
O atento leitor sabe que Maria Calíope abomina o Natal por motivos que agora não adianta referir. Este foi o ano em que várias pessoas me perguntaram o que vinha fazer agora a Lisboa...
Face à histeria generalizada em relação à época natalícia, não percebo como é que a Páscoa passa tão despercebida. E acho ainda mais absurdo (mas muito comum) dizer-se "Ah! Não ligo muito à Páscoa!". A Páscoa é O evento do calendário religioso, aquele que também sugere a celebração do Natal. Sem Páscoa, o Natal não passaria do nascimento de um miúdo qualquer como o de tantos outros, que não teria resistido ao escrutínio da História e por isso mesmo não seria celebrado mundialmente.

Feliz Páscoa, queridos leitores!

E não estou a tentar evangelizar-vos pois tenho algumas dúvidas acerca da ressureição de Cristo...
 Confesso que aprecio bastante uma teoria que ouvi acerca da fuga de Jesus para a Índia...
 

sábado, 30 de março de 2013

Cenas que só podia fazer em Lisboa

Clássicos
- Ida ao centro comercial em clã e almoçar lá em clã.
- Ida ao supermercado com a minha mãe comprar só carne e peixe e sair de lá horas depois com o carrinho cheio.
- Farturas/torradas/pastéis de Belém.
- Compras na Baixa.

Novidades
- Repasto em casa da minha irmã
- Pequeno-almoço na Brasileira
- Passeio pelo Chiado/Baixa com amigos meus

Cenas estranhas:
- Já conduzi o toyotinha
- Ainda não fui ao Colombo

sexta-feira, 29 de março de 2013

Ai Lisboa, Lisboa

Ai atrasos da TAP!
Ai humidade que me dá cabo do cabelo!

Mas como sou tolerante e flexível e estou a tentar ver o copo meio cheio:

Aaah frio de 14ºC!
Aaah família reunida à frente da televisão e à volta da minha mala, qual saco do pai Natal!

quarta-feira, 27 de março de 2013

120º momento cultural: Therme Laa

O meu domínio nas arte dos desportos de Inverno é mínima, se no esqui sou um autêntico trambolho, na patinagem sobre o gelo consigo descer a fasquia para o nível da nulidade. No entanto, safo-me bastante bem em ambientes aquáticos e por isso para mim desporto de Inverno passou a ser sinónimo de spa.

O programa na Therme Laa começou com um belíssimo pequeno-almoço. Eu, que sou/era tão piquinhas em relação ao que comer a que horas, dou por mim a comer ao pequeno-almoço combinações tão prováveis como: panquecas, papa de semolina com açúcar e canela, ananás, fastenmolke (nem sei explicar exactamente o que é, mas é qualquer coisa como sumo aleitado em versão de tempo de jejum), croissant com manteiga, café com leite, sumo de laranja e cenoura, figos frescos, pão de sementes de abóbora, ovo quente, salmão fumado e deve ter sido mais qualquer coisa que agora me está a escapar.

Segui para as massagens. Foi decididamente um faux pas. Depois das mãos abençoadas do Benjamin e de massagens de uma hora a 5-10€ na Ásia, claro que nem a qualidade e muito menos o preço da massagem "cara, pescoço e cabeça" me convenceu.

Próximo passo: sauna. Obviamente segundo os rituais nórdicos, o que significa toda a gente como veio ao mundo só que com mais carne, gordura e pêlos. Já estou familiarizada com esta tradição, por isso não me choca estar a partilhar o mesmo espaço com outras pessoas despidas, de qualquer modo: é estranho!
Acho que piquei o ponto nas saunas todas (a da montanha (90ºC), a bio (65ºC) e a finlandesa (90ºC)), aos banhos turcos, ao iglo (5º-9ºC), ao tanque exterior (15ºC), o jacuzzi interior. Sair do banho-turco e saltar para a piscina exterior ge-la-da, foi um semi-martírio, a sensação de sair de lá é incrível! Na sauna finlandesa houve creme de azeitonas (na 1ª ida) e creme de tremoços (na 2ª) e somos recomendados a estar 7-8 minutos a apanhar ar fresco, após o 20 minutos de sauna para o creme fazer efeito. Ar fresco significa mesmo ir para fora, no caso apanhar ar de -2ºC. Eu fiz isso claro e o efeito sente-se. Com azeitonas e tremoços, era só trazer um pãozito jeitoso e um vinhozito branco para acompanhar, que o surpreendente foi ninguém me ter dado uma trinca!

Apesar do ambiente meio estranho de um painel do Jardim das Delícias de Bosch, mas sem delícia nenhuma, tirando a própria sauna, aprecio mesmo muito esta prática. Enquanto estava lá sentadita a tentar não olhar formas e tamanhos, pensava que um tipo de actividade destas não seria bem imaginável em Portugal, muito menos em África ou na Ásia. Não sei, se calhar sou eu a preconceituosa.

