Diante do salto abismal em termos qualitativos entre a composição de um aluno e de todos os seus pares, o professor de francês começa a incentivá-lo a escrever mais e melhor. A páginas tantas, a leitura das composições deixa de ser trabalho e passa a vício. O professor manipula o aluno e o aluno relata tudo o que se passa numa casa... mas não a sua. A certa altura é o aluno que manipula o professor com as suas próprias histórias que oscilam entre o real e a imaginação. O fim não agrada a todos, por isso é rescrito e refeito quantas vezes forem possíveis.Este seria o resumo que faria do filme que fui ver, ignorando o belo papel da mulher do professor (Kirsten Scott Thomas) e o da família. "Não se aprende nada com a literatura" disse ela numa conversa e eu não poderia estar mais de acordo e recordo-me sempre disso quando me lembro que tirei um curso de literatura (what was I thinking of?!").
Por um motivo ou por outro não me lembro de qualquer filme francês que não me tenha captado e mantido a atenção durante toda a sua projecção. Este não escapou a essa regra. E tem uma cena final muito bem conseguida. A suivre!
2 comentários:
e agora imagina eu que me lembrei de filosofia!!!
Pano para mangas!
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