quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Últimos momentos em Singapura

O que é que Maria Calíope faz?

Vai estourar os últimos dólares singapurianos em sapatos duty free!!! (é mentira, foi só um cremezito, a continha dos sapatos foram endereçadas para o senhor Visa :)

E um grande obrigado ao Francis que me mandou dar uma volta ao bilhar grande e eu não só fui como gostei!

Vá, vou embarcar!


Singapura, às 23:38

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pedido

Pessoal das agências de estudos de mercado do mundo, vocês sabem que eu até sou solidária com as vossas pesquisas e tento responder ao que me perguntam, mas querem fazer-me o favor de NÃO me ligar quando eu estou a pagar roaming a 4 euros e tal por minuto?

Para além dos estudos de mercado austríacos, agora tenho desde Bali uma agência espanhola de estudos de mercado... Pergunto eu que sou meio distraída, querem inquirir-me para quê e subordinada a que perfil?

Muito agradecida.

Singapura, às 00:34

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Sauna

Há precisamente 3 semanas que estou continuamente a fazer sauna. Inicialmente nem me apercebi bem do que se estava a passar, mas ao fim de 21 dias, de muita gota a escorrer, de muito lenço de papel ensopado, de muitos litros de suor, não há dúvidas, a minha pele está um mimo!
O segredo? A sauna au naturel dentro e fora de portas.
As vantagens são mais do que muitas: primeiro há sempre líquidos a circular dentro e fora do corpo, o que imagino que seja bom; não se precisa de ir tão frequentemente à casa-de-banho, pois os muitos líquidos ingeridos são expelidos de e por outras formas sem aquele cheiro pestilento; é gratuito, flexível e não requer um espaço limitado e a grande mais-valia para quem frequenta saunas no centro da Europa: não temos de ver as peles flácidas e outras coisas caídas de ninguém, pois está toda a gente vestida!

Singapura, às 22:41

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Rainha dos saldos

Confesso que saí de mãos a abanar dos últimos saldos "temáticos" a que fui: os saldos do Ramadão em Marraquexe, mas desta feita não voltei a envergonhar o meu auto-proposto título: já há compras dos "saldos do ano novo chinês" ou ano lunar ou o que é, aqui mesmo em Singapura.  (É que só mesmo em saldos é que se consegue comprar um trapo aqui).

Singapura, às 00:19

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Rufia

A propósito da visita oficial do Primeiro Ministro a Viena, uma amiga/colega minha em França mandou-me um e-mail a perguntar se tinha sido eu a convidá-lo para uma cerveja, a propósito desta notícia aqui.
Eu, acabada de aterrar em Singapura e ainda mais a leste do paraíso do que costumo estar, não estava capaz de seguir o raciocínio. No entanto, ao inteirar-me do ocorrido, fiquei a pensar que devo ter fama de rufia, arruaceira, cara-de-pau, frequentadora de manifs e apreciadora de cerveja. Hmm... não vá estar o caríssimo leitor distraído, Maria Calíope esclarece já: não confere!

Singapura às 23:39

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Desaparecidos e achados

Uma pessoa pensa em todo o tipo de problema que pode ter em viagem. De excesso de peso da bagagem a rapto estava tudo contemplado no meu imaginário tortuoso. Não aconteceu nada do que tinha imaginado, em compensação as peripécias foram outras. Do táxi e do câmbio o caríssimo leitor já está a par. Hoje desapareceu-me a mala e a mochila a meia dúzia de horas antes de partir da recepção do hotel...

Aeroporto de Denpasar, Bali, às 16:39

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cenas à chuva

Não me recordo de ter visto tanta chuva como a que vi aqui ontem e hoje. Acho que choveu ontem e hoje toda a chuva que vi nos últimos 10 anos.

Ontem a chuva fez-me barricar no mercado de manhã, tirar uma soneca pelo almoço e simplesmente entristecer diante de tanta chuva, mas acabar triunfalmente swimming in the rain.
Hoje acordei ao som da chuva - mesmo tendo dormido um belíssimo sono dos justos - e face à constatação que não era um mero efeito sonoro, lá imaginei-me a passar o dia no espaço coberto à beira da piscina a trabalhar. No entanto, pelo final do pequeno-almoço a coisa amainou ligeiramente e eu munida de guarda-chuva fui para a cidade.