Ainda houve uma passagem rápida pelas piscinas. Dois grandes highlights: 1) esta m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a piscina triangular com vista para uma extensão de neve e um sol de Inverno, que iluminavam o espaço de uma forma magnânima. 2) Na piscina anterior, uma espécie de espreguiçadeira embutida na piscina com jactos de água em toda a extensão. Só vos digo 10 minutos de puro prazer!


Se Deus nos dá limões, toca a fazer limonada! Se Deus nos dá neve em Março, 'bora lá para as termas!

Bolas! Esqueci-me da parte de baixo do fato-de-banho!

Uma pessoa orgulhosa de ter acordado antes das 7:00, de já estar ir para o metro pouco depois das 7:30, de estar um dia com sol, apesar de estar tudo branco, de ir chegar cedo ao ponto de encontro, chega ao metro e apercebe-se que se esqueceu de parte importante da sua indumentária. Nada a fazer e volta para casa, irritada por ter de voltar para trás, mas satisfeita por ter tempo para fazê-lo. No caminho de regresso às 7:38:

- Encontra vários vizinhos (conhecidos) (Então é por isso que nunca os vejo a horas decentes... as minhas)
- Pensa que parece que está a chegar a casa a essa hora... e se estava a chegar a casa antes das 8 da manhã, só posso ter dormido noutro sítio... Ninguém chega a casa antes das 8 da manhã.
- É surpreendentemente convidada para um café.

Imaginem que a pessoa era eu.


André Brito

terça-feira, 26 de março de 2013

Hipersensibilidade

A combinar um pequeno-almoço em Lisboa:

Amigo: ... A questão é se o Vasquinho vai ou não...
Calíope: O pai és tu! Não me perguntes a mim!


A combinar um brunch em Viena:

Calíope: Mas ainda não percebi quantas pessoas são...
Amiga: Certas somos nós as 3
Calíope: 3?
Amiga: Tu, eu e a miúda
Calíope: (Surpresa pela criança contar como pessoa) Mas a R. também vai, mas ainda não sabe se leva o Theo ou se ele fica em casa com o pai. Na verdade para mim é indiferente...
Amiga: Tem de levar! Caso contrário quando é que eu vejo o miúdo?! Quando for para a escola, não?
Calíope: (A pensar que para o bebé era com certeza indiferente... e para ela própria também!)

Estes dois episódios fizeram-me pensar que o interesse em visitar bebés alheios é praticamente nenhum. Estar a repetir um catálogo limitado de interrogações e exclamações mais do que gastas e geralmente inócuas a mim só me serve para me escudar do completo desinteresse e falta de curiosidade que tenho para assuntos de sonos, leites, dentes e afins.
Mas tal como esclareci o pai do Vasquinho, se ele vier eu não o atirarei para o chão com certeza e até pode ser que brinque com ele. Não seria o primeiro.

Um dia a cuspidela ainda me cai em cima em formato de hexagémeos ou afins.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Evangelizando os momentos culturais

Pai e mãe
Ouro de mina
Coração
Desejo e sina
Tudo mais
Pura rotina
Jazz...

Papai e mamãe sempre apoiaram todas as minhas ideias, todas, queria fazer agora uma ressalva qualquer, mas não me ocorre assim nada. No entanto, uma coisa é apoiar e outra é participar (que jeitão que me dava o verbo mitmachen). Porém, desde a nossa ida à Casa das Histórias, algo mudou (Quer dizer, aqui em Viena, eles iam sozinhos a concertos, sem requerem a minha presença...). Na semana passada, nem pestanejaram, quando eu comentei querer ir ver a exposição da Joana de Vasconcelos ao Palácio da Ajuda e agora também não torceram o nariz face à sugestão de irmos todos juntos ao Djavan.

Se eu tivesse mais alma pra dar 
Eu daria, isso pra mim é viver 

Já estou a imaginar a cena. Eu a cantar feita possuída e papai e mamãe a dançar entre os assentos como se estivessem em plena pista de dança. (Acreditem que não é força de expressão)

Quando a vida nos sorri, não há nada a fazer

Michael Pucak, B side

Há dias em que tudo nos parece música para os nossos ouvidos, mesmo que seja um nevão e temperaturas negativas que deixam a cidade toda branca em final de Março. Se calhar, Deus lembrou-se de que eu perdi o rigoroso Fevereiro por ter estado noutras paragens e resolveu brindar-me a mim (e ao resto da Europa - sorry people!) com mais uns dias de muito frio. Isso e saber que eu preciso de frio para trabalhar para a minha tese. Deus não dorme e eu sei disso!

119º momento cultural: O Vendedor de Passados

Já mencionei aqui que o Vendedor de Passados foi o meu companheiro de viagem pela Ásia. Só ontem é que o acabei de ler, pois já se sabe que sou uma pastelona em geral e nomeadamente a ler. O que eu andava a perder... porque é que ninguém me obrigou a lê-lo antes? Sinto-me uma autêntica ignorante por só a esta altura do campeonato estar a ler José Eduardo Agualusa, mas fica já a promessa que no próximo semestre os (meus futuros) alunos de Leitura serão brindados com o Vendedor de Passados. Os dos anos passados adoraram Mia Couto. Posta em evidência esta grande lacuna, que tentará ser colmatada brevemente com mais duas obras, avancemos.
A história é brilhante: criar passados "mais compatíveis" com a situação presente. O narrador é-me tão querido como surpreendente: uma osga. Todo o entrelaçado da história me cativou ao ponto de não me esquecer que estava a ler o livro. Parece absurdo, mas não o é, há outros livros que jazem e se amontoam à volta da minha cama de que simplesmente me esqueci.
Não digo mais nada, mas deixo uma entrevista que ouvi recentemente.

domingo, 24 de março de 2013

Irgendwie ist die Entscheidung gefallen

1 mês - 2 negões

Garanto-vos que ainda ontem estava a pensar se devia ou não ir a Lisboa (ou comecei a considerar outra cidade mais próxima) ver o John Legend...
Entretanto acabei de receber um e-mail de uma amiga minha a avisar que o Djavan vai estar em Lisboa também.

Ainda não estou indecisa porque estou em transe! Aos anos que eu sonho em voltar a ver o Djavan ao vivo. Vi-o uma vez há uns bons trezentos anos e nem me lembro bem (sim, tanto ele como eu somos dinossauros). E o John Legend... aiii... assim que soube que ele ia estar assim em território europeu comecei a ginasticacar a minha agenda.

Tanto Djavan como John Legend serviram de banda sonora a TANTOS momentos da minha vida, mas tantos mesmo, uns melhores do que outros, uns mais felizes do que outros, mas uma imensidão deles. Mesmo assim, acredito que o meu computador já seja capaz de reproduzir a música de ambos sem requerer cd de tanto que eu os ouço.
Tenho de ir mesmo pois não é todos os dias que sai fumo branco da chaminé do Vaticano. Infelizmente não dá para combinar os dois, pois não posso ficar um mês inteiro em Lisboa... mas que um dos negões vai ter de levar com o ar da minha graça, isso vai! Vou olhar mais um bocadito para o calendário!

sábado, 23 de março de 2013

Acordeão

A caminho de um dos cinemas a que vou com mais frequência reparei há uns tempos num restaurante novo com bastante bom aspecto. Desencantei um francês simpático para lá ir comigo jantar. Atrasei-me a sair de casa e fui em passo apressado para o metro. Ri-me para dentro, pois quando saio com um tipo em quem esteja interessada tento chegar sempre um bocadito atrasada e acabo sempre a chegar antes da hora, agora que queria chegar pontualmente atrasei-me por causa de miudezas. Continuava em passo apressado ao sair do metro e fui surpreendida com uma banda sonora de acordeão. Se antes me ria para dentro, nesse momento tive mesmo de esboçar um sorriso rasgado. De repente estava em pleno filme de Woody Allen ou algo parecido, numa cena cómico-bizarra. Continuei no meu papel, em passo apressado, mas pelo resto do caminho, achei que seria fundamental que houvesse mais acordeonistas a tocar no metro e nas esquinas da vida... Em alternativa, no Verão poderia haver tocadores de flamenco em viola.

É basicamente Primavera

desde que uma pessoa não saia de casa.
Há uma luminosidade animadora que mostra que os dias estão a crescer e que para breve será Verão.
No entanto, uma pessoa sai de casa e precisa mesmo de levar o casaco de peles, chapéu, cachecol e tudo o resto... estão -2ºC.

Comprei uns trapitos mais frescos e leves e voltei a correr barricar-me em casa (até ter uma ideia em como participar no próximo grande evento da comunidade lusitanista germanófila).

As túlipas cá continuam!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Falando em queijo

Veio morar cá para casa este conjunto de fondue individual. Supostamente é para duas pessoas, mas tendo em conta a quantidade de queijo que eu sou capaz de comer e o facto de não haver segunda pessoa, passou a ser só para uma! Eu!

Ana 100 Sentidos, o mundo pode estar formatado para dois, mas há formas de o desconstruir!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Pergunta para queijo

Estou desde manhã a pensar quem poderá ter tido a ideia de jerico de trazer José Sócrates para comentador político da RTP...
Agora ocorreu-me Relvas.

112º - 118º momentos culturais: Singapura


112º Botanical Gardens: Digamos que não sou a melhor amiga das plantas. Gosto de espaços verdes, mas não sou especialmente sensível à diferença entre árvores, flores, arbustos e essas coisas. No entanto, houve coisas impressionantes nestes jardins botânicos. A primeira foi uma senhora me ter pedido para sair numa foto com ela… (estranho, mas não um inédito na minha vida).  Em pleno jardim há um lago e aí uma ilha com um palco, cujo público se senta nas colinas nas margens do lago. Achei uma ideia super gira. Por fim, um dos portões do jardim é uma coisa assim fenomenal: todo rendilhado.