Foram muitas as bátegas de água que levei em cima, que pareciam esperar que eu saísse de espaços fechados para caírem com toda a força, sem trovão, nem relâmpagos, só chuva, chuva e mais chuva.
A cada passo e a cada poça bendizia os meus sapatos de plástico comprados num mercado em Banguecoque por um par de euros. Não foi preciso ir à Tailândia para comprar sapatos duvidosos, mas agora a coisa começou a fazer sentido. Com tanta água no chão que não consegue obviamente ser escoada, só sapatos de plástico ou de borracha é que resistem à intempérie. Molham-se e secam num instante. É prático tendo em conta que eu hoje a andar na cidade, cri estar a andar à beira-mar com água pelos tornozelos ou quase.

Vivendo e aprendendo: chove, mas a vida continua.

Ubud, às 11:35 pm

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Grau de constrangimento

Estou a pensar no que é mais constrangedor:

a) Não ter ninguém para comentar que o jantar está uma delícia, nem para nos tirar fotos parvas com o que vamos comer. O Vendedor de Passados tem sido uma companhia inestimável, mas ainda não fala nem tira fotos (ontem).

b) Reparar que o senhor japonês que estava sentado ao nosso lado no espectáculo de dança também veio ao mesmo restaurante que nós e perguntar-lhe se quer ocupar o lugar vago na nossa mesa. Apercebermo-nos que o inglês dele é muito duvidoso e que a conversa não flui. Ficar a olhar para o prato e enfiar comida na boca enquanto se pensa em temas / perguntas para uma possível conversa (hoje).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Arma


Estou encantadíssima com este resort. Foi díficil dar com ele - que diga o taxista que deve ter feito uma meia dúzia de telefonemas e ainda perguntado pelo sítio a 4 ou 5 pessoas - mas pelo que já me apercebi não se assemelha a nada do que conhecia. Até o quarto me parece melhor que as fotos. Ainda não tive tempo de ir explorar os caminhos todos, mas desconfio que até haja "rice terraces" cá dentro (ia dizer "terraços de arroz", mas depois hesitei para "varandas"...). Entre chegada, massagem e piscina não deu para muito mais...


E eu estou precisamente ali à direita daquelas escadinhas :)

São as imagens possíveis, Pimpas. Quando voltar, logo publico as minhas!

Ubud, às 23:11

Fui Bali*

Queria vir para Bali pela razão mais idiota do mundo. Vi há vários anos o filme Eat, Pray and Love e na altura ocorreu-me que só me falta vir a Bali, para a minha vida fazer sentido. (Itália e Índia já constavam da minha bagagem).

Cá estou eu em Ubud!

Antes de chegar a Ubud, estive em Kuta, onde voltei a molhar os pés no Índico, onde fui vergonhosamente enganada no câmbio e onde encontrei um vestido assimétrico lindo.

1 euro equivale a cerca de 13.000 rupias indonésias... no início do dia achava que ia ter de aprender à força a fazer contas com muitos zeros, agora já me parece que o que não tem remédio remediado está.


Ubud, às 15:30

*Título inspirado num longínquo post da minha amiga BcS

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Domingo interreligioso

Felizmente houve uma amiga minha que teve a presença de espírito de me avisar que o Portugueses pelo Mundo desta semana foi em Kuala Lumpur, caso contrário eu teria perdido as Batu Caves e teria sido uma grande perda.

Fui lá de manhã. Trata-se de um templo hindu que se encontra dentro de umas grutas, mas o mais impressionante para mim foi uma estátua de 43m do Lord Murugan. Subi os quase 300 degraus com mais receio de ser atacada pelos macacos que lá andam do que com cansaço e é assim que se tem acesso às grutas propriamente ditas. A sério, vão ao google ver que mesmo no google é esmagador! Ainda tive o bónus de ver o fim de um casamento indiano.

Pela hora do almoço segui para a mesquita nacional. Ainda não foi desta que consegui entrar numa mesquita, mas é sem dúvida a mesquita mais moderna que já vi. O meu caminho continuou para o museu de arte islâmica. Como o caríssimo leitor saberá, Maria Calíope tem um fraco por decoração/arquitectura/arte islâmica e pela segunda vez num espaço de horas, voltou a sentir-se maravilhada. O museu é tãããooooo bonito, elegante, amplo, espaçoso, iluminado, claro e repleto de pormenores e apontamentos de requinte, que poderia ficar lá a viver para sempre. O curioso deste museu é que em vez de se centrarem só no Médio Oriente islâmico, estedem o escopo da história à Índia, China e extremo oriente. (Vão lá ao google ver também que vale a pena)

No fim da tarde segui para a China Town... sinceramente não sei quanto tempo demoram os festejos do ano novo chinês, mas o certo é que as celebrações continuaram... Eu tentei comemorar fazendo negócios da China. Saí-me assim-assim.