113º Museu de arte: Sem saber o que esperar, a exposição inicial conquistou-me de imediato. Infelizmente já não sei quem era o artista. Adorei o cadeirão com uma série de setas espetadas nas costas e na parte da frente o Arte da Guerra (na mesma edição da minha!) espetado. Eu olhava para aquilo e só pensava num S.Sebastião moderno ou de alguém sentadito num sofá a ler o Arte da Guerra, que de repente soltava um “Também tu, Brutus?”, esvaindo-se em sangue! A sala seguinte também era genial, com quadrinhos e colagens e perguntas pertinentes… eu sei… é a explicação possível!

114º Festa de aniversário: Um dos motivos para eu ter ficado tanto tempo na Ásia foi o aniversário de uma amiga minha, a par do preço do voo. Ela fazia 30 anos e para mim, até mais que para ela, isso é fantástico. A festa foi um autêntico laboratório de vidas e da comunidade de expats em Singapura. Eu ouvi e surpreendi-me com pessoas a relatar experiências de vida tão díspares de tudo o que conheço.

115º Little India, Arab Street e Chinatown: Fiquei com a ideia de que as vidas em Singapura são muito compartilhadas. Há a gaveta dos indianos. Há a gaveta dos árabes. Há a gaveta dos chineses. A multiculturalidade é evidente, mas para mim não é assim tão evidente que (praticamente) não haja misturas entre os diferentes grupos.

116º Sultan Mosque: Finalmente consegui entrar numa mesquita ao fim de não sei quanto tempo!

117º Centro financeiro: Possivelmente deve ter outro nome, mas não sei qual. É ali que se concentra o dinheiro de Singapura e sente-se… basta respirar. Tanto de dia como de noite, a vista é impressionante.  Enquanto lá passeava, ocorreu-me se haverá alguma cidade europeia este tipo de skyline... e de repente dei com um Botero! Não foi o skyline, mas o meu encontro com o gato de Botero em Barcelona foi igual!

118º Jardim zoológico: O que disse ali acima acerca de plantas, poderia aplicar-se a animais… até ter entrado neste zoo. Não grades nem jaulas, salvo erro ocupa um espaço de 23 acres e está num estado de conservação invejável. 
  Eu fiquei siderada pelos tigres brancos. Até teria trazido um para casa. O leão asmático também não será tão depressa esquecido. E sim, eu gosto de animais de grande porte: elefantes asiáticos: 
checked, rinoceronte branco: checked, girafas: checked! Não sabia que havia hipopótamos pidgin e também me rendi aos orangotangos! Fiquei que tempos a olhar para eles e quase a lamentar não ter ido ao Bornéu fazer um safari…

E assim de repente, acho que foi tudo!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Cacos no lixo

Esta semana começou como um vidro estilhaçado, que se estendeu a paredes esmurradas e a correntes de ár gélico. O subconsciente do brilhante leitor já terá activado a teoria das janelas partidas e foi disso mesmo que Maria Calíope se lembrou, tentando consequentemente libertar-se desta espiral: colando os cacos ou deitando-os fora, passando um mão de tinta nas paredes e calacfetando portas e janelas. É mais fácil amolgar mais chapa do que se armar em mestre-carpinteiro. Mas a vida são dois dias e o Carnaval são três...

segunda-feira, 18 de março de 2013

Cozinha de fusão

Estou desde sábado para fazer bacalhau à braz. Não fiz. Hoje achei que um bacalhauzito com tons amarelos poderiam animar um dia cinzento, cinzento, por dentro e por fora. Cebola e alho refogado com azeite, bacalhau desfiado, ovos no frigorífico, salsa no canto do olho e até descobri um frasco de azeitonas pretas. Mas foi também nesse preciso momento em que reparei que já não tinha batatas frita palha. A visão do bacalhau à braz amarelinho acinzentou... Como é que eu não tenho batatas frita palha?!* Andei a vasculhar armários e encontrei grão... deitei lá para dentro da panela. No fim, acabei por deitar o ovo a ver se animava um bocadito aquele quadro. Resultado: bacalhau com grão à braz.
Comi a sopa de tomate que fiz ontem e mais umas torradas. O bacalhau fica para amanhã.


*Aqui não há à venda: costumo trazê-las de Portugal

domingo, 17 de março de 2013

111º momento cultural: Nachtzug nach Lissabon

Tenho amigos que devem gostar imenso de mim ou, pelo menos, ter-me em muito boa conta, não me levando muito a sério. Só isso justifica que o convite acompanhado de resumo: "Queres ir ao cinema? Vou ver um filme que trata de um professor suíço de filosofia que vai para Lisboa de comboio, para recuperar uma história durante a ditadura... deve ser meio chato." não só tenha surtido efeito, como no fim do filme a minha amiga me ter dito que adorou o filme e que tem de o ver novamente.
Eu própria fiquei surpresa com o conteúdo do filme. Não li o livro e o pouco que sabia do filme foi o dito anteriormente. Estava mesmo à espera de um filme aborrecido, mas não, cativou-me o suficiente para só ter olhado para o relógio já tinha passado uma hora. Tudo bem que a fotografia não sai dos postais tradicionais de Lisboa... mas se não precisaram de filmar cenas em Chelas, qual é o problema?
De qualquer modo, mais do que a história do professor, o que mais se salienta no filme são alguns pormenores da ditadura nomeadamente a PIDE e a resistência. Mesmo sendo pormenores, eu dei de caras com a minha própria ignorância. Enfim, aprendi mais um bocadinho, não obstante sendo uma obra de ficção.

Gap Year

O primeiro austríaco que conheci andou cerca de 4 anos literalmente a mandar-me postais. Entre Irlanda e Austrália veio parar-me tudo à caixa do correio lá de casa. Eu achava delicioso claro, mas ao mesmo tempo desassossegava-me o espírito a questão de quando é que este tipo estudava, pois supostamente também andava na Universidade, e onde é que ia buscar dinheiro para financiar tantas férias.

Da primeira vez que vim passar umas férias à Áustria, conheci uma série de gente - essencialmente amigos do tal indivíduo - e não conseguia enquadrar na minha linha de pensamentos como é que toda a gente já tinha estado seis meses na Austrália (em alternativa América do Sul),

Lembrei-me disso tudo ao ler agora este artigo do Público sobre a possível disseminação do Gap Year em Portugal. Estive de seguida no site criado para o efeito: http://gapyear.pt/ e fiquei semi impressionada com o detalhe da informação. Estou quase tentada a inscrever-me lá...

Acho este tipo de experiência fundamental para qualquer pessoa e quanto mais cedo melhor. Quando tinha 18 anos eu queria trabalhar na Expo, se os tivesse agora pegaria no passaporte a sério. Se há uns anos já me questionava sobre a urgência que se tem em Portugal em acabar um curso, hoje em dia isso parece-me completamente despropositado. Melhor do que cruzar fronteiras físicas é alargar horizontes mentais. E o curso pode-se acabar no ano a seguir!

sábado, 16 de março de 2013

O sorriso de Mona Lisa

Ontem ao jantar com um grupo de amigos.

MY- Na verdade dou lá aulas graças à Calíope...
Calíope - Oh!
ME - Dás aulas de quê?
MY - Búlgaro, mas é só dois fins-de-semana por mês. A Calíope também lá dá aulas.
ME - Também dás aulas na escola?
Calíope - Sim.
ME - Dois fins-de-semana por mês?
Calíope - Não, às segundas e terças...
ME (incrédula) - E fazes mais o quê?!
Calíope - Aulas de dança e...
AM - Os dias dela não são iguais aos nossos... ela não dorme.
MY - A Calíope é como daquelas personagens do Renascimento!
Calíope - O quê?
MY - Daqueles que faziam tudo.
SM - Ou então tem uma irmão gémea!

Túlipas roxas


 sucedem às coroas imperiais cor-de-laranja

quinta-feira, 14 de março de 2013

105º - 110º momentos culturais: Ubud


105º Arma Resort: Quando fiz a reserva, pensei mesmo que as fotografias seriam melhores que a realidade e que quando chegasse ao sítio iria arrepender-me de ter pago para ver. Mas não. O quarto era o mesmo. A banheira estava lá. Havia fruta de boas-vindas e mais uma série de mordomices. O espaço era imenso. Não consegui dar a volta ao resort todo, mas entre arrozal, templo, museu havia tudo lá dentro. Se alguém for a Ubud, eu digo-vos onde ficar.

106º Workshop de dança balinesa: Achei que seria a cereja em cima do bolo, mas para a próxima que tiver ideias de jerico destas, alguém me dê dois pares de estalos. A música era irritante, a professora começou a bocejar aos 5 minutos das 2 horas de aula e eu senti-me a correr atrás da professora, abanando os braços o tempo todo. Supostamente em 2 horas deveria ter aprendido uma coreografia de 7 ou 8 minutos.

107º Show Topeng: Esperava um espectáculo de máscaras (topeng), mas na verdade foi muito mais do que isso: uma peça de teatro com orquestra em palco. Eram umas vinte pessoas em palco para sete gatos pingados no público.

108º Arrozais: Andei imenso e adorei ver os campos de arroz. Só pensava que possivelmente no Ribatejo também os há - não era o arroz Cigala que o dizia? - e não precisava de ter vindo à Indonésia para os ver.

109º Museu Puri Lukisan: Nunca tinha pensado concretamente em como seria arte indonésia. Mas surpreendeu-me! Primeiro porque reconheci as máscaras da peça do dia anterior, que na verdade são omnipresentes. Depois houve vários quadros que me conseguiram fazer parar na minha itinerância pelas salas do museu.

110º Massagens balinesas: Indescritíveis... e de chorar por mais! Com direito a chazinho no final.

A quebrar o gelo


"Nevar em Março não está com nada..."
Resultou qb.

Cenas random

- Voltei a usar lentes de contacto

- Tenho imensos alunos

- Voluntariei-me para uma apresentação em alemão

- Cozinhei arroz de marisco em casa alheia

- Temos Papa argentino

Não sei se umas coisas têm a ver com as outras

segunda-feira, 11 de março de 2013

Gosto muito de você, Leozinho!