Vi agora qualquer coisa do Papa na tv - sim, eu sei que ele resignou - o que completou o meu domingo ecuménico.


KL, às 23:40

A rede social

É Maria Calíope. Sem tirar nem pôr.
Contactos tão válidos como o colega e a ex-aluna da colega da mãe de uma amiga minha valeram-me companhia para algumas das refeições dos dias transactos. Contactos esses que se estenderam a outra colega e à chefe do departamento. Apesar do Vendedor de Passados ser uma companhia desejável, conversar e comer com locais tem outros encantos.

KL às 9:44 a.m.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Conversas soltas XXXII

No skype:

Calíope: Fui fazer uma massagem, mas não tenho a certeza se levei uma sova ou não. A senhora puxou, esticou e nem sei se não terá andado em cima me mim...
Mãe: ahahahhahaha
Calíope: A sério, devo ter a marca dos cotovelos dela nas costas. E parecia que me estava a arrancar os dedos dos pés: eu só ouvia "poc! poc! poc!". No fim, contei os dedos a ver se estavam todos.
Mãe: E verificaste se os aneis ainda lá estavam?
Calíope: ahahahahhaha


Num restaurante coreano:
Maria Calíope ocupa o seu lugar e pede a ementa. A empregada muito prestável apresenta logo a ementa (que aqui por norma tem imagens da comida) e começa a tentar explicar qualquer coisa:

Empregada: "Poc", "Poc"!
Calíope: "Poc"?
Empregada: "Poc! "Poc"!
Calíope: I'm sorry! I don't understand!
Empregada: "Poc! "Poc"! (apontando para os pratos)
Calíope: Ah! Pork! Don't worry, I'm not muslim!


Kuala Lumpur, à 01:07 a.m.

Inventário de vocábulos XV

O cansaço e alguns outros contratempos têm-me sugado as energias para vos ir relatando algumas das peripécias da viagem, mas hoje enquanto jantava acompanhada do Vendedor de Passados (José Eduardo Agualusa) e me cruzei com a palavra

loquaz

fechei o livro, sorri e pensei que hoje tinha mesmo de partilhar com o caríssimo leitor este delicioso vocábulo que começa leve e escorregadio com a sua liquidez e termina numa portentosa, sonante e quente fricção.

Kuala Lumpur às 00:52

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ourique

Ontem quando cheguei a Malaca depois de duas e tal horas de voo, mais outro par e tal de horas de carro, fiquei a pensar se teria sido boa ideia ter vindo cá ver a fortaleza portuguesa (em vez de ter ido para a praia para Penang, por exemplo). Hoje ao ver a dita "fortaleza" que afinal era uma porta muralhada erguida por portugueses e recriada em parte por holandeses num cenário de céu azul, sol forte e plantas tropicais já nem me lembrava das minhas dúvidas. No entanto, ao ir ao centro da cidade/cidade velha/china town, vi um brasão português em pedra, mas a minha alma ficou parva quando leu a inscrição: "Rey Dom Alfonso Henriques blablabla 1139 blablabla Ourique". Foi preciso vir para o outro mundo para encontrar uma referência ao meu episódio preferido da História de Portugal. Maria Calíope rejubilou de alegria e seguiu para a staathuis!

Malaca às 23:13

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Serpente

Li algures que o ano da serpente é normalmente marcado por catástrofes, cataclismas, guerras, a minha mãe diz que é ano de reflexão e agora mesmo li noutro sítio que é ano de prosperidade. Por isso, é basicamente o que a gente quiser que ele seja.
O meu segundo dia do ano da serpente começou em modo festivo, mas déjà vu: ao chegar a Malaca houve alguém que resolveu largar fogos-de-artifício comemorativo. Claro que eu achei que era por minha causa, tal como à meia-noite de 24 de Dezembro no ano em que estava a chegar a Bombaim.