O leo apresenta a partir de hoje português nos seus pares de línguas.
O mundo lusófono e germanófono agradece... ou pelo menos eu :)

domingo, 10 de março de 2013

Dia intermédio

Não desgosto das segundas de todo, mas dava-me um jeitão ter um outro domingo já a seguir (ou sábado ou dia sem nome)!

sábado, 9 de março de 2013

98º a 104º momentos culturais: Kuala Lumpur

98º: Petronas Towers - Mais um momento "uau" e para isso muito contribuiu ter ido visitar as torres de noite. Chegar à praça e ficar fascinada com a fonte colorida dançante (que mais tarde dançou ao som de música clássica) já ter-me-ia enchido o olho, mas olhei para cima e saiu-me um honesto "uau": as Petronas estavam ali mesmo. Poderia estender a minha descrição por mais outras tantas linhas, mas só vendo.

99º: Pavillion - Era o centro comercial mesmo à frente do meu hotel e ao que recorri para fazer algumas das minhas refeições. Na minha primeira incursão perdi-me. Imaginem um Colombro cem vezes maior... é mais ou menos isso, com partes interiores e exteriores, eu julgo que uns 8 andares, mas poderiam ser mais, com Zaras ao lado de Pradas, cinemas, supermercados, bares, livrarias e sei lá mais o quê. Este foi apenas um dos centro comerciais que visitei, na Malásia e nos outros sítios: esta gente adora marcas, daquelas com muito zeros, para além de adorar: compra! Eu não vi lojas vazias. Eu limitei-me à minha insignificância e comprei apenas umas coisas na Victoria's Secrets por curiosidade e Marks & Spencer por dedicação cega.

100º The Calíope Show (what else for the 100th?!) - A minha ida à Universiti Malaya foi combinada um pouco em cima do joelho e de forma um pouco mais atabalhoada do que gostaria. No entanto, estando lá, todas as minhas impressões nebuladas abriram num céu azul magnífico. Os colegas e a directora foram de uma simpatia extrema e com certeza melhoraram muito as minhas impressões de KL. O show propriamente dito foi uma aula minha muito animada - bem ao meu estilo - onde pela primeira vez dei por mim a falar de Cruzadas e da Fundação de Portugal a alunos (e colega) muçulmanos. É esta diferença de perspectiva e sensibildade que me move e que me vai fazer continuar a impingir mais The Calíope Show a gente de outras latitudes!


101º Batu Caves - Já contei aqui como é que fui parar às Batu Caves, não contei foi o facto de para além daquele Lord Murugan maravilhoso e esmagador, também havia um outro macaco (literalmente) verde ligeiramente mais baixo logo à entrada. Eu da minha pequenez, ao olhar para cima tanto para o Macaco como para o Murugan, senti-me tão pequena e tão privilegiada por me ser possível ver estas coisas assim ao vivo e um "uau" foi mesmo o mínimo que consegui emitir. Como se isto não bastasse ainda fui contemplada com o final de um casamento indiano, que esteticamente deve ser das celebrações mais bonitas do mundo. As grutas propriamento dita são assim-assim, mas face a tudo o resto eu não estava minimamente preocupada por as grutas não serem especialmente impressionantes.

102º Museu de Arte Islâmica - A estética islâmica cativa-me há muito tempo e este museu foi o culminar de tudo o que eu poderia imaginar da arte islâmica. Mais do que as colecções de jóias e de caligrafias, o próprio espaço deve ser um dos espaços de museus mais bonitos em que alguma vez estive. Linhas simples, muita luz, tudo branco transformavam os 30ºC e uma percentagem de humidade insuportável em ar fresco para todos os sentidos.

103º Mercado central e mercado da Chinatown - Adoro mercados, compro sempre mil coisas e sempre que me lembro regateio até não poder mais. Andei quilómetros nestes mercados, desconfio que devo ter perguntado o preço das coisas a vendedor sim, vendedor não: mas no fim (e no princípio) todos me pareciam iguais! No fim, só veio uma mala.

104º Museu Nacional - Duas grandes surpresas: 1) Uma exposição fabulosa sobre máscaras do mundo e o que Maria Calíope gosta de máscaras. Ainda tive direito a espectáculo de dança. 2) No museu e na sua exposição residente há uma ala completamente dedicada a portugueses.


Les photos sont de moi-même!

sexta-feira, 8 de março de 2013

92º - 97º momentos culturais: Malaca

92º - Porta de Santiago: É basicamente uma porta em ruinas... mas reconhecesse a milhas o traço português. Pela primeira vez na vida pensei no fabuloso que é ter/ver coisas nossas (portuguesas) espalhadas por tantos cantos do mundo. Qual era a probabilidade de ver uma fortaleza portuguesa na Malásia?! Nenhuma! Mas houve alguém que desafiou mares e mundos e levantou o braço e uma fortaleza para dizer presente! Por 10 segundos esqueci o sangue derramado e o poder da força e senti orgulho nesta portugalidade.


93º - O escudo de Afonso Henriques em Ourique. Basta terem-me seguido por um ano ou pouco mais que isso para saberem da estima e quase devoção cega que nutro por Afonso Henriques. Bater com os olhos nas suas armas referentes a quase 900 anos de história do outro lado do mundo foi qualquer coisa como o próprio ter visto Jesus Cristo a 25 de Junho de 1139 :D
(a foto é minha)

94º - Museu de Arquitectura - Nem sou muito dada a questões arquitectónicas, mas este pequeno museu conseguiu cativar-me por completo. Não só os diferentes tipos de casas malaias que nos foram apresentadas, mas a inspiração para a sua contrução.

95º - O Bairro Português - Nunca na vida pensei que a memória portuguesa fosse tão bem preservada nesta latitude, mas o facto é que ser português, falar português (whatever that means) é motivo de orgulho, mais ainda a "Portuguese Seafood" que eu tive dificuldade de enquadrar no marisco nacional...

96º - Massagem chinesa - Em Malaca, resolvi ir aliviar a tensão com massagem chinesa... asneira! A massagem foi tão intensa que eu fiquei com nódoas negras ao longo de dias. Massagem chinesa nunca mais!

97º - A dança dos leões - Sempre pensei que fossem dragões chineses, mas afinal são leões. Eles saltam e dançam e fazem essencialmente imenso barulho, mas pelo menos com os que eu interagi, eram uns fofinhos pegados!

Lachatemicantare

Os meus amigos/colegas italianos são uma caixinha de surpresas.

Um (que se senta à minha frente todos os dias) passa por mim no corredor e lança um "Caliopezinha!" assim do nada (ahahhahah)

O outro (com quem vou jantar e que ficara de ligar a outro amigo nosso) liga-me a combinar o sítio e pergunta-me se falei com o tal tipo francês. Eu digo que não, que ele é que tinha ficado de lhe ligar, ao que ele responde "Ah! Não faz mal! Fica para a próxima!"

A canalizadora

Desmontei o chuveiro, fui comprar um igual e voltei a montá-lo.
Até ir efectivamente tomar banho, parece que funciona!

Estou tentada a estender a minha esfera de influências canalizadoras para a cozinha...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Nojo

Ontem estive horas a ver/ouvir a Grande Reportagem da sic sobre o caso BPN: A Fraude. Confesso que até ontem não sabia concretamente do que se passava, para além do rombo de milhões de milhões. Agora já sei do que se trata e fiquei enojada (mesmo não vivendo em Portugal e não sendo contribuinte).

segunda-feira, 4 de março de 2013

Daily business

Este é o meu segundo dia preferido do ano e neste dia acontecem sempre coisas extraordinárias. Se o caro leitor se recordará, faz agora um ano que o meu primeiro artigo foi publicado. No presente ano voltei ao business. O meu computador já não me reconheceu, mas tive o dia repleto de muito sol.
Os meus coleguinhas deram pela minha falta e já reclamam por fotos, histórias e as minhas peripécias, o meu chefe lindo e sueco veio cumprimentar-me dizendo que vim eu e veio o sol - aparentemente o mês de Fevereiro foi cinzento, cinzentão ora frio ora neve e sempre encoberto -
Mais tarde mais business com a primeira aula do curso novo. Ando a bater recordes de números de alunos: 16 (!!!) quando acho que o limite são 14. E apareceu-me até um aluno indonésio!
O dia acabou com o regresso das aulas de dança. Parece que não, mas bem que sentia falta de ouvir as minhas ancas a chocalhar.
Estou morta, mas feliz por ter voltado à minha vida real.


André Brito

domingo, 3 de março de 2013

85º- 91º momentos culturais: Banguecoque

85º Palácio real: Depois de ter de me vestir apropriadamente para poder entrar na propriedade real (à entrada emprestam as vestimentas necessárias, no meu caso era uma camisa para me ocultar os ombros), uma pessoa dá de caras com tanta coisa por metro quadrado para olhar que nem sabe onde se deve virar, não sabe o que fotografar, perde-se simplesmente entre tanto ouro, tanta estátua, tanto detalhe. E isto ao longo de uma área mesmo muito vasta.

86º Wat Pho: O maior buda deitado do mundo. Um dos meus momentos "uau"! Continuo sem saber muito (nada?) sobre budismo, mas não posso deixar de simpatizar com estas estátuas majestosas. 43 metros de buda é muito buda. Mas uma pessoa chega ao fim dos 43 metros e dá conta de umas plantas de pés todas tatuadas (deve ser outra coisa qualquer, mas eu interpretei aquilo como tatuagens). Ainda gostei mais deste buda deitado do que do maior buda jovem sentado que tinha visto em Hong Kong. Tive oportunidade de lhe comprar uma flor, acender uns incensos, colar-lhe uns quadradinhos de ouro e rezar-lhe na minha língua pelo que mais me preocupa no presente momento. Espero que ele tenha entendido o meu sinal da cruz.