Malaca, 2:20 a.m.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

8


Há milhares de milhões de pessoas que hoje estão em comemoração! Poucas (nenhumas?) festejarão os 8 anos dos Mergulhos, mas eu vou aproveitar o ano novo chinês para celebrar os milhares de milhões de palavras aqui deixadas, as mais de 50 000 visitas (uma subida de 100% no último ano), a dúzia e meia de caríssimos leitores e uma estimada mão de comentadores.

Os meus Mergulhos sem vós não seria com certeza a mesma coisa. Muito agradecida, 
Maria Calíope.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Mutikulti

Estou algures em Banguecoque a ver o Jô Soares na TV5 a falar sobre Fernando Pessoa e Sherlock Holmes... em francês obviamente mas surpreendentemente com legendas em inglês.

Banguecoque às 1:11 am

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

81º e 82º momentos culturais: Lincoln e Hotel Transylvania

O meu plano para o voo era ver uns 4 filmes e dormir umas 8 horas... as contas sairam-me meio furadas.

Vi o Lincoln e gostei e espero que o Daniel Day Lewis ganhe o Óscar pelo papelão que faz. Não teria ido ver o filme ao cinema, pois estas histórias da História americana nunca me interessaram muito... No entanto, vi o filme e achei o Presidente Lincoln uma personagem apaixonante! Ver o filme pensando em paralelo na abolição da escravatura no Brasil ou retrospectivamente partindo do actual presidente dos EUA é um óptimo exercício. E eu tinha tempo! (A caracterização de todos também está fantástica!)

Já pelas 6 da manhã, preferi uma coisa mais levezinha como o Hotel Transilvânia. Até gostei bastante dos bonecos - aquela prole demoníaca do Lobo Mau era um horror - mas dado o adiantado da hora perdi o meio do filme por ter passado um bocadito pelas brasas, mas não perdi o fio à meada!

Pelo meio ainda tentei ver os 7 Psychos, mas já era exigir muito a mim mesma.


Singapura, às 00:22

Recompensações

Dois posts programados depois e cá está Maria Calíope no fuso horário GMT+7 (acho eu). A minha mala ainda está no GMT+1, se não foi dar umas voltas por sua livre iniciativa.

A viagem foi curiosa: a 10 minutos de aterrar em Frankfurt, o aeroporto fechou (!) devido a uma tempestade de neve. Ficámos 45 minutos às voltas a decidir o que fazer... no ar, claro está. Foi em passo de corrida que apanhei o meu A380, mas o esforço do passo apressado foi de imediato recompensado: 3 lugares para mim, filmes, comida, bebidas, mantinha, 3 almofadas... na verdade, não diferiu muito de um serão de engonhanço em casa (ok, o meu sofá é maior e a minha televisão está mais longe). Nunca tinha bebido Bailey's a não sei quantos mil pés de altitude! (Cá está o meu espírito de pobre a dar de si).

Quase 12 horas depois, ao ligar o telemóvel recebo o cortez e eufemístico sms da Lufthansa a dizer que uma das minhas malas não tinha chegado. Tendo em conta que eu só tinha uma mala, foram todas as minhas malas que não vieram... Foram precisos aqueles adereços todos (do parágrafo anterior) para finalmente me animar com a viagem, por isso não seria a falta da minha mala que me desanimaria. Chega amanhã. Entretanto o senhor do Lost & Found simpaticamente passou-me três notas para a mão  "Vá lá comprar roupa!". A lei das compensações não falha! E amanhã a viagem segue!

00:01 em Singapura

Amigo imaginário

"O mundo está formatado a dois" disse-me uma vez a Ana 100 Sentidos com a precisão cirúrgica de um bisturi. Esta mesma frase voltou a tilintar na minha cabeça ao fazer marcações para hotéis e depois de visto uma centena de hotéis para as minhas diversas paragens, me ter apercebido que não há preço para ocupação unitária. Assim, não cabe na cabeça de ninguém que uma pessoa vá sozinha de férias e prefira ficar num hotel em condições em detrimento de uma cama numa camarata para quinhentos num hostel jovem e manhoso qualquer. Conclusão tenho alojamento para mim e para o meu amigo imaginário.
A rifa de meu amigo imaginário saiu ao Santo António que trouxe de Lisboa! Pus os olhos nele e não descansei até o trazer comigo. Estava porém com algumas dúvidas de andar com ele ao peito... agora não só andarei com ele ao peito, como ainda terá direito a alojamento e pequeno-almoço gratuito!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Off I go!


Tirei esta foto em Lisboa - lamento a parca qualidade - salvo erro na Rua do Carmo quando lá estive em Dezembro.


Sempre por bom caminho. E segue.
ou
Segue e sempre por um bom caminho.


Não sei, mas parece-me um bom mote para uma boa viagem!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Parabéns, Pai!


Bastaria o dia de hoje para tornar o mês de Fevereiro excepcional.
O meu pai faz anos! E faz muitos!
Ultimamente algumas maleitas têm-me deixado algo preocupada e por isso por esta ocasião só lhe poderia desejar muita saúde e muitos anos de vida... e seria uma grande prenda para mim também!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

80º momento cultural: Chá de Bebê

Nunca na vida poderia imaginar que 1) iria a um "chá de bebê", 2) elevá-lo-ia a momento cultural... mas nunca digas nunca, Maria Calíope!

Fui então para o tal evento sem ter assim grandes expectativas. No entanto, de repente estava numa autêntica telenovela brasileira! A festa foi numa cobertura (!) Um apartamento enorme, lindíssimo, acabado de renovar, amplo, cheio de estilo. Nesse momento, ainda duvidei se estava numa cobertura em Ipanema ou na Casa Cláudia. Mas assim que comecei a falar com as pessoas não tive dúvidas: estava mesmo em pleno Sassaricando ou Vereda Tropical! A dona da casa num modelito cóquitéu dizia que tinha passado os últimos 3 anos em Miami enquanto distribuía champanhe às convivas. Acho que não houve uma única pessoa que não tenha comentado a maravilha do apartamento entre brigadeiros, docinhos, salgadinhos. Não pude deixar de pensar que possivelmente nem trabalhando 3 vidas conseguiria pagar um apartamento daqueles.
O "chá de bebê" até foi agradável e os muitos dedos de conversa com a irmã da minha colega garantiram-me um belo contacto em S. Paulo!
No fim até tive direito a lembrancinhas!

79º momento cultural: A prova de vinhos

Para além das inúmeras nacionalidades dos meus amigos de Viena, as suas profissões também são igualmente diversificadas. (Em Portugal a maior parte dos meus amigos é professor) Com efeito, ter um enólogo no meu círculo de amigos acaba por ser surpreendente. Ontem, tivemos direito a uma visita guiada à adega com direito a prova de vinhos. Achei-me super privilegiada por poder estar ali a ter explicações particulares acerca do processo todo entre a uva e o vinho engarrafado, entre os tanques e as pipas, no armazém e na cave. E ainda podíamos fazer perguntas! Para o fim, ficou a prova - e foram uns 6 ou 7 vinhos diferentes que provámos. Eu leiga na matéria, acho pena provar só um gole de vinho e deitar o resto fora... mas digamos que foi excêntrico. O curioso é haver cá na Áustria um tipo de vinho português que não há em Portugal!

Este é o dono da adega, que apareceu lá para trabalhar, enquanto nós fazíamos a prova!

A fazer as malas

Como o estimado leitor deverá imaginar, Maria Calíope é uma pessoa que muito preza a elegância e que resolveu usar sandálias de salto alto para fazer as malas. O pormenor de estar em calças de pijama é negligenciável. Como o processo de imaginar verões quentes e húmidos parece-lhe uma tarefa muito além dos 2ºC do horizonte do seu cérebro, Maria Calíope foi conferir fotos de anos passados para ver o que tinha calçado e acabou por descobrir que a roupa separada é igualzinha à das férias anteriores (2011 Verão E Inverno)! (Tenho de passar a fazer férias em meia estação para ver se a roupa varia um bocado)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Atipicidade

Fevereiro - o meu segundo mês preferido do ano - começou ontem e eu não deitei foguetes nem sequer estive para aqui a bradar aos céus as qualidades únicas do Fevereirinho.
Igualmente atípico foi o facto de eu andar de calças de ganga e sem chapéu ontem (ainda é Inverno, remember?), de estar com os olhos vermelhos e de continuar com as minhas preocupação temáticas :(

Hoje o dia começou com estes senhores, umas compras inacreditáveis nos saldos e segue com uma mala por fazer, fondue e uma prova de vinhos. Estou a esforçar-me por pôr Fevereiro no seu lugar, vamos ver se serei bem-sucedida.
 
Ah! Também descobri que o John Legend vai estar em Lisboa em Julho no Cool Jazz e estou a considerar se será uma boa ocasião para voltar a casa.