87º Wat Saket: É mais um templo dourado num monte em plena cidade. Gostei especialmente de haver budinhas-bebés ao longo da subida, gongos e sinetas. No topo descobri que há um buda responsável por cada dia da semana. Tenho mesmo de ler o meu livro sobre religiões, foi a única conclusão a que cheguei.

88º Mercados: Não consegui ir aos famosos mercados flutuantes, mas em compensação fui a um mercado nocturno e a um mercado gigantesco, cujo nome não me recordo. As minhas compras foram do além... e só não foram ainda mais pois estava em início de viagem e não podia estourar o dinheiro todo logo, nem andar a carregar a tralha toda o resto da viagem. Ponto de passagem obrigatória num eventual regresso a Banguecoque.

90º Massagem tailandesa: É oferecida praticamente porta sim porta sim e supostamente pode incluir extras... No que toca à minha própria experiência, senti ossos a estalar, senti-me puxada, empurrada, pisada e sei lá mais o quê, mas tudo dentro da decência. Tanto que a massagista não nos toca directamente. É-nos dado uma espécie de pijama e ela toca-nos por cima do tecido. Apesar de inicialmente estar a achar que estava a ser sovada, soube-me mesmo bem e voltei no dia seguinte. É ao preço da chuva.

91º Soi Cowboy: Banguecoque é conhecida pelos seus atributos sexuais e parece-me que até certo ponto se orgulha disso. Não sei o que chamar às meninas, se strippers, artistas, prostitutas ou acompanhantes... o espectáculo é triste, mas há quem o consuma e para quem seja o ganha-pão... E nem sei bem como enquadrar os Lady-boys neste alinhamento. A partir da Soy Cowboy sempre que vi uma mulher asiática com um europeu não consegui fugir ao preconceito óbvio... não me esquecendo que até contra mim falo.

83º e 84º momentos culturais: Filmes no avião

83º momento cultural: Une bonheur n'arrive jamais seul

Eu tenho um fraco por filmes franceses, daqueles onde não se aprende nada, onde não acontece nada e que não se chega a lado nenhum. Neste caso não foi bem assim, mas um tipo a tocar piano e uma Sophie Marceau com um guarda-roupa fantástico conseguiram-me manter-me acordada até às 3 (?) da manhã.



84º momento cultural: English Vinglish

As produções de Bollywood estão cada vez mais diversificadas (neste filme não apareceu nem sombra do Sha Ruh Khan, mas não se escaparam a uma aparição de 10 segundos de Amitab Batchan). Mais um filme agradável sem ser completamente imperdível. Mais um filme onde eu adorei o guarda-roupa da personagem principal. Se não fosse tão pouco prático usar saris e o facto de eles não se adaptarem a Invernos com menos de 10ºC, a sério que usava.


Ainda comecei a ver o alemão Vermessung der Welt, mas calculei mal as 12:30 do voo e só consegui ver cerca de 40 minutos do filme, metade dele já sem som, pois tive de devolver os fones.

Fusos horários

Não sou muito sensível ao fenómeno de jet lag, no entanto, desta feita ocorreu-me algo diferente. Já não estou no GMT+8 de Singapura, mas ainda não cheguei ao GMT+1 de Viena.... estou a pé desde as 6, sendo que o relógio só agora está a tocar e o pequeno-almoço está marcado lá para as 10.
Felizmente cá em casa há sempre trabalho para fazer :D

Para os interessados e curiosos leitores pelas peripécias de Maria Calíope no quase Extremo Oriente haverá em breve um especial de "momentos culturais" e outros quantos random posts acerca da minha viagem. 

sábado, 2 de março de 2013

Celeridade

O mundo não pára nem quando eu vou de férias.
Cheguei ontem a casa e dei com caixas de correio novas.
Fui a uma reunião na embaixada e uma amiga minha disse-me que entretanto tinha comprado um escritório novo.
Encontrei agora a vizinha que me tinha ficado com as chaves do correio e ela está a mudar-se, pois entretanto também comprou um apartamento, curiosamente na mesma rua do escritório da minha amiga.

Será que a Kaiserstrasse está em saldos? é a minha primeira dúvida.
Não é preciso tempo para que as coisas aconteçam, é preciso vontade.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Cá estou eu/ Cá estão eles

De volta a casa de banhinho tomado e unhas pintadas de fresco! A cair de sono mas a manter-me activa para voltar a estar no meu próprio fuso horário.
E para que não vos falte nada, aqui fica o motivo da minha cabeça perdida...

 Os meus olhos bateram naquele par de sapatos e nem a tentativa do "vou-experimentar-para-ver-que-não-me-serve/fica-mal/são-muito-altos/são-muito-caros" me valeu.



Há anos que eu sonhava com sapatos verdes.





E o outro par, agarrou-se a mim e pediu-me que os trouxesse encarecidamente para a Europa.
Agora quero ver como/quando os vou usar nos 2,5 dias de Verão em Viena